CAMPOS DO JORDÃO

A cidade mais alta do Brasil, a poucas horas de carro da capital paulista, não é apenas um ótimo retiro para o inverno, oferecendo atrações tanto para os que apaixonados pelo campo, montanha, esportes radicais em contato com a natureza, quanto aos que desejam apenas um tranquilo passeio pelas charmosas casas em estilo alemão (enxaimel) do seu centro.

Apesar da fama, ainda há falhas na divulgação do turismo local. Os panfletos com mapas e pontos turísticos estão ultrapassados ou são “chapa branca”, muitas vezes exagerando nos elogios às atrações. Mesmo com essas considerações, a cidade é uma deliciosa opção para o fim de semana ou quem dispõe de um feriado prolongado sem pressa.

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CAMPOS DO JORDÃO – SÃO PAULO

COMO CHEGAR

Carro: São dois acessos rodoviários principais: pela Presidente Dutra (rodovia entre São Paulo e Rio de Janeiro), e pela Ayrton Senna/Carvalho Pinto. As duas opções transformam-se na rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), acesso principal e bem conservado para a entrada da cidade. Aos que saem da região sul mineira, o caminho é pela MG-383; e aos que partem de Santo Antônio do Pinhal, faça a viagem pela SP-050.

Avião: o aeroporto mais perto fica a 80 km, em São José dos Campos. Mas há poucas alternativas até lá. Assim, chegar pelo aeroporto de Guarulhos (a 150 quilômetros) é a melhor maneira para quem chega voando. O bom é que o sentido Guarulhos – Campos do Jordão segue no sentido contrário ao do famoso trânsito até a capital pelas rodovias Presidente Dutra ou Ayrton Senna.

Ônibus: para quem parte de São Paulo (Terminal Tietê), Campinas, São José dos Campos e outras grandes cidades paulistas, a Pássaro Marrom é a empresa indicada. Aos que saem do Rio de Janeiro e cidades cariocas próximas, os percursos são realizados pela Três Amigos Autoviação 1001.

QUANDO IR

Para quem gosta de cidade movimentada e agito, a melhor época para visitar é o mês de julho, com restaurantes abertos todos os dias e até tarde. No entanto, a cidade fica muito cheia e as opções de hospedagem ficam mais caras.

Outros meses indicados são maio, junho e agosto, ou mesmo durante o feriado de Corpus Christi.

Para quem quer fugir das altas temperaturas do verão, o clima serrano de Campos do Jordão é uma ótima pedida, sobretudo perto do Natal.

Coincidentemente, a alta temporada é a menos chuvosa. As precipitações são maiores em dezembro, janeiro e fevereiro.

Para mais informações sobre clima e chuvas, confira este link.

DDD

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QUANTO TEMPO FICAR

No mínimo 3 dias para conhecer as principais atrações.

HOSPEDAGEM

Procure ficar perto do centro do Capivari (especialmente, da rua Djalma Forjaz). Essa é a melhor área para curtir a noite. Aos que preferem sossego, a dica são as pousadas da montanha, com vista para pinheiros e araucárias. Seguem algumas opções bem avaliadas pelos turistas no Booking:

Para quem deseja alugar um apartamento, casa ou quarto por uma temporada, acesse o link do Airbnb. Aos que desejam outras alternativas de hospedagem, confira o levantamento do Trivago.

O QUE CONHECER

Região do Capivari – ponto de encontro noturno mais badalado da cidade (pessoas vestidas com sobretudos, botas e adereços caprichados), onde se come e bebe muito bem nos bares – destaque para a concorrida cervejaria Baden Baden (Rua Dr. Forjaz, 93) – e restaurantes com aquecedores (no inverno), lareiras e casas alemãs nas ruas iluminadas, principalmente R. Djalma Ferraz e praça Benedito Calixto, que recebem maior movimento no Festival de Inverno.

Morro do Elefante – um dos locais mais tradicionais para visitação. Acessível por trenzinho, carro ou pelo clássico teleférico (é o sistema de teleférico mais antigo do Brasil, datado de 1972; localizado atrás das casas do Capivari, na margem do lago; custa R$ 10,00, ida e volta; foto opcional com preço à parte). Na chegada do morro, há uma estátua de um elefante branco e um restaurante com vista panorâmica.

Cervejaria Baden Baden –    orgulho da cidade, oferece ao turista uma visita guiada para conhecer diversas cervejas artesanais fabricadas em Campos do Jordão.

Palácio Boa Vista – casa de inverno do governador de São Paulo. No seu interior há milhares de obras de artistas renomados. O espaço também recebe eventos culturais e exposições temporárias. O melhor de tudo é que você pode visitar o ambiente de graça e com guia.

Ducha de Prata – conjunto de quedas d’água artificiais, que podem sem vistas de pontes de madeira estrategicamente colocadas para fotos de todos os ângulos. Passeio gratuito.

