HAVANA

A capital cubana é um deleite para boca, pernas e, principalmente, olhos. Havana é a síntese perfeita da maior ilha do Caribe, com seus prédios coloridos (que, apesar do péssimo estado de conservação, trazem todo um charme), seus casarios antigos, praças arborizadas, gente simpática, ótimas bandas de salsa em quase todas as esquinas turísticas, lindos carros antigos em todos os lugares, bares e restaurantes com comida caseira (não há redes de fast foods) e bebidas deliciosas.

É a cidade com mais cara do início do século passado no mundo, com um charme peculiar, parecendo cenográfica, mas inquestionavelmente genuína, verdadeira. Terra de uma gente forte que sobrevive e vence as adversidades com um sorriso no rosto e sempre boas histórias para contar.

Confira abaixo as informações que destacamos sobre esse incrível destino latino, pouco tocado pelo capitalismo (para completar sua pesquisa, acesse o post sobre o Guia Prático de Cuba do qual, inclusive, extraímos as linhas gerais deste resumo).

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HAVANA – CUBA

COMO CHEGAR

De avião ou de cruzeiro.

Pela via aérea, o principal acesso internacional é o Aeroporto José Martí, em Havana. Ele recebe voos diários de vários países.

Partindo do Brasil, os turistas contam com quatro empresas aéreas como alternativas principais: Copa (faz parada no Panamá); Avianca (conexão em Bogotá); LAN e Taca (conexão na capital peruana, Lima). Aos que saem de outros países, a companhia aérea nacional, a Cubana de Aviacíon (que sai, inclusive, de Buenos Aires), pode ser uma opção econômica para viajar.

Tenha em conta que, para chegar em Havana, é indispensável adquirir o cartão de turista (custa cerca de sessenta reais) e ter seguro-saúde.

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CAPITÓLIO E GRAN TEATRO – HAVANA, CUBA

Além disso, fique atento a bagagem que você leva para Cuba, não só quanto ao peso (máximo de 20 kg, independente da companhia aérea; o excesso é bem caro), mas também quanto ao conteúdo da mala. Assim, apesar de a ilha estar cada vez mais voltada para o turismo, evite presentes ou itens vedados por lá (GPS e eletrodomésticos, por exemplo).

Pela via marítima, há vários cruzeiros de luxo que passam por Cuba no percurso pelo Caribe e sul dos Estados Unidos (sobretudo, Flórida). Dentre as empresas mais renomadas que realizam esse trajeto, destacamos: MSC, Norwegian Cruise Line, Royal Caribbean, Variety Cruises.

Para viajar com maior segurança, confira o que é permitido, o que é limitado e o que é proibido por lá nesse link. Fique tranquilo! Não há exageros nas restrições, sendo muito parecido com o que se leva para outros destinos, só existindo um cuidado um pouco maior por se tratar de um país sujeito a um regime a que não estamos acostumados.

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CASARIO COLORIDO – PASEO DE MARTÍ, HAVANA

CLIMA

Por ser um país de clima tropical, as temperaturas variam muito pouco durante o ano (média de 22ºC de mínima e de 28ºC de máxima) e você sua bastante durante o dia, sem sofrer com o calor à noite. O que define a melhor e pior época da viagem é a estação seca e chuvosa, respectivamente.

QUANDO IR

Os melhores meses para conhecer a capital cubana e outras cidades de interesse no arquipélago são fevereiro e abril. Se não puder ir nesses meses, quando ocorrem os principais festivais culturais da cidade, procure outra época no primeiro semestre, principalmente até maio. A partir de então, começa a temporada de tornados e chuvas que se prolonga até final de outubro. Por isso, evite viajar nessa época, sobretudo entre agosto e outubro.

VISTO

É obrigatório o visto (cartão de turista válido por 30 dias, prorrogáveis por mais 30) antes de viajar para Cuba. Para consegui-lo é muito simples, basta adquirir seu cartão de turista (cerca de R$ 60,00) pelo consulado cubano (forma mais indicada), através da Copa Airlines (nem sempre é garantido; essa companhia aérea entrega em caráter emergencial) ou por agências de viagens credenciadas pelo governo cubano.

Para consegui-lo é necessário preencher um requerimento que eles (consulado, Copa, agência de viagens autorizada)  entregam além de ter que apresentar passaporte válido, cópia da passagem de ida e volta e comprovante de hospedagem (cópia da reserva do hotel).

