BARILOCHE

A cidade de Bariloche, localizada na Patagônia argentina, é convidativa para todos os tipos de turistas: para os aventureiros, é possível esquiar, fazer trilhas, praticar remo ou canoagem, pedalar; aos casais, os lagos e montanhas formam um lindo cenário, melhorado com os fondues, chocolates quentes e refeições deliciosas em restaurantes aconchegantes.

Acompanhe o post com as informações úteis sobre esse destino encantador.

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MIRANTE DO CERRO CAMPANÁRIO – BARILOCHE, ARGENTINA

COMO CHEGAR

A menos de 2h de avião partindo de Buenos Aires (1600 quilômetros), a cidade de Bariloche é servida de voos diários que saem da capital portenha, com mais opções na temporada de inverno.

Outra forma muito comum de chegar em Bariloche é de barco, através da travessia dos lagos andinos saindo de Puerto Varas (Chile). Se puder, não deixe de fazer esse passeio! Para tanto, a dica é voar até o Aeroporto de Puerto Montt, ir de lá até Puerto Varas (de carro, táxi ou ônibus em trajeto de menos de meia hora) e fazer o passeio pela região dos lagos através do Cruce Andino.

Dá pra economizar e percorrer as estradas que contornam essa linda área por ônibus saindo de Puerto Varas ou Puerto Montt.

Avião – As principais companhias que operam no destino são LATAM, Aerolíneas Argentinas e Austral (que pertence ao grupo da Aerolíneas). A maioria dos voos internacionais faz conexão no Aeroparque, aeroporto de Buenos Aires com diversos voos domésticos, e que é o principal meio de ligação até Bariloche. Caso a espera no aeroporto da capital argentina seja muito extensa e cansativa, a dica é curtir a cidade dormindo algumas noites lá e curtindo as muitas atrações que ela oferece até recarregar as baterias e seguir viagem.

No simples, mas moderno Aeroporto de Bariloche (Aeroporto Teniente Luis Candelaria – a 13 km do centro) existem os serviços básicos e lojinhas para turistas. Quando for voltar, procure chegar com antecedência mínima de 1h para evitar as costumeiras filas de grupos turísticos que chegam e podem demorar a serem atendidos.

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BARILOCHE – ARGENTINA

De ônibus – Saindo de Buenos Aires (Rodoviária Teminal de Retiro), prepare-se para encarar 22 horas de viagem terrestre. Não aconselhamos. O cansaço e desconforto não compensam o preço (muitas vezes tão barato quanto um voo doméstico). As empresas que realizam essa maratona são: Andesmar, Crucero del Sur, Via Bariloche, El Valle, Via Tac e o valor custa, em média, entre 1300 a 1500 pesos argentinos (entre trezentos e quatrocentos reais por trecho).

Saindo de Puerto Montt ou Osorno (cidades chilenas) – são cinco horas de viagem por lindas paisagens até Bariloche, além das breves paradas nos dois postos de imigração do caminho. Boas empresas para esse percurso: Via Bariloche, Andesmar, Cruz del Sur.

De carro – Os quase 1600km são percorridos pelas rodovias a RN 5, a RN 152, a RN 237 e a RN 40, passando pelo município de Neuquén. Para quem vem do Chile, é possível incluir Puerto Varas, Osorno e Pucón antes de atravessar a fronteira argentina e chegar em Bariloche pelo acesso da cidade de Villa La Angostura.

QUANDO IR

As quatro estações são bem definidas em Bariloche. Assim, dependendo da sua preferência, é possível ir na primavera e ver tudo florido, no verão e fazer passeios ao ar livre, no outono e ver as lindas árvores com tons alaranjados e com frio agradável, ou no inverno pra encarar lindos cenários cobertos de neve e poder praticar snowboard ou esquiar.

A alta temporada é realmente o inverno. A cidade recebe muitos turistas e argentinos querendo curtir as montanhas branquinhas (sobretudo do Cerro Catedral e do Cerro Bayo). Os preços, por consequência, acabam sendo mais caros. Apesar de os termômetros indicarem temperatura entre 2ºC e 8ºC, é comum registrarem temperaturas negativas durante as noites e madrugadas, com sensação térmica próximo a -20ºC, agravada pelas precipitações mais comuns do período (inclusive, neve). Prepare-se com roupas bem quentes!

