SIEM REAP

O Camboja é um país extremamente interessante e um ótimo destino a ser incluído para quem pretende viajar pelo Sudeste Asiático. Sua sofrida história recente, marcada pelo genocídio realizado pelo ditador Pol Pot, apenas reforçam a grandeza espiritual e o pacifismo de seu povo.

Mesmo não sendo a capital, Siem Reap é de longe a cidade mais visitada por turistas. Não por menos, afinal, é na cidade extremamente simples, pobre, barata (você, dificilmente, vai gastar mais de 50 dólares por dia, por pessoa) e de povo acolhedor no nível máximo que localiza-se o orgulho nacional: o complexo de templos milenares de Angkor. É lá que se espalham, por uma extensa área, árvores gigantes e de formatos surreais e palácios de pedra que resistem à passagem do tempo e à admiração de quem os visita. Ele é tão importante que seu templo principal, o Angkor Wat, ilustra a bandeira do país.

Leia a seguir nossas informações sobre esse destino que é famoso por sua energia diferente e por seu povo extraordinário:

IMG-20171020-WA0043

ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

COMO CHEGAR

Não há voo direto saindo do Brasil e das principais capitais da Europa ou das Américas  para Siem Reap. Se seu destino é Siem Reap, muito provavelmente seu avião vai passar por Joanesburgo, Adis Abeba, Dubai ou outra cidade hub antes de chegar em algum país asiático mais próximo.

O aeroporto de Siem Reap possui ligações mais fáceis com cidades na Tailândia, Laos, Vietnã, Malásia, China (há voos diretos a partir de Xangai, do Cantão, Zhengzhou) e Cingapura. Também é possível chegar na cidade de ônibus (a viagem é longa e bem econômica), principalmente vindo da Tailândia ou do Laos.

Os voos saindo de Bangkok, Luang Prabang, Hanói ou Ho Chi Minh não costumam ser caros. Companhias confiáveis que operam até o aeroporto de Siem Reap: Cambodia Angkor Air, Bangkok Airways, Thai Airways, Air Asia, Jetstar, Malaysia Airlines, Lao Airlines, Vietnam Airlines, China Eastern, China Southern, (as três últimas costumam cobrar passagens mais caras até Siem Reap).

Para quem deseja uma aventura via terrestre, há agências de ônibus que vendem pacotes ou passagens avulsas em Luang Prabang e Vientiane (no Laos) e, melhor ainda, em Bangkok (estação rodoviária Mochit, na capital tailandesa), que é a cidade grande mais próxima de Siem Reap. A gente não recomenda essa forma, porque a chance de serem embutidas taxas imprevistas (pequenos e sucessivos golpes) não é pequena, além de exigir muita atenção e planejamento do aventureiro: tem que guardar comprovante, anotar o local, a hora, a companhia de ônibus.

IMG_3467.JPG

TEMPLO BAYON EM ANGKOR – SIEM REAP, CAMBOJA

Quem opta por essa forma deve comprar a passagem com antecedência, pedindo ajuda à recepcionista do hotel para entrar em contato com a companhia. Além disso, provavelmente, você vai ter que ir até uma 7-Eleven para conseguir seu comprovante, pagando lá uma taxa de conveniência. Esse comprovante terá que ser trocado pela passagem na rodoviária de Mochit (a 5-10 minutos de táxi a partir da estação de metrô Kamphaeng Phet ou da estação de sky train Mo Chit; cerca de 50 baths a corrida de táxi dessas estações até a rodoviária). A única companhia confiável é a estatal Aranyaprathet e seu balcão de atendimento na rodoviária fica logo atrás do Information Center. Todo esse processo (já com seu bilhete), dificilmente, vai custar mais do que 35 dólares.

Indo nesse ônibus a partir de Bangkok, você terá direito a snack, água, almoço. O percurso dura 4 horas até a fronteira com o Camboja. Nesse lugar, você tem que ficar e recusar qualquer pessoa que tente vender o visto do Camboja. Passe na imigração tailandesa para ter seu passaporte carimbado (a fila é grande, mas trata-se de um procedimento obrigatório) e depois dirija-se a uma tenda para conseguir o formulário que exige informações sobre a sua saúde. Preenchido isso, vá até uma casinha que emite o Visa on Arrival do Camboja. Ele custa 30 dólares. Pague, apresente uma foto 3×4 e seu passaporte. É só isso. Pouco tempo depois você consegue seu visto.

Há policiais locais que cobram 100 bahts para, basicamente, não atrapalhar seu pedido. Se você não paga essa verdadeira propina eles colocam seu pedido no fim da fila e te fazem esperar bastante. Querendo evitar isso, já chegue com o visto online.  

Já com o seu visto cambodiano, você terá que ir até a imigração do Camboja para ter seu passaporte carimbado. Também é uma etapa necessária. Sem o carimbo, você terá muita dificuldade para deixar o país. Todo esse procedimento alfandegário na fronteira dura aproximadamente 2 horas, e o ônibus só sai com todos os passageiros a bordo. Depois daí são mais 3-4 horas até chegar em Siem Reap. A parada final é no escritório da companhia de ônibus em Siem Reap.

