BARCELONA

Com mais de 1 milhão e meio de habitantes, Barcelona é uma grande cidade artística e culturalmente ativa. Seus inúmeros museus e obras de grandes gênios dividem espaço com casas de arquitetura ousada, parques públicos para todos os lados, vida noturna animada, culinária deliciosa, litoral revitalizado, um parque olímpico invejável, além de um bairro histórico com influências do domínio romano e do período gótico bem preservadas.

É a cidade onde nasceu o pintor Miró e lá desenvolveu seus trabalhos. Local onde Picasso começou a pintar suas obras de arte. E é nada mais nada menos que a cidade onde um dos maiores arquitetos de todos os tempos, Gaudí, realizou seus mais incríveis trabalhos.

Palco das transformações pela arte, pela cultura, pelos festivais e esportes. Passou por duas espetaculares reformas urbanas em menos de 150 anos, além de ter sido a anfitriã nas Exposições Universais de 1888 e 1929, sendo o centro exponencial de desenvolvimento da arquitetura modernista catalã e ostentando o mais impressionante legado urbanístico de Olimpíadas da história.

Uma das cidades mais completas do mundo, com todos os segmentos turísticos (espaços públicos, monumentos, rede de metrô, bairros litorâneos, bairros históricos, variedade de diversões, programação noturna) em altíssimo nível de excelência.

Preparamos este post para compartilhar uma amostra do muito que Barcelona tem a oferecer. Confira!

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SALAMANDRA NO PARK GÜELL – BARCELONA, ESPANHA

COMO CHEGAR

– Não é um problema encontrar voos para Barcelona. Existem diversas opções saindo do Brasil, com boa oferta de voos diretos. É muito raro precisar fazer conexão em Madri. Para sua consulta de passagens, recomendamos a DECOLAR, LATAM, a ALITALIA e o SUBMARINO VIAGENS entre outras opções.

Se já estiver na Europa, existem companhias de baixo custo – como a Easyjet e a Vueling – que operam muitos voos para Barcelona. Para conferir todas as opções, o SkyScanner faz a pesquisa por todas as empresas lowcosts e agrupa, de acordo com sua preferência,  os voos mais baratos e com menos conexões possíveis (muitas vezes, o valor é menor do que uma viagem de trem).

Trem – A estação de partida e chegada principal da cidade de Barcelona é a  Estació de França (Estação da França). Se você estiver em Madri, a viagem até Barcelona leva em média 2 horas e 40 minutos. Se quiser consultar preços e horários de trem, clique aqui.

Barco ou cruzeiro – Se está partindo de lugares como Ibiza, Maiorca e Menorca (famosos balneários espanhóis), verifique valores e horários disponíveis acessando aqui.

Carro– Se estiver pensando em alugar um carro, sugerimos que faça a busca pela RentCars. Para chegar à cidade de carro partindo de outros pontos da Europa, não há grandes dificuldades utilizando GPS, aplicativo Waze ou Google Maps, porém para deslocamento dentro da cidade, não indicamos o uso de automóvel, devido aos frequentes engarrafamentos e o valor dos estacionamentos.

QUANDO IR

Os meses de clima mais agradáveis são de maio a junho e de setembro a outubro. Em ambos os períodos a média de temperatura máxima é de 24ºC e de mínima é de 17ºC. Todavia, por ser uma cidade litorânea, o calor não é tão intenso no auge do verão, dificilmente ultrapassando os 30ºC.

Fique atento aos períodos mais chuvosos (outubro e setembro, respectivamente). No inverno, as chuvas são mais frequentes e prováveis que no verão. Os meses menos chuvosos são julho, junho e agosto – nessa ordem.

Assim, combinando os fatores de temperatura, chuvas e lotação da cidade, indicamos a primavera europeia e sobretudo o mês de junho como a melhor época para visitar Barcelona.

Se gostar de muito agito, ruas cheias e animadas, e dias longos, considere o verão (julho e agosto) como ótimo período para ir até lá.

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TERRAÇO DA CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

VISTO

Não é necessário visto para permanência de até 90 dias. Apenas, passaporte válido por ainda 6 meses após data de entrada na Espanha e também apresentação do seguro viagem.

Existe também a possibilidade de solicitarem comprovação de quantia financeira suficiente para permanência no país, sendo o valor médio de 68 euros por dia, por pessoa. Para saber mais sobre isso, você pode consultar o Portal Consular do Itamaraty.

FUSO HORÁRIO

5 horas a mais que o horário de Brasília (GMT+2)

MOEDA

Euro.

IDIOMA

Catalão (mistura de espanhol com francês, com fonemas, acentos e grafia distintos do espanhol tradicional). Todavia, o espanhol é bastante compreendido na cidade e o inglês também é bem aceito em restaurantes, hotéis e pontos turísticos.

QUANTO TEMPO FICAR

Como falamos no início do post, Barcelona é uma das cidades mais completas para turistas no mundo. Assim, tem muita coisa para se fazer e conhecer por lá. Se puder ficar 1 semana, será ótimo.

No entanto, pelo alto padrão de vida da região da Catalunha (área mais rica da Espanha), os custos em Barcelona são altos. Atentos a essa circunstância, entendemos que 3 ou 4 dias são suficientes para ter uma noção sobre o que a cidade tem de melhor.

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PALAU DE LA MUSICA CATALANA – BARCELONA

COMO SAIR DO AEROPORTO

O Aeroporto de Barcelona El Prat está situado a 15 quilômetros do centro de Barcelona, e a apenas 3 quilômetros do porto.

Ônibus (Aerobus): sai dos terminais T1 e T2 em horários e frequências diferentes. Ambos levam até a Plaça Catalunya como ponto final e passam pela Plaça Espanya e pela Gran Via. O trajeto até a parada final dura 35 minutos. O valor da passagem é €5.90 (para ida e volta o valor é €10,20, se o regresso ao aeroporto ocorrer em até 15 dias do dia que você comprar o bilhete), que pode ser pago diretamente em dinheiro com o motorista – procure levar cédulas trocadas de até 20 euros, do contrário ele não terá troco – ou nas máquinas eletrônicas ao lado da estação de ônibus do aeroporto. Muito útil para turistas que viajam sem grupos, querem economizar, não levam bagagens muito pesadas e que estão hospedados perto das paradas do trajeto. Sobre os horários de saída, descrevemos abaixo.

  • A1: localizado no piso térreo do terminal T1 e sai, na maior parte do dia, a cada cinco minutos em direção à Plaça Catalunya, que é o ponto central da cidade, perto da avenida mais movimentada (Ramblas), e que separa o bairro modernista L’Eixample do histórico Barri Gotic. Funciona das 5h35 da manhã à 1h05 da madrugada para ir do aeroporto à Plaça Catalunya; e de 5h da manhã às 0h30 para o sentido inverso (até o aeroporto). Confira os horários e valores atualizados aqui.
  • A2: para os que pousam pelo terminal T2. Os ônibus saem do piso térreo (siga as placas ou pergunte para a central de informações sobre o Aerobús) a cada dez minutos com destino à Plaça Catalunya. Funciona das 5h35 da manhã até 1h da madrugada (sentido Plaça Catalunya); e de 5h à 0h30, sentido aeroporto terminal T2. Confira horários e preço atualizados aqui.

Para ficar por dentro de todas as linhas de ônibus que fazem o trecho aeroporto de Barcelona/centro da cidade, clique neste link.

Táxis – maneira mais confortável para sair do aeroporto e para quem leva muitas bagagens ou chega/sai em horários não servidos pelo Aerobús e trem. Para quem viaja em trio ou quarteto, o valor por passageiro é muito similar ao da passagem em transportes coletivos que saem do aeroporto. O valor aproximado até o centro é de €30. Táxis oficiais são pretos com uma listra grossa amarela na vertical. São encontrados na saída do desembarque, nos dois terminais (o T1 é 4 km mais distante que o T2, o que torna a corrida até o centro um pouco mais cara). Não existe serviço especial de táxis no aeroporto. Você usará o mesmo modelo de táxi que circula nas ruas da cidade.

Trem – a linha de trem metropolitano que parte do aeroporto é a 2. A estação fica perto perto do terminal T2 (siga as placas ou pergunte pelo “rodalies” ou “cercanías”). Dependendo de onde fica seu hotel, pode ser melhor do que ir de ônibus. O percurso até a estação Passeig de Gràcia dura 27 minutos. O trem também serve para quem chega no aeroporto de Barcelona e já quer partir direto para conhecer outras cidades catalãs. Clique aqui para checar horários de partida do trem na data da sua viagem. A passagem custa €4.10 (mais barato que o Aerobús) e deve ser comprada em máquinas localizadas na estação do aeroporto. Importante destacar que o trem é integrado com os demais transportes coletivos metropolitanos de Barcelona (rede TMB). Assim, na hora que você for comprar seu bilhete de trem, vale mais a pena comprar um tíquete T-10, que te permite percorrer dez trechos de trem/metrô/ônibus na cidade a preço mais vantajoso do que comprar dez bilhetes avulsos. Para conferir valores atualizados desses excelentes tíquetes, acesse este atalho.

