VIENA

Cidade das óperas, igrejas, jardins, museus e palácios grandiosos. Viena é espetacular. Conserva com orgulho um centro histórico e arquitetônico impressionante (Ringstrasse), erguido sobretudo na época da dinastia Habsburgo (famosa pela imperatriz Sissi, com comentários mais a frente).

Impossível ignorar sua elegância, evidenciada também através das charretes que circulam pela sua qualificadíssima parte turística, pelas construções de fachadas preservadas, pelo rio Danúbio que a atravessa, pelos charmosos cafés nas suas ruas e pela impressionante riqueza musical clássica que a envaidece com justiça: a capital austríaca foi celeiro e palco de concertos de Mozart, Strauss, Haydn, Beethoven (alemão que aprendeu e exerceu boa parte de sua formação erudita em Viena), e ainda hoje é caracterizada por ter suas óperas e sinfonias entre os espetáculos mais populares e concorridos da cidade.

E não é só isso: Viena – terra onde estudou e viveu Freud e onde nasceu Gustav Klimt – é  servida por uma excelente infraestrutura, com destaque para a sua rede de metrô eficiente e fácil, povo instruído e solícito (boa parte também fala inglês) e uma das maiores qualidades de vida mundial. É um dos lugares que, sem dúvidas,  não dá vontade de deixar.

COMO CHEGAR

Avião – diariamente, há voos destinados a Viena que partem das principais cidades brasileiras, fazendo conexões em Lisboa (pela TAP), Paris, Amsterdã (pela KLM, saindo de São Paulo e Rio de Janeiro), Berlim, Munique, Frankfurt (pela Lufthansa) e Praga.

Para os que resolvem ir comprando voos na Europa, há várias opções de companhias low cost: Flybe, Transavia e Easyjet, Vueling.com., Flyniki e outros.

Para simulações de preços, duração de voos e quantidade de conexões, acesse o Skyscanner.

Trem Internacional – opção geralmente mais econômica e prática que ir de avião, principalmente para quem parte de países vizinhos, como República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Suíça e Alemanha. Foi o nosso caso. Saímos da estação de trem de Munique, e a viagem foi muito tranquila, segura e confortável. Durou 4h30, com três escalas rápidas no interior da Áustria. A estação principal de Viena é central e bem servida de táxi e metrô.

Caso deseje maiores informações, recomendamos o site da entidade responsável pelo sistema ferroviário austríaco, bastando clicar no seguinte atalho: ÖBB.

Ônibus – apesar de mais longo e cansativo, costuma ser o meio mais barato para chegar na capital austríaca. Se você está com pouca grana e tempo disponível, considere também esta forma de viajar, possível saindo de várias cidades europeias. Para compra de passagem, acesse Eurolines ou Terminal Internacional de Ônibus em Viena.

Carro – para quem pretende desbravar o lindo interior do país (Insbruck, Salzburg, Halstaat, entre outros) e passar um tempo em Viena – tendo uma visão mais ampla da Áustria -, o carro é outra boa opção, embora prescindível (diante da excelente rede integrada de transportes públicos, além dos custos inevitáveis gastos com estacionamentos pagos pelo caminho). Caso seja de seu interesse, acesse o mapa das estradas austríacas neste link.

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HOFBURG PALACE – VIENA, ÁUSTRIA

VISTO

O visto de turismo não é necessário para os brasileiros que permanecerão na Áustria por menos de 90 dias. Chegamos de trem vindo de Munique e apenas o fiscal dentro dele conferiu nossos passaportes. Na saída da estação não houve controle ou triagem alguma.