Enfim, saindo 8h ou 9h da manhã de Mochit, em Bangkok, você chega em Siem Reap às 17h30, 18h. Um dia inteiro na estrada. Da agência da companhia em Siem Reap, a empresa oferece tuk tuk gratuito (moto com bagageiro acoplado muito comum no Sudeste Asiático)para te levar até sua hospedagem (isso mesmo. o transfer é gratuito). Se o motorista do tuk tuk se oferecer para levar você e ser seu guia nos templos de Angkor no dia seguinte, só aceite se ele cobrar não mais que 15 dólares a serem divididos entre os passageiros da condução. Do contrário, agradeça e diga que vai pesquisar o preço para depois voltar a conversar com ele.

 Outra boa forma de chegar em Siem Reap, utilizando Bangkok como base, é comprando um pacote de ida e volta através de uma van que sai da Khao San Road (a rua dos mochileiros no centro turístico da capital tailandesa). Há muitas empresas que oferecem esse combo naquela movimentada rua, e o tempo de permanência em Siem Reap é suficiente para você conhecer o principal da cidade, sem ter que se preocupar com o transporte.

Pese os prós e contras e defina como prefere chegar na famosa cidade do Camboja. A gente sempre recomenda o avião. Basta você se planejar com bastante antecedência que a passagem aérea não vai custar caro, além de ser muito mais rápido e confortável. Sem esquecer que é melhor fazer esse sacrifício financeiro, haja vista que você vai gastar pouquíssimo (a economia é muito grande) nas ruas de Siem Reap.

IMG_3566

BAYON – SIEM REAP, CAMBOJA

QUANDO IR

Por ser uma região afetada pelas monções (chuvas intensas e quase sem intervalos em uma específica época do ano), a melhor época para ir até Siem Reap é entre dezembro e abril, por ser a estação seca, sendo possível curtir as atrações principais sem se preocupar com guarda-chuvas ou capas.

Se tiver que escolher um mês específico para viajar até lá dentro daquele período acima indicado, vá em janeiro ou fevereiro. O risco de chuva é praticamente 0 nesses meses.

CLIMA

Tropical, com pouca variação de temperatura. Para se ter ideia, o mês com a temperatura média mais elevada é abril (29,7 ºC); por sua vez, a temperatura média mais baixa acontece em dezembro, quando os termômetros registram na faixa de 24 ºC. As noites são marcadas por temperaturas mais amenas, porém suas mínimas só ficam (pouco) abaixo dos 20 ºC em novembro, dezembro, janeiro e fevereiro.

DSC09219.JPG

ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

VISTO

Pode ser obtido online ou presencialmente.

Pela Internet, o e-Visa é conseguido através do acesso ao site https://www.evisa.gov.kh/, acessível também por aplicativo no sistema iOS ou Android. Conferimos o site. Ele é em inglês e bem didático, de fácil compreensão. Você preenche o formulário e envia uma foto 3×4 scanneada, paga a taxa por cartão de crédito. 3 dias úteis depois da confirmação do pagamento, você recebe um e-mail com um arquivo em anexo. Imprima esse arquivo, leve com você e apresente na imigração assim que chegar lã.

Presencialmente no aeroporto (visa on arrival): é bem simples. Basta se dirigir ao balcão à direita das esteiras das bagagens. Você deve preencher um formulário e levar uma foto 3×4. Procure já preencher o formulário durante o voo de chegada. Isso economiza bastante tempo e adianta sua posição na fila. Todo o procedimento não dura 30 minutos.

Qualquer que seja a opção escolhida, a taxa de retirada do visto do Camboja custa em torno de 35 dólares.

Sobre a vacina, eles exigem a que previna contra febre amarela. Por isso, leve sua carteira internacional de vacinação com o carimbo/a assinatura atestando que você foi vacinado para aquela doença há mais de 10 dias e menos de 10 anos.

IMG_3693.JPG

TA PHROM, ANGKOR – SIEM REAP, CAMBOJA

FUSO HORÁRIO

UTC/GMT: +7. Isso significa que são 10 horas à frente do horário oficial brasileiro. Quando são 9h em Brasília, são 19h em Siem Reap.

MOEDA

Riel ou dólar norte-americano. Isso mesmo. Uma das grandes vantagens de viajar até lá é que você não precisa converter para uma unidade monetária local (riel), perdendo dinheiro em mais de um câmbio. Eles aceitam dólares em quase todos os restaurantes, hotéis, feiras e atrações.

Para quem deseja se precaver com alguma quantidade de Riel, confira a estimativa do câmbio no link de conversão oficial do Banco Central do Brasil.

IMG_3540.JPG

TEMPLO BAYON – SIEM REAP, CAMBOJA

IDIOMA

Khmer. Praticamente incompreensível, com a escrita repleta de ideogramas desconhecidos aos ocidentais.

Todavia, o fato de Siem Reap receber turistas do mundo inteiro facilita bastante a comunicação. Isso porque nos hotéis, restaurantes e principais estabelecimentos, é possível e bem comum trocar muitas frases úteis em inglês (cumprimentar, agradecer, pedir a conta, perguntar o preço de algo). Eles entendem e sempre respondem com um sorriso.

img_3763

ILUMINAÇÃO NO RIO SIEM REAP – CAMBOJA

QUANTO TEMPO FICAR

2 dias completos são suficientes para conhecer os pontos principais da cidade (ênfase nesse completo; chegar em um sábado pela manhã e sair no domingo no fim da tarde é possível, mas não aconselhamos). Para quem deseja entender mais o cotidiano e costumes locais, visitando lugares menos turísticos, recomendamos 5 dias em Siem Reap.