Mais informações sobre o formulário de requerimento do visto cubano, endereço dos consulados no Brasil e como fazer o pedido via Correios, você encontra no Guia Prático – Cuba ou nesse site diplomático.

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PLAZA VIEJA – HAVANA, CUBA

FUSO HORÁRIO

UTC -05:00. Isso quer dizer que são 2 horas a menos que o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão.

MOEDA

CUC (pesos conversíveis). É mais valorizada que o dólar norte-americano (1 CUC = USD 0,90). Por isso, adquira a moeda local em grande quantidade seja no aeroporto, seja em bancos ou em hotéis. Fuja de câmbios feitos informalmente. Além disso, leve euros ou dólares canadenses para fazer a conversão lá (não leve dólares norte-americanos).

Para mais detalhes e outras dicas sobre esse quesito, leia o post do Guia Prático – Cuba.

IDIOMA

Espanhol.

QUANTO TEMPO FICAR

Depende muito do que você pretende conhecer e do seu perfil de viajante. Entendemos que 3 dias em Havana é o suficiente para visitar com tranquilidade os principais pontos turísticos e restaurantes da cidade (quem tem um ritmo mais rápido e tem pouco tempo disponível para essa viagem consegue fazer a parte principal de Havana em 2 dias completos). Caso deseje viver uma experiência mais aproximada do cotidiano dos habitantes de lá, 1 semana é um bom intervalo.

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RUELAS DO CENTRO HISTÓRICO – HAVANA, CUBA

COMO SAIR DO AEROPORTO

Se seu hotel não incluir no pacote de hospedagem o transfer/traslado a partir do aeroporto, a forma mais garantida e comum para sair dele é através de táxi (não existe ônibus executivo). Existem vários logo na saída do desembarque. Entre as companhias bem recomendadas mencionamos: Panatáxi e Táxi Ok.

Outra opção é aproveitar a carona dos ônibus turísticos que buscam visitantes que contratam pacotes de viagem fechados (incluindo o transfer). Para isso, por não ser uma alternativa certa e regular, é necessário perguntar ao motorista se ele pode fazer isso mediante um pagamento extra.

Leia no Guia Prático – Cuba a importante dica sobre a taxa a ser paga ao sair de Cuba e a possibilidade da carona nos ônibus fretados por excursões para ir até Varadero.

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COTIDIANO DO CENTRO – HAVANA, CUBA

HOSPEDAGEM

Apesar de muitos blogs recomendarem o bairro do Vedado e as cercanias da Plaza de la Revolución como bons lugares para se hospedar, a melhor região para se estabelecer na capital (seja em hotéis, pousadas ou casas particulares) é em Havana Vieja, o lindo centro histórico da cidade, local que concentra as mais belas praças e os principais pontos turísticos de Havana.

Tenha em conta que, em virtude das dificuldades de abastecimento, mesmo nos melhores hotéis da capital, alguns itens básicos não são de tão boa qualidade como em um hotel 4 ou 5 estrelas em outro país que não tenha sofrido o embargo econômico. Vá preparado para outro padrão (nada nojento ou de péssima higiene, apenas mais simples) e curta a experiência em um outro modelo de país.

Dito isso, listamos a seguir algumas opções de hospedagem bem avaliadas por turistas:

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HOTEL SEVILLA – HAVANA, CUBA

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HOTEL NACIONAL – HAVANA, CUBA

Para mais informações, inclusive reservas pela internet, conte com os tradicionais e confiáveis Booking, Trivago, Tripadvisor. Também é possível obter mais detalhes no site Cuba Hotel Bookings. Quanto a este, após escolher o hotel que preferir lendo as informações do último link, acesse o site oficial do hotel desejado e faça a reserva nele. Trata-se de um país diferente, por isso é mais seguro fazer a reserva diretamente com o hotel.