HOSPEDAGEM

Indicamos as Ramblas (Raval ou Barri Gòtic) ou L’Eixample como melhores locais para se hospedar. Se não for possível (afinal, são áreas bem valorizadas), utilize-os como referência na busca de uma hospedagem próxima. Outra boa opção é o bairro Sant Gervasi. Ainda que não fique tão perto desses estratégicos bairros, priorize albergues, pousadas ou hotéis que fiquem a curta distância de estações de metrô (isso ajuda muito). Abaixo indicamos algumas hospedagens bem avaliadas por turistas:

Para mais alternativas de hospedagem, consulte os links dos sites especializados Booking, Trivago ou Tripadvisor. Querendo ficar na cidade por uma temporada, alugue um quarto, apartamento ou casa pelo Airbnb.

PRINCIPAIS BAIRROS

Bairro Gótico (Barri Gòtic) – É a parte histórica de Barcelona e concentra grandes belezas para serem apreciadas em longas caminhadas. Nele localizam-se as praças mais bonitas, a linda catedral da cidade, a bela igreja de Santa Maria del Pi, museus, palácio do governo da Catalunha, administração de Barcelona, ruelas estreitas e com influência dos romanos e dos mouros, restaurante Els Quatre Gats por onde passaram Picasso, Hemingway e outras personalidades históricas. Colado a ele também fica o ótimo bairro El Born, onde localiza-se o parque mais agradável da cidade (Parc de la Ciutadella), o lindo Arc de Triomf, o Museu Picasso, a linda igreja Santa Maria del Mar (para muitos, com o interior mais bonito das igrejas da cidade) e o espetacular Palau de la Musica (não deixe de visitar!).

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VIA LAIETANA (ENTRE O BARRI GÒTIC E EL BORN) – BARCELONA

Las Ramblas – é a avenida mais movimentada da cidade, com muito comércio, opções de hospedagem, restaurantes e atrativos para turistas, como artistas de rua. A avenida principal começa na Plaça Catalunya e vai até o Monumento a Cristóvão Colombo, já colado com a região portuária revitalizada (Port Vell) e separa o Barri Gòtic do Raval. Trata-se de local onde reúnem-se muitos artistas de rua. Nessa região é bom ficar atento às carteiras e bolsas (mesmo sem violência, os furtos aqui são mais frequentes). Aconselhamos o uso de “porta dólar”.

La Barceloneta – trata-se do balneário da cidade. Nele você pode caminhar no calçadão, tomar banho de mar e conferir atrações como a obra “L’Estel Ferit” (ou “los cubos”), a Estació de França (a estação de trem mais bonita da cidade) e um mercado local. Esse bairro é vizinho ao Port Vell, antiga área portuária que foi muito melhorada com os preparativos para as Olimpíadas de 1992, nela localizando-se o incrível Aquarium (oceanário), o ótimo shopping Maremagnum, o moderno cinema IMAX, a obra “Cara de Barcelona” e o teleférico.

L’Eixample – bairro modernista extraordinário. Significa “a expansão” ou “a ampliação”. É uma área planejada, desenvolvida a partir do final do século XIX como local da extensão da parte antiga (Barri Gòtic, Born, Raval = Ciutat Vella). É nesse bairro que localiza-se o Passeig de Gràcia, a avenida mais chique da cidade e onde foram encomendados trabalhos espetaculares dos arquitetos mais renomados de Barcelona. Repare nas residências e skyline dessa avenida. Você não verá outro igual nem parecido no mundo. Uma sucessão de obras incríveis de imaginação absurda. É lá onde fica a Casa Milá (La Pedrera), com seu lindo telhado de figuras únicas. Também nela fica a inacreditável Casa Batló. Duas paradas obrigatórias para perceber a genialidade de Gaudí. Tem ainda as lindas Casa Amatler (de Puig i Cadafalch, idealizador do Poble Espanyol) e Casa Lleó Moreira (de Domènech i Montagner, o mesmo do Palau de la Musica). Além disso, lá também encontram-se várias lojas de grife com belas fachadas; a Universidade de Barcelona, o Teatro Nacional da cidade e a mais linda igreja que conhecemos no mundo, a Sagrada Familia – obra máxima e inacabada de Gaudí. Pertinho desta monumental igreja, fica o lindo Hospital de la Santa Creu i Sant Pau (outro exemplar do modernismo catalão, mas não é de Gaudí e que localiza-se no bairro vizinho de Horta-Guinardó).

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PALAU DE LA MUSICA CATALANA – BARCELONA

Gràcia – esse agradável bairro residencial tem como destaque o lindo Park Güell, mais uma incrível obra do maior e mais inventivo arquiteto catalão. Há também muitas praças e mercados nessa região.

Sants-Montjuïc – bairro arborizado muito aprazível onde foi realizada a maior parte das categorias esportivas dos jogos olímpicos de 1992. É lá que ficam os ginásios, quadras e estádio (onde a pira foi acesa por uma flecha que sobrevoou o público) da Cidade Olímpica. Nele situa-se também o belo e antigo Castelo; a estação de teleférico para o Port Vell; o restaurante Miramar e sua linda vista; a Fundació Juan Miró; o jardim botânico, a grandiosa Plaça Espanya com as inconfundíveis torres venezianas e lindas fontes (Font Magica) e jardins; o mais lindo museu da cidade, o MNAC (Museu Nacional d’Art de Catalunya), além dos fantásticos museus CaixaForum, Pavelló Mies Van der Rohe e o Poble Espanyol (a céu aberto); o bonito e pouco visitado Parc de l’Espanya Industrial.

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MNAC (MUSEU NACIONAL DE ARTE DA CATLUNHA) – BARCELONA

O QUE CONHECER

Las Ramblas – avenida mais famosa da cidade, que se estende da Plaça Catalunya até o Port Vell, e separa o Barri Gòtic do bairro El Raval, em uma reta de quase um quilômetro, super arborizada e repleta de comércio e artistas de rua. Nela não transitam carros, apenas pedestres (peatonal).

É tanta coisa nessa avenida que ela é dividida em diferentes partes: Rambla de Canaletes (é na fonte desse inicío do percurso que o time do Barcelona se reúne com os torcedores para comemorar cada um dos campeonatos conquistados); Rambla del Estudis ou del Ocells (onde havia uma antiga faculdade e, depois, barracas de vendas de pássaros, que também não existem mais); Rambla de les Flors (trecho em que há várias barracas de vendas de flores; o tradicional mercado La Boqueria fica nesta seção da avenida); Rambla dels Caputxins (onde há no chão uma pintura de Miró; é nessa parte da reta que fica o teatro do Liceu); Rambla de Santa Mònica (setor onde ficam os artistas de rua e vários restaurantes, os quais não são os mais gostosos nem os mais confortáveis); e Rambla del Mar (agradável passarela de madeira construída durante os preparativos para as Olimpíadas de 1992 e que segue até o shopping Maremagnum).

Basílica de Santa Maria del Mar – igreja totalmente gótica, datada do século XIV. Construída para os trabalhadores náuticos e mercadores de frutos do mar. Marcada pela simplicidade das suas formas, conta com bonitos vitrais e bela rosácea. Aberta das 9h às 20h (entre 12h e 17h, a entrada é paga: 3 euros). Fica localizada no bairro El Born. Estações de metrô mais próximas: Barceloneta e Jaume I (da linha amarela ou L4).

Catedral de Barcelona – a grandiosidade, riqueza de detalhes e fusão de estilos arquitetônicos desse orgulho do Barri Gòtic justificam os mais de 600 anos em que demorou para ser finalizada – iniciada em 1298 e com obras finalizadas em 1913. O destaque dessa linda igreja é seu claustro, com espaço verde, estátuas e gansos. Há horários e locais de visita gratuitos e outros pagos. Para informações mais detalhadas acesse o link do título. Fica na Plaça Nova (Bairro Gótico). Estações de metrô mais perto: Liceu (linha verde ou L3) e Jaume I (linha amarela ou L4).

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CATEDRAL DE BARCELONA, ESPANHA

Camp Nou – É o maior estádio de futebol da Europa (capacidade: 98 mil espectadores). As visitações ao museu e ao gramado são abertas para os fãs de esportes. É onde joga o famoso time do Barcelona, com os craques Messi, Neymar, Suárez e Piqué.

Museu Picasso – fica na rua atrás da Igreja de Santa Maria del Mar, a Carrer de Montcada. As mais de 3000 obras (acervo muito maior do que o museu dedicado ao mestre na sua cidade natal, Málaga) de Picasso estão espalhadas em cinco edifícios góticos separados por corredores, vãos e belos pátios que integram esse museu. A maioria das obras é da juventude do gênio espanhol. Abre de terça a domingo. Normalmente, o ingresso custa 11 euros, mas há dias com preços especiais (até acesso gratuito). Confira valores atualizados no link do título. Lugar muito bonito. Metrô mais próximo: Jaume I (linha amarela ou L4).