IMG_3690.JPG

A NATUREZA RECUPERANDO SEU ESPAÇO – SIEM REAP, CAMBOJA

COMO SAIR DO AEROPORTO

De táxi ou tuk tuk (moto que tem acoplado em sua traseira um assento coberto para dois ou três turistas; muito comum no Sudeste Asiático; vale a experiência). O preço da corrida até o centro não custa mais do que 10 dólares. São vários os motoristas que se oferecem para fazer esse percurso logo na saída do desembarque, por isso barganhe/pechinche para conseguir um preço mais baixo.

Como avisamos acima, o motorista que vai de levar do aeroporto ao hotel vai se oferecer para te levar no dia seguinte aos templos Angkor ficando o dia inteiro a sua disposição. Só aceite esse serviço se ele cobrar, no máximo, 15 dólares pelo veículo (esse valor não é por cabeça, mas para ser dividido por todos os turistas que viajarão no mesmo veículo conduzido pelo motorista). Se ele não fizer por esse valor, agradeça, peça o contato dele e diga que você vai pesquisar o preço com outros motoristas.

DSC09153

ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

HOSPEDAGEM

Os hotéis ficam concentrados nas proximidades da Pub Street ou nas margens do Rio Siem Reap. Eles são de diferentes estilos e, mesmo os mais sofisticados (com fachada colonial) no bonito Old French Quarter, cobram diárias a preços mais baratos do que pousadas de nível médio em cidades mais famosas do mundo. Listamos abaixo algumas opções bem avaliadas pelos turistas:

  • La Rivière d’ Angkor Resort (cinco estrelas com transfer do aeroporto, localizado à beira do Rio Siemp Reap e a uma curta caminhada do burburinho da noite; piscina e café da manhã muito bom incluído);
  • Hotel Somadevi Angkor Resort & Spa (quatro estrelas, com excelente estrutura e preço acessível; transfer do aeroporto incluído, também a poucos quarteirões do Night Market e da Pub Street; piscina e café da manhã muito bom incluído);
  • Grand Sunset Angkor Hotel (ótimo custo-benefício; mais barato que os anteriores; transfer e café da manhã incluído; também bem localizado, a uma caminhada de 5 minutos ou 700 metros da Pub Street e Night Market);
DSC09387

TERRAÇO DOS ELEFANTES, EM ANGKOR – SIEM REAP, CAMBOJA

  • Kandal Village Inn (super barato e com transfer do aeroporto incluído; é o mais perto do Old Market e da Pub Street em comparação com os anteriores, 300 metros);
  • Angkor International Youth Hostel (o mais barato de todos dessa relação; normalmente, menos de 60 reais a diária; é possível combinar o transfer ao aeroporto; fica a 65 metros do Night Market);
  • Villa Nanda (o mais bem avaliado dentre os que citamos; apesar de ficar mais afastado da Pub Street – 3 km – fica mais perto dos templos de Angkor, em uma região mais tranquila da cidade; o quarto tem muitas comodidades; transfer do aeroporto e café da manhã incluído a um preço excelente, normalmente, menos de de R$ 120,00 a diária; bem romântico).

Para mais ótimas opções para todos os gostos e bolsos, sugerimos a consulta no Booking, Trivago ou TripAdvisor. Outra boa fonte de pesquisa para quem quer alugar um quarto, uma casa ou um apartamento direto com o proprietário é o Airbnb.

DSC09300.JPG

NASCER DO SOL – TEMPLO ANGKOR WAT, SIEM REAP

O QUE CONHECER

Templos de Angkor –  o real motivo de você visitar Siem Reap, afinal, é o maior complexo religioso do mundo. São inúmeros os templos. O ingresso é comprado em uma bilheteria que fica a uns 2, 3 km antes da entrada principal do Angkor. São três os tipos de ticket: para 1 dia (pouco menos de 40 dólares por pessoa); para 3 dias (pouco acima de 60 dólares por cabeça); e para 7 dias (aproximados 70 dólares individuais).  Se tiver que escolher 3 templos bonitos para visitar, não hesite:

  • Angkor Wat (o principal e mais famoso, construído a mando do rei Suryavarman II, em meados dos anos 1100, no auge do Império Khmer, sob orientação hinduísta; aquele que estampa a bandeira nacional; fica logo na entrada e é perfeito para acompanhar o nascer do sol por trás do monumento; se você achar desconfortável a quantidade de gente nesse horário, pule esse templo e visite-o perto do por do sol, momento em que ele fica mais vazio, embora o crepúsculo aconteça efetivamente do outro lado);
  • Bayon (edificado durante o governo de Jayavarman VII, trata-se de um templo budista com mais de cinquenta torres e duzentos rostos de feições diferentes talhados na pedra; no seu entorno são realizados passeios sobre elefantes);
DSC09368.JPG

