SÃO LUÍS

A capital do Maranhão, situada no Nordeste brasileiro, é deslumbrante. Marcada por uma mistura de influências aparentemente inconciliáveis, São Luís concentra em sua extensão um dos mais belos centros históricos brasileiros – onde boa parte do maior conjunto de azulejos portugueses da América Latina se encontra -, manifestações culturais, artísticas e gastronômicas similares as da Amazônia (em virtude de localizar-se em uma área de transição, vizinha à região Norte) e o charme de ser a única cidade do país fundada por franceses.

Conhecida como Ilha do Amor, São Luís é incontestavelmente romântica e nostálgica, revelando em suas ruas, pontes, e casarões seu rico passado, marcado por sucessões de domínio francês, holandês e português, tendo sido seu Bairro Velho tombado como patrimônio mundial pela UNESCO.

Mas a cidade não se limita a suas construções históricas, possuindo também uma feição moderna, com arrojados prédios e restaurantes, avenidas movimentadas, vida noturna agitada, com destaque para os pontos de encontro na Lagoa da Jansen, e muito mais.

COMO CHEGAR

De avião – são várias as opções de voos diários partindo de algumas das principais capitais e cidades do país (Belém, Imperatriz, Teresina, Fortaleza, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo), através de aviões da GOL, TAM e AZUL.
De carro – Acesso pela BR-135, servida pela BR-226 e outras rodovias estaduais (MA-381 E MA-256).
De ônibus – As empresas São Geraldo/Gontijo, Itapemirim e Guanabara têm saídas de várias capitais.

QUANDO IR

A melhor época para visitar compreende os meses de junho a dezembro. Recomendamos ir no final de junho, por ser o período das festas mais animadas da cidade – Bumba-Meu-Boi e São João – e por corresponder, tradicionalmente, ao término do período chuvoso, quando as lagoas dos LENÇÓIS MARANHENSES (destino obrigatório para quem vai a São Luís) estão cheias.

Em abril e maio começam os ensaios dos festejos juninos. Em julho, há várias apresentações do boi e matracas na Casa das Mercês.

O clima varia entre 23°C e 31°C ao longo do ano, sendo mais fresco (nunca frio) durante os meses de chuva – de janeiro a meados de junho, sobretudo no primeiro trimestre -. Para mais informações sobre o clima, clique aqui.

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CENTRO HISTÓRICO – SÃO LUÍS, MARANHÃO

COMO SAIR DO AEROPORTO

 

ÔNIBUS – Maneira mais barata (menos de R$ 5,00; metade do preço no domingo) e demorada (40 minutos) para ir do aeroporto ao centro, o ônibus Aeroporto-Praça Deodoro (linha São Cristovão) percorre os 13 quilômetros do percurso. O turista deve descer na Praça Deodoro, na região central, mas que não se localiza no burburinho do bairro histórico.

De lá, aconselhamos você a pegar outro ônibus para o Terminal de Integração, perto da área turística, ou para a orla de São Luís (ônibus Calhau-Litorânea, que sai da Praça Deodoro e passa por todas as praias da capital; também custa menos de R$ 5,00) ou ir de táxi para o destino pretendido. Evite caminhar à noite a partir da mencionada praça.

TÁXI – Esta opção é tabelada, custando R$ 40,00 do aeroporto até o centro; e R$ 50,00 até as praias. Da Praça Deodoro (parada final do ônibus vindo do aeroporto) até a praia Ponta D`Areia, a corrida custará menos de R$ 20,00.

HOSPEDAGEM

As opções de hospedagem em São Luís possuem, em geral, uma boa relação custo-benefício, com hotéis bem localizados – próximos a Lagoa da Jansen, ou na orla da Ponta D`Areia ou ainda no centro histórico -, e que costumam cobrar diárias de até R$ 200,00.

Localizam-se, em sua maioria, nos bairros Ponta D’Areia, Renascença I e II e Calhau.

Recomendamos o Veleiros Mar Hotel, onde dormimos. Muito bem localizado, com quartos básicos, limpos e com belas vistas, além de incluir um farto café da manhã, custou R$ 230,00 por duas diárias (em junho de 2016, quando fomos -importante conferir o preço antes de fazer a reserva, ele pode ter mudado).

Outras alternativas encontradas no Booking são elencadas a seguir:

Há também as opções de locação de apartamentos por temporada (acessíveis pelo Airbnb) e mapeamento de promoções em sites de hospedagem pelo Trivago.

