GUIA PRÁTICO – CUBA

Muito mais do que ser conhecida como a ilha de Fidel, Cuba tem encantos a perder de vista: uma capital nostálgica e que parece ter parado no tempo, praias lindíssimas, interior exuberante com as plantações de tabaco e produção de rum, histórias e povo fascinantes.

Está pensando em viajar para Cuba ou tem curiosidade sobre esse pequeno grande país? Confira nossas informações e dicas sobre como chegar, quando ir, visto e outros dados que buscam ajudar o interessado nessa viagem.

Os detalhes de cada lugar, você confere nos post específicos.

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CAPITÓLIO E COTIDIANO CUBANO – HAVANA, CUBA

COMO CHEGAR

O principal acesso internacional é o Aeroporto José Martí, em Havana. Ele recebe voos diários de vários países.

Partindo do Brasil, os turistas contam com quatro empresas aéreas como alternativas principais: Copa (faz parada no Panamá); Avianca (conexão em Bogotá); LAN e Taca (conexão na capital peruana, Lima). Aos que saem de outros países, a companhia aérea nacional, a Cubana de Aviacíon (que sai, inclusive, de Buenos Aires), pode ser uma opção econômica para viajar.

Tenha em conta que, para chegar em Havana, é indispensável adquirir o cartão de turista (custa cerca de sessenta reais) e ter seguro-saúde.

Além disso, fique atento a bagagem que você leva para Cuba, não só quanto ao peso (máximo de 20 kg, independente da companhia aérea; o excesso é bem caro), mas também quanto ao conteúdo da mala. Assim, apesar de a ilha estar cada vez mais voltada para o turismo, evite presentes ou itens vedados por lá (GPS e eletrodomésticos, por exemplo).

Para viajar com maior segurança, confira o que é permitido, o que é limitado e o que é proibido por lá nesse link. Fique tranquilo! Não há exageros nas restrições, sendo muito parecido com o que se leva para outros destinos, só existindo um cuidado um pouco maior por se tratar de um país sujeito a um regime a que não estamos acostumados.

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CAYO LARGO – CUBA

QUANDO IR

Por experiência própria, esse tópico é muito importante para sua viagem. Foi na nossa viagem a Cuba que enfrentamos as piores condições climáticas de todas as viagens que já fizemos (fomos em outubro e enfrentamos chuva forte quase todos os dias, principalmente em Varadero; a viagem foi massa, mas se pudéssemos voltar atrás e escolher de novo, certamente iríamos em outro mês).

Por ser um país de clima tropical, as temperaturas variam muito pouco durante o ano (média de 22ºC de mínima e de 28ºC de máxima) e você sua bastante durante o dia, sem sofrer com o calor à noite. O que define a melhor e pior época da viagem é a estação seca e chuvosa, respectivamente.

Procure viajar entre dezembro e abril. Corresponde ao período mais seco e, por isso, à alta temporada, com preços de serviços um pouco mais caros, além de rolarem bons festivais culturais nessa época (como o Festival Internacional de Jazz, em fevereiro; e o Festival Internacional Cine Pobre, em abril). Os meses estatisticamente menos chuvosos são março, abril e janeiro (nessa ordem). Indicamos janeiro a abril como os melhores meses.

Por outro lado, evite ir para aquele país entre maio e outubro, principalmente entre agosto e outubro, por ser o ápice da temporada de furacões na região caribenha. Os meses mais chuvosos são junho e outubro.

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PLAYA SIRENA – CAYO LARGO, CUBA

VISTO

É obrigatório o visto (cartão de turista válido por 30 dias, prorrogáveis por mais 30) antes de viajar para Cuba. Para consegui-lo é muito simples, basta adquirir seu cartão de turista (cerca de R$ 60,00) pelo consulado cubano (forma mais indicada), através da Copa Airlines (nem sempre é garantido; essa companhia aérea entrega em caráter emergencial) ou por agências de viagens credenciadas pelo governo cubano.

Para consegui-lo é necessário preencher um requerimento que eles (consulado, Copa, agência de viagens autorizada)  entregam além de ter que apresentar passaporte válido, cópia da passagem de ida e volta e comprovante de hospedagem (cópia da reserva do hotel).