O IMPRESSIONANTE TEMPLO BAYON, EM ANGKOR – SIEM REAP, CAMBOJA

  • Ta Prohm (o templo que foi “dominado/engolido” pela natureza; imensas raízes de árvores muito antigas estão tomando o espaço que era da construção humana; elas ocupam cada vez mais o espaço das edificações e tornam o cenário impressionante; muitas cenas do primeiro filme de Tomb Raider, protagonizado por Angelina Jolie foram filmados nesse lugar)

*Outros templos interessantes no Angkor para quem tem tempo sobrando: Banteay Srei (marcado pelas três torres de pedra avermelhada com imagens tridimensionais de divindades); Banteay Kdei (templo bem grande, com cinco torres próximas alaranjadas; era um antigo monastério budista super decorado; construído durante o governo de Jayavarman VII, lembra vagamente os templos tailandeses de Ayuthaya); Baphuon (restaurado há pouco tempo; possui uma estátua de Buda deitado com mais de 60 metros); Elephants Terraces ( terraços com elefantes gravados em alto relevo; era onde ficava concentrada a plateia nos espetáculos imperiais).

IMG_3651.JPG

TA PHROM – SIEM REAP, CAMBOJA

Pub Street – a rua mais animada da cidade, ladeada por vários restaurantes agradáveis e movimentados, de diferentes estilos. Mesmo sendo bastante turística, o preço cobrado nas cervejas e comidas é muito barato aí (a cerveja chega a custar centavos de dólar).

Night Market – como o nome já adianta, trata-se de um centro de compras bem perto da Pub Street onde são vendidas roupas, bijuterias e excelentes souvenirs, a preços muito baixos. Excelente para quem quer levar uma lembrança asiática e quer ajudar os humildes e simpáticos comerciantes locais.

Old Market –  bem perto do rio Siem Reap, nele são vendidos ingredientes e alimentos frescos, além de roupas, tecidos, adereços e outras lembranças, mas

Templo Wat Preah Prohm Roth – simpático templo às margens do rio da cidade. Não é tão impressionante quanto os vários que têm em Bangkok, no entanto é mais um cenário bem diferente aos nossos olhos e que traz boas sensações para quem visita.

DSC09299.JPG

O INCOMPARÁVEL NASCER DO SOL NO ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

Caminhada/pedalada na margem do rio Siem Reap – agradável percurso que passa por mercados, templos, parque e bons restaurantes e dá uma noção mais abrangente da cidade, não limitada ao turístico Old French Quarter.

Chong Khneas – é a vila flutuante relativamente perto de Siem Reap. Nesse passeio (mais caro por incluir passeio de barco, custo do tuk tuk e gorjeta ao motorista) você conhece o modo de vida de uma comunidade extremamente pobre em barracos parecidos com palafitas. Para muitos, é bem apelativo, quase teatral e roteirizado, forçando o turista a ajudar, sem fazê-lo sentir verdadeiramente o drama daquelas pessoas. Se você tem um espírito evoluído, gostará desse programa.

Phnom Kulen – é um parque nacional poucos quilômetros ao norte dos templos Angkor (fora do complexo, bem perto do Banteay Srei), com floresta, templos budistas mais recentes e coloridos e lindas cachoeiras (Kbal Spean).

IMG_3481

BAYON – SIEM REAP, CAMBOJA

img_3743

RUA MAIS ANIMADA DE SIEM REAP, CAMBOJA

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

Nas ruas principais, passando pelo Old French Quarter, mercados públicos e nas margens do Rio Siem Reap, a melhor forma é passear a pé ou pedalando em alguma bicicleta alugada.

Para conhecer bairros mais afastados, a bicicleta é o meio de transporte mais indicado por dar maior liberdade ao turista.

Para circular do centro da cidade até os templos de Angkor, a forma mais confortável e comum é de tuk tuk ou carro com algum motorista/guia contratado para um dia inteiro (custa entre 15 e 20 dólares a ser dividido por todos os passageiros; esse valor não inclui a entrada dos turistas no complexo). Também dá para fazer esse trajeto de bicicleta alugada (seja a tradicional ou a elétrica/e-bike), agora deve-se ter em conta que a distância entre esse pontos é de 8 km cada trecho e, além disso, o complexo é gigantesco, com templos espalhados por dezenas de quilômetros (se essa for a sua escolha, procure combinar com algum guia assim que chegar no Angkor para não ficar sem as informações úteis sobre a história de cada monumento).

Deu para perceber que, se você tiver disposição, a bicicleta serve para qualquer deslocamento de dia em Siem Reap. Há várias locadoras espalhadas no centro da cidade, (principalmente, nos arredores da Pub Street) e o valor cobrado é irrisório: entre 1 a 5 dólares para o dia inteiro, a depender da qualidade da bike. Pergunte no seu hotel se eles disponibilizam bicicletas ou onde você encontra o estabelecimento mais próximo para alugar.