O QUE CONHECER

Como repetimos algumas vezes acima, os principais pontos turísticos da capital cubana situam-se no bairro histórico de Havana Vieja, tombado como patrimônio mundial pela UNESCO, em virtude de suas igrejas, praças, edifícios, galerias de arte, bares, palácios; muito disso em estilo predominantemente barroco e neoclássico. É perfeitamente possível conhecer todos em leves e ótimas caminhadas pela região. A seguir, indicamos alguns “obrigatórios”:

  • Capitólio e Gran Teatro (monumentos que, aliados à catedral, têm as fachadas mais bonitas da cidade; separam o Paseo de Martí do Paseo del Prado e os bairros Habana Vieja do Centro Habana; o edifício do Capitólio foi a sede do governo cubano após a Revolução de 1959 e atualmente abriga a Academia Cubana de Ciências; o Gran Teatro é a casa das apresentações de balé, ópera e shows eruditos);
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CAPITÓLIO – HAVANA, CUBA

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GRAN TEATRO DE LA HABANA – HAVANA, CUBA

  • Paseo del Prado (avenida arborizada para o trânsito de pedestres entre o Parque Central até o Castillo de San Salvador na ponta do Malecón, passando por bonitos hotéis e edifícios com aspecto de abandono);
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PASEO DEL PRADO SOB CHUVA – HAVANA, CUBA

  • Malecón (avenida litorânea muito frequentada pelos locais para passear e assistir ao por do sol; tem 8 km de extensão e passa por vários bairros da cidade);
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MALECÓN – HAVANA, CUBA

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MALECÓN – HAVANA, CUBA

  • Castillo de San Salvador de la Punta (bela fortaleza de pedra, com farol e torre; fica na ponta norte do Malecón);
  • Museo de la Revolución (foi o palácio presidencial durante o mandato de vários governantes cubanos; atualmente abriga o melhor espaço onde se conta a história da Revolução Cubana, atrás apenas da memória dos entusiasmados cubanos anônimos nas ruas; muito conteúdo e itens utilizados na Revolução, inclusive o barco Granma que trouxe Che e Fidel vindos do México para liderar a revolta; não gostamos muito de museus, mas esse vale à pena);
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MUSEO DE LA REVOLUCIÓN – HAVANA, CUBA

  • Catedral de San Cristóbal e Plaza de la Catedral (igreja principal de Habana Vieja, com  linda fachada barroca e interior neoclássico; suas torres são assimétricas, cada uma com largura diferente; construída por jesuítas no século XVIII);
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PLAZA DE LA CATEDRAL SAN CRISTÓBAL – HAVANA, CUBA

  • Castillo de la Real Fuerza (em uma esquina da Plaza de Armas, fica esse bonito castelo/forte, com água no fosso; lugar pequeno, cenário bacana);
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CASTILLO DE LA REAL FUERZA – HAVANA, CUBA

  • Plaza de Armas (bonito espaço verde, cercado de belos edifícios, bares/restaurantes com mesas nas ruas, vendedores de livros e discos, e grupos de cantadores de salsa);
  • Basílica de San Francisco de Assis (linda igreja de pedras, cercada de belos prédios e bonito pátio);
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BASILICA DE SAN FRANCISCO DE ASSIS – HAVANA, CUBA

  • Plaza Vieja (mais uma linda praça; é a maior de Habana Vieja, com muitos restaurantes ao redor, edifícios coloridos e uma fonte no centro; a noite aí é ótima, com muito som, gente e boas sensações);
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PLAZA VIEJA – HAVANA, CUBA

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PLAXA VIEJA – HAVANA, CUBA

  • Câmara Oscura (na esquina nordeste da Plaza Vieja fica o edifício onde, no último andar, funciona esse aparelho idealizado por Leonardo da Vinci, onde se projeta em um disco côncavo imagens em tempo real e aproximadas geradas de diferentes locais da cidade, através de lentes coordenadas; passeio rápido e muito interessante, que custa cerca de 10 CUC por pessoa);
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CAMARA OSCURA – HAVANA, CUBA

  • Calle Obispo (junto com a Paseo del Prado, é uma das ruas mais bacanas de caminhar em Habana Vieja; estreita e muito movimentada, ladeada por lojas, farmácias, restaurantes, banco; apesar de bastante turística, dá uma noção otimista de como seria a vida cubana sem embargo e com maiores cuidados às fachadas dos edifícios);
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CALLE OBISPO – HAVANA, CUBA