QUANTO TEMPO FICAR

A parte turística de São Luís pode ser conhecida em um fim de semana (centro histórico, praias, restaurante, museus, Lagoa da Jansen), mas procure viajar em um feriadão de 4 a 5 dias ou tirar férias nesta duração (sobretudo no período de festas juninas), para poder conciliar a viagem a esta capital com os incríveis LENÇÓIS MARANHENSES.

Agora, se você prefere sentir como vive o povo, aprofundar-se na cultura da região, conhecer mais a fundo o cotidiano da cidade e relaxar sem programação definida, indo além do turismo contemplativo e tradicional, uma semana em São Luís é o tempo recomendado.

O QUE CONHECER
  • Atrativos culturais:

Se tiver pouco tempo na cidade, dedique-o às atrações do Centro Histórico, com suas construções do período colonial (quase três mil exemplares, entre sobrados de azulejos nas fachadas, além de ruas de pedra, cercadas de becos, largos e ladeiras) que datam do século XVIII, quando da conquista e da consolidação portuguesas frente ao então domínio francês.IMG_8845

Visite essa região entre terça e sábado, à tarde, dias em que os pontos principais costumam funcionar/estar abertos. Para curtir a noite, procure ir na sexta -momento em que ocorre o tambor-de-crioula – ou sábado, a partir do horário de happy hour dos ludovicenses (nascidos em São Luís).
A seguir, descrevemos alguns pontos a visitar na cidade:
Igreja Matriz da Sé (Catedral de São Luís ou Catedral de Nossa Senhora da Vitória) – fundada em 1690, localiza-se na Praça Pedro II. Após várias reformas, passou a ser em estilo neoclássico. Rica em azulejos e dotada de um belo altar dourado, é lá onde são celebrados os casamentos de pessoas ilustres no estado. Imponente, é possível avistá-la mesmo do outro lado da Ponte José Sarney.
Casa do Maranhão – trata-se de um museu folclórico, com visitas guiadas, localizado no prédio da antiga alfândega, que foi restaurado em 2014. Nele são encontrados instrumentos musicais e vestuários dos festejos do Bumba-Meu-Boi, além de exposições no espaço multimídia sobre tradições e história maranhenses.

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Casa de Nhozinho – museu dedicado aos brinquedos e figuras folclóricas feitas em buriti pelo artista local, Nhozinho. Localiza-se em um incrível edifício colonial de quatro andares, coberto de azulejos, no bairro histórico;
Solar Gomes de Sousa – móveis, cristais e porcelanas que retratam as casas maranhenses dos séculos XVIII e XIX, dentro de um prédio com bela fachada colonial portuguesa;

Museu Histórico e Artístico do Maranhão – quadros e telas de pintores brasileiros, arte sacra do século XVII e azulejos de variados estilos e origens dos séculos XVIII e XIX destacam-se neste edifício, com uma bela vista proporcionada pelo seu mirante no terceiro andar.

Teatro Arthur Azevedo – reformado em 2005, este teatro é o segundo mais antigo do país, datado de 1817. Realiza visitas guiadas (exceto aos domingos) e recebe shows de dança, canto, balé e peças;

Palácio dos Leões – sede do governo estadual, esta bela sede administrativa, próxima a Igreja Matriz da Sé, foi erguida pelos franceses como a Fortaleza de São Luís, tendo sido tomada pelos portugueses, que a tornaram um palácio no estilo neoclássico. Há visitas guiadas, inclusive no domingo, que apresentam quadros, louça, painéis e outros utensílios.

Outros pontos: Convento das Mercês, o Centro de Cultura Popular (Casa da Festa) e o Museu de Arte Sacra, Casa das Tulhas (onde localiza-se o Mercado Praia Grande) .

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PALÁCIO DOS LEÕES – SÃO LUÍS, MARANHÃO

PRAIAS

 

Calhau – considerada a praia mais bonita da capital, caracteriza-se pela rusticidade (bem “pé na areia”), com dunas e coqueiros ao redor. Quiosques, bares e restaurantes completam o cenário. Hotéis simples e charmosos estão por lá.

Ponta D`Areia – mais popular entre jovens e surfistas, cheia de bares animados dia e noite. Dunas cobertas de vegetação e Forte São Marcos integram a paisagem.
Olho D`Água -mais frequentada de São Luís e bem perto do centro, não é recomendada para banhos. Há clubes de reggae e restaurantes pelo calçadão.