A cidade é plana e com pouco movimento de carros, por isso, o principal obstáculo é mesmo o calor intenso. Para aliviar esse problema, leve um boné, óculos de sol e alguma toalha molhada. Com esse “equipamento” você vai curtir bastante o dia na cidade. De noite, você devolve a bicicleta e caminha pelas ruas seguindo o fluxo de pessoas, que deve ser em direção a Pub Street.

img_3784

MELHOR FORMA DE CONHECER SIEM REAP – CAMBOJA

CULINÁRIA LOCAL

A cozinha khmer é saborosíssima. Dá para dizer que gostamos mais da comida do Camboja do que a que provamos na Tailândia, provavelmente por ser menos apimentada. Há semelhanças entre elas: arroz, leite de coco, curry, especiarias agridoces (cúrcuma, capim limão, gengibre/galangal, pasta fermentada de peixe), carnes molhadas (raramente a proteína é seca), ensopados com macarrão e peixes de água doce. Também é nítida a influência vietnamita e francesa em muitos restaurantes da cidade, esta decorrente da colonização. 

Os pratos no Camboja costumam levar ingredientes frescos locais. Dificilmente você vai comer algo importado ou industrializado.

DSC09363.JPG

CAMINHO PARA O ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

Um prato típico que gostamos bastante foi o fish amok, uma espécie de bolo recheado com peixe, legumes e batata bem molhado, servido em uma folha de bananeira. O molho ou caldo é muito bom, feito de uma mistura de alho, cúrcuma, pimenta, cebolinha, um tipo de gengibre e capim limão. Além de ser bem gostoso, ele é muito barato. Pagamos 5 dólares em um prato de fish amok na rua gastronômica mais cara, a Pub Street.

Outra opção para o turista que quer conhecer a cozinha tradicional do país é o BBQ khmer (churrasco cambojano). Trata-se de um combo de carnes exóticas apresentadas cruas, em que você as frita como bem entende em uma panelinha com fogo embaixo (no mesmo estilo do fondue). É acompanhada de diferentes tipos de molho (rosé, tártaro, apimentado). O que experimentamos tinha carne de sapo, cobra, jacaré e mais duas opções mais convencionais (a de cobra é quase intragável de tão borrachuda; a de sapo foi a melhor surpresa). É muito bem servido para um casal ou 3 pessoas. Pagamos cerca de 15 dólares na Pub Street. Pra gente o fish amok é mais gostoso.

Mais comidas bastante consumidas pelos locais: porco grelhado, marinado no alho e no shoyu, servido com cebolinha e arroz (Bai sach chrouk); sopa de macarrão de arroz acompanhada de almôndegas, carne bovina ou suína, e preparada com caldo de porco, temperado com pimenta e limão e servida, ainda, com alho, broto de feijão e cebolinha (Kuy Teav).

Para encarar os dias, sempre quentes, uma boa pedida é tomar um suco/frozen natural em um dos diversos carrinhos de fruta que circulam no Old French Quarter. A gente indica muito o de maracujá, laranja e o de pitaia (red dragon para eles), preparados na hora. Outra alternativa é tomar um cerveja bem gelada, a Angkor. É bem suave e muito barata. Na Pub Street, pagamos centavos de dólar por uma garrafa.

IMG_3230

FISH AMOK – SIEM REAP, CAMBOJA

RESTAURANTES

Não faltam boas opções, seja em estabelecimentos animados, seja em ambientes charmosos e rústicos.

Para os que querem ficar perto de lugares movimentados e no centro do agito noturno, dirija-se a Pub Street e escolha algum dentre vários restaurantes que servem comida internacional (tem indiano, italiano, francês e até do Camboja). Aos que desejam curtir uma refeição mais autêntica/genuína, destacamos a seguir restaurantes super elogiados:

  • Haven (combina a ideia de local para refeições com o projeto de uma ONG local, no qual os habitantes locais recebem treinamento no ramo de alimentos e bebidas. Serve comida khmer super conhecida na cidade. Atendimento excelente; endereço: Chocolate Rd, Wat Damnak area, West of Angkor High School);
  • Cuisine Wat Damnak (o único de Siem Reap que figura na lista dos 50 Melhores Restaurantes Asiáticos, serve comida khmer sofisticada em um menu degustação servido em uma sequência de seis pratos; ambiente bonito com jardim bem bacana; endereço: fica entre a escola Angkor High School e o Psa Dey Hoy Market, já na margem direito do Rio Siem Reap);
IMG_3547.JPG

TEMPLO BAYON – SIEM REAP, CAMBOJA

  • Café Indochine (casa de madeira com jardim iluminado onde são servidos pratos que khmer e franceses; endereço: 44 Sivatha Street);
  • The Sugar Palm (outro restaurante bem conhecido montado em uma casa tradicional, com pratos originais da cozinha khmer; endereço: Taphul Road, Krong Siem Reap);
  • Art Deli (serve pratos internacionais e orgânicos, além de cafés; fica numa casa colonial francesa que reúne biblioteca, galeria de arte e onde são encenadas performances artísticas; endereço Pub Street Alley, Alley West, perto do Old Market);
  • The Touich (o clima aconchegante e descontraído desse restaurante/bar escondido  que fica atrás do templo Waat Enkosei o diferencia das opções anteriores; lá também é preparada comida khmer bem gostosa);
  • AHA (destaque para a carta de vinhos desse restaurante que, além de servir pescados, carnes e comida khmer misturada com outras influências, é conhecido pelos bons aperitivos/tapas; endereço: The Alley)
DSC09230.JPG

NASCER DO SOL NO ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

COMPRAS

Mesmo o turista que não vai com o propósito consumista se surpreende com as boas opções de artesanato e lembranças vendidas nos mercados ao ar livre de Siem Reap. Os produtos são bem feitos e a preços muito baixos, seja bolsas, carteiras, panos e tecidos, camisas e bijuterias, além de temperos e ingredientes da cozinha khmer. Além disso,  a compra nesse locais incentiva a produção local, cada vez mais fomentada pelo governo para reduzir a pobreza e a falta de oportunidades mais estáveis.