Arco do Triunfo (Arc de Triomf) – diferentemente dos demais exemplares deste tipo espalhados no mundo, o de Barcelona não foi construído para homenagear glórias militares. O Arco do Triunfo de Barcelona celebra as artes e ciências. Foi construído como porta de entrada para a Exposição Universal de 1888 em estilo neo-mudéjar (mistura de elementos islâmicos com símbolos cristãos adotado no início do modernismo catalão) e dá acesso ao Parc de la Ciutadella pela avenida Passeig de Lluís Companys – espaços muito bonitos e usufruídos pelas famílias locais. Estação de metrô mais próxima: Arc de Triomf (linha vermelha ou L1).

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ARCO DO TRIUNFO – BARCELONA, ESPANHA

Parc de la Ciutadella – um dos espaços públicos verdes mais apreciados pelas famílias que moram em Barcelona. Construído para a Exposição Universal de 1888 no lugar de uma antiga fortaleza que havia aí. Conta com lago, uma linda fonte com várias estátuas, um castelo (Castell dels Tres Dragons), estufas influenciadas por jardins ingleses, e esculturas. Vizinho ao parque fica o zoológico da cidade e o Parlamento da Catalunha. Fica no bairro El Born, bem pertinho do Arco do Triunfo. Funciona todos os dias a partir das 10h. Fecha às 18h no inverno e às 21h no verão. Estações de metrô mais próximas: Ciutadella/Vila Olímpica (linha amarela ou L4) ou Arc de Triomf (linha vermelha ou L1).

Palau de la Musica Catalana – um dos nossos locais favoritos em Barcelona. Verdadeira joia do modernismo catalão, desenhado pelo arquiteto Domènech i Montaner, finalizado na primeira década do século XX e considerado Patrimônio Mundial da Humanidade. Repleto de lindas estátuas, vitrais que permitem muita luz natural, colunas e extraordinários mosaicos de pedras coloridas com imagens de flores. Ainda hoje ocorrem vários espetáculos (confira a programação no site oficial linkado no título).

A visita guiada – que dura 55 minutos – é imperdível, porque a melhor parte é o salão principal de concertos, rica em detalhes e com um teto de emocionar, principalmente pela lindíssima cúpula. Fica no bairro El Born, muito perto do Barri Gòtic e da Via Laietana, no cruzamento de ruas estreitas.

Funciona das 10h às 15h30. Em julho e agosto fecha às 18h. Sobre o preço, custa 18 euros por pessoa, mas há várias hipóteses de descontos não cumulativos (grupo familiar, se você vai de ônibus turístico, se você é estudante, se é idoso ou se tem menos de 10 anos). Para isso, confira os valores atualizados nesse link. Estação de metrô mais perto: Urquinaona (linha vemelha/L1 ou linha amarela/L4).

Casa Batlló – apesar de não tão fotografada e reconhecida como a Sagrada Família e a Casa Milà (La Pedrera), trata-se de um dos mais belos trabalhos do espetacular Gaudí e anterior ao início daquelas duas citadas. Diferentes ambientes com referências a elementos da natureza (luzes em formato de casco de tartaruga; telhado curvado como dorso de um dragão; paredes com diferentes tons de azul como o fundo do mar), com formas ousadas e coloridas são vistos em todos os pavimentos, inclusive na linda fachada deste edifício. Outro destaque vai para o salão incrível do primeiro andar. Além disso, são lindas as paredes do vão observadas da escada que dá acesso ao telhado, com vidraças que lembram ondas e pedras azuis que lembram o mar.

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SACADA DA CASA BATLLÓ E SEUS TRENCADÍS – BARCELONA

Tudo é diferente e de uma criatividade única. O gênio não deixou passar nada sem seu toque original: até os os arcos brancos irregulares dos corredores que levam aos banheiros são espetaculares. As cores e formas permitem interpretações carnavalescas e religiosas (São Jorge e o dragão).

A variedade de ambientes e interpretações serviu de inspiração para a fachada e design interior do Castelo Rá-Tim-Bum, cenário onde se passava a série homônima exibida pela TV Cultura nas décadas de 90 e 00. Se você assistia vai associar muita coisa ao universo idealizado por Gaudí.

A visita à Casa Batlló é simplesmente obrigatória por ser um lugar único no mundo.

Funciona das 9h às 21h, todos os dias. Compre seu ingresso com antecedência para evitar as imensas filas que se formam para comprar na bilheteria local. Os valores do site oficial variam entre 22,5o euros (ingresso comum, tem que enfrentar uma fila menor); 27,50 euros (ingresso com Fast Pass, que te livra de qualquer tipo de fila); 29,50 euros (ingresso que te permite visitar quando quiser, em data aberta, mas sem Fast Pass). Todos os tipos de ingresso do site dão direito ao SmartGuide, que é um guia eletrônico em diferentes línguas com realidade aumentada. Apresente sua carteira de estudante para conseguir desconto.

Coladas à Casa Batlló, ainda na Passeig de Gràcia (avenida mais refinada da cidade), também ficam as lindas Casa Amatler (de Puig i Cadafalch; com teto em formato de escadinha ou peça de tetris, com fachada que mistura o rosa, salmão e azul claro) e Casa Lléo Moreira (de Domènech i Montaner, com aspecto mais cinzento e gótico), em um trecho do Passeig de Gràcia conhecido como “Manzana de la Discórdia” (maçã ou pomo da discórdia), em virtude da “competição” entre elas pelo título de mais bonita e impressionante trabalho do modernismo catalão. Decida você mesmo: visite as três.

Estação de metrô mais próxima: Passeig de Gràcia (linha lilás, verde e amarela ou L2, L3 e L4, respectivamente).

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CASA AMATLER – BARCELONA, ESPANHA

Casa Milà (La Pedrera) – mais uma obra espetacular de Gaudí. Sua fachada já impressiona pelo caráter ondular de sua estrutura de pedra calcária, com parapeitos de ferro preto retorcido que lembram sargaços. Impressionante! Lá dentro, no sótão do edifício, fica um pequeno museu com obras e exposição interativa que ensina como funcionava o trabalho de Gaudí, o qual trabalhava inspirado nos elementos da natureza e utilizava correntes, espelhos e jogo de luz e sombra para definir os encaixes e o formato de suas ideias originais. Para se ter uma noção do vanguardismo desse monstro da arquitetura, cada apartamento tem disposição de paredes e espaço interno diferente um do outro porque as paredes foram pensadas e concretizadas para não ter a importância de servir de arrimo para manter a fundação. Muito bacana!

Porém, a cereja do bolo desse passeio é o terraço. Talvez o maior símbolo fotográfico de Barcelona (disputa esse posto com a entrada principal do Park Güell e a fachada da Natividade da Sagrada Família). O lugar é deslumbrante. Repleto de formas curvilíneas de chaminés e torres de ventilação com o formato de elmos e capacetes de soldados, além de outras inúmeras esculturas amareladas e brancas. Muita coisa feita em trencadís (colagem de pedaços de cerâmica).

O cara era tão bom que até uma colagem de cacos de espumante em uma chaminé arredondada (ideia por ele concebida) virou uma incrível obra. O formato do caminho por esse terraço através de escadas que acompanham os desníveis do teto é impressionante. Ninguém fez nada igual ainda e, ainda que imitem, nada ficará tão bonito. A gente acaba ficando repetitivo por culpa de Gaudí: extraordinário, sensacional, espetacular.

O passeio se encerra com a visita a um apartamento do edifício, decorado nos moldes da vida cotidiana do início do século XX e, em seguida, com uma parada na lojinha cheia de lindos artigos e souvenirs. Apesar de ter um preço bem salgado, trata-se de mais um local obrigatório para o turista em Barcelona; mais um patrimônio mundial da humanidade tombado pela UNESCO.

Aberta todos os dias, via de regra, das 9h às 19h. Compre seu ingresso com antecedência pelo site oficial na Internet (link do título), pelo Ticket Bar ou pela loja de turismo oficial de Barcelona (a “Visit Barcelona Tickets“) para não enfrentar longas filas que se formam na bilheteria.

O ingresso para adulto custa pouco mais de 20 euros. Estudantes e idosos pagam aproximadamente 17 euros. Caso queira fugir de todas as filas possíveis e não queira dia fixo para visitar esse monumento, a entrada vale 27 euros aproximados (ingresso Premium). Há também visita noturna (a partir das 20h40) com o terraço e chaminés iluminados. Este passeio custa quase 35 euros por adulto. Recomendamos o acesso a esse link para valores atualizados, horário de funcionamento do dia que você pretende ir e outros tipos de visita a La Pedrera.

Assim como as casas Batlló, Amatler e Lléo Moreira, La Pedrera também fica na avenida Passeig de Gràcia. Dá para ir caminhando tranquilamente entre todas elas; menos de 15 minutos entre a Milà e a Batlló. Estação de metrô mais perto: Diagonal (linha verde/L3 ou linha azul/L5).