COMO SAIR DO AEROPORTO

Ônibus – O ônibus 1185 é o mais utilizado para fazer o percurso do aeroporto até a Morzinplatz/Schwedenplatz (estação servida pela linha verde do metrô, U4, e pela linha vermelha, U1). Custa 8 euros e dura 20 minutos, seguindo pela Wien-Mitte. A compra da passagem pode ser feita no próprio ônibus ou na loja da Vienna AirportLine, perto da saída do aeroporto. Funciona durante o dia todo, saindo a cada meia hora, entre 4h da manhã e 23h30. Depois disso, seus horários de saída do aeroporto são 0h30, 2h e 4h.

Outras opções de ônibus partindo do aeroporto de Viena (com paradas integradas a estações de metrô de todas as linhas) podem ser conferidas no site da empresa ÖBB Postbus.

Trens (S-Bahn) – custam aproximadamente 5 euros (que podem ser pagos em guichês de atendimento no aeroporto ou nas plataformas) e vão da estação do aeroporto até a Wien Mitte, próxima ao centro vienense. Saem com bastante frequência/regularidade. Para encontrá-lo no aeroporto, é só seguir as placas com desenho de trem.

CAT – City Airport Train- apesar de um pouco mais caro (12 euros), talvez seja o modo mais indicado para chegar ao centro da capital (estação Wien-Mitte), se você procura algo confortável e rápido. O trajeto deste trem específico dura pouco mais de 15 minutos e suas saídas ocorrem das 5h36 às 23h36. Para compra de passagens e outras informações, é só acessar o link do CAT.

Táxis – entendemos que`esta alternativa só vale à pena se você dividir a corrida com outras pessoas ou se estiver apressado, muito cansado ou com o orçamento confortável. O valor será aproximadamente de 40 euros do aeroporto até o centro. Para saber as empresas credenciadas e o valor estimado das corridas, recomendamos o acesso a este link.

IDIOMA

Alemão. Muitos falam inglês e outra língua (italiano ou espanhol).

MOEDA

Euro. Cartões de crédito, em geral, também são aceitos em máquinas para adquirir passagens em transportes públicos. Por sua vez, nem todos os bares e restaurantes aceitam essa forma de pagamento. Importante perguntar antes. Para cotação atualizada, confira a índice de conversão do Banco Central.

DICA:

Vienna card – cartão que confere uso ilimitado do transporte público e descontos em diversas atrações. Há 2 modelos: um com validade de 48h (aproximadamente, 22 euros); outro, de 72h (em torno de 25 euros). Importante conferir onde comprar, como funciona e valores atualizados neste específico link.

QUANDO IR

Em virtude de seu clima temperado, suas estações são marcantes. Primavera colorida e com temperatura amena; verão de calor agradável (26 a 12 graus), mas com muita gente nas ruas e  com maior probabilidade de chuva; Inverno rigoroso (4° a -1°C, entre dezembro e fevereiro) e com noites mais longas;  outono com folhas amarelas e laranjas despencando das árvores em um belíssimo e romântico cenário.

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BURRGARTEN – VIENA

Recomendamos a visita nos meses de abril e maio (para a primavera) ou outubro e novembro (para o outono), por serem menos chuvosos e tumultuados, com temperaturas agradáveis.

Fomos em novembro e foi incrível. Apesar de nebulosa, a cidade estava com cores incríveis, em virtude da queda das folhas de suas árvores.

Para maiores informações sobre clima e chuvas na cidade, clique aqui.

 

 

QUANTO TEMPO FICAR

A parte turística da capital pode perfeitamente ser conhecida em 2 ou 3 dias, em virtude de estar concentrada em uma área relativamente pequena e bem atendida por transportes públicos.

Agora, caso queira ter uma noção melhorada de como vivem os vienenses, sentir a cultura, os hábitos e o funcionamento da cidade sem programação turística definida, aconselhamos a estada por 1 semana, ainda que a vontade seja de morar lá.

FUSO HORÁRIO

5 horas adiantas em relação ao horário de Brasília (GMT+2).