  • Plaza de la Revolución e Memorial José Martí (monumental espaço público onde Fidel Castro realizava seus longos discursos, com os prédios com o contorno dos rostos de Che Guevara e Camilo Cienfuegos de um lado e, do outro, a gigante estátua do ídolo e inspirador de Fidel, José Martí, com um enorme edifício de granito. Apesar de pouco distante da Habana Vieja, cerca de 10 CUC de táxi, é parada obrigatória; não deixe de passar lá também à noite, para ver o rosto de Che iluminado;
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PLAZA DE LA REVOLUCIÓN – HAVANA, CUBA

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MEMORIAL JOSÉ MARTÍ – HAVANA, CUBA

  • La Cabana de Che Guevara (residência do revolucionário argentino, do outro lado da baía de Havana, atravessando o túnel, bem perto do mirante da estátua do Cristo Redentor; o tour feito em carro antigo passa por lá);
  • Fortaleza de San Carlos de la Cabaña (faz parte do Parque Histórico Militar Morro-Cabaña, e é tida como uma das maiores fortificações das Américas; sua construção foi finalizada em 1774, por milhares de prisioneiros mexicanos e índios escravizados, a mando do rei espanhol Carlos III, abrigando a tropa de elite dos soldados espanhóis em Cuba; era uma das fortalezas mais equipadas, sendo preparada para aguentar até um ano de cerco, sem precisar de suprimentos exteriores; foi usada como prisão, lá tendo sido encarcerado Fulgêncio Batista e muitos dissidentes do regime castrista; desde 1992 abriga o Museo de Armas, o Museo de Comandancia del Che e o Museo Monografico; mirante imperdível perto do Cristo Redentor e da casa de Che)
  • Castillo de los Tres Reyes del Morro (também fica do outro lado do canal de entrada de Havana, na margem da fortaleza anterior, do Cristo Redentor e casa de Che; lugar muito bonito, podendo ser avistado por quase todo o Malecón; sua construção começou no fim do século XVI e foi finalizada em 1630; foi invadido por tropas inglesas no século XVIII, o que levou os espanhóis a construírem a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña; a entrada custa em torno de 6 CUC e a subida ao lindo farol é paga à parte, cerca de 2 CUC; procure visitá-la do meio para o fim da tarde, para acompanhar o por do sol de um dos mais belos mirantes da capital cubana);
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CASTILLO DE LOS TRES REYES DEL MORRO – HAVANA, CUBA

  • Museu da Havana Club (local onde se acompanha todo o processo de produção e se degusta um dos melhores runs do mundo; fica bem perto da Plaza Vieja, voltado para o Terminal de Cruzeiros);
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MUSEO HAVANA CLUB – CUBA

  • Fábrica de Tabacos Partagás (um dos lugares clássicos para experimentar os famosos charutos cubanos; fica logo atrás do Capitólio, na Calle Industria).
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FÁBRICA DE TABACOS PARTAGÁS – HAVANA, CUBA

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CHARUTOS DA PARTAGÁS – HAVANA, CUBA

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

Os principais pontos turísticos podem ser perfeitamente conhecidos a pé. Caminhar é, sem dúvidas, a melhor forma de conhecer os detalhes e sentir o clima de Havana. Apenas redobre a costumeira atenção ao atravessar ruas e avenidas, já que os motoristas locais são mais impacientes.

Para maiores deslocamentos (como ir de Havana Vieja para a Plaza de la Revolucíon, por exemplo), a melhor alternativa é trafegar por um dos inúmeros táxis que circulam por lá. Existem vários nos hotéis e praças das cidades. A maioria deles tem valor tabelado, sem taxímetro. Negocie o valor da corrida antes de entrar no táxi. Para pagar mais barato, escolha algum de cor amarela e preta. Alguns carros particulares com placa amarela servem de táxi-lotação, isto é, busca diferentes pessoas que vão para lugares distintos dividindo o mesmo carro, mas sem rachar a corrida. Não é muito indicado porque, apesar de ser barato, demora mais para chegar no destino pretendido.

Aproveite para pagar uma corrida em uma bicitáxi (condução de dois lugares montadas atrás de uma bicicleta; ideal para quem está cansado de caminhar, quer pagar pouco para fazer deslocamentos curtos), cocotáxi (um pequeno e charmoso veículo coberto que consiste na estrutura acoplada a traseira de uma moto, com assento para 2 a 3 pessoas) ou em um dos lindos carros antigos que, apesar de mais caros, são marca registrada e ótima atração do país.