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TERRAÇO DA CASA MILÀ (LA PEDRERA) – BARCELONA

Sagrada Família (Temple Expiatori de la Sagrada Família) – o maior e mais impressionante trabalho de Gaudí, ao qual ele dedicou exclusivamente seus últimos 15 anos de vida (seus restos mortais estão nessa igreja), embora nela tenha trabalhado por mais de 40. Apesar de iniciada no final do século XIX, ainda está em construção. A previsão é que seja concluída em 2026, ano do centenário da morte de Gaudí.

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SAGRADA FAMÍLIA – BARCELONA

É caracterizada por imensas torres afuniladas e por diferentes fachadas em cada lado, com destaque para a entrada da Natividade e da Paixão. A primeira foi idealizada e construída com Gaudí vivo. É bem carregada, diferente dos outros trabalhos dele. É repleta de infinitos detalhes que representam o nascimento de Jesus Cristo. A cada visita, são descobertos novos elementos natalinos, como a anunciação, a visita de Maria a Isabel, a mão divina, diferentes bichos que presenciaram o acontecimento, os reis magos, manjedoura, anjos, José e Maria, entre outros. Perto dessa fachada localiza-se uma praça com um lago do qual é possível tirar lindas fotos desse monumento.

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FACHADA DA NATIVIDADE – SAGRADA FAMÍLIA

A face da igreja dedicada à Paixão tem estilo totalmente distinto da anterior. Foi construída após a morte de Gaudí pelo arquiteto Subirachs. Mais “limpa” que a da Natividade, representa os últimos dias de Cristo, com destaque para a via crúcis e sua ressurreição. Também muito bonita.

O interior dessa igreja é tão ou mais impressionante que suas fachadas, em virtude dos lindos vitrais e rosáceas, do amplo espaço nas naves laterais e corredores principais, das incríveis colunas brancas (nenhuma totalmente reta) que representam troncos de árvores, do altar simples com uma imagem de Cristo crucificado suspensa, além do museu no subsolo e do acesso a duas de suas torres (indicamos a subida pela torre da Natividade).

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SAGRADA FAMÍLIA – BARCELONA, ESPANHA

A visita é possível todos os dias do ano. Funciona das 9h às 18h em novembro e no inverno europeu; e das 9h às 20h na primavera e verão de lá. É possível fazer sem guia e é mais barato se comprado antecipadamente pelo site do que nas bilheterias.

Ingresso mais barato (Entrada Bàsica – sem áudioguia, sem orientação de um profissional e sem subir nas torres) custa, em média, 15 euros por adulto na compra antecipada online (lá na bilheteria esse ingresso custa por volta de 18 euros); ingresso com direito a áudioguia (Visita Audioguiada) custa 22 euros por adulto na compra antecipada e 26 euros na bilheteria;  ingresso intermediário (Experiència Guiada – com guia presencial em diferentes idiomas) vale 24 euros antecipadamente e 29 euros presencialmente; a mais completa (Les Millors Vistes – áudioguia + subida a uma das duas torres) custa 29 euros com antecedência da Internet e 35 euros se a compra for lá na hora.

Quem quer entrar na basílica e na Casa Museu Gaudí com áudioguia tem pagar um ingresso que custa 24 euros por adulto (compra antecipada) e 29 euros (compra na bilheteria). Esse bilhete chama-se “Obra y vida de Gaudí”.

Todos esses preços dos diferentes ingressos têm descontos para estudantes (em média, 2 euros a menos) e para idosos (aproximadamente, 5 euros a menos). É fundamental conferir os valores e horários atualizados no site oficial. A compra presencial – esteja preparado para longas filas – é feita na bilheteria que se localiza na Carrer de Sardenya (rua da fachada da Paixão; aquela sem o lago), mas a entrada de todos é pela fachada da Natividade (a que tem um lago na frente e é mais detalhada).

Estação de metrô mais perto: Sagrada Família (linha azul ou L5).

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VITRAIS NO INTERIOR DA SAGRADA FAMÍLIA – BARCELONA, ESPANHA

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COLUNAS DA SAGRADA FAMÍLIA – BARCELONA, ESPANHA

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VITRAIS DA SAGRADA FAMÍLIA – BARCELONA, ESPANHA

Park Güell – lindo parque localizado em lugar mais elevado do bairro Gràcia. Foi idealizado pelo empresário Eusebi Güell que encomendou sua construção a Gaudí, com a finalidade de ser edificada uma “mini cidade” no meio do espaço arborizado para o descanso de famílias ricas no estilo de condomínios-parque ingleses. Apesar de não ter atingido o objetivo pretendido, essa grande área verde com lindos exemplares da criatividade do mais famoso arquiteto catalão foi tombada como patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO.

Os destaques desse incrível local ficam reunidos em uma pequena área da entrada principal: as casas com torres de trencadís coloridos que serviriam de guarita, administração e manutenção do local; a escadaria com as fontes, a icônica salamandra colorida e o banco curvado com bordas verdes; a estrutura branca suspensa por mais de oitenta colunas retas e inclinadas (é a Sala Hipostila, onde funcionaria o mercado de abastecimento dessa cidade imaginada; nessa sala é legal olhar por entre as colunas e para o teto com as pinturas arredondadas que retratam as estações do ano); os belos jardins que margeiam as escadas laterais da Sala Hipostila; as colunas de pedras alaranjadas com flores na parte superior das escadas; o terraço sobre a Sala Hipostila com lindos bancos de cerâmica colorida cheio de curvas como o corpo de uma cobra (onde aconteceriam os espetáculos e festas dos condôminos); e a Ola de Piedra, que é um impressionante túnel em formato de onda quebrando que dá acesso à Sala Hipostila pela lateral esquerda.

Cabe salientar que a melhor forma que achamos para entrar no Park Güell é pela entrada lateral esquerda do acesso principal. Isto é, não vá logo de cara pelo portão das duas casas coloridas. Assim que avistar esse portão principal não entre por ele, dirija-se pela rua à esquerda, suba as escadas no final dessa rua e entre na próxima entrada. Isso porque, vindo por aqui, você consegue apreciar e tirar fotos da Ola de Piedra e, seguindo em frente, você chega à Sala Hipostila e demais atrações. Entramos pelo portão principal e não conseguimos entrar na Ola de Piedra, que é muito interessante. Faça o inverso: entre pelo acesso lateral esquerdo e saia pelo portão principal.

Outro destaque do Park Güell é a Casa Museu Gaudí, uma das duas residências que saíram do papel e que Gaudí chegou a ocupar. No seu interior, há móveis projetados pelo arquiteto e ambientes no qual ele circulava. Esse local, assim como os dois mirantes do Park, são mais distantes da entrada principal e não são suas atrações principais. Se quiser ir, o passeio é bem agradável passando por belos viadutos projetados para o tráfego de carruagens.

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BANCO ODEÃO NO PARK GÜELL – BARCELONA, ESPANHA

Esse maravilhoso parque abre todos os dias do ano, das 8h às 21h30 na primavera e verão; e das 8h até 16h no outono e inverno. O ingresso custa 8 euros se comprado na hora e 7 euros para quem compra antecipadamente pela Internet. Procure comprar antes e chegar mais cedo, porque há limite de visitantes e você evita o sol mais forte. Confira horários e preços atualizados nesse link.

Para chegar lá, a estação de metrô mais perto é a Vallcarca (linha verde ou L3). Daí até a entrada principal o caminho é um pouco cansativo, com subidas que podem ser feitas em escadas rolantes que ficam na rua. Também dá para combinar esse meio de transporte com o ônibus (24 ou 92), que deixa em uma entrada diferente da principal. Outra alternativa é descer na estação de metrô Joanic (linha amarela ou L4) e de lá pegar o microônibus 116 (percurso curto) até a entrada principal do Park.

Montjuïc – trecho extenso da cidade onde ocorreu a maior parte dos esportes durante os jogos olímpicos de 1992. É uma área repleta de museus, área verde e monumentos.