Horto Florestal/Parque Estadual – em uma área verde gigante (quase 30.000 hectares de araucárias e Mata Atlântica). Lá é possível fazer piqueniques, tirolesa, arvorismo, pedalar por trilhas com paradas em pequenas cachoeiras. Apesar de ficar distante do centro, é  um local muito agradável.

Borboletário Flores que Voam – em uma estufa climatizada, com plantas e pequeno curso d’água, esse incrível espaço é repleto de borboletas de todas as cores e tamanhos. Nele é possível ter uma breve aula sobre a vida desses insetos. Excelente programa!

Tarundu – esse centro de diversões fica no bairro verde de Gavião Gonzaga. Dentro da área, há cavalgadas, minigolfe, esportes de aventura, trilhas, caminhada e rolamento em imensas bolhas de plástico e borracha sobre lagos, entre outras atrações (inclusive, para dias chuvosos).

Pico do Itapeva – trata-se do cume de um monte em Pindamonhangaba, a 15 quilômetros do Capivari, que rende um visual extraordinário acima dos 2 mil metros. Para chegar lá, o carro segue por uma estrada devidamente asfaltada.

Passeios ferroviários da estação Emílio Ribas – para ter uma sensação de voltar ao passado, é possível passear de bondinho (Bonde Turístico) em um trajeto de 30 minutos da Vila Capivari até o portal da cidade; ou de Maria Fumaça (a Baronesa), em um trilho de 4km (menor que o do bonde) que liga a estação Emílio Ribas até Abernéssia.

Parque Amantikir – ideal para famílias ou casais, este belo e tranquilo ambiente é repleto de jardins temáticos com flores e plantas de várias partes do mundo.

Museu de Esculturas Felícia Leirner – as 84 esculturas a céu aberto, de bronze ou cimento branco, feitas pela artista de origem polonesa Felícia Leirner, dispostas em uma linda área verde, é um dos melhores destaques da cidade.

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MORRO DO ELEFANTE – CAMPOS DO JORDÃO

Mosteiro de São João – em um bosque perto do centro e no percurso para o Palácio Boa Vista, fica esse bonito mosteiro beneditino, com jardins, gruta e lago propícios a quem quer relaxar. Funciona até 17h45, todos os dias.

Além desses, há outros espaços para aventura (Chalés do Rancho Santo Antônio, Bosque do Silêncio), para visita cultural (Museu Casa da Xilogravura) e até para Fábrica de Chocolates Araucária.

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

Há três bairros principais no centro de Campos do Jordão, ligados pela avenida Doutor Januário Miráglia: os serviços e comércio de Abernéssia (primeiro a partir da chegada pela SP-123); as residências, os serviços públicos e as empresas de Jaguaribe; e Capivari (área propriamente turística).

Use o GPS apenas para a área central. Ele pode provocar confusão e erros nos bairros mais periféricos (Alto da Boa Vista e Gavião Gonzaga).

CULINÁRIA LOCAL

Os destaques ficam para a comida de origem alemã (sobretudo, restaurantes Harry Pisek e Baden Baden) e para o fondue – seja de carne, chocolate ou queijo – e pratos com pinhão e trutas com diversos molhos.

RESTAURANTES

Há várias opções de restaurantes que servem excelentes pratos, embora a preços altos. Além de pastelaria (espetacular Pastelão do Maluf), bandejão (Manati Grill), fast food, pizzaria (Pizza ao Quadrado) e sorveteria na área do Capivari.

Na hora do almoço, aproveite o menu promocional que vários restaurantes do Capivari já fornecem (R$ 20,00 a R$ 40,00). Nos bairros mais afastados (Abernéssia e Jaguaribe), é mais fácil economizar, com restaurantes mais baratos.

Para quem quer curtir sem se preocupar com contenção de gastos, Campos do Jordão é uma cidade farta para esse público. Algumas dicas: restaurantes argentinos (Libertango e Churrasco ao Vivo) e os que servem fondue (Krokodillo’s e Só Queijo).

COMPRAS

Os artigos mais vendidos em Campos do Jordão são chocolates, artesanatos e malhas, vendidos na Estação Emílio Ribas, na Praça Calixto (Igreja de São Benedito), e na Avenida Frei Orestes Girardi (centro de artesanato), entre outras locais de compra de souvenirs e obras de arte.

NOSSA EXPERIÊNCIA

Fomos de ônibus, saindo do Terminal Tietê, no final de setembro. A viagem foi tranquila e rápida (cerca de 2h). Chegamos antes do meio dia. Nosso hotel ficava a 20 minutos do centro do Capivari. Em um fim de semana, fomos de teleférico ao Morro do Elefante (vale só por ser clássico e para quem não quer sair muito do centro; se estiver apressado, não precisa ir), pegamos o ônibus turístico e passeamos pela área verde mais montanhosa da cidade, parando na Ducha de Prata, em lojas de chocolate artesanal, em uma cachaçaria local.