No Old French Quarter, as opções ficam por conta do Night Market, do Old Market (Phsar Chas) e da Associação Artesã Angkor (bem perto do Night Market).

Na margem oposta (direita) do Rio Siem Reap, tem o Siem Reap Art Center Night Market e o centro de compras King’s Road Angkor.

Pouco depois do Parque Estadual e do Raffles Grand Hotel d’ Angkor (que ficam na margem esquerda), localiza-se o Centro de Artes e Cerâmicas Khmer.

Para quem deseja objetos de decoração diferenciados e refinados, a sugestão fica para a loja do hotel Residence d’Angkor e a escola de artesanato Les Ancient d’Angkor.

img_3758

QUIOSQUES DE ARTESANATO – SIEM REAP

VIDA NOTURNA

O agito da noite fica por conta dos bares e restaurantes da Pub Street (ou Street 08). Guardadas as devidas proporções, é uma Khao San Road de Siem Reap, embora bem menor e mais organizada que aquela rua de Bangkok. É nesse lugar que os turistas se encontram atrás de cerveja e comida barata. A rua fica com uma iluminação bem bacana e com música animada. Caminhe pelas ruas paralelas (a Street 09 também fica muito charmosa de noite), passe pelo Old Market e atravesse a ponte do Rio Siem Reap até a região de restaurantes e bares e o Night Market original que fica na margem direita do rio.

Outra alternativa é assistir ao espetáculo Phare – The Cambodian Circus, com dança típica, acrobacia e show de equilíbrio protagonizados por jovens da cidade. O preço é caro, mas vale muito à pena, além de você ajudar a organização que cuida dessas pessoas. Ele acontece na transversal da Sok San Road, perto do Tanei Resort & Spa e do restaurante Thoba Yana.

NOSSA EXPERIÊNCIA

Ficamos dois dias e meio em Siem Reap. Fomos até a cidade em meados de fevereiro. Não enfrentamos chuva. A temperatura estava alta, mas nada insuportável. Chegamos lá de avião a partir de Bangkok. Pagamos e conseguimos o visto no desembarque do aeroporto (visa on arrival).

Saímos do aeroporto até a pousada no centro em um táxi. O motorista se ofereceu para ser nosso guia nos templos de Angkor, mas nós preferimos acertar com algum guia sugerido pelo nosso hotel, que era super simples, barato (custava menos de 20 dólares a diária) e bem localizado (a 5 minutos de caminhada do Night Market e da Pub Street, além de contar com locadora de bicicleta mais perto ainda).

Na mesma noite, compramos blusas e souvenirs no Mercado Noturno e comemos um fish amok com uma cervena Angkor na Pub Street por menos de 10 dólares para o casal. Na volta para a pousada, acertamos com um motorista de tuk tuk para nos levar para os templos de Angkor na madrugada seguinte.

Acordamos bem antes do nascer do sol – 4h da manhã – para ver a aurora no Angkor Wat. Compramos nosso ingresso na bilheteria naquela madrugada e chegamos na entrada do Angkor entre 5h/5h30. Longe de sermos os únicos: havia muita gente à beira do lago da entrada, muitos com um lençol ou toalha estendida com diferentes tipos de câmeras fotográficas se espremendo para registrar o verdadeiramente lindo espétaculo do melhor ângulo possível.

Passeamos pelo interior do Angkor Wat, Angkor Thom, Bayon, Terrace of the Elephants e pelo Ta Prohm. O motorista no levou para cada um desses pontos. Ele nos deixava para passear pelo tempo que quiséssemos e sempre marcava um ponto de encontro onde estaria nos esperando. Andamos, ainda, sobre um elefante em um passeio de 20 minutos por volta do Bayon. Nosso motorista quase não falava inglês e não explicou nada para gente sobre os templos (a parte de guia nós não conhecemos), mas ele foi muito bacana e paciente o tempo todo. Gostamos e faríamos de novo com ele.

Voltamos ao centro de Siem Reap no meio da tarde. Almoçamos um churraco cambojano (BBQ) na Pub Street. Caro e muito exótico pro nosso gosto. Compramos um suco natural em um dos carrinhos/carrocinhas de rua e fomos “desbravar” a cidade. Caminhamos à margem esquerda do rio, passando pelo templo budista Wat Preah Prom Rath, pelo Parque Estadual, alguns centros de compras, hospitais filantrópicos e muitas ruas de terra. Já de noite, passeamos pelo Mercado Noturno do outro lado do rio (margem direita) e pelo Old Market.