Os destaques nesse bairro ficam para:

  • o MNAC (Museu Nacional de Arte da Catalunha);
  • a Font Màgica: show de águas dançantes, com luz e som na avenida entre a Plaça Espanya e o MNAC; via de regra, só são ligadas às sextas e aos sábados, logo ao escurecer; confira o horário de funcionamento aqui;
  • o Castelo (Castell de Montjuïc): antiga fortaleza que já serviu de prisão e passou por vários ataques e bombadeios, com a fachada atual datada do século XVIII. Possui ótimos mirantes para o porto e para a cidade de Barcelona. Na primavera e verão europeus, funciona das 10h às 20h; no outono e inverno, das 10h às 18h. Para chegar nele, é possível combinar metrô (estação Para-lel, da linha lilás/L2 ou linha verde/L3) com o funicular. Da estação superior deste, chega-se ao Castelo a pé, de teleférico (Aeri de Montjuïc) ou de ônibus (linha 150). A entrada, normalmente, custa 5 euros, mas há descontos. Confira os valores e horários atualizados aqui;
  • o Poble Espanyol: museu a céu aberto que representa um vilarejo com influências arquitetônicas e oficinas de artesanato de todas as regiões espanholas; inaugurado para a Exposição Universal de 1929);
  • a Fundação Joan Miró: primeiro museu de arte contemporânea de Barcelona, de 1975; conta com mais de cem esculturas e duzentas pinturas desse metre catalão em um espaço cheio de terraços);
  • CaixaForum: centro cultural, recreativo e social mantido por uma instituição filantrópica. Seu prédio é de arquitetura industrial modernista (desenhado pelo arquiteto Puig i Cadafalch), em que, durante os preparativos para as Olimpíadas de 1992, passou a misturar as estruturas originais com traços arrojados contemporâneos. Recebe exposições temporárias. A entrada custa 4 euros, via de regra. Acesse o site oficial para conferir a programação e horários.
  • e as estruturas montadas para as Olimpíadas (Anella Olímpica, Torre de Comunicacions, Estadi Olímpic, Open Camp Passeig de la Fama etc.).
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FUNDAÇÃO JOAN MIRÓ (MONTJUÏC) – BARCELONA, ESPANHA

De tão bom e bonito que é, o MNAC merece referência separada. Trata-se de um espaço que concentra um impressionante acervo de vários estilos artísticos diferentes, com destaque para as obras românicas e do modernismo catalão. Além disso, tem também pinturas e esculturas de renomados artistas, como Dalí e Picasso. Fica localizado onde era a sede do Palácio Nacional. Foi a principal construção da Exposição Universal de 1929. Tem um terraço com incrível vista para a cidade de Barcelona, o qual pode ser acessado (entrada paga) sem precisar passar pelo interior do museu. O museu não abre às segundas-feiras. Nos outros dias abre às 10h. O fim das visitas varia a depender do dia (domingo sempre fecha às 15h) e estação do ano (terça a sábado: outono e inverno às 18h; primavera e verão, às 20h). Para horários e preços atualizados (o mais comum para adultos custa 12 euros, mas há descontos para estudantes, gratuidade para idosos e outras faixas de preço para outros públicos), clique nesse link.

Para chegar em Montjuïc, é possível ir de metrô ou pelo teleférico que sai do Port Vell (Aeri del Port), na Torre Sant Sebastià:

a) O teleférico deixa no Miramar (ainda não é o cume de Montjuïc, onde fica o Castelo, que pode ser alcançado pelo funicular ou a pé).

b) De metrô, as estações mais próximas são: Para-lel (linha verde/L3), para quem quer visitar primeiro o Castelo ou o restaurante panorâmico Miramar; e Placa Espanya (linhas vermelha/L1, verde/L3 ou rosa/L8), aos que desejam começar o passeio pela Font Màgica e MNAC.

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FONT MÀGICA E MNAC – MONTJUÏC, BARCELONA

La Barceloneta/Port Vell – região colada com as praias de Barceloneta e Sant Sebastià. A primeira é a mais frequentada pelos turistas, de cor esverdeada no raso e águas tranquilas. Nela existe centro de informações e barracas para aluguel de equipamentos esportivos.

Por sua vez, Sant Sebastià é uma praia mais ocupada por moradores locais, sobretudo idosos. Há também clubes náuticos tradicionais por aí. O mar aqui também é tranquilo, só que com cor mais escura. Em certos trechos dela, pratica-se topless e naturismo. Colado a esta praia fica a Torre Sant Sebastià, de onde parte o teleférico (Aeri del Port, com horários de funcionamento que variam durante o ano; preço normal: 11 euros só ida; 16,50 euros ida e volta; confira valores e horários atualizados no link destacado), passando pela parada intermediária Jaume I e com  destino final em Montjuïc.

Importante destacar que esse percurso é diferente do realizado pelo teleférico que leva da estação Para-lel até o topo da colina de Montjuïc (este trecho até o alto é feito pelo Aeri de Montjuïc).

Para chegar nelas, chegando no Mirador de Colom, basta seguir à esquerda contornando a avenida beira mar ou caminhar em frente pela Rambla del Mar até chegar ao Port Vell. Estação de metrô mais perto: Barceloneta (linha amarela ou L4).

Entre essas praias e as Ramblas fica o bonito Port Vell, porto que foi reformulado para as Olimpíadas de 1992 e que foi acrescentado por um complexo moderno de diversões, incluindo o lindo shopping Maremagnum e o incrível oceanário (Aquarium). Estações de metrô mais próximas: Drassanes (linha verde/L3) e Barceloneta (linha amarela/L4) .

OUTRAS ATRAÇÕES: Além dos pontos imperdíveis acima, destacamos também como ótimos passeios em Barcelona – 1) o parque de diversões no elevado do Tibidado (com uma antiga igreja inspirada na Sacre Coeur, de Paris, e linda vista para Barcelona e o Mar Mediterrâneo; acessível pelo ônibus T2A que sai da Placa Catalunya, ou por trem – linha marrom/L7, estação Avinguda Tibidado – combinado com o funicular Tremvia Blau ou ônibus 196); 2) o terraço do Palau Güell (residência do maior patrocinador dos trabalhos de Gaudí, a ele também encomendada no início de sua carreira em Barcelona; localizada no bairro El Raval, repleta de mármore, vitrais e bela decoração no salão central, além das coloridas chaminés no terraço; estações de metrô mais perto: Liceu ou Drassanes, ambas da linha verde/L3); 3) o espetacular complexo modernista do Hospital de la Santa Creu i Sant Pau (cheio de vitrais, esculturas e mosaicos coloridos bem perto da Sagrada Família e pouco visitado; tamanha a beleza e riqueza de detalhes que foi tombado como patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO, e escolhido por muitos órgãos de renome internacional – como ONU e OMS – para sediar escritórios seus na cidade; estação mais próxima: Sant Pau/Dos de Maig da linha azul/L5, mas dá para fazer uma agradável caminhada a partir da Sagrada Família); 4) as lindas praças do Barri Gòtic e El Born – principalmente, Placa Reial, Placa Sant Felip Neri, Placa Sant Jaume, Placa Nova e Placa del Rei -, todas bem pertinho, acessíveis por uma maravilhosa caminhada nesses incríveis bairros; 5) os agradáveis mercados La Boqueria (na Rambla) e Santa Caterina (pertinho de El Born), local de concentração de turistas e nativos para apreciarem ingredientes e frutas típicas; entre tantos outros pontos.

COMO MONTAR UM ROTEIRO PARA CONHECER A CIDADE

Para conhecer o mundo que Barcelona tem a oferecer, montar um roteiro parece coisa complicada, mas temos algumas sugestões que talvez possam te auxiliar.

Se você tem pelo menos 3 dias na cidade, sugerimos que separe um para conhecer a parte histórica (Ciutat Vella = Barri Gòtic, El Born e Raval, nessa ordem de visita), se perdendo pelas ruas antigas: Catedral de Barcelona, Barcino, Plaça Reial, igreja Santa Maria del Mar, Arc de Triomf, Parc de la Ciutadella, Palau de la Musica. Caminhe mesmo. Essa região é uma das nossas preferidas na cidade.

No segundo, aproveitar para conhecer e entrar nas atrações mais famosas de Gaudí como: Park Güell, Casa Milá, Casa Batlló, Sagrada Família, bem como o Hospital de la Santa Creu i Sant Pau (que não é de Gaudí e contou com imensa contribuição de Domenech i Montaner). Parece pouco, mas é puxado. A ordem das atrações que listamos é a nossa sugestão para enfrentar menos filas e, considerando a proximidade entre os pontos dessa maneira.

E no terceiro dedicar o dia à Barceloneta/Port Vell e, a partir do meio da tarde, ao bairro de Sants-Montjuïc, sendo os destaques: calçadão da praia, Los Cubos, Monumento a Cristóvão Colombo, oceanário Aquarium, passear de teleférico (Aeri del Port), Castelo, MNAC e Font Magica, Poble Espanyol e Cidade Olímpica.

Durante as noites, vá em uma para as festas da Ciutat Vella (mais alternativas, descoladas) ou do bairro Barceloneta (baladas mais caras e seletivas); e em outra, dedique seu tempo para compras no El Corte Inglès, no bairro L’Eixample ou no shopping Maremagnum.

Se sobrar tempo no primeiro dia (dedicado aos bairros da Ciutat Vella), acrescente o passeio pelo calçadão de Barceloneta e pelo Port Vell. Isso é perfeitamente possível se você começar a caminhada logo cedo (8h/9h já na rua).

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PORT VELL VISTO DO RESTAURANTE MIRAMAR (MONTJUÏC) – BARCELONA

Acaso não seja possível visitar todas aquelas atrações modernistas no segundo dia (pode acontecer), deixe as que faltarem para o terceiro dia, antes de conhecer Montjuïc. Para tanto, se tiver dinheiro, prefira comprar com opção de dia em aberto – sem data de uso do bilhete definida. Se achar muito caro comprar esse tipo de ingresso, compre as entradas básicas com data certa e só não compre a do Hospital de la Santa Creu. Para compras com antecedência (fundamental em Barcelona), acesse o link do Ticket Bar.