Outra boa alternativa para quem pretende explorar as atrações mais famosas de Havana, de forma eficiente e relativamente econômica, é o ônibus turístico no estilo hop-on hop-off (são vermelhos e com o letreiro “Habana Bus Tour“), em que você paga uma vez para ter acesso a descidas e subidas ilimitadas em um coletivo que passa pelos pontos turísticos mais conhecidos durante um dia. Na capital, o passeio custa em torno de 5 CUC, começa a circular no primeiro ponto às 9h e passa pela última vez na última parada perto das 22h30, tem três linhas (sendo a rota T1 e T2 as melhores para os turistas, principalmente a T1; para quem deseja explorar o leste da cidade, a T3 circula por essa região que fica perto das melhores praias de Havana) e não tem audioguia. Um bom local para pegar a linha T1 é no Castillo de la Real Fuerza, no Capitólio, no bar Floridita ou na Plaza de la Revolución. Confira a rota completa de cada ônibus turístico aqui.

OBS: Alugar carro ou circular de ônibus dentro de cada cidade não são maneiras recomendadas para trafegar. Isso porque, como dito, muita coisa pode ser conhecida caminhando e, na impossibilidade de fazê-lo, os táxis ou ônibus turísticos não são caros, além de serem muito mais confortáveis do que o transporte público sempre lotado.

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BICITÁXI E COCOTÁXI – HAVANA, CUBA

CULINÁRIA LOCAL

Por Cuba ser influenciada pela mistura de ingredientes da gastronomia caribenha, espanhola e africana, os estabelecimentos de Havana são muito bons no preparo do feijão-preto, carne suína ou bovina e arroz.

Um delicioso prato com esses condimentos é o tradicional “ropa vieja”, que lembra o “mexido” brasileiro, com carne desfiada, molho de tomate (feito à parte), arroz, feijão, pimentão, cebola, alho e cominho, podendo ser acompanhado ainda de coentro, cenoura, vinho branco e azeitonas. Outro prato típico são as sopas e os guisados servidos com arroz branco ou gofio (espécie de farinha de milho). Outra maravilha nas cozinhas de Havana é a carne de porco com “mojo” ou mojito (tipo de molho ácido, feito com suco de limão ou laranja amarga, azeite, cebola, alho, orégano e outras especiarias). Também não dá para esquecer o “boliche”, que consiste em uma carne recheada de linguiça e ovos cozidos.

Lá também se comem pescados excelentes, com camarões e lagostas mais baratos que em muitos lugares do Brasil. Isso mesmo: o baixo custo é uma marca comum nos restaurantes da capital cubana, mesmo os mais famosos. Todavia, procure escolher bem o lugar que você vai comer, dando atenção à higiene e boa estrutura como indicativos confiáveis da qualidade do lugar.

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LAGOSTA E ROPA VIEJA – HAVANA, CUBA

RESTAURANTES

Existem muitos restaurantes e paladares (residências familiares simples que servem deliciosa comida caseira a preços ainda mais baixos) imperdíveis em Havana, principalmente no centro histórico. Listamos abaixo algumas excelentes opções:

  • Bodeguita del Medio (serve ótima “ropa vieja” e o mais famoso mojito da cidade; fica em uma rua que dá acesso à Catedral de San Cristóbal; endereço: Calle Empedrado);
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BODEGUITA DEL MEDIO – HAVANA, CUBA

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BODEGUITA DEL MEDIO – HAVANA, CUBA

  • El Floridita (pratos de gastronomia cubana e internacional; o mais renomado daiquiri do país – bebida amada pelo escritor norte-americano Ernest Hemingway -, é preparado neste restaurante obrigatório para turistas; fica no final da Calle Obispo, no sentido do Capitólio);
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DAIQUIRIS NO EL FLORIDITA – HAVANA, CUBA