HOSPEDAGEM

Viena possui hospedagens dos mais variados estilos e preços, dos albergues e pousadas acessíveis (inclusive, perto do setor turístico) aos hotéis glamourosos e autossuficientes. Os valores aumentam consideravelmente na alta temporada (verão no Hemisfério Norte – de junho a agosto).

Ficamos no Best Western Hotel Reither (atualmente chamado de Hotel Lenas Vienna), a 5 min caminhando da estação de metrô Längendfeldgasse (linha verde, U4), que fica a apenas 2 estações do Palácio Schönbrunn e na mesma linha que dá acesso a estações com atrações turísticas (Karlsplatz e Schwedenplatz). Pagamos R$ 160,00 por duas diárias em quarto triplo limpo, espaçoso e silencioso. Como ponto negativo, a vizinhança é deserta em uma rua escura (mas não sentimos perigo em momento algum, importa registrar).

Indicamos a seguir outras opções bem avaliadas no Booking:

Lembrando a possibilidade de alugar apartamentos por temporada através do Airbnb, e conferir os sites de hospedagens compilados no Trivago.

O QUE CONHECER

Viena é uma cidade com atrações excelentes seja de dia ou à noite. Se o seu tempo é curto nesta deliciosa capital, acorde cedo, leve seu mapa ou GPS, caminhe muito e contemple como em poucos lugares do mundo.

Para circular pela cidade e seus principais pontos, nossa dica é o já comentado Vienna Card, que te permite ilimitados percursos nos transportes públicos e abatimentos em entradas nos museus, restaurantes e cafés. Muito prático e conveniente.

Palácio de Schonbrunn (estação mais próxima: Schönbrunn, linha verde U4) – complexo espetacular, de fachada amarela, com aposentos incríveis e cercados por fontes e jardins lindíssimos, além de um zoológico. Destaque para a Gloriette (uma arcada também de cor amarela, criada como um memorial e atualmente um café), que fica no topo da alameda, ao final do jardim principal, e permite uma vista deslumbrante para o complexo palaciano e o entorno da cidade. Lá a dinastia Habsburgo esbanjou seu luxo e passou muitas férias de verão, sobretudo sob a influência da imperatriz Maria Teresa. Importante registrar que, embora sejam feitas muitas alusões a Sissi (há lojas de souvenirs no final do tour pelo palácio que vendem muitas lembrancinhas associadas à adorada imperatriz), ela viveu poucos anos neste local (sobre esta icônica personalidade, conferir o final do post). Há áudios guias em diferentes línguas que explicam quase todos os ambientes e alguns móveis decorativos, contextualizando-os com a rotina da realeza.

O valor do ingresso varia a depender do que pretende conhecer lá dentro do palácio:  13,30 euros (Imperial Tour), 16,40 euros (Grand Tour), 21,60 euros (Classic Pass). Funciona o ano inteiro em diferentes horários, a depender do mês (normalmente aberto das 8h30 às 16h30). Para maiores informações sobre o palácio, clique aqui e aqui.

Rathaus/City Hall (estação mais próxima: Rathaus, linha roxa ou U2): sede da administração da cidade, possui uma bela fachada, que lembra o prédio mais destacado da praça principal de Bruxelas e a prefeitura de Munique. A partir do início de dezembro, a praça a sua frente recebe uma simpática iluminação e barraquinhas de artigos natalinos.

Fica muito perto da Universidade (Schottentor), do belo teatro Burgtheater (este fica literalmente de frente, na outra calçada), e do não menos bonito Parlamento austríaco.  A partir deste ponto (Rathaus), é possível conhecer as principais atrações de Viena caminhando, elas são vizinhas umas as outras.

Volksgarten: agradável jardim público que fica entre a prefeitura e a cenográfica Heldenplatz. Dentro desse jardim, há o templo de Theseu.