Existem 2 consulados cubanos no Brasil: um em Brasília e outro em São Paulo. Enfereços abaixo:

Setor Consular da Embaixada – Brasília – DF

Endereço: SHIS – QI 05, Conj. 18, Casa 01 Brasília, Distrito Federal
Cep:71615-180
Telefone:(0xx61) 3248-4710 / 4215
Atendimento: Segunda a sexta-feira, de 10 às 13h.
E-mail:  consulcubabsb@uol.com.br
Banco do Brasil, Agencia 1606-3, Conta 301.014-7

Consulado Geral da República de Cuba – São Paulo – SP

Endereço:Rua Cardoso de Almeida, 2115  São Paulo, São Paulo
Cep:01251-001
Telefone: (0xx11) 3873-2800 Fax:(0xx11) 3864-5052
Atendimento: segunda a quinta-feira, das 9:30 às 12:30
E-mail: oficonsular@uol.com.br

Para quem mora em outras cidades, a solicitação pode ser feita por Correios e custa aproximados R$ 170,00 (incluindo o trâmite, o Sedex e o valor do visto). Caso você peça o visto com outras pessoas na mesma correspondência, o custo do Sedex é o mesmo, só precisando pagar a mais por cada visto e pelo trâmite. Na correspondência deve ser encaminhado o formulário/requerimento de solicitação, cópia das páginas 1, 2 e 3 do passaporte e dos comprovantes de hospedagem e passagem aérea e comprovante de depósito daquela quantia (R$ 170). Eles emitirão a “tarjeta turistica” e enviarão por Sedex em três dias úteis.

Importante acrescentar que é fundamental fazer um seguro-saúde e muito recomendado levar uma carteira de vacinação internacional que comprove que tomou a vacina contra a febre amarela com mais de 10 dias e menos de 10 anos de antecedência.

Para mais informações, contacte os consulados ou acesse o site: http://www.cubadiplomatica.cu/.

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PLAZA VIEJA E SKYLINE DE HAVANA – CUBA

FUSO HORÁRIO

UTC -05:00. Isso quer dizer que são 2 horas a menos que o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão.

MOEDA

CUC (pesos conversíveis). É mais valorizada que o dólar norte-americano (1 CUC = USD 0,90). Por isso, adquira a moeda local em grande quantidade.

Outra informação importante: não leve dólares americanos para Cuba; eles não são bem aceitos no país devido à histórica rixa com os EUA. Para conseguir CUC, a melhor opção é levar euros ou dólares canadenses e converter nas casas de câmbio do aeroporto, bancos ou hotéis.

O uso de cartões de crédito lá é muito restrito, só sendo aceito em lugares famosos (Floridita, La Bodeguita del Medio, La Guarida) e agências de viagens para ir a Cayo Largo, Cayo Santa Maria. Por isso, prefira levar dinheiro em espécie nas suas saídas. Se a grana estiver acabando, utilize seu cartão (habilitado para uso internacional) e saque o valor que precisar até o fim da viagem em caixas eletrônicos nos bancos ou hotéis.

Fique atento ao troco dos serviços que você consumir. Isso porque existem duas moedas que circulam em Cuba. O dinheiro dos turistas é o CUC; o dos cubanos que lá vivem é o CUP, muito desvalorizado (1 CUC = 25 CUP) e utilizado para os nativos comprarem água, frutas, feijão e arroz. Diante do pouco valor de troca do CUP em ambientes turísticos, só aceite CUC!

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CAYO LARGO – CUBA

IDIOMA

Espanhol.

QUANTO TEMPO FICAR

Isso depende muito do que você pretende conhecer no país e do seu perfil de viajante. Para curtir bem as cidades mais turísticas (Havana e Varadero), planeje sua viagem para 5 a 7 dias (fora os dias em que você estará no avião). Se quer acrescentar a lindíssima Cayo Largo ou Cienfuegos, Matanzas, Santa Clara, Trinidad, Santiago de Cuba, calcule 2 dias para cada um desses lugares que queira visitar.