Araçagi – Falésias e dunas montam o visual rústico dessa praia, pouco mais afastada (fica, na verdade, em São José de Ribamar, município que integra a Região Metropolitana de São Luís).Altas e fortes ondas caracterizam seu mar. Uma peculiaridade desta praia é que os carros ficam estacionados na extensa faixa de areia, próximos ao mar.

Lagoa da Jansen –  lagoa urbana, que vai da Ponta D`Areia ao bairro de São Francisco, e tem seu contorno muito aproveitado pelos ludovicenses, com bares, restaurantes (destaque para as pizzarias) e baladas, além de mirante, parque ecológico, quadras para a prática de esportes e ciclovia.

DICAS

-Para caminhadas, corridas e pedaladas, a Avenida Litorânea – na praia do Calhau – é a melhor opção.

-Quanto ao surfe, as melhores ondas atraem os praticantes do esporte para a praia de São Marcos.

-Caso prefira velejar ou praticar esportes condicionados ao vento, escolha a região de Olho d`Água.

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

Apesar da pouca sinalização, o melhor meio para circular em São Luís é de carro. O trânsito, embora confuso, é menor que em outras cidades grandes do país. Para ir ao Bairro Velho, é só atravessar a Ponte José Sarney.

Os táxis rodam a preços não extorsivos e são fáceis de encontrar, com vários pontos espalhados nas localidades mais movimentadas (praias, restaurantes, bares e centro histórico).

Há, também, várias linhas de ônibus que circulam pela cidade, passando pelos principais pontos de interesse do turista.

CULINÁRIA LOCAL
A comida maranhense é marcada por traços indígenas, africanos e portugueses, com destaque para a diversidade de frutos do mar e pitadas de farinha d`água.
Essa mistura de influências é traduzida nas seguintes delícias: juçara (como os maranhenses chamam o açaí), maria isabel (arroz com carne de sol, pimentão, alho cebola, pimenta do reino e cebolinha), manuê (doce de fubá ou vitamilho, que leva leite de coco) e o arroz-de-cuxá (mais famoso prato regional, feito com verdura, camarões secos, gergelim e farinha de mandioca; facilmente encontrado nos restaurantes da capital).
Como bebida, sugerimos que prove o guaraná Jesus. De fabricação maranhense e muito apreciado por lá, ele tem cor rosa forte e sabor adocicado. Outras deliciosas experiências para beber: suco de buriti ou bacuri, duas frutas típicas da região, com consistência grossa e sabor refrescante.
RESTAURANTES

Cabana do Sol – sofisticado sem deixar de ser acolhedor, com sua decoração típica nordestina. É um dos mais movimentados da cidade. Pratos bem servidos e de estilo regional (Endereço: R. João Damasceno, 24).

Maracangalha – voltado para o mar, é animado e colorido. Muito frequentado nos fins de semana (Endereço: Av. Litorânea, 45).

Auguri – café intimista com sobremesas elogiadas, marcado pela influência italiana, e decorado quadros que retratam cenas de filmes do diretor Federico Fellini (Endereço: Av. dos Holandeses, 6, Quadra 9).

Petiscaldos – opção mais econômica, perto da praia, com pratos executivos, petiscos e caldos variados e bem servidos. Muito popular entre os locais (Endereço: Avenida dos Holandeses, s/n, Quadra 31, Loja 7).

Outras opções: A Varanda (peixes e frutos do Mar servidos no quintal de uma residência, embaixo de um cajueiro;  endereço: R. Genésio Rego, 185); Biana Bistrô (frutos do mar em destaque – especialmente, o ceviche na entrada -, mas que também servem risotos e carnes; endereço: Av. Litorânea, 11B); Vignoli (pizzaria, com retalhos que devem ser comidos com mãos em luvas de plástico; endereço: Avenida Litorânea, Lote 08, Quadra 01)

COMPRAS
Recomendamos o Centro de Artesanato (Ceprama), localizado em um antigo casarão no bairro Madre de Deus. Há artigos elaborados com frutas da região, azulejados pintados manualmente e lembranças de Bumba-Meu-Boi em miniatura, entre outros itens feitos com madeira, fibra, e cerâmica.
Se quiser presentear ou levar pra casa doces e cachaças, indicamos a Casa das Tulhas, no centro histórico. Rendas podem ser compradas em Raposa, na vila de pescadores.
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CENTRO HISTÓRICO – SÃO LUÍS