Hofburg: complexo de palácios imperiais, acessível pela Heldenplatz, onde a dinastia Habsburgo exercia seu poder. Era o centro político do Império Áustro-Húngaro (sede política da monarquia até 1918). Nele ainda há  gabinetes de governo e museus incríveis. Concentra o Palácio Novo, o Hofburg Palace, a Capela Imperial (com os meninos cantores de Viena – Wiener Hofmusikkapelle) a Escola de Equitação Espanhola (com show de adestramento de cavalos da raça Lipizzan), entre outros.

Os valores da entrada variam: se for com áudio guia (13 euros); se for com guia presencial (16 euros). Há também o “Sissi Ticket” (29 euros), um combo que permite a vistia ao Hofburg e ao Schönbrunn. De setembro a junho, o horário de visitas é das 9h às 17h30. Nos meses mais concorridos, julho e agosto, o horário vai de 9h às 18h. Para informações atualizadas, basta clicar no link que se encontra no título desta atração.

Obs.: Assim como a visita ao Schönbrunn, esse complexo é um local imperdível em Viena.

Museu Kunsthistorisches (Museu de História da Arte) e Museu Naturhistorisches (Museu de História Natural):  são identicamente lindos e de frente um para o outro, separados pela estátua em homenagem à imperatriz Maria Teresa. Fica à direita da praça Heldenplatz. Caso você não queira vir caminhando da sequência anterior, iniciada na prefeitura, as estações de metrô mais próximas são Volkstheater e Museumquartier (ambas da linha roxa, U2). Para o Museu de História da Arte, o ingresso custa em torno de 15 euros e o funcionamento é de 10h às 18h, exceto na quinta-feira – até 21h. Para o de História Natural, custa aproximadamente 10 euros (horário: de quinta a domingo, das 9h às 18h30; quarta, das 9h às 21h; terça é fechado).

Museumquartier: do outro lado da rua vindo dos Museus Kunsthistorisches e Naturhistorisches. Concentra os museus de arte contemporânea, com obras interativas e belas fachadas. Destacam-se o MUMOK (galeria de arte moderna, em formato sóbrio de cor cinza/chumbo) e o Leopold Museum (com poltronas futuristas no pátio do lado de fora e com obras de Schiele, Klimt e outros). Estação mais perto: Museumquartier, linha roxa U2.

Burggarten: outro lindo jardim público (menor que o Volksgarten), localizado atrás do Hofburg. Nele destaca-se uma estátua branca de Mozart (na face voltada para a Burg Ring/Opern Ring). Para chegar neste jardim a partir do Museumquartier, basta caminhar de volta em direção ao Hofburg e assim que se deparar com a avenida Burg Ring (que separa a Heldenplatz dos Museus de Histórica das Artes e Natural), siga à direita.

OBSERVAÇÃO: Atrás do Burrgarten, subindo uma escadaria, encontra-se a bela galeria/museu Albertina (seu interior é bem bonito), com exposições permanentes – há uma de quadros que vão de Monet a Picasso -e temporárias de artistas renomados e novos talentos. Aberto todos os dias das 10h às 18h, exceto quarta (10h-21h).

Ópera de Viena (Staatsoper): mais um orgulho dos vienenses (talvez o maior). Considerada por muitos, uma das mais belas e melhores casas de música clássica do mundo. Recebe espetáculos regulares, mas muito concorridos e a preços altos. Importante reservar com antecedência. Para tanto, consulte a programação, os preços dos eventos e horários no site oficial, linkado no título. Para chegar nessa pérola do meio musical, basta caminhar do Burrgarten, seguindo a Opern Ring (avenida que delimita o lado com a estátua de Mozart no jardim). Se preferir o metrô, a estação mais próxima é a Karlsplatz – servida pela linha verde (U4) e pela linha vermelha (U1).

OBSERVAÇÃO: A galeria/museu Albertina também é facilmente acessada a partir da Ópera. Isso porque localiza-se na parte de trás à esquerda dessa casa musical.