COMO SAIR DO AEROPORTO

Se seu hotel não incluir no pacote de hospedagem o transfer/traslado a partir do aeroporto, a forma mais garantida e comum para sair dele é através de táxi (não existe ônibus executivo). Existem vários logo na saída do desembarque. Entre as companhias bem recomendadas mencionamos: Panatáxi e Táxi Ok.

Outra opção é aproveitar a carona dos ônibus turísticos que buscam visitantes que contratam pacotes de viagem fechados (incluindo o transfer). Para isso, por não ser uma alternativa certa e regular, é necessário perguntar ao motorista se ele pode fazer isso mediante um pagamento extra. Essa alternativa também é indicada para quem chega no aeroporto de Havana, mas só pretende conhecer Varadero.

OBS: Prestes a sair de Cuba, é obrigatório o pagamento de uma taxa de 25 CUC em dinheiro após o check-in. Por isso, não gaste todas as cédulas antes de chegar no aeroporto para retornar ao seu país ou continuar sua viagem para outros destinos. Além disso, procure chegar ao aeroporto com antecedência, já que a imigração pode ser demorada.

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RUA TÍPICA DO CENTRO DE HAVANA – CUBA

HOSPEDAGEM

Além das pousadas e hotéis, é possível hospedar-se em casas particulares cubanas (inspecionadas com frequência pelo governo, o que assegura um mínimo de qualidade) e viver uma experiência mais intimista e pessoal.

Existem várias casas particulares e a acomodação nelas é bem mais barata (entre 15 e 45 CUC, além de um valor extra pelo café da manhã e outras refeições). Leve em consideração que, por ser mais próxima da realidade cubana, a estrutura e a higiene são mais simples e podem deixar a desejar, com banheiro separado do seu quarto. Por esse motivo, pesquise antes se a casa particular que deseja atende seus interesses. Essa pesquisa pode, inclusive, apontar casas particulares melhores que alguns hotéis.

Dê uma olhada nas opções de casas cubanas aqui.

O QUE CONHECER

Sugerimos que leiam nossos seguintes posts: Havana, Varadero e Cayo Largo. Nos posts específicos preparamos dicas mais detalhadas para você planejar tudo da viagem. Para adiantar, de forma bem resumida, não pode faltar uma caminhada maravilhosa pelo bairro histórico de Havana Vieja, pelas praias de Varadero a partir do ponto 8 e uma visita à Praia Sirena, em Cayo Largo.

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CÚPULA E AFRESCOS DO MUSEU DA REVOLUÇÃO – HAVANA, CUBA

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

Os principais pontos turísticos das cidades cubanas mais famosas podem ser perfeitamente conhecidos a pé. Caminhar é, sem dúvidas, a melhor forma de conhecer os detalhes e sentir o clima de cada município daquela ilha. Apenas redobre a costumeira atenção ao atravessar ruas e avenidas, já que os motoristas locais são mais impacientes.

Para maiores deslocamentos (como ir de Havana Vieja para a Plaza de la Revolucíon, por exemplo), a melhor alternativa é trafegar por um dos inúmeros táxis que circulam por lá. Existem vários nos hotéis e praças das cidades. A maioria deles tem valor tabelado, sem taxímetro. Negocie o valor da corrida antes de entrar no táxi. Para pagar mais barato, escolha algum de cor amarela e preta. Alguns carros particulares com placa amarela servem de táxi-lotação, isto é, busca diferentes pessoas que vão para lugares distintos dividindo o mesmo carro, mas sem rachar a corrida. Não é muito indicado porque, apesar de ser barato, demora mais para chegar no destino pretendido.

Aproveite para pagar uma corrida em uma bicitáxi (condução de dois lugares montadas atrás de uma bicicleta; ideal para quem está cansado de caminhar, quer pagar pouco para fazer deslocamentos curtos), cocotáxi (um pequeno e charmoso veículo coberto que consiste na estrutura acoplada a traseira de uma moto, com assento para 2 a 3 pessoas) ou em um dos lindos carros antigos que, apesar de mais caros, são marca registrada e ótima atração do país.