À noite, fomos para o bar Baden Baden e provamos a deliciosa cerveja; depois, tomamos vinho e comemos uma entrada em restaurante no sótão de uma casa típica na parte principal do Capivari (lugar incrível ao som de um piano incrível). Comemos ainda o sensacional e gigante Pastelão do Maluf (recomendamos muito) e comemos vários fondues de chocolate bem servidos em caixas de isopor a um preço bacana (20 reais).

No dia seguinte, fomos de táxi para o espetacular Borboletário (a corrida foi cara, na faixa de R$ 60,00), mas o lugar compensou. Momentos e sensações incríveis ali. Nossas melhores fotos da viagem. Depois pegamos o táxi até o Horto Florestal. Outro lugar muito bom! Fizemos arvorismo em um cenário bonito. Lá mesmo alugamos uma bicicleta, pedalando por uma longa trilha até uma cachoeira bacana. Em seguida, fomos de ônibus até o centro. Pegamos outro em direção até o Alto da Bela Vista. O palácio do governador é bem bonito. Paramos para tomar um gostoso chocolate quente com um visual incrível.

Depois disso, jantamos rapidamente no Capivari e dirigimo-nos à estação de ônibus, voltando no final da noite do segundo dia para a capital paulista.

Valeu muito à pena. Tivemos uma ótima impressão da cidade. Não passamos muito frio nem enfrentamos muitas filas nem trânsito em Campos do Jordão.O que mais gostamos foi a noite no Capivari, o Borboletário e o Horto Florestal. Faça o passeio de ônibus turístico (ele te dará uma boa noção de como a cidade é grande e tem belas árvores, relevo e residências). Comemos bem sem ter gasto muito. As despesas totais do fim de semana foram de aproximadamente R$ 400,00 para o casal (alimentação, passeios e deslocamentos internos), além do que pagamos na pousada.

Se tiver mais tempo, vá ao Pico do Itapeva; Parque Amantikir e para o centro de lazer Tarandu.

CURIOSIDADES

→ O nome da cidade é inspirado em Manuel Rodrigues do Jordão, então dono da maioria do vale onde situa-se Campos.

– a maior parte das construções é feita de pedra, barro, blocos de taipa e tijolos maciços, sendo algumas edificadas em madeira, em pinho da região, sobre pedra e alvenaria; e outras com telhados íngremes e vidraças. Essa mistura de estilos mostra que, apesar de inspirada na Alemanha e Suíça, as casas de Campos não seguem o padrão europeu original (encaixe de hastes de madeira), que só é encontrado em cidades do sul do país, como Pomerode.

–  apesar de inspirar-se na arquitetura alemã, suíça e normanda, sobretudo, no estilo das casas, Campos do Jordão foi colonizada por fundada pelo português Matheus da Costa Pinto em 1874, tendo sido desenvolvida por comerciantes nordestinos. Foi batizada como a conhecemos atualmente em 1934, com sua emancipação municipal de São Bento do Sapucaí.

– a altitude da cidade é de 1628 metros. Do Pico do Itapeva (2030 metros acima do nível do mar), em Pindamonhangaba, a 35 metros da divisa com Campos do Jordão, em dias de céu limpo, é possível avistar 15 cidades do Vale do Paraíba. No pico há laboratório de pesquisa meteorológica e antenas de retransmissão de sinal audiovisual.

→ Trata-se de uma das cidades mais caras para consumir e alugar casa para temporada no inverno (uma diária chega a custar mais de R$ 900,00). As malhas, e peças de vestuário confeccionadas na cidade, por serem muito prestigiadas (atenção para a super concorrida loja Lunik), costuma cobrar um preço bem salgado. Até para comer, é preciso desembolsar bem mais no inverno da cidade: a porção de pinhão (semente de araucária) é vendida por mais de R$ 10,00.

DICAS

⇒ É sempre bom pesquisar preços antes de compras, em Campos do Jordão não é diferente. Um dica é pesquisar também  nas lojas das vilas Abernéssia e Jaguaribe que geralmente apresentam melhores preços.

⇒ Antes de ir para Campos do Jordão, verifique o calendário de atrações da cidade através do site da prefeitura. Os eventos que ocorrem por lá são muitos e variados.

⇒ Se sua meta é não gastar muito, fuja da alta temporada. O mês de julho costuma ter os maiores preços, principalmente em relação ao quesito hospedagem. Outro fator da alta temporada é que a cidade fica bastante cheia (fila nos restaurantes e trânsito dentro da cidade).

⇒ Se mesmo em baixa temporada os preços não estejam cabendo no seu bolso, pesquise pousadas nas cidades que são vizinhas, São Bento do Sapucaí e Santo Antônio do Pinhal, mas para isso, considere o deslocamento para saber se vale a pena diante do preço de hospedagens dentro de Campos do Jordão.

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CAMPOS DO JORDÃO – SP

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NOITE DE CAMPOS DO JORDÃO – SP

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DUCHA DE PRATA – CAMPOS DO JORDÃO, SP

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DETALHES DE CAMPOS DO JORDÃO – SP

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BORBOLETÁRIO DE CAMPOS DO JORDÃO -SP

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TELEFÉRICO CAMPOS DO JORDÃO – SP

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