VIDA NOTURNA
A noite de São Luís é agitada em vários pontos, muitos deles embalados pelo reggae, estilo musical muito presente na cidade.
Caso o interesse seja pelo ritmo jamaicano, são recomendados: Roots Bar (no centro histórico, R. da Palma, 85), na sexta à noite; Bar do Nelson (fim da Avenida Litorânea, Calhau), aos sábados; já no domingo, o reggae toca no Chama Maré, na Ponta D`Areia.
Se essa não for sua praia ou se estiver disposto a ouvir outros ritmos, a Lagoa da Jansen conta com música ao vivo em várias pizzarias e bares movimentados.
O centro histórico também é animado por artistas e músicas ecléticas nos seus restaurantes, bares e botecos. O movimento começa a aumentar no meio da semana, mas esquenta pra valer nas sextas e sábados à noite, principalmente na Rua Portugal.
NOSSA EXPERIÊNCIA

Ficamos em São Luís por pouco tempo, mas muito bem aproveitado.

Hospedados no Veleiros Mar Hotel, saímos cedo de carro atravessando a ponte para o Bairro Velho.

No centro histórico, conhecemos a Igreja Matriz (espetacular, com um incrível altar banhado a ouro, super trabalhado; nela são celebrados os casamentos das figuras ilustres do estado), o Palácio dos Leões (lugar muito bonito, com visita guiada curta, mas bastante informativa), o mercado público (lá comemos camarão seco e farinha d`água) e passamos pelo Convento das Mercês, Teatro Arthur Azevedo e Casa do Maranhão.

Todos são belos monumentos e valem a visita, mas o bacana mesmo é se perder pelas ruas e ladeiras antigas, com o casario impressionante de azulejos e fachadas coloridas. É, sem dúvida alguma, um dos centros históricos mais agradáveis e fotogênicos que já fomos. Lembra Olinda e o Pelourinho, sendo que mais amplo, e com mais “cara” de Portugal, diante de seus sobrados, becos e largos. Lá, é muito forte a sensação de que o tempo parou.

Almoçamos uma peixada sensacional e gigante no restaurante Cabana do Sol. Ambiente muito agradável, ventilado e concorrido, próximo ao mar. Comemos sobremesa na tradicionalíssima sorveteria do Elefantinho, com vários sabores a um baixo preço e atendimento muito simpático. Jantamos um prato simples  e um caldo, ambos muito gostosos e bem servidos, no Petiscaldos (perto do hotel). Caminhamos durante a noite na orla da Ponta D`Areia e regressamos ao aeroporto.

O sentimento de estar na cidade é tão bom e ela tem tantos belos monumentos e atrações que a vontade de voltar é muito grande. Portanto, não deixe de ir! São Luís merece mais turistas. Você vai concluir isso também.

 

CURIOSIDADES

São Luís recebeu esse nome para homenagear o rei francês Luís XIII, reforçando a influência francesa da sua fundação.

É a mais populosa cidade maranhense (1 em cada 7 habitantes do Maranhão vivem lá).

É a única capital brasileira que localiza-se inteiramente em uma ilha (Vitória/ES e Florianópolis/SC, possuem também – além de extensão insular – bairros continentais).

Os azulejos característicos do Centro Histórico de São Luís (de origem francesa, alemã, belga e portuguesa) foram utilizados pelo patrícios não apenas a título estético/de embelezamento, mas serviram também para que os portugueses pudessem se adaptar melhor ao clima equatorial, visto que ao refletirem a luz do sol, reduziam a absorção do calor.

Na cidade o ritmo do reggae é muito presente, sendo comuns estações de rádio, bandas e festivais voltados a esse estilo musical.

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CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS – MARANHÃO

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CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS – MARANHÃO

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CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS – MARANHÃO

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CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS

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CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS – MARANHÃO

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CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS – MARANHÃO

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PALÁCIOS DOS LEÕES – SÃO LUÍS – MARANHÃO

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CENTRO HISTÓRICO – SÃO LUÍS – MARANHÃO

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LAGOA DE JANSEN – SÃO LUÍS

 DE SÃO LUÍS PARA OS LENÇÓIS MARANHENSES _________________________ curiosidades

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9 comentários sobre “SÃO LUÍS

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