Outra boa alternativa para quem pretende explorar as atrações mais famosas de Havana e Varadero (principalmente para esta península), de forma eficiente e relativamente econômica, é o ônibus turístico no estilo hop-on hop-off (são vermelhos e com o letreiro “Habana Bus Tour“), em que você paga uma vez para ter acesso a descidas e subidas ilimitadas em um coletivo que passa pelos pontos turísticos mais conhecidos durante um dia. Na capital, o passeio custa em torno de 5 CUC, começa a circular no primeiro ponto às 9h e passa pela última vez na última parada perto das 22h30, tem três linhas (sendo a rota T1 e T2 as melhores para os turistas, principalmente a T1; para quem deseja explorar o leste da cidade, a T3 circula por essa região que fica perto das melhores praias de Havana) e não tem audioguia. Um bom local para pegar a linha T1 é no Castillo de la Real Fuerza, no Capitólio, no bar Floridita ou na Plaza de la Revolución. Confira a rota completa de cada ônibus turístico aqui.

OBS: Alugar carro ou circular de ônibus dentro de cada cidade não são maneiras recomendadas para trafegar. Isso porque, como dito, muita coisa pode ser conhecida caminhando e, na impossibilidade de fazê-lo, os táxis ou ônibus turísticos não são caros, além de serem muito mais confortáveis do que o transporte público sempre lotado.

OBS: Para deslocar-se de um município a outro em diferentes partes da ilha, sugerimos o aluguel de carros pela Rentalcars ou utilize o confortável e climatizado ônibus da Viazul. Evite ir de trem, haja vista que esse transporte costuma atrasar e precisar de reparos durante o caminho.

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BICITÁXI E COCOTÁXIS NO BAR FLORIDITA – HAVANA, CUBA

CULINÁRIA LOCAL

Para quem gosta de uma boa comida brasileira e para quem aprecia uma ótima cozinha caribenha, os paladares (ambientes mais simples na casa de pessoas onde são servidos deliciosos pratos a preços mais baixos e em um menu com menos opções) e restaurantes cubanos satisfazem muito bem.

Por ser influenciada pela gastronomia criolla, os estabelecimentos são muito bons no preparo do feijão-preto, carne suína ou bovina e arroz. Lá também se comem pescados excelentes, com camarões e lagostas mais baratos que em muitos lugares do Brasil. Isso mesmo: o baixo custo é uma marca comum nos restaurantes de Cuba, mesmo os mais famosos. Todavia, procure escolher bem o lugar que você vai comer, dando atenção à higiene e boa estrutura como indicativos confiáveis da qualidade do lugar.

NOSSA EXPERIÊNCIA

Ficamos em Cuba durante uma semana em outubro. Viajamos pela COPA, com conexão na Cidade do Panamá. Compramos nossa viagem através de uma super promoção promovida pelo Hotel Urbano, com direito a passagem, hospedagem em Havana e Varadero e traslado para os hotéis e entre aquelas cidades -as únicas que visitamos

O Aeroporto José Martí é bem melhor do que tínhamos em mente, com boas lojas, fácil orientação. Ele fica distante do centro ou da concentração de hotéis. Aproveitamos o transfer do nosso pacote, mas havia vários táxis por lá.

O hotel em Havana era simples, contava com café da manhã (de razoável para ruim) e era distante do centro histórico, mas muito perto da Plaza de la Revolucíon, o que facilitava o deslocamento. A hospedagem de Varadero era no esquema all-inclusive, com boas bebidas, self-service variado, piscina, quarto simples e a menos de 2 minutos de caminhada de um lindo trecho de praia.

Como viajamos em outubro (o Hotel Urbano permitia outros meses, mas escolhemos outubro para celebrar nossa lua de mel), enfrentamos muita chuva ou tempo nublado quase todos os dias, principalmente em Varadero. Insistimos em não recomendar a viagem nesse mês.

Fizemos todos os deslocamentos a pé, com exceção da ida/volta até o hotel (sempre de táxi barato ou cocotáxi). Em Varadero, usamos o ônibus turístico hop-on hop off para conhecer os resorts mais afastados e o parque aquático com o show dos golfinhos, mas, de resto, caminhamos bastante também por lá. Todos os taxistas e condutores foram educados e honestos. Adoramos andar de cocotáxi e o tour que fizemos de meia-hora em um carro antigo (normalmente, eles são feitos em 1 horas, mas são mais caros; se não tiver muita gente com quem dividir o preço, negocie o valor e o tempo de percurso com o motorista, assim como fizemos).