O período para esquiar e praticar snowboard varia a cada ano, sendo praticamente certo em julho, agosto e início de setembro. Final de junho tem boas chances também, embora um pouco menores. Sobre os preços do inverno, é preferível ir no final de julho e em agosto.

Por sua vez, o verão é menos concorrido, os dias são mais longos (só fica escuro perto das 22h) e os serviços e passeios ficam mais econômicos. A temperatura nessa época oscila entre 15ºC e 20ºC.

Pra não ficarmos “em cima do muro”, sugerimos visitar a cidade em agosto (pra quem quer esquiar mais tranquilo), setembro (boas chances de esquiar, cidade mais vazia, chance de ver os primeiros traços da primavera) ou janeiro (mês menos chuvoso, mais barato e com melhor visibilidade para a travessia dos lagos andinos). Evite ir em maio (a cidade continua linda, mas a chance de neve é remota e o mês é bastante chuvoso).

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CENTRO DE BARILOCHE – ARGENTINA

VISTO

Não precisa de passaporte nem de visto. O RG (carteira de identidade) já serve.

FUSO HORÁRIO

(GMT -3). Normalmente, é sem diferença em relação ao horário de Brasília. Apenas em poucos meses, quando há horário de verão brasileiro ou argentino é que a diferença pode variar em 1h (a menos na Argentina, se o horário de verão do Brasil tiver começado; a mais na Argentina, se o horário de verão deles estiver vigente e o nosso tiver terminado).

MOEDA

Peso argentino. Para ter uma ideia sobre a cotação atualizada, acesse o link da conversão monetária do Banco Central do Brasil.

IDIOMA

Espanhol. Pela forte presença de brasileiros na cidade (a ponto de ser chamada de “Brasiloche”), mesmo sem falar uma palavra em espanhol, você conseguirá se comunicar com tranquilidade por lá. Todavia, é sempre bom ter uma noção básica das palavras mais utilizadas para cumprimentar, agradecer e pedir licença na língua do país que você pretende visitar. Um “buenos dias” (bom dia), “buenas noches” (boa noite), “gracias” (obrigado), “permisso” (com licença) sempre caem muito bem e desarmam qualquer nativo enfezado.

QUANTO TEMPO FICAR

No mínimo, 3 dias completos. Se for no inverno, fique 2 dias a mais pra curtir as atividades esportivas nas montanhas nevadas. Existem muitos passeios e o lugar é bastante agradável. Se tiver mais tempo reservado para suas férias ou indo em um feriadão de 5 dias, não deixe de combinar Bariloche com a travessia dos lagos andinos. Você visitará a nata da Patagônia romântica do Chile e da Argentina.

COMO SAIR DO AEROPORTO

De táxi, van ou ônibus.

Se estiver em grupo, prefira o táxi. O valor da corrida é aproximadamente de 100 pesos argentinos até o centro. Se não tiver taxímetro (os remis), você pode negociar e conseguir baixar o preço tabelado. A vantagem inegável é a praticidade, conforto e agilidade em chegar logo no destino, além de, muitas vezes, gerar um custo individual muito parecido ou melhor que o das vans.

Caso esteja sozinho ou em casal e com malas relativamente volumosas, sugerimos as vans compartilhadas. Custam por volta de 40 pesos argentinos, por pessoa. Você espera um tempo razoável até a van completar a lotação, mas o custo individual sai mais barato do que assumir a conta do táxi sozinho ou com só mais uma pessoa.

Ônibus só é recomendável para quem quer economizar pra valer e vai com malas muito leves e de pequenas dimensões, já que não há espaço apropriado para guardá-las.

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CONÍFERAS E MONTANHAS – BARILOCHE, ARGENTINA

HOSPEDAGEM

Caso queira ficar perto do comércio, dos restaurantes, conhecendo as principais lojas e o moderado agito da cidade caminhando, além de ter fácil acesso a ônibus, táxis e locadoras de veículos, o ideal é ficar no centro, principalmente na Av. Mitre ou na Av. Bustillo.