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HOSPITAL DE LA SANTA CREU I SANT PAU – BARCELONA

Isso porque é preferível você conhecer esses monumentos únicos da arquitetura catalã do que dar uma volta no agradável, mas não muito diferente, calçadão e complexo de diversões de Barceloneta e Port Vell (que são muito divertidas também à noite, horário em que não funcionam as atrações modernistas tampouco os museus de Montjuïc). Acreditamos que a prioridade em Barcelona sejam as obras de Gaudí (L’Eixample) e as ruas da Ciutat Vella. O resto é também muito lindo, mas pode ser encaixado de diferentes formas.

Em caso de dúvida sobre o que conhecer, não deixe de utilizar o ônibus de turismo (rede Hop-on Hop-off), basta apenas selecionar os pontos que considera mais interessantes e descer conforme houver selecionado. O site para consultar valores, pontos e horários, é acessado por esse atalho.

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PORT VELL – BARCELONA, ESPANHA

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

Barcelona é uma cidade grande e agitada, opção de aluguel de carro é a menos aconselhada. Até porque o valor do estacionamento pode acabar pesando no orçamento da viagem.

Sendo assim, ganham destaque a bicicleta, o metrô e o ônibus Hop-on Hop-off.

Quanto à bicicleta, trata-se de um ótimo meio de transporte para quem tem disposição e quer curtir mais perto e de forma mais dinâmica o movimento da cidade, que é, via de regra, plana. Há muitas empresas de aluguel de bicicletas espalhadas pela cidade (você acha algumas perto da Plaça Catalunya, de frente para o Parc de la Ciutadella, no calçadão da praia, e na rua paralela ao Passeig del Born); há também o esquema de locação de bicicletas para residentes chamado Bicing. Infelizmente muito locais turísticos ou ficam em locais mais íngremes ou são muito movimentados, o que limita e dificulta muito o uso da bicicleta. Recomendamos o uso dela na Barceloneta, nos parques públicos e no Passeig de Grácia. Lembrando que é proibido circular de bicicleta pelos corredores de ônibus. Há muitas ciclofaixas, mas nas áreas em que elas não existem, é permitido pedalar sobre as calçadas, dando-se preferência aos pedestres.

Sobre o metrô, trata-se da melhor forma para se locomover na cidade. Afinal, através desse meio de transporte pontual e sem trânsito, você consegue ter acesso a quase todos os pontos turísticos de Barcelona (dos melhores, só o Park Güell fica um pouco distante da estação mais próxima – uns 15 minutos de caminhada). São 11 linhas operadas pela TMB e e pela FGC, todas simbolizadas por cores diferentes. Funciona das 5h da manhã até, normalmente, meia noite (nas sextas e feriados, vai até 2h da madrugada; e no sábado, funciona sem parar durante a madrugada para o domingo).

Apesar das orientações sobre paradas e baldeações serem muito boas dentro do metrô e nas estações, tenha em mãos um mapa de toda a rede para saber como chegar nos locais de interesse.

Adiantamos as principais linhas e suas melhores paradas para o turista:

  • linha lilás (L2) – paradas no Passeig de Gràcia (onde ficam a Casa Milà e Casa Batlló), Sagrada Familia, Plaça Catalunya (colada com as Ramblas) e Para-lel (perto do teleférico para Montjuïc);
  • linha amarela (L4) – paradas na Barceloneta (praia e calçadão), Ciutadella (perto do parque e Arc de Triomf), Passeig de Gràcia e Joanic (perto do Park Güell);
  • linha vermelha (L1) – paradas na praça Espanya (de frente para o MNAC e Montjuïc), praça Catalunya, Arc de Triomf (aí perto fica o Parc de la Ciutadella);
  • linha verde (L3) – paradas na praça Espanya, Para-lel Drassanes (mais perto do Port Vell), praça Catalunya, baldeação com o Passeig de Gràcia, Vallcarca (mais próxima do Park Güell);
  • linha azul escuro (L5) – paradas na Sagrada Familia e Hospital de Sant Pau.
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REDE DE METRÔ – BARCELONA, ESPANHA

Em relação ao Hop-on Hop-off, em Barcelona, esse ônibus turístico faz duas rotas principais que podem ser alternadas no mesmo dia: a leste (15 paradas; eis os destaques: Bairro Gótico, Sagrada Família, Hospital de la Santa Creu i Sant Pau, Park Guell, Casa Milá, Casa Batlló e, de abril a outubro, pela avenida litorânea) e a oeste (18 pontos com destaque para as paradas no bairro de Montjuïc e pelo Camp Nou – estádio do incomparável time de futebol da cidade, mas passando também pelo Bairro Gótico, Casa Milá e Casa Battló). Ambas as rotas têm seu ponto de partida e chegada na Plaça Catalunya. Para maiores informações e, caso não conheça como funciona esta opção turística, sugerimos a leitura do post PRIMEIRA VIAGEM INTERNACIONAL.

CULINÁRIA LOCAL

O que a cidade oferece de mais famoso e convidativo são os tapas! São pequenas porções de diferentes petiscos espanhóis, com ênfase em azeites, tomates, batatas, pimentões, cebolas, beringela e outros ingredientes frescos de horta. Muitas delícias, das quais destacamos a Coca de Recapte (massa fina que lembra uma pizza onde, ainda crua, é colocado um molho de legumes – com tomate, pimentão, cebola e beringela -, vai ao forno, e é servida com algum peixe pequeno).

A culinária local também é excelente na elaboração de ótimas paellas (paneladas de arroz, frutos do mar e açafrão) e pratos com frutos do mar, principalmente com bacalhau (brandada de bacallà; e bacalao a la llauna) e mariscos, além de vinhos de qualidade e boas sangrias. Lá também são servidas excelentes saladas (Amanida Catalana) e pratos que levam arroz como base (Arroz Caldoso e Arròs Negre). Churros e chouriço também são excelentes. Muitas opções saborosas em uma cidade que oferece de tudo um pouco.

Não deixe de experimentar além dos pratos típicos já citados: a cava (espumante catalão com sabor doce incrível), fideuá (ingredientes preparados como da paella servidos com macarrão especial levemente tostado no forno ao invés de arroz), crema catalana (sobremesa que lembra o creme brûlée, mas que leva raspas de limão e rama de canela ao invés da baunilha); arròs a la cassola (risoto com carne de porco e coelho, verduras ou peixe e marisco); mel i mató (queijo de cabra ou ovelha, menos gorduroso, servido com mel).

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CAVA – RESTAURANTE MIRAMAR – BARCELONA

RESTAURANTES
  • Bosco (serve comida mediterrânea e catalã no Barri Gòtic, perto da Catedral; no terraço, são servidas tapas);
  • Els Quatre Gats (restaurante catalão famoso por sua bela fachada e seu interior; local onde se reuniam os artistas e intelectuais da cidade; serve menu fechado com dois pratos e sobremesa; preço mais salgado pela história do lugar)
  • Canela (também serve comida típica da região a bom preço e com bela apresentação; fica no L’Eixample, perto da estação Universitat;
  • Fonda España (pratos mediterrâneos e catalães muito bonitos nesse restaurante que fica no bairro El Raval, perto da estação Liceu);
  • Mesón David (serve comida espanhola em ambiente despojado e com vizinhança barulhenta; muito popular entre locais e turistas; fica no El Raval e cobra preços médios; estação mais perto: Para-lel)
  • Organic’s (comida vegetariana a preço baixo no L’Eixample; estação mais próxima Urquinaona);
  • La Barca del Salamanca (pescados frescos servidos no Port Olimpic; estação mais perto: Ciutadella/Vila Olímpica);
  • Lar Paradeta (rede de restaurantes de Barcelona que serve frutos do mar e mariscos apreciados pelos locais; existe em vários pontos da cidade, como no bairro El Born);
  • Escribá (doceria muito famosa em Barcelona, com uma loja no L’Eixample e nas Ramblas; estação mais perto: Urgell)

 

COMPRAS

Barcelona é uma ótima cidade para quem quer comprar presentes ou lembranças de viagem de boa qualidade. Há muitas lojas de departamento no Barri Gòtic e El Born (Zara, Mango, H&M).

O entorno da Plaça Catalunya também é repleto de boas e grandes lojas (destaque para a imensa e pau-para-toda-obra El Corte Inglès e a FNAC). O shopping Maremagnum, no Port Vell, e o centro de lojas Arenas de Barcelona (de frente para a Placa Espanya, onde ocorriam touradas) são outro bons lugares para compras de todos os tipos de preços.

O Passeig de Gràcia é o endereço das grandes grifes internacionais (Emporio Armani, Channel, Ermenegildo Zegna, Gucci, Louis Vuitton).