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ISLA IGUANA – CAYO LARGO, CUBA

Com exceção do nosso hotel em Havana, comemos muito bem em Cuba. Normalmente, sentimos falta da comida brasileira em nossas viagens, mas naquele país o que não falta é um arroz com feijão e carne de ótima qualidade, além de deliciosos e frescos frutos do mar e massas, todos muito bem servidos e a preços baixos.

A bebida foi também outro maravilhoso destaque da viagem, regada a incomparáveis daiquiris, mojitos, piñas coladas e cubas libres. Prove em qualquer lugar (não apenas nos renomados Floridita e Bodeguita del Medio)! Experimentamos também o famoso charuto cubano no antigo prédio da Fábrica Partagás, que fica exatamente atrás do Capitólio. Gostamos como uma experiência isolada.

O que mais curtimos nos dias em Cuba foi o centro histórico da capital (a paisagem de lá é muito diferente dos cenários que estamos acostumados a ver, despertando a sensação de que estávamos vivendo na década de 1950), as praias de Cayo Largo (banhado pelo Mar do Caribe) e de Varadero (banhado pelo Oceano Atlântico) a simpatia, animação e abertura do povo. Eles realmente são muito dispostos a conversar e contar histórias sobre o funcionamento da ilha e seu cotidiano. Apesar de muita pobreza e precariedade das habitações, não sentimos sofrimento no semblante de ninguém. Pelo contrário. Muitos param para dançar ao som das espetaculares bandas de salsa que tocam nas agradáveis praças das cidades. Outra coisa bacana foi o desapego à Internet. Ela só funciona em raros hotéis e restaurantes, e com sinal que falha muito, o que foi ótimo para curtir mais os dias na cidade (quando queríamos mandar fotos pelo Instagram, ficávamos na calçada de algum hotel sofisticado com um sinal razoável de rede, assim como faziam vários turistas, em um cenário muito inusitado).

Como ressalvas, apenas acreditamos que não é preciso ficar tanto tempo em cada cidade cubana, inclusive em Havana – a não ser que você queira vivenciar de forma mais aproximada a rotina dos locais). Todas elas podem ser conhecidas nas suas atrações principais em 2 dias completos (talvez 3 para a capital). Isso é uma vantagem para quem quer conhecer um país completamente diferente em um pequeno período das férias. Outra consideração que deve ser feita, por experiência própria: não dê muita conversa para nativos que oferecem programas informalmente; despiste ou recuse firmemente quem propuser assistir a um espetáculo de salsa ou levar para alguma atração fora de um ambiente de uma empresa/loja confiável (diante da situação financeira complicada pela qual passa o povo local, qualquer oportunidade de lesar um turista desavisado é um prato cheio para alguns nativos mal intencionados; basta ter atenção, afinal, não existe abordagem agressiva).

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CAPITÓLIO VISTO DA CALLE BARCELONA – HAVANA, CUBA

DICAS

– Podendo escolher quando ir, não viaje em junho, setembro e outubro (fuja das chuvas e possíveis tornados)!

– Não leve dólares americanos para Cuba! Adquira poder de compra na ilha convertendo euros ou dólar canadense em CUC (só faça isso em casas de câmbio no aeroporto, bancos ou hotéis; jamais nas ruas). E só aceite essa moeda como troco pelo que pagar.

– Para consumir nas ruas e estabelecimentos, leve dinheiro em espécie. Cartão habilitado para uso internacional só tem serventia em Cuba para sacar dinheiro que esteja faltando nas suas andanças, já que os restaurantes e comércio não aceitam o pagamento por essa forma.

– Contrate o obrigatório seguro-saúde antes de viajar para Cuba. Se chegar lá sem ele, muito provavelmente será preciso adquirir essa assistência no aeroporto. Acesse o portal da Asistur, que viabiliza esse serviço naquela ilha.