Para quem quer curtir o sossego em um lugar mais isolado e com boa infraestrutura, com vista mais tranquila para o Lago Nahuel Huapi, montanhas e árvores, a dica é afastar-se do centro, para além da entrada do Cerro Campanário. Nesta situação, alugue um carro. Do contrário, você ficará refém de táxis a preços extorsivos ou a ônibus que demoram a passar.

Outra dica de acomodação são os charmosos bangalôs no meio do caminho entre o Cerro Catedral e o centro da cidade, que combinam aconchego e charme com a independência de uma residência mais ampla que os quartos de hotéis.

Seguem abaixo algumas opções bem avaliadas por turistas (confira no mapa dos links a localização de cada um):

Para mais opções, confira o BOOKING, o TRIVAGO ou o TRIPADVISOR. Caso queira alugar um bangalô, um quarto, apartamento ou casa por uma temporada, acesse o AIRBNB.

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HOTEL LLAO LLAO – BARILOCHE, ARGENTINA

O QUE CONHECER

Tem muita coisa bonita para se conhecer em Barlioche e lá perto.

As paradas obrigatórias na cidade são: Cerro Catedral (templo dos amantes do snowboard e esqui); Cerro Campanário (o melhor mirante para as lindíssimas paisagens patagônicas); Cerro Otto (linda vista do alton, principalmente na Confeitaria Giratória); Circuito Chico (trilha que passa por alamedas de coníferas, e de onde observam-se vários pontos bonitos do Lago Nahuel Huapi e das montanhas de várias formas).

Com mais tempo, aventure-se no passeio de barco para o Puerto Blest ou para a Isla Victoria; desbrave o Cerro Bayo e a charmosa Villa La Angostura; o Cerro Tronador e o Glaciar Negro. Também se sobrar tempo, procure conhecer San Martín de Los Andes.

Recomendamos reservar um tempo para o centro de Bariloche, que pode não ter toda a beleza das montanhas, mas é cheio de lojinhas legais, incluindo as maravilhosas lojas de chocolates. Outro lugar importante para conhecer é Centro Cívico, onde estão o Museu da Patagônia, a bandeira argentina e o monumento a Julio Roca.

Abaixo descrevemos resumidamente as atrações mais famosas, inclusive do centro de Bariloche:

Centro Cívico – praça mais famosa da cidade, com uma enorme bandeira argentina, o Museu da Patagômia e uma estátua em homenagem a Julio Roca. Liga várias ruas importantes do centro, como a Calle Mitre e a Calle San Martin (que termina na extensa Av. Bustillo).

Pista Uno (Pista de Hielo Rapa Nui) – local para se divertir patinando no gelo a preços muito bons. Fica na Rua Mitre, do lado da chocolateria Rapa Nui.

Catedral de Bariloche – homenageia Nossa Senhora de Nahuel Huapi e foi construída em 1946, em estilo neogótico. Sua bela fachada em pedra é avistada de muitas ruas do centro da cidade. Ficar colada a Av. 12 de outubro e dá pra chegar lá pela Calle Mitre, a uma curta caminhada do Centro Cívico.

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CATEDRAL METROPOLITANA – BARILOCHE, ARGENTINA

Cerro Otto – passeio imperdível. É o mirante mais perto do centro. O diferencial dele é que toda a linda vista da região pode ser apreciada em um restaurante que dá uma volta completa no eixo (360 graus). É a Confeitaria Giratória, que rotaciona lentamente, completando a volta em 20 minutos. Para chegar nessa plataforma superior, é necessário subir de teleférico, com capacidade para 4 pessoas.

Piedras Blancas –  perto do Cerro Otto fica essa estação repleta de atividades, como zipline (uma espécie de tirolesa em que você desce na posição utilizada na asa-delta), esquibunda (trineo), teleférico, etc… Atração para famílias. As crianças divertem-se muito aqui.

Cerro Catedral – montanha mais visitada pelos turistas no inverno de Bariloche, que fica a 19 km do centro da cidade. Um dos melhores centros para esquiar e surfar na neve (snowboard). É o maior complexo de esportes da América do Sul. Não deixe de ir.

Cerro Campanário – simplesmente a melhor vista da região. Absurdamente bonita. Lagos intercalados por montanhas e faixas de terra cobertas por árvores. As cores mais bonitas reunidas em cenários mais espetaculares que qualquer pintura. Para chegar lá, tem que subir de teleférico. Existe uma parada de ônibus na frente da entrada do teleférico. Outro destino excelente na cidade.