Kartner Strasse (Kartner Street): avenida de circulação de pedestres – carros são proibidos de passar nela -, repleta de lojas para todos os gostos (destaque para a Douglas) e bolsos e de cafés e restaurantes. Excelente local para passear e comprar. Ela é bem movimentada o tempo todo. Fica exatamente ao lado da Ópera (afastando-se do Burrgarten). Sua iluminação natalina é destaque na cidade durante dezembro. Sua extensão vai até o pátio da igreja principal da cidade, nossa atração seguinte.

Catedral de Santo Estevão (Stephansdom): uma das catedrais góticas mais famosas do mundo. Seu teto é um mosaico colorido e seu interior é muito bonito. A estrutura original é do século XII. Estação de metrô mais próxima: Stephansplatz (linha vermelha ou U1). Ao redor dela, há muitas carruagens que fazem um passeio pelo Ringstrasse (toda essa região turística concentrada) como na época do auge imperial austríaco. Também aí encontram-se vários vendedores vestidos como antigamente, que oferecem pacote de uma noite de ópera e balé mais barato que o da Staatsoper (fechamos com um desses vendedores e foi tudo tranquilo; o espetáculo foi lindo e ocorreu em um teatro no Stadtpark).

OBSERVAÇÃO: St. Peterskirche – igreja barroca lindíssima, de cúpula verde clara, escondida entre edifícios nesta mesma região (Stephansplatz). Ela é decorada com afrescos de Johann Rottmayr. Para chegar nela, basta virar de costas para a entrada da Catedral de Santo Estevão e seguir pela rua estreita Goldschmiedg ou pela famosa Rua Graben.

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ST.PETERSKIRCHE AO FUNDO – VIENA, ÁUSTRIA

Mozarthaus: residência onde o gênio arredio da música clássica viveu de 1784 a 1787 e compôs algumas de suas obras. Fica perto da parte de trás da Catedral de Santo Estevão.

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BURRGARTEN – VIENA, ÁUSTRIA

Karlskirche (Igreja de São Carlos): incrível igreja com diferentes estilos arquitetônicos e a marcada por linhas barrocas desproporcionais. Composta por dois grandes campanários, cúpula de bronze em seu prédio central e duas colunas inspiradas no fórum romano de Trajano. Considerada por muitos, a igreja mais bonita de Viena.

Ela fica próxima à Ópera. Para chegar lá, é necessário atravessar a Opern Ring/Karntner Ring, continuando pela Kartner Strasse (basta seguir a mesma avenida de pedestre que passa pela Sthepansdom afastando-se desta catedral, passando do lado da Ópera e por mais dois quarteirões depois de atravessar a Opern Ring). Se quiser evitar essa caminhada, a estação de metrô mais próxima é a Karlsplatz (linha vermelha, U1; linha verde, U4; linha roxa, U2), e uma de suas saídas dá praticamente de cara com essa igreja.

Palácio Belvedere: lindíssimo palácio, com jardins extensos (e suas esfinges brancas), lagos e salões e aposentos de impressionar. É dividido em duas partes (superior e inferior). Inaugurado em 1716, foi batizado (significa Bela Vista em italiano) e ampliado no governo de Maria Teresa. Abriga a galeria real e um acervo de obras de arte espetacular. É nele que localiza-se o incrível quadro “O beijo”, de Gustav Klimt. Foi lá que a Áustria teve delimitada sua área atual (no Belvedere foi assinado o Tratado do Estado da Áustria. A nosso ver, sua fachada é ainda mais bonita que a do Schönbrunn, embora este seja maior, mais famoso, e com jardins mais exuberantes.

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PALÁCIO BELVEDERE – VIENA

O valor do ingresso varia a depender da quantidade de aposentos e setores do palácio que pretende conhecer: de 26 euros (Prince Eugene Ticket) até 12 euros (para conhecer apenas o Belvedere Inferior). Há outras opções intermediárias. O horário de funcionamento também é variado, conforme o setor a ser visitado. Para evitar um passeio perdido, vá entre 11h e 18h. Valor e horário atualizados devem ser conferidos no site oficial do palácio, clicando no link do título da atração acima destacado.