– Vá vacinado contra a febre amarela e leve o Certificado Internacional de Vacinação (ANVISA), comprovando estar coberto com mais de 10 dias de antecedência da viagem.

– Prefira caminhar e andar de táxis dentro das cidades. Pechinche o preço antes de entrar em qualquer tipo de táxi, inclusive nos tours feitos nos carros antigos.

– Para quem sofre de alergias respiratórios, é recomendado levar remédios, visto que é permitido fumar em muitos ambientes fechados.

– Leve papel higiênico na mochila ou compre em algum mercado local. Por ser um item restrito e caro aos habitantes da ilha, sua presença é menor do que a habitual em restaurantes.

– O roaming internacional de celulares funciona por meio da Cubacel, a estatal de telefonia. A Internet é bem limitada (embora esteja sendo cada vez mais liberada), só sendo possível encontrar sinal de wi-fi (não muito bom e com sites bloqueados) em poucos hotéis e restaurantes. Desapegue-se ou, caso precise ou queira usar essas formas de comunicação remota, enfrente longas filas para comprar um chip ou um cartão.

– Apesar de serem cidades seguras (dá para usar câmeras fotográficas com tranquilidade pelas ruas de Havana e Varadero, por exemplo), fique atento a possíveis golpes. Evite dar bobeira com seus pertences e não negocie nada com pessoas que ofereçam algo informalmente (câmbio ou passeios).

– Se for turista do perfil mulher desacompanhada, espere encontrar um incômodo assédio nas ruas cubanas. Nada exagerado nem invasivo; basta ignorar!

– Não deixe de incluir uma viagem para Cayo Largo, Cayo Santa Maria ou Cayo Coco em sua viagem cubana. Sai mais caro, mas são ilhas desertas lindíssimas.

– Experimente daiquiris e mojitos durante sua viagem a Cuba. Prove um dos sorvetes mais baratos da sua vida no Coppelia, em Havana (a fila pode ser muito longa, pelo fato de custar apenas R$ 0,10 para os cubanos). Vá a algum paladar (“restaurantes” em casas de famílias simples) e não deixe de comer no La Guarida, em Havana! Dance salsa, mambo ou rum em alguma praça da capital, principalmente à noite na Plaza Vieja!

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CAYO LARGO – CUBA

CURIOSIDADES

– O país foi descoberto por Cristóvão Colombo, em 1492. Foi território espanhol até 1898, sendo reconhecido como nação independente no início do século XX;

– Cuba não é uma ilha, mas sim um arquipélago de 1.500 ilhas, sendo as maiores a Ilha de Cuba (a maior ilha do Cariba, com quase 111 mil quilômetros quadrados, onde ficam Havana, Varadero, Trinidad, Santiago, Matanzas) e a Ilha da Juventude;

– Apesar das dificuldades decorrentes do isolamento e regime cubanos, o sistema de saúde, educação e desportivo do país são referências internacionais, sendo garantidas as mesmas escolas e hospitais para todos os habitantes da ilha;

Trata-se do país com uma das maiores taxas de alfabetização do mundo (99,8% da população sabe ler e escrever). É o único país da América Latina e Caribe onde a desnutrição infantil foi erradicada.

Além disso, a mortalidade infantil no país é a segunda menor das Américas, na taxa de 7 óbitos em cada 1000 nascimentos (só perde pro Canadá). Da mesma forma, a taxa de natalidade é uma das menores do continente (9,8 nascimentos para mil habitantes).

É o país com maior número proporcional de idosos acima dos 100 anos (em número absoluto, o Japão possui esse título);

– Cada família em Cuba possui uma caderneta de racionamento que possibilita a compra de alimentos e gêneros básicos pelo preço de custo;

– Com a interrupção do governo ditatorial de Fulgêncio Batista (em 1/1/1959) pelos revolucionários cubanos, a ditadura unipartidária dos irmãos Castro e de Che Guevara aproximou o país ao socialismo soviético (é o único país socialista das Américas), do qual se tornou profundamente dependente, o que implicou eventos decisivos na história do país e do mundo ocorridos em Cuba, como o embargo econômico/financeiro/comercial (a partir de outubro de 1960), a Invasão à Baía dos Porcos pelo exército norte-americano (abril de 1961), a Crise dos Mísseis (outubro de 1962; assista ao filme 13 Dias que Abalaram o Mundo sobre esse fato histórico).