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TELEFÉRICO DO CERRO CAMPANÁRIO – BARILOCHE, ARGENTINA

Circuito Chico – trilha moderada que passa pelo famoso Hotel Llao Llao, por trechos da Av. Bustillo, às margens do Nahuel Huapi, passando por áreas arborizadas com pinheiros, com paradas em vários mirantes com lindas vistas. Passeio muito agradável por lugares muito tranquilos, muito contemplativo, com a natureza como protagonista bem amostrada.

Puerto Blest e Cascata de Los Cántaros – passeio de barco pelo Lago Nahuel Huapi, acompanhado por pássaros brancos, tudo isso cruzando montanhas com neve e árvores nas margens. Para quem gostou da travessia dos lagos andinos ou quem não teve a oportunidade de fazê-la, tem que fazer esse trajeto até Puerto Blest. Muito lindo, com parada na Cascata de Los Cántaros, rodeada por bela vegetação.

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PUERTO BLEST – BARILOCHE, ARGENTINA

Isla Victoria e Bosque de Arrayanes – excursão que dura meio dia e passa pelo Nahuel Huapi e pelo bosque com árvores que só existem nessa região do norte da Patagônia argentina.

Outras atrações: cavalgada às margens do lago; caiaque pelas águas cristalinas do Nahuel Huapi; descida de tobogã do Cerro Viejo (para chegar, também tem que subir de teleférico; endereço: Av. Bustillo 100, San Carlos de Bariloche); La Cueva e Noite Nórdica (passeios por quadriciclos durante a noite, nos morros, passando por bosques e, eventualmente, neve; no final,  é oferecido um jantar com degustação de vinho; no La Cave, o jantar acontece em uma caverna).

Ainda nas proximidades, vale conhecer:

Cerro Tronador e Glaciar Negro – em um passeio de dia completo (por conta própria ou através de excursão com agência), visita-se a mais alta montanha da região, o Cerro Tronador (aproximadamente, 3.500 metros de altitude), também cercado de cachoeiras, bosques, lagos e praias.

Villa La Angostura – cidade pequena, tranquila e charmosa a 80 km de Bariloche, onde é possível passear de barco, visitar os bosques próximos. Fica bem perto do Cerro Bayo, outra montanha com linda vista para a região.

Refúgio Neumeyer- a 18km de Bariloche, na região do Valle del Chacall Huaco, trata-se de mais uma opção para caminhar nos bosques nevados, passear de trenó, esquiar. Também abre no verão, para a prática de trekking. Para chegar lá, pode ser por conta própria ou mediante agência.

San Martín de Los Andes por 7 Lagos – para quem tempo sobrando, não dá para perder esse circuito de 300 quilômetros, passando por rios, bosques e lindas paisagens, atravessando os lagos Nahuel Huapi, Espejo, Correntoso, Escondido, entre outros, até chegar na cidade de San Martín de Los Andes.

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DELÍCIAS DE BARILOCHE – ARGENTINA

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

Pelas atrações do centro, não tem mistério: caminhe! As ruas mais movimentadas são repletas de restaurantes, perto do Centro Cívico, da igreja principal e das casas noturnas.

Para maiores percursos, existem muitos pontos de táxi (principalmente, no centro, perto da estrada de acesso ao Cerro Catedral, e na bilheteria do Cerro Campanário) e os ônibus circulam pelos pontos principais da cidade e seus arredores turísticos, mas a melhor forma de se deslocar é alugando um carro.

Com o carro alugado, você fica livre para fazer a sua programação, fugir do burburinho da cidade e visitar lindos mirantes afastados, parques e tem acesso a passeios de forma independente e no seu horário. Indicamos a locação de veículos pela RENTCARS.

Caso prefira ir de ônibus, saiba que é necessário comprar o tíquete antes de entrar no coletivo. A passagem é adquirida em estabelecimentos, como mercados, farmácias, lojas de conveniência perto das paradas de ônibus.

Táxis só são vantajosos se você rachar com outras pessoas. Como ele não precisa ser usado no burburinho da cidade, sua utilidade é exclusiva para atrações mais distantes. Bom avisar que para ir do centro até o Cerro Campanário (nosso mirante preferido), o percurso dura cerca de 20 minutos; para o Cerro Catedral, aproximadamente 25 a 30 minutos; para o Puerto Pañuelo (de onde saem embarcações em uma área lindíssima), 40 minutos. Não é nada barato.

CULINÁRIA LOCAL

Pela influência europeia, os destaques vão para batatas, carnes, doces e vinhos. Os nativos assimilaram esse intercâmbio e passaram a produzir deliciosos pratos, como o cordeiro patagônico, a carne de cervo, peixes como trutas e salmões pescados lá.

Não deixe passar a oportunidade de se esbaldar com os espetaculares fondues, chocolates, doces de leite e alfajores. Repleto de restaurantes com influências variadas e de alta qualidade, Bariloche tem na culinária.

Se a ideia é comer carne, não deixe de ir ao Boliche de Alberto para experimentar a famosa parrilla e conhecer os tradicionais cortes de carne de boi argentinos acompanhados de um chimichurri divino! Se estiver com vontade de ousar um pouco, opte por um restaurante influenciado pela região patagônica, como o Família Weiss, com ambiente rústico e menu que contempla carnes como cervo e cordeiro. Outra excelente sugestão é o El Patacón, um dos restaurantes mais cobiçados da cidade, com cardápio variado e peixes como truta e salmão, pescados na própria região.

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BARILOCHE – ARGENTINA

Para comer uma massa, indicamos o El Boliche de Alberto, versão pastas, que tem excelente custo-benefício; mas se a ideia é um fondue ou mesmo uma truta bem preparada, o La Marmite é perfeito.

Tudo isso sem falar das lojas de chocolate, que são uma atração à parte. Há várias lojas de chocolate de fabricação própria na cidade, cada uma com seu toque especial. Entre as mais famosas estão: Mamuschka, Rapa Nui, Havanna, Chocolates del Turista, Frantom e Abuela Goye. A melhor? Difícil dizer, pois cada uma ganha os turistas por diferentes qualidades. Gostamos muito da Mamuschka e da Rapa Nui, mas aconselhamos que você conheça várias e tire suas próprias conclusões.

Aproveite a viagem para tomar vinhos argentinos ou um chocolate quente para se esquentar nas noites de frio.

As refeições em Bariloche não são caras e têm bons preços. Os restaurantes normalmente aceitam peso argentino, dólar, real e cartão de crédito.

RESTAURANTES
  • El Boliche de Alberto (cozinha argentina, com ótima parrilla e chimichurri; existem duas franquias especializadas em carnes e outra, em massas; todas no centro de Bariloche; preço camarada);
  • El Patacón (cardápio variado; destaque para as trutas e salmões);
  • Família Weiss (ambiente rústico; prove a carne de cordeiro ou de cervo);
  • Alto el Fuego (elogiada churrascaria argentina);
  • Mamuschka (linda e deliciosa casa de doces, especializada em chocolates);
  • Havanna (famosa franquia de alfajores inconfundíveis de tão bons);
  • Rapa Nui (outra excelente loja de chocolates e doces de leite).
COMPRAS

Os artigos mais cobiçados para quem vai a Bariloche são as roupas (principalmente, de couro e lã) e os chocolates.

A concentração das lojas fica na Rua Mitre (Calle Mitre, em espanhol), colada com o Centro Cívico. Perto dela, também há opções de estabelecimentos para fazer compras. A vantagem é que o comércio fica aberto até 21h, aproximadamente.

Em relação às roupas, as dicas ficam para as lojas que indicam nas suas vitrines possuírem outlets. Trata-se de uma seção específica, normalmente organizada no andar superior de cada loja, em que são dados descontos para peças de roupa e calçados de coleções anteriores (ponta de estoque).

Procure também a Galería del Sol. Apesar de sua fachada não ser muito convidativa, o interior desse espaço repleto de lojas é bem bonitinho e vale conferir e pesquisar o preço lá dentro.

No que diz respeito aos doces, não faltam alternativas excelentes. Na Rua Mitre, você encontra a Abuela Goye, com ótimos chocolates artesanais e chocolate quente que pode ser levado para viagem, aliviando o frio; a linda Mamuschka com chocolates de misturas inusitadas e deliciosas, que podem ser comprados no peso ou em embalagens prontas; a Chocolates del Turista, com imensa variedade do derivado do cacau em um espaço bem grande; a Rapa Nui, com visual elegante, especializada em chocolate, mas com espaço cativo para os ótimos sorvetes. A poucos quilômetros da Rua Mitre, já na Av. Castillo, você encontra uma loja da famosa Havanna, com seus alfajores de sabor único e a Franton, onde é servido um café da manhã completo com comidas produzidas no local.

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CERRO CAMPANÁRIO – NOSSO MIRANTE FAVORITO EM BARILOCHE, ARGENTINA

VIDA NOTURNA

A fama da cidade deve-se mais às paisagens naturais contempladas e aproveitadas durante o dia. A noite animada não é o forte de Bariloche, mas não faltam restaurantes charmosos (com boa comida acompanhada de ótimos vinhos) e lojas abertas até tarde (21h).

Se for resistente e gostar de atrações noturnas mais movimentadas, saiba que elas começam tarde e ficam mais animadas depois da meia-noite. Algumas sugestões abaixo:

  • Grisú – boate tradicional da cidade, com amplo e bonito espaço interno, disposto em seis pisos, onde toca música eletrônica e cumbia;
  • Wilkenny – reproduz o estilo de pub irlandês, com shows ao vivo em um lugar descontraído com o passar da noite, onde se toma boa cerveja e conhece gente animada até a madrugada;
  • Ice Bariloche – bar em que a área interna é feita de gelo, mantido pela temperatura de -5ºC. Pela estrutura curiosa, recebe todos os tipos de público: amigos jovens e famílias com crianças;
  • Noite Nórdica – passeio em que o turista dirige um quadriciclo na neve, passando por árvores e com uma bela vista para a paisagem noturna que protege Bariloche;
  • Refúgio Blackrock – boa opção para curte dose dupla de cerveja (acontece alguns dias e ouvir boa música);
  •  Casino Bariloche – para quem curte a jogatina
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UMA DAS MELHORES CHOCOLATERIAS DA CIDADE – BARILOCHE, ARGENTINA

NOSSA EXPERIÊNCIA

Visitamos Bariloche no início de maio. Nossa intenção era ficar na cidade por 2 dias, chegando lá pela travessia dos Lagos Andinos. No entanto, em virtude do cancelamento desse passeio pela erupção do vulcão Calbuco, mudamos os planos. Chegamos em Bariloche de ônibus partindo de Puerto Varas e ficamos na cidade argentina por 3 dias. Valeu muito à pena!

Enfrentamos tempo nublado e chegou a chover boa parte do dia 1/5, mas isso não impediu os passeios e a cidade estava bem bonita e tranquila com as árvores alaranjadas do outono. O frio foi bem intenso. O termômetro do Centro Cívico chegou a registrar 0ºC antes da meia noite (deve ter piorado de madrugada), com toda aquela fumacinha saindo da boca.

Embora não estivesse aberta a temporada de esqui no Cerro Catedral, vimos alguns picos com neve (a cada dia que passava, o branco ia aumentando) e, na volta de ônibus, havia muitos trechos da fronteira com neve espessa rente à estrada. Muito lindo!

Em Bariloche, ficamos hospedados no Soft Hotel Bariloche, na Rua Mitre. Gostamos dele. Nada extraordinário, mas com boas acomodações, ótima localização e com preço acessível. A recepcionista falava português fluente e de lá agendamos táxis para passeios distantes e ficamos próximos de várias estações de ônibus.

Usamos o táxi apenas para fazer os percursos terminal de ônibus – hotel – terminal de ônibus e para ir do centro até o Cerro Campanário. O resto visitamos tudo de ônibus regular saindo principalmente da Calle Moreno (paralela imediatamente acima da Rua Mitre).

O trajeto de ônibus margeando o lago Nahuel Huapi, partindo do centro até o Puerto Pañuelo é um espetáculo por si só. As casinhas de madeira e os hotéis charmosos na base das montanhas de um lado da estrada, com vista para pinheiros, araucárias e o lago do outro lado é impressionante. Bonito de verdade!

Os restaurantes que mais gostamos foram Família Weiss (ótimo fondue) e La Marmite. Esbaldamo-nos com os chocolates da Mamuschka (nossa preferida), Rapa Nui e com os alfajores da Havanna.

Nossos passeios preferidos foram: subida no teleférico e vista do mirante Cerro Campanário (lindíssimo), passeio de barco saindo do Puerto Pañuelo até o Puerto Blest (incrível) e trilha pelo Circuito Chico.

Se for em época de neve, não deixe de ir ao Cerro Catedral e fazer o passeio da Noite Nórdica.

Evite fazer o passeio de ônibus turístico (jardineira) que sai pela Rua España. Ele circula por uma área mais interna e humilde de Bariloche sem nenhuma atração turística. Fuja dessa furada!

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PASSEIO ATÉ PUERTO BLEST – BARILOCHE, ARGENTINA

DICAS

Como dissemos antes, brasileiros não precisam se preocupar em levar passaporte para conhecer cidades argentinas. O RG já basta para seu acesso a Bariloche, não podendo ser substituído por carteira de habilitação. Esta é necessária apenas caso queira alugar um carro para circular pela cidade e arredores.

Em virtude do formato pouco convencional para os brasileiros, as tomadas na Argentina (com três pinos retos, sendo dois inclinados) só podem ser encaixadas com aparelhos eletrônicos comprados no Brasil através de adaptadores. Peça um na recepção da sua hospedagem ou procure uma loja multi coisas.

DSC03562⇒ Para tirar fotos com os lindos cães da raça São Bernardo, um dos traços mais marcantes de Bariloche, os melhores locais são no Centro Cívico, na Avenida Costanera (Av. Bustillo), no Cerro Otto e na Capela San Eduardo (perto do Hotel Llao Llao e Purto Pañuelo; para nós, entre os lugares, é o que possui cenário de fundo mais bonito). O valor cobrado para tirar foto é negociável. Por isso, barganhe! Na baixa temporada, dá para “chorar” um valor na faixa de 60 pesos argentinos. Preste atenção no tratamento dos donos dos cachorros com os bichinhos. Procure escolher cães com aspecto de que são queridos e cuidados por seus donos, para evitar o estímulo a aproveitadores despreocupados com a real razão da admiração dos turistas.

Apesar de ser bem mais difícil encontrar golpistas aqui do que em Buenos Aires, prefira fazer o câmbio de moeda em lojas oficiais ou bancos. Muitos argentinos oferecem na rua uma conversão que parece ser vantajosa, mas não confie. Compre seus pesos argentinos em estabelecimentos que existem especificamente pra isso. Só lembrando que real, dólar e cartão de crédito são bem aceitos pelas lojas de Bariloche, mas o troco sempre é em pesos argentinos.

⇒  Não entre nos ônibus sem antes comprar seu ticket. Os motoristas são bem-educados, mas não podem te levar sem a passagem comprada antecipadamente. Perto das paradas de ônibus, costuma ter lojas de conveniência, mercados, bancas de revista que vendem esses bilhetes e cartões com vários passes.

⇒ Se você vai no inverno para esquiar, procure alugar sua roupa nas ruas próximas ao centro e os equipamentos já perto da estação de esqui e snowboard. Isso porque os preços perto das estações é bem mais salgado, mas transportar todos os equipamentos desde o centro é bem desconfortável. Além disso, procure testar os equipamentos antes; encontrar a bota ideal para você pode demorar um certo tempo.

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BARILOCHE – ARGENTINA

CURIOSIDADES

O nome Bariloche deriva de Vuriloche, que significa “povo do outro lado da montanha” na língua dos índios que viviam na região – mapuches e tehuelches (no idioma espanhol, o V pronuncia-se como B).

Apesar de ser conhecida como Bariloche, o nome verdadeiro da cidade é San Carlos de Bariloche. Carlos vem de Karl Wierderhold, um imigrante alemão que construiu um armazém no local, iniciando o povoamento do município.

As obras no aeroporto de Bariloche começaram em 1912, com a contribuição do presidente norte-americano Theodore Roosevelt.

O primeiro campeonato de esqui aconteceu no Cerro Otto.

O Cerro Catedral (Meca dos praticantes de esqui e snowboard na América do Sul) é considerado o maior centro esportivo sul-americano, com uma imensa área repleta de elevações propícias para praticar os esportes com neve ou mesmo o esquibunda.

Assim como o Lago Ness na Escócia, existe uma lenda indígena que diz haver um monstro no Lago Nahuel Huapi, o mesmo que banha Bariloche. Chamado de Nahuelito, trata-se de um parente dos dinossauros que vive a 400 m de profundidade no lago.

Bambi, o veado criado por Walt Disney, teria sido inspirado nos veados que habitam o Parque Nacional dos Arrayanes, na província de Neuquén (vizinha a Bariloche, também às margens do Lago Nahuel Huapi). Walt Disney teria visitado Bariloche em 1941 quando aproveitou para ir ao mencionado parque. Para muitos, trata-se de uma lenda urbana, visto que ele só teria viajado para Buenos Aires, Montevidéu, Mendoza e para o Chile. O filme estreou em 1942.

Bariloche foi o refúgio encontrado por vários nazistas que fugiram dos julgamentos do fim da II Guerra Mundial e foram acolhidos durantes os governos do ex-presidente argentino, Juan Franco Perón. Entre eles, destaca-se Erich Priebke (alto chefe que, depois de descoberto, foi extraditado para a Itália, onde morreu) e Reinhard Kops (ex-agente da inteligência nazista).

A cidade é um ponto onde são raras as descargas elétricas (as condições meteorológicas de lá não tem a energia necessária para o agravamento de tormentas). É muito difícil, ainda que o tempo esteja muito fechado, ouvir trovões ou ver raios. Os registros indicam que apenas foram ouvidos trovões no ano de 2011, em virtude da erupção do vulcão Puyehue.

SEGURO VIAGEM

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

  

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TRILHA A PARTIR DE PUERTO BLEST – BARILOCHE, ARGENTINA

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PASSEIO PARA PUERTO BLESTO – BARILOCHE, ARGENTINA

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SUBINDO O CERRO CAMPANÁRIO – BARILOCHE, ARGENTINA

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A BELEZA DA PATAGÔNIA – BARILOCHE, ARGENTINA

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7 comentários sobre “BARILOCHE

  1. Luiz Felipe "Galego" Lucena disse:

    Fala Rafael “Dexter”!!! Primeiramente, parabéns pelo blog, muito bom!! Tenho essa mesma paixão por viagens, ja ate iniciei um blog, mais não tive tempo para ficar postando!! Estive um Bariloche esse ano, em Maio, recomendo demais a todos, os passeios do Cerro Tronador com a Geleira Vetisqueiro Negro e o passeio dos 7 lagos e 2 lagunas ate San Martin de Los Andes!! 1 dia para cada, vale muito a pena!! Grande abraço e mais uma vez, parabéns!!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Pingback: BUENOS AIRES
  3. AMELIA MARIA CASELANI disse:

    pretendo ir a Bariloche, com a finalidade específica de BRINCAR COM NEVE. tem algum período do ano QUE NÃO SE ENCONTRA NEVE EM BARILOCHE????
    obs: não falo em cair neve…. Falo em neve acumulada….

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    • conhecendolugaresblog disse:

      Boa noite, Amelia! Primeiramente, muito obrigado pelo seu comentário. A gente tem o maior prazer de responder.
      Vê só, assim como a neve que cai, a neve para esquiar e fazer boneco ou brincar de “guerrinha” não é garantida o ano todo em Bariloche, não! Por sinal, nós fomos para lá no começo de maio e só vimos neve em topos de algumas montanhas inacessíveis para turistas (não chegamos a pegar em neve; tivemos a sorte de vê-la de perto na estrada entre Bariloche e Puerto Varas).
      A maior chance de encontrar neve do jeito que você quer é entre junho (segunda quinzena, de preferência) e setembro. Nos outros meses, principalmente no verão, a probabilidade é de você encontrar o terreno seco ou enlameado pelo derretimento da neve.
      Por isso, procure ir entre junho e setembro. Se você só conseguir viajar em outro período, os lugares mais indicados para você tentar achar neve acumulada são o Cerro Catedral e o Cerro Tronador. Procure se informar no seu hotel sobre excursões que levam até esses locais.

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