Para chegar lá, a estação de metrô mais próxima é a Taubstummengasse (linha vermelha, U1). Também é possível ir caminhando a partir da Karlskirche (seguir pela direita desta igreja por uma longa avenida e, após aproximadamente 5 km, dobrar à esquerda). O esforço é maior que as caminhadas pela Ringstrasse, mas o palácio compensa. Se preferir, vá de táxi ou pelo Hop on Hop Off (ônibus circular turístico que você pode fazer uso o dia inteiro, descendo nas paradas que quiser – dentro do trajeto pré-definido – e subindo quantas vezes quiser).

Outras atrações: Igreja dos Jesuítas (Jesuitenkirche), templo barroco muito bonito; a antiga avenida Kohlmarkt, com seus prédios belíssimos, em cujos térreos funcionam lojas (Louis Vuitton; Diesel; Gucci);  Mariahilferstrasse (avenida cheia de lojas mais acesíveis, como H&M, Zara, Forever 21); Naschmarkt (mercado público mais turístico de Viena, fica do outro lado da rua da Ópera, caminhando uns 10 min); Secessão (edifício de exposições com obras de artistas contestadores dos padrões tradicionais austríacos; fica muito perto do Naschmarkt); Stadtpark (parque público dessa área turística, com a estátua dourada do maestro e compositor clássico Strauss, além de um teatro onde ocorrem espetáculos mais baratos – o Kursalon; a 20 minutos de caminhada da Catedral de Santo Estevão; estação Schwedenplatz, linha vermelha U1 ou linha verde U4); Roda Gigante de Viena (Wiener Riesenrad), fica em um parque de diversões antigo, na margem oposta do Rio Danúbio; Sigmund Freud Museum (onde o pai da psicanálise viveu e começou a receber seus pacientes como médico; fica na Rua Berggasse, número 19).

OBSERVAÇÃO: No centro turístico (Ringstrasse), sobretudo nos arredores da Stephansdom, certamente você será abordado por vendedores de espetáculos de ópera e balé, realizados em diferentes casas/teatros, a preços mais acessíveis que na Staatsoper. Não tem a qualidade e o conforto da incomparável Ópera, mas rendem uma excelente diversão, com músicas muito boas de Mozart, Schubert, Strauss, Beethoven, Haydn, coreografias bem feitas e belas salas. Compramos a nossa de um vendedor com traje clássico vinho na frente da Catedral. O espetáculo era Strauss e Mozart Konserte in Kursalon Wien.

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

HOP ON HOP OFF – ônibus circular turístico que você pode fazer uso o dia inteiro, descendo nas paradas que quiser – dentro do trajeto pré-definido – e subindo quantas vezes quiser. Para saber os itinerários, basta clicar no link do título.

Por concentrar os principais pontos turísticos em uma área relativamente pequena, Viena parece que foi feita para ser conhecida pelo turista através de caminhadas (para tanto, é importante o uso de mapas de papel, ou aplicativo de mapa off line ou gps) e  por bicicletas alugadas da empresa Citybike Wien – com 120 estações pela capital e preço de 4 euros por 4 horas de uso (necessário cadastrar-se no site da empresa ou no terminal, através de cartão Mastercard ou Visa).

Para distâncias médias ou quando estiver cansado, o ideal é fazer uso da excelente rede de metrôs (U-Bahn). São 5 linhas no total, cada uma identificada por número e cor . A mais  importante para o turista é a verde (U4), que passa pelo Palácio Schönbrunn e pelas atrações principais (destaque para a estação nevrálgica Karlsplatz).