Para quem quer souvenirs ou roupas mais baratas, há muitas opções nas lojas e barracas ao longo das Ramblas. Quem deseja comprar temperos locais, a pedida são os mercados La Boqueria, de Santa Caterina e de São Miguel.

Muitos pontos turísticos tem lojas com produtos temáticos no entorno (você encontra excelentes lojas de lembrancinhas dentro da Casa Batlló, na saída do passeio pela Casa Milà, e ao lado da fachada da Natividade da Sagrada Familia; bem como na rua que dá acesso ao portão principal do Park Güell).

As promoções (“rebajas”) acontecem em janeiro e fevereiro e em julho e agosto.

Funcionam, normalmente, de 10 às 21h de segunda a sábado (alguns fecham para o almoço).

VIDA NOTURNA

Se procura festa, Barcelona é o destino. A capital é conhecida por sua animação e diversidade de opções.

Bares, boates e música ao vivo (jazz e música folclórica), praças que servem de ponto de encontro e salas de espetáculos são várias e espalhadas pela cidade que ferve à noite.

O bairro que deve ser referência para a vida noturna é La Barceloneta, com várias casas de show e bares. Mas o Barri Gòtic, El Raval e El Born são famosos por serem redutos boêmios.

Vamos deixar aqui algumas opções para curtir a noite para sua escolha e consulta: Sala Apolo, Rubi Bar, Pub Fiction, Old Fashioned – Gin Tonic & Cocktail Bar, Kaelderkold, Espit Chupitos, Razzclub.

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PORT VELL VISTO DO MIRAMAR (MONTJUÏC)

NOSSA EXPERIÊNCIA

Visitamos a cidade no final de outubro. Não enfrentamos nenhum dia de chuva. Saímos de São Paulo e chegamos em Barcelona após uma curta conexão em Paris.

Na ida, deixamos o aeroporto El Prat Llobregat pelo Aerobús no terminal T1. O ônibus é muito bom (com espaço para malas, limpo e utilizado por muita gente) e localizado com facilidade. Como nos hospedamos em Sant Gervasi, descemos do Aerobús na Plaça Catalunya (parada final) e lá mesmo pegamos o metrô (estação Catalunya) em direção à estação Sant Gervasi. Pela nossa experiência, achamos que não vale à pena, tanto é que na volta para o aeroporto fomos de táxi. É muito esforço para uma economia pequena, fora que você já chega super cansado e ter que procurar ônibus e depois metrô é um stress que o turista não merece.

Nosso hotel foi o Mercure Barcelona Condor. Muito bom. Quarto amplo e limpo. Não tinha café da manhã. Ele fica a 200m da estação de metrô Sant Gervasi (linha violeta ou L6) e a 15 minutos de caminhada para o famoso Passeig de Gràcia (20 minutos a pé para a Casa Milà).

Nos 3 dias que passamos na cidade (houve outro em que fizemos o ótimo bate-volta para Montserrat), comemos muita comida espanhola e catalã a preços muito bons. Almoçamos paellas por 10 euros que serviam 3 pessoas no Barri Gòtic. Comemos no El Born (perto do Palau de la Musica) em um self service muito arrumado e bem iluminado por menos de 10 euros por pessoa, com direito a refrigerante. Jantamos uma autêntica Fideuá catalã em um restaurante de dois andares na Rambla de Canaletes, a menos de 20 euros para o trio. Achamos um pouco mais salgado o preço da Cava no restaurante Miramar em Montjuïc, mas a vista compensa.

Passamos 3 dias bastante intensos em Barcelona, são muitas opções e o tempo é curto. Ouvimos várias pessoas dizendo que não importa quanto tempo você fique em Barcelona, nem quantas vezes já tenha ido, sempre há uma novidade a ser conhecida, algo que você ainda não fez e é imperdível; tais comentários realmente procedem. A cidade tem muito de tudo.

O que mais gostamos de visitar foram os seguintes pontos: Barri Gòtic, Palau de la Musica, Casa Batlló, Sagrada Familia, Casa Milà, Park Güell, entrada para Montjuïc pela Plaça Espanya (de frente para a Font Màgica e o MNAC).

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CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

Distribuímos nosso tempo na cidade da seguinte forma: no primeiro dia conhecemos o Barri Gòtic (adoramos essa área) e El Born; no segundo dia, fizemos o percurso Gaudí (Casa Milà ou La Pedrera e Casa Batlló, no Passeig de Gràcia; e visita guiada à Sagrada Família no turno da tarde); no dia que voltamos de Montserrat, conseguimos visitar também Montjuïc;  no terceiro dia fomos ao Park Güell, Arc de Triomf, Palau de la Musica e fizemos o passeio Hop-on Hop-off pela rota leste (passando pelas praias de Barceloneta e pelo Port Vell) e à noite curtimos as Ramblas e as lojas próximas à Plaça Catalunya.

Mesmo com um ritmo alucinante, faltou ver muita coisa. Não conseguimos visitar o super elogiado Hospital de la Santa Creu i Sant Pau, nem caminhar no calçadão de Barceloneta e no Port Vell, tampouco andar pelo bairro El Raval (com muita influência indiana e muçulmana).

Do que experimentamos, o que achamos imperdível: caminhar pela Ciutat Vella (sobretudo pelas ruas do Barri Gòtic), fazer a visita guiada no Palau de la Musica, nas casas desenhadas por Gaudì (Batlló e La Pedrera) e na Sagrada Família. Andar pelas Ramblas e no começo do Park Güell é sensacional também.

Se você não é muito fã de esportes, achamos que Montjuïc só vale à pena no trecho que vai da Plaça Espanya até o museu MNAC (é uma área muito bonita).

A cidade é fantástica. É realmente tudo que dizem que é e merece a fama que tem. A sensação de estar perto do mar e ao mesmo tempo de bairros com traços romanos e mouros, bem como de uma arquitetura sem paralelo e uma excelente rede de metrô e vários pontos turísticos é fenomenal. Não dá para viajar para Europa sem, ao menos, ir uma vez a Barcelona.

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TERRAÇO DA CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

DICAS

→ Previna-se da ação dos batedores de carteira. Barcelona não é uma cidade violenta ou relativamente perigosa, mas é uma grande cidade turística. Assim, tenha atenção com seus pertences. O cuidado deve ser maior em grandes aglomerações, como nas Ramblas e na entrada da Sagrada Família. Procure andar com um porta dólar ou algo similar a uma pochete (as lojas que vendem malas costumam vender esse tipo de proteção portátil). Nesse objeto guarde seu dinheiro e uma cópia do seu passaporte com o carimbo de entrada. Use o celular em ambientes privados ou deixe para usá-lo no hotel. Se estiver com câmera fotográfica, fique esperto para seu entorno e tire quando sentir segurança. Finja-se de desentendido quando algum desconhecido começar a te abordar para contar alguma história. Pode ser um golpe.

Para emergências, o endereço do Consulado-Geral do Brasil na cidade é: Av. Diagonal, 468, 2′,08006, Barcelona.

Além dos pertences acima, não esqueça de levar na mala roupas leves, filtro solar e tênis (no verão) ou casacos, segunda pele, meias térmicas, cachecóis e capas de chuva para o inverno.

Apesar de ser uma cidade economicamente rica, é fácil encontrar restaurantes a bons preços. Para tanto, procure locais especializados em tapas ou que servem um “menu del dia”. Eles costumam ser mais baratos. Também há muitas redes de fast food, sorveterias e cafés por baixo custo.

A maioria dos estabelecimentos não cobra o acréscimo pelo serviço na conta (gorjeta), porém é recomendável que o cliente guarde 10% ao garçom ou atendente.

→ Bom destacar que os nativos costumam jantar tarde (a partir das 21h). Assim, para evitar filas ou ficar sem mesa, procure ir aos restaurantes e bares mais cedo ou reserve seu lugar com antecedência por telefone ou e-mail.

Para quem deseja ficar conectado ilimitadamente à Internet, basta comprar o chip pré-pago SIM-card. Ele custa só 10 euros e pode ser adqurido na saída do desembarque do aeroporto ou em várias lojas do centro da cidade. Achamos que ele não é necessário porque Barcelona é uma cidade com wi-fi aberto em praticamente todos os lugares. São várias ruas do centro em que a Internet do celular funciona com excelente qualidade sem precisar pagar por isso tampouco pedir senha.

Assista ao filme Vicky Cristina Barcelona, dirigido por Woody Allen. A história trata de um conturbado triângulo amoroso envolvendo uma norte-americana e um ex-casal de espanhóis. Tudo isso com Barcelona como pano de fundo, com locações no aeroporto, no Park Güell, parque de diversões no monte Tibidado, praça Sant Felip Neri,  Casa Milà (La Pedrera), Sagrada Família, entre outros. O filme rendeu o (merecidíssimo) Oscar de melhor atriz coadjuvante para a espanhola Penélope Cruz. Excelente maneira para se familiarizar com as paisagens da cidade.