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EL FLORIDITA – HAVANA, CUBA

  • Los Nardos (restaurante muito agradável, dividido em diferentes e bonitos ambientes, onde são servidos massas, pescados e pratos típicos com fartura e baratos; fica na avenida do Capitólio, na calçada oposta a este monumento);
  • La Guarida (restaurante sofisticado e intimista, com lounge iluminado e dançante na cobertura; pratos elaborados deliciosos; nosso preferido; fica em Centro Havana, no edifício onde foi feito o filme Fresa y Chocolate; endereço: 418 Concordia);
  • La Torre (no 33º andar do Edifício Focsa, um dos mais elevados prédios de Havana, fica esse amplo espaço com bela vista para o calçadão Malecón e o skyline da capital cubana; a comida é variada e bem saborosa também; destaque para as sobremesas; fica no bairro do Vedado, muito perto do Hotel Nacional; endereço: Calle 17 com a Calle M);
  • Café Laurent (espaço aconchegante bem decorado, com cores claras; serve comida caseira e pratos mais refinados; fica no bairro do Vedado; muito perto do Focsa e do Hotel Nacional; endereço: 257 Calle M);
  • Café del Oriente (em um local de linda fachada, na Havana Vieja, quase em frente ao Terminal de Cruzeiros da cidade, fica esse restaurante chique com ótimas opções de bebidas e da culinária cubana e internacional; vá mais arrumado; endereço: 112 Oficios).

Outras boas alternativas: Donde Lis Restaurante & Bar (endereço: 163 Entre y, Compostela), Paladar Doña Eutimia (endereço: #60-C, Callejon del Chorro, muito perto do Bodeguita del Medio), Habana 61 (muito perto do Museo de la Revolución e da Plaza 13 de Marzo), Restaurante Nazdarovie (endereço: #25 Malecón), Esto no es un café (endereço: Callejon del Chorro, muito perto do Bodeguita del Medio), O’Reilly 304 (fica em Havana Vieja, perto do Bodeguita del Medio e mais perto ainda do Parque Cervantes).

COMPRAS

Para quem curte a verve consumista do turismo, Havana definitivamente não é o local indicado neste quesito. Não há variedade de produtos/lembrancinhas em Cuba. Vendem-se muitos livros históricos, pinturas e discos antigos nas pracinhas. Os quiosques de artesanato vendem bolsas, boinas, quepes e blusas simples. Também há muitas lojas que vendem xadrez e jogos afins, mas o presente mais comum comprado por turistas que lá visitam são as garrafas de rum e as caixas de charuto. Apenas, fique atento se tais produtos podem ser embarcados sem maiores dificuldades no aeroporto.

Os principais pontos de compra na capital cubana são: arredores da Plaza de Armas, Calle Obispo, Paseo de Martí, Mercado de San José, antiga Fábrica Patargás, lojas do marca do rum Havana Club e aeroporto.

VIDA NOTURNA

A noite de Havana resume-se, principalmente, a salsa/mambo, ballet e bares.

Nas praças do centro histórico, sobretudo na Plaza de Armas e na Plaza Vieja, as bandas de senhores (normalmente quartetos ou quintetos) tocam clássicos do ritmo caribenho mais dançante que existe, com lindas vozes sem nenhum treino. É um convite irresistível para dançar e sentir-se bem.

Para quem prefere espetáculos clássicos, a melhor pedida é tentar assistir a um show de balé cubano no Gran Teatro de Havana (do lado da Capitólio; não conseguimos acessar a programação pelo link destacado) ou no Teatro Nacional de Cuba (perto da Plaza de la Revolución; veja esse link).

Os bares são outra ótima opção para curtir a noite da capital. Além dos clássicos Floridita, Bodeguita del Medio, são imperdíveis os bares da Plaza Vieja, da Calle O’Reilly e Calle Obispo. Citamos alguns bons nomes abaixo:

  • La Casa de la Música (referência na salsa; tem uma unidade mais turística e cara na Calle 20, 3308, Miramar; e outra unidade menos moderna e mais autêntica na Calle Galianao, 225, Centro Havana);
  • Jazz Club La Zorra y el Cuervo (jazz de qualidade; entre N y O, Avenida 23, número 155, Vedado)
  • El Gato Tuerto (Calle O, Vedado; fica a duas ruas paralelas do local anterior, perto do Malecón);
  • Buena Vista Social Club (banda de música cabana mundialmente premiada e tema de documentário vencedor de Oscar; toca em diferentes hotéis, entre os quais o Mercure Sevilla;
  • Cafe O’Reilly (fica na rua que lhe dá o nome, a uma paralela da Bodeguita del Medio, em Habana Vieja);
  • Jazz Café (fica na esquina entre a Calle 1ra e a Avenida Paseo, pertinho do hotel Meliá Cohiba).
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PLAZA DE LA REVOLUCIÓN – HAVANA, CUBA