A linha U1 (vermelha) também é muito útil por incluir, entre as suas paradas, a Stephansplatz (junto a igreja mais importante da cidade – Catedral de Santo Estevão) e a Schwedenplatz (mais perto do Rio Danúbio e do local de saída dos passeios de barco, bem como do Hard Rock Café da cidade).

Por sua vez, a linha U3 (amarela) é utilizada para se deslocar a partir ou para a estação de trem – Westbahnhof -, passando também pela Stephansplatz e a linha U2 (roxa) te leva até o quarteirão dos museus (Museumquartier) e à linda prefeitura (Rathaus).

A passagem única custa 2 euros, e vale para metrô, ônibus ou bondinho elétrico (tram). Recomendamos a compra de bilhete de uso ilimitado para todos os transportes públicos, a depender da quantidade de dias que você ficar por lá (24h – 6,70 euros; 48h – 11,70 euros; 72h – 15,50 euros), que pode ser realizada em tabacarias e quiosques pela cidade. Funcionam de 5h a 0h30; sexta e sábado, por 24 horas.

Leve um mapa ou baixe um aplicativo do metrô de Viena e divirta-se. Na rua, basta procurar os postes com a letra U.

Abaixo, reproduzimos a ilustração da rede de metrô vienense:

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REDE DE METRÔ – VIENA, ÁUSTRIA

CULINÁRIA LOCAL
  • Schnitzel: vitela empanada/frita e acompanhada de batatas fritas. É o prato mais famoso de Viena, servido em diversos pubs e bistrôs;
  • Goulash: ensopado de carne, de origem húngara, bastante difundido na Áustria, normalmente acompanhado de bolinhos de pão;
  • Tafelspitz: cozido de carne bovina, acompanhado de molhos, legumes, verduras;
  • Wursts: salsichas de diferentes sabores, vendidas em várias barracas e pontos de Viena. Destaca-se a recheada com queijo, servida com pão e mostarda/ketchup (Kasekrainer). Bom e barato;
  • Torta Sacher: tora de chocolate, com geleia de damasco em camadas e com chantilly. Muito famosa na cidade;
  • Strudel de maçã: torta quente crocante (massa folhada) com pedaços de maçã;
  • Kaiserschmarr`n: panqueca com uvas-passas, rum, geléia de frutas (especialmente, a de ameixa)
  • Wiener melange: café expresso cremoso, pelo leite vaporizado e espuma de leite que o completam. Servido em xícara grande.
RESTAURANTES

Café Central – aberto em 1876, é bem nostálgico. Por lá passaram personalidades, como Freud, Schnitzler, Trotzki e outros.

Café Demel – um dos mais glamourosos e tradicionais da capital. Inaugurado em 1786, fica muito próximo do Palácio Hofburg.

Café Sacher – autoproclamado criador da receita que leva torta de chocolate puro com camadas de geléia de damasco. Muito tradicional.

Cantinetta Am Ring (ou La Cantinetta) – restaurante especializado em comida italiana, é pequeno e charmoso (próximo à Universidade de Viena e à Prefeitura; a estação de metrô mais perto é a Schottentor), e uma opção diferente aos demais cafés que servem comida típica austríaca.

Gastwirtschaft Steman – culinária austríaca muito popular na cidade. Menu fechado e bem em conta.

Outras opções: Café Aida (perto da Ópera, também muito frequentado), Café-Restaurant Griensteidl (tradicional e aconchegante, com menu para café, almoço e janta); Café Kleines (perto da Catedral de Santo Estevão; se possível, ficar do lado de fora), Café Museum (também antigo, já frequentado por Gustav Klimt; fica perto da Karlsplatz; destaque para o goulash lá preparado).

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TORTA SACHER E APFELSTRUDEL – CAFÉ OPER, VIENA

VIDA NOTURNA

A vida noturna em Viena é animada. As áreas mais concorridas, com diversos bares,  baladas e pubs é a Gumpendorferstrasse e o Bermudadreieck.