IMG_3481

TEMPLO BAYON, EM ANGKOR – SIEM REAP, CAMBOJA

No dia seguinte, alugamos uma bicicleta por 1 dólar em uma rua transversal a do nosso hotel. Pedalamos do centro até a entrada do Angkor, passando por pontos menos turísticos. Não entramos no complexo de templos porque não tínhamos ingresso para outro dia. Voltamos por um caminho diferente, com mais movimento de locais  monastérios e estabelecimentos da vida real dos habitantes. Devolvemos a bicicleta e no fim da tarde daquele dia pegamos um tuk tuk para o aeroporto e seguimos nossa viagem pelo Sudeste Asiático com um voo até Hanói.

Siem Reap nos agradou muito. Seus maiores destaques ficam para os templos de Angkor (Angkor Wat, Ta Prohm e Bayon foram os nossos preferidos, nessa ordem), para o tamanho compacto e os baixos preços da área turística no centro da cidade (a Pub Street e o Night Market foram duas excelentes surpresas) e para seu povo. Sem sombra de dúvidas, os nativos são a maior riqueza da cidade. Todos nos trataram super bem, sempre dispostos a ajudar, com respeito, timidez e até uma inesperada admiração. Realmente, uma gente iluminada.

Outra coisa que gostamos demais foi o passeio de bicicleta pela cidade. Como dissemos acima, ela é toda plana. A pedalada não cansa em momento algum (e olha que alugamos um modelo de bike bem antigo). Muito bom trafegar por lugares que não aparecem nas imagens mais famosas da cidade, sentir como vivem e onde frequentam os locais.

Por sua vez, a gente se arrependeu do passeio sobre o elefante. A volta é conduzida por um “adestrador” que, sentado sobre a cabeça do animal, segura uma lança para ser usada no caso do bicho não seguir o ritmo desejado por ele. A experiência é triste, nada exótico, nem romântico e, principalmente, sem nenhuma interação ou sensação boa para o elefante e para as pessoas. Não recomendamos.

O outro ponto negativo fica para a pobreza da cidade. Mesmo no Old French Quarter há muitas ruas sem asfalto e muita fiação sobre as casas. Em regiões mais periféricas, o esgoto corre na frente das casas, em um cenário bem triste. Certamente, você vai sair comovido de lá e querendo fazer alguma coisa para melhora, nem que seja reclamar menos da vida.

Uma cidade turística, de fato, diferente de todas as outras que já vimos, muito menos glamourizada e super espiritualizada. Muito marcante.

IMG_3316.JPG

TEMPLO ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

DICAS

⇒ Não se esqueça de levar sua carteira internacional de vacinação, com o carimbo/a assinatura que comprove que você tomou a vacina contra a febre amarela há mais de 10 dias e menos de 10 anos.

⇒ Quer economizar tempo na chegada? Adquira seu visto pela Internet (e-Visa), levando para a imigração no Camboja o arquivo recebido por e-mail após o pagamento feito no site. Se não tem muita confiança com essa forma ou está com pouco tempo para fazer isso, não tem problema: deixe para conseguir seu visto lá, mas já leve o formulário entregue no voo preenchido.

⇒ Não deixe de colocar na sua mala para Siem Reap: filtro solar, óculos de sol, boné/chapéu e roupas leves.

No dia que você for visitar os templos de Angkor, lembre-se de cobrir os joelhos e ombros. Trata-se de um lugar sagrado e o código de vestimenta recomenda esse respeito, principalmente para mulheres (uma canga e uma blusa não decotada já são suficientes).

IMG_3720

TA PHROM, ANGKOR – SIEM REAP, CAMBOJA

⇒ Para visitar Angkor, compre o passe para 1 ou 3 dias. O que inclui 7 dias de passeio é, para nós, desnecessário e até repetitivo (a não ser que você seja um estudioso ou aficcionado por história antiga do budismo e hinduísmo).

⇒ Não deixe de escolher um bom guia para tornar ainda melhor o passeio até esse cartão-postal mundialmente famoso. Você pode consultar ou conseguir alguma indicação nas agências de turismo “Angkor Heritage Travel” ou “Angkor Tuk Tuk Travel”, ambas localizadas na Street 21, muito perto dos restaurantes Touch of Lime, Paris Saigon e Viroth’s, na margem direita do Rio Siem Reap. Se não quer andar até lá, pergunte no seu hotel algum guia que fale um inglês intermediário e que saiba sobre a história dos templos.

⇒ Seja no táxi/tuk tuk, seja na hora de fazer compras, seja acertando o valor do seu guia, PECHINCHE! Não aceite o valor inicial, ele costuma baixar. Isso não se aplica na tarifa do hotel e no ingresso para Angkor (esses valores não caem).

⇒ Não perca a oportunidade de pedalar em Siem Reap. É quase de graça, não é cansativo e te permite conhecer lugares pouco conhecidos pelos turistas. Se puder, alugue uma do projeto/cooperativa “The White Bicycles”, cujo valor da locação (2 dólares) é revertido para órgãos de caridade e famílias de vítimas de minas terrestres. A sede dessas bicicletas fica na esquina da Wat Bo Road com a Street 24, na margem direita do Rio Siem Reap.