Não deixe de fazer a visita guiada ao Palau de la Musica Catalana. As visitas mais baratas (9 euros por pessoa) acontecem na primeira e última quartas-feiras de cada mês, sendo às 12h30 em catalão; e às 13h30, em espanhol. Nos demais dias e horários, o valor individual é de 18 euros.

O Museu Picasso tem entrada gratuita a partir das 15h todos os domingos. O primeiro domingo de cada mês tem acesso livre o dia inteiro. O Castelo de Montjuïc também é gratuito aos domingos (todos os domingos), a partir das 15h.

O prédio em formato arredondado no topo, como uma ogiva ou míssil, é a Torre Agbar, antiga sede da companhia de água da cidade. Ela não é aberta à visitação, mas chama a atenção em vários pontos da cidade (Park Güell, teleféricos, Tibidado, terraço da Casa Milà, mirantes em Montjuïc) pelo tamanho e pela linda fachada colorida. À noite, recebe uma belíssima iluminação de tons vivos. Não deixe de apreciá-la durante este turno.

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TORRE AGBAR – BARCELONA, ESPANHA

Para descontos em atrações, não deixe de acessar as inúmeras alternativas no Ticket Bar, um site especializado em fornecer preços mais baixos que os pagos em bilheterias. É muito seguro e tem cobertura em inúmeros pontos turísticos de diversas cidades famosas espalhadas pelo mundo. Em Barcelona, não custa repetir, é fundamental comprar ingressos das atrações com antecedência pela Internet. Isso poupa tempo – evita filas – e dinheiro (todas as entradas compradas online tem descontos frente ao pagamento presencial nas bilheterias). O Ticket Bar é um renomado quebra-galho para turistas.

Compre o Barcelona Card. Trata-se de um cartão que te permite vários descontos em uma série de museus, espetáculos, gratuidade na rede de transportes públicos e outras atrações e serviços para o turista. Válido para dois dias consecutivos (Barcelona Card Express) ou para 3, 4 ou 5 dias, a depender de seu interesse e duração de sua estada. Outra forma de ganhar bons descontos é comprando antecipadamente seu(s) ingresso(s) pelo Visit Barcelona Tickets (agência oficial de turismo da cidade, antigo BCN shop).

Para quem acha caro ou desnecessário tantos descontos em atrações que não pretende conhecer, há também os abonos exclusivos para transportes públicos. São os cartões T-10 ou T-70/30. Eles permitem 10 viagens nos diferentes transportes públicos de Barcelona (não em cada um; é no total), por tempo indeterminado ou 70 viagens durante 30 dias consecutivos. Não são bilhetes individuais, isto é, você pode comprar um e dividir o mesmo cartão com a(s) pessoa(s) que te acompanham na viagem. É mais prático e, a depender da quantidade de viagens que você fará nos transportes coletivos, é mais barato do que comprar vários bilhetes avulsos. Dá para comprar em bilheterias com atendentes ou em máquinas de venda automática nas estações. Importante: é fundamental guardar esses cartões nas estações de saída (você terá que validá-los nas catracas de saída).

A melhor forma que achamos para entrar no Park Güell é pela entrada lateral esquerda do acesso principal. Isto é, não vá logo de cara pelo portão das duas casas coloridas. Assim que avistar esse portão principal não entre por ele, dirija-se pela rua à esquerda, suba as escadas no final dessa rua e entre na próxima entrada. Isso porque, vindo por aqui, você consegue apreciar e tirar fotos da Ola de Piedra. Saia pela entrada principal.

Que tal conhecer Montserrat saindo de Barcelona? Clique no link e confira.

CURIOSIDADES

⇒ A rede de wi-fi em Barcelona é fantástica. Há vários pontos na cidade em que esse serviço de conectividade é gratuito e aberto (sem precisar de senha), como em museus, hoteis, restaurantes, bares e até mesmo em inúmeras ruas. Para saber as estações em que o wi-fi é livre em cada bairro de Barcelona, acesse esse link oficial disponibilizado pela administração da cidade.

⇒ Sobre o filme Vicky Cristina Barcelona, ele foi inicialmente concebido para tratar da cidade norte-americana de San Francisco. O diretor Woody Allen escolheu Barcelona após incentivo financeiro de 10% do orçamento do filme (2 milhões de dólares) bancados pelo governo da cidade catalã.

⇒ Barcelona é muito limpa e isso se deve, além de seu povo bem instruído, a um moderno sistema de coleta de lixo desenvolvido por ocasião das Olimpíadas de 1992. Nesse sistema, o lixo (recolhido todos os dias) é sugado por canos e tubos subterrâneos cuja potente ventilação transporta os dejetos para centrais de compressão a mais de 70 km/h. É raro ver caminhões de lixo na cidade. Os garis só agem de forma complementar.

⇒ De tão grande que é, as arquibancadas do Camp Nou – maior estádio do mundo e onde joga o célebre time de futebol Barcelona FC – criam uma sombra que prejudica a visibilidade dos jogadores e atrapalha a renovação do gramado. Por isso, há projetos para melhorar a estrutura do templo do futebol catalão, incluindo com a previsão para ampliar a capacidade do público (de 98 a 105 mil).

⇒ Apesar de viver boa parte de sua vida e desenvolver seus mais famosos trabalhos em Barcelona, o arquiteto Antoni Gaudí não nasceu lá. Ele é da cidade catalã de Reus. Morreu com 73 anos por complicações decorrentes de seu atropelamento por um bonde. Ele sobreviveu ao acidente, mas passou os dias seguintes sem ser reconhecido pelas pessoas em virtude das deformações causadas pelo choque com o bonde, tendo morrido em seguida.

⇒ A Sagrada Família, obra maior de Gaudí, não foi iniciada por ele. O projeto original era de Francisco de Paula del Villar. Apesar de gigantesca (tanto é que sua conclusão está prevista para 2026, 100 anos depois da morte de seu idealizador) não possui nenhuma estrutura totalmente reta e, assim como as demais obras do mestre, é inspirada nos elementos da natureza. Além disso, sua construção é bancada unicamente com os recursos arrecadados da venda de ingressos para sua visita. Não há financiamento do governo ou patrocínio de empresas.

⇒ Ainda sobre a Sagrada Família, é importante dizer que sua entrada principal (a Fachada da Glória) ainda não foi finalizada nem inaugurada ao público. Já existe no portão de acesso o Pai Nosso escrito em mais de 50 idiomas diferentes. Bom dizer também que apenas a Fachada da Natividade e a cripta desse templo católico é que são tombados como patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO, em virtude de serem as únicas partes totalmente finalizadas.

⇒ O Gayxample – parte do bairro L’Eixample com cata-ventos coloridos e espaços destinados exclusivamente ao público gay (restaurantes, academias, agências de turisrmo, hotéis e lojas) – é símbolo catalão da tolerância e do respeito à diversidade.

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CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

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CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

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CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

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TERRAÇO DA CASA MILÀ (LA PEDRERA) – BARCELONA, ESPANHA

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TERRAÇO DA CASA MILÀ (LA PEDRERA) – BARCELONA, ESPANHA

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PLAÇA ESPANYA VISTA DO MNAC (MONTJUÏC) – BARCELONA, ESPANHA

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TORRES VENEZIANAS DA PLAÇA ESPANYA E MNAC AO FUNDO – BARCELONA, ESPANHA

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ARCO DO TRIUNFO – BARCELONA, ESPANHA

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CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

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ENTRADA PRINCIPAL DO PARK GÜELL – BARCELONA, ESPANHA

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TERRAÇO DA SALA HIPOSTILA – PARK GÜELL – BARCELONA, ESPANHA

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ENTRADA PRINCIPAL DO PARK GÜELL – BARCELONA, ESPANHA

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BANCO COM TRENCADÍS – PARK GÜELL – BARCELONA, ESPANHA

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PARK GÜELL – BARCELONA, ESPANHA

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TERRAÇO DA CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

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CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

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CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

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CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

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PAVIMENTO NA CASA BATLLÓ – BARCELONA, ESPANHA

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BANCO NO PARK GÜELL – BARCELONA, ESPANHA

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PALAU DE LA MUSICA CATALANA – BARCELONA, ESPANHA

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PALAU DE LA MUSICA CATALANA – BARCELONA, ESPANHA

 

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13 comentários sobre “BARCELONA

  1. Pingback: MONTSERRAT
  2. Maria Antonia disse:

    Nota 10 !
    Conteúdo sensacional e as fotos magníficas.
    A Sagrada Família, obra maior de Gaudí, é muito linda, espetacular! E o que dizer do parque Gueell? Sem palavras, tudo muito lindo, me deu vontade de conhecer.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Viveca Cabral disse:

    Parabéns ao blog pelo excelente post: bastante informativo e ricamente ilustrado. Lê-lo faz com que viajemos juntamente com vocês.
    É uma cidade belíssima e cheia de atrativos turísticos. O grande destaque, ao meu ver, ficam por conta das obras do grande gênio e singular arquiteto Gaudí.

    Curtido por 1 pessoa

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