Para os amantes de música clássica, o que não falta é opção, seja na Staatsoper (precisa comprar com 2 meses de antecedência), seja através dos concertos em outras casas/teatros vendidos nas ruas por vendedores com roupas típicas do período imperial.

COMPRAS

As lojas abrem de segunda a sábado. Normalmente, de 9h às 18h30. Na quinta, podem ficar abertas até as 21h. Nos sábados, fecham mais cedo (17h/17h30).

Os melhores locais para aquisições de roupas são Mariahilfer Straße, a maior de todas, e a Kartner Straße. Para compra de comidas e objetos em geral, indicamos o mercado Naschmarkt (há, ainda, o Brunnenmarkt, no 16º Distrito, e o Karmelitermarkt, próximo ao centro da Viena).

DICAS
  • Voltagem: 220 v (certifique-se se o aparelho eletrônico que você levar aguenta esta carga).
  • Tomada: dois pinos redondos paralelos (padrão europeu). É bom levar o adaptador.
  • Para quem quer economizar, indicamos que 1 ou 2 refeições do dia sejam feitas em cafés mais simples ou em barracas que vendem pão com salsicha ou em redes fast food.
  • Para deslocar-se pela cidade, a melhor dica é o Vienna Card (descontos nas entradas de atrações e uso do transporte público de maneira ilimitada; versões 48 horas e 72 horas).
CURIOSIDADES

Imperatriz Sissi – Uma das figuras mais marcantes e que chama atenção quando se está conhecendo Viena é a Imperatriz Sissi (como é comumente conhecida Isabel da Baviera). Sua história é marcada por sua popularidade, assim como por várias excentricidades relacionadas a sua  beleza, sua obsessão com o peso, tamanho do cabelo e cuidados com a pele. Durante a visita guiada pelo Schönbrunn, são mencionadas curiosidades, como o fato dela não ter permitido ser fotografada idosa e de ter o hábito de se pesar pelo menos 3 vezes ao dia. Morreu assassinada na Suíça, por um anarquista italiano.

Mozart – Gênio da música clássica que, desde criança, mostrou-se como prodígio (aos 5 anos realizou sua primeira apresentação perante a corte austríaca, no Schönbrunn). Logo consegue gerar renda e prestígio com seu talento. Mesmo com o retorno financeiro e reconhecimento, vive graves dificuldades financeiras em virtude de seu comportamento heterodoxo – era amante das noites, festas, jogos e bebidas. Morreu aos 35 anos em decorrência de problemas de saúde. Em Viena você entrará em contato com sua história e obras!

SEGURO VIAGEM

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

 

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HOFBURG – VIENA

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SCHÖNBRUNN – VIENA

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JARDIM DO SCHÖNBRUNN – VIENA

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JARDIM DO SCHÖNBRUNN – VIENA

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ALBERTINA – VIENA

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ENTRADA DO SCHÖNBRUNN -VIENA

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HOFBURG – VIENA

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HOFBURG PALACE – VIENA, ÁUSTRIA

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MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL – VIENA

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VOLKSGARTEN – VIENA, ÁUSTRIA

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RATHAUS AO FUNDO – VIENA, ÁUSTRIA

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MUMOK, NO MUSEUM QUARTIER – VIENA, ÁUSTRIA

10 comentários sobre “VIENA

  1. Antônio Pontes disse:

    Viena estava no meu roteiro nas últimas férias. Mas preferi ficar uma noite a mais em Praga. Porém depois de ver essas dicas não posso deixar de visitar a cidade na próxima Eurotrip!

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  2. Viveca disse:

    Conhecer um lugar encantador com jardins exuberantes, clima delicioso, gastronomia gourmet e ainda poder disfrutar de tudo isso com um roteiro voltado para artes como pintura, arquitetura e música, é um dos motivos que me despertou o desejo de conhecer Viena. E, através deste blog descobri que existem muito mais lugares para conhecer nesta cidade.

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