⇒ Para quem deseja conhecer e ajudar instituições de caridade na cidade ou imediações (como orfanatos e hospitais filantrópicos), aconselhamos que 1) consulte o site Volunteerhq; 2) pergunte no seu hotel algum lugar confiável em que o dinheiro ou a contribuição afetiva seja efetivamente recebida por quem necessita; 3) procure a “Charity Tours Cambodia”, também situada na Street 21, na margem direita do Rio Siem Reap. Cruze as informações de 1), 2) e 3) (especialmente a 1), se houver coincidências nas respostas, as chances de você levar um golpe de aproveitadores (uma penas, mas existe) diminui bastante.

 

IMG_3473

ELEFANTE E TEMPLO BAYON – SIEM REAP, CAMBOJA

 

CURIOSIDADES

→ Apesar de ser a cidade com maior número de turistas do Camboja, Siem Reap é apenas a quarta mais populosa do país, atrás de Phnom Penh (a capital), Ta Khmao, Battanbang.

→ Angkor é o maior complexo religioso do mundo, com templos espalhados em uma área de mais de 400 quilômetros quadrados. Seu templo principal, o Angkor Wat, foi declarado patrimônio da humanidade pela Unesco em 1992.

→ Na região de Siem Reap, 25% do povo sobrevive com menos de 0,50 US$ diários.

→ Dois dos principais motivos para a penúria sofrida pela população cambojana foram: 1) o bombardeio norte-americano contra o movimento comunista deflagrado na fronteira entre o Camboja e o Vietnã; foram centenas de toneladas de bombas lançadas entre 1965 e 1973; o quádruplo do que foi lançado sobre o território japonês durante a II Guerra); logo depois 2) o governo ditatorial e genocida de Pol Pot que, supostamente influenciado pelo comunismo, instaurou o Khmer Vermelho na década 1970, sendo responsável pela morte brutal de quase 2 milhões de cambojanos (muitos morreram de fome), pelos motivos mais banais – desde oposição política ao fato de guardarem comida, jóias, transarem sem autorização ou usarem óculos. E matava famílias inteiras, para evitar a retaliação dados entes que sobreviviam. Pela inluência comunista, Pol Pot não queria nenhuma relação do país com religiões, tendo dizimado monges budistas. Os sobreviventes foram obrigados a migrar na quase totalidade para as áreas rurais trabalhando na agricultura. Esse regime inacreditável acabou em 1979 com a chegada do exército vietnamita, inconformado com a matança.

IMG_3460.JPG

ANGKOR THOM – SIEM REAP, CAMBOJA

→ Assim como na Tailândia, o Camboja é famoso pela sua comida exótica com bichos ressecados/empalhados servidos em um espeto. Nas ruas de Siem Reap você encontra carrinhos com espetos de cobra, larva, aranha, grilo, besouro. Tem até ovo de pato cozido com embriões quase formados (tia koun)

→ No país não há circulação da moeda local. Existem apenas cédulas de Riel, moedas não.

→ O trânsito em Siem Reap e em todo o Camboja é bem loucão, sem nenhum respeito ao pedestre e aos poucos semáforos. Olhe para os quatro lados antes de atravessar a rua. Para quem conhece Hanói (trânsito mais agoniante e confuso do mundo, na nossa opinião), dá para encarar sem stress a travessia em Siem Reap.

→ A sociedade cambojana ainda é bastante machista, com pouquíssimo papel de destaque oportunizado às mulheres. Um hábito bem diferente no país é o carinho público trocado quase que exclusivamente entre amigos homens. Mesmo os heterossexuais trocam carícias no meio da rua, o que não acontece entre casais de homens e mulheres, nem entre amigas.

→ O Camboja foi protetorado da França por 90 anos, entre 1863 e 1953. Daí a visível influência na arquitetura de várias casas e edifícios em Siem Reap. Tem até o turístico Old French Quarter.

→ Embora durante boa parte da construção dos templos de Angkor o país fosse predominantemente hinduísta, antes mesmo da finalização do complexo e até os dias de hoje a religião mais praticada no Camboja é a budista.

SEGURO VIAGEM

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

IMG_3715.JPG

TA PHROM – SIEM REAP, CAMBOJA

IMG_3334.JPG

NASCER DO POL NO ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

img_3451

ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

img_3520

TEMPLO BAYON – SIEM REAP, CAMBOJA

IMG_3619.JPG

ANGKOR – SIEM REAP, CAMBOJA

img_3637

A NATUREZA TOMANDO O QUE É SEU – TA PROHM, SIEM REAP, CAMBOJA

img_3669

TA PROHM – SIEM REAP, CAMBOJA

img_3698

TA PROHM – SIEM REAP, CAMBOJA

img_3753

RIO SIEM REAP – CAMBOJA

 

IMG_3579

TEMPLO BAYON – SIEM REAP, CAMBOJA

IMG_3426

INTERIOR DE UM DOS AMBIENTES DO TEMPLO ANGKOR WAT – SIEM REAP, CAMBOJA

DSC09389.JPG

ANGKOR – SIEM REAP, CAMBOJA

⇒Gostou do blog? Clique AQUI e siga nossa fanpage do Facebook!

6 comentários sobre “SIEM REAP

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s