Com a derrocada da União Soviética, o país sofreu profundo declínio nas décadas de 1990 e início dos anos 2000. A partir de meados da década passada, com a progressiva abertura econômica e medidas de menor protecionismo estatal, vários países (além dos tradicionais aliados latino-americanos) restabeleceram relações comerciais com Cuba, inclusive com diálogo político incondicional aberto pela União Europeia em 2008;

– Quando Fidel Castro tomou o poder, ordenou imediatamente a destruição do jogo Banco Imobiliário no país;

– O ex-presidente dos EUA, John Kennedy, comprou 1.200 charutos cubanos horas antes de decretar o embargo econômico à ilha;

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CAYO LARGO, CUBA

– Durante a destruição provocada pelo Furacão Katrina, em Nova Orleans/EUA, Cuba foi um dos primeiros países que ofereceu ajuda médica aos norte-americanos, que foi recusada pelo governo de George W. Bush em 2005;

– Os EUA pagam 4 mil dólares anuais a Cuba pelo aluguel da baía de Guantânamo, no extremo sudeste da ilha, mas o país caribenho se recusa a descontar os cheques;

– Entre 1964 e 1966, a música dos Beatles foi proibida de tocar em Cuba, por ser considerada símbolo do imperialismo. Felizmente, em 2000, Fidel Castro inaugurou uma estátua em tamanho real de John Lennon, por considerá-lo um revolucionário da paz;

– Não existe liberdade de imprensa no país. O único jornal impresso que lá circula é o estatal Granma, em alusão ao barco no qual desembarcaram Fidel Castro, Che Guevara e alguns outros revolucionários em Cuba, após fugirem do exílio no México;

– É só no litoral de Cuba que localiza-se o peixe majuari, um intermediário entre peixe e anfíbio, animal pré-histórico;

– A Coca-Cola só foi liberada no país em 2015. Até hoje, a Tukola, fabricada em Cuba, é o refrigerante mais adorado pelos nativos. A mistura de rum com a Tukola ou Coca-Cola por nós conhecida como cuba libre, é lá chamada de “mentirinha”;

– Por ser muito difícil e escasso o acesso a queijo, muitas pizzas (paixão local) são feitas de abacaxi como cobertura;

– O charuto cubano é considerado o melhor do mundo, em virtude da umidade, temperatura e horas de iluminação perfeita para o cultivo do tabaco e especiarias utilizadas na fabricação. A região de Piña del Rio é onde se produzem os “havanos”, o top dos charutos mundiais;

– Só 5% da população local tem acesso a Internet; e apenas em 2008 acabou a proibição do uso de celulares pelos cubanos;

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CAYO LARGO – CUBA

– É proibida a compra e venda de imóveis. Só se admite a troca/permuta e desde que após atender várias regras de inúmeros regulamentos;

– Usnavi passou a ser um nome próprio em Cuba depois que navios da marinha americana (U. S. Navy) margearam a costa no país na década de 1970;

– Cidadãos cubanos não podem sair ou voltar ao país sem permissão do governo;

– Apenas com a visita do Papa João Paulo II à ilha, em 1998, que voltou a ser comemorado o Natal em Cuba.

SEGURO VIAGEM

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

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PLAYA SIRENA – CAYO LARGO, CUBA

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CÂMARA OSCURA – PLAZA VIEJA, HAVANA, CUBA

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CAYO LARGO – CUBA

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5 comentários sobre “GUIA PRÁTICO – CUBA

  1. Pingback: HAVANA
    • conhecendolugaresblog disse:

      É desse jeito mesmo. Em nenhum outro lugar a gente se sente na primeira metade do século XX como em Havana. Povo super simpático e monumentos por todas as partes do bairro histórico. Pena que a pobreza é muito presente. Imagina se o embargo fosse cancelado e o país desfrutasse das oportunidades de outras nações! Abraço!

      Curtir

  2. Pingback: CAYO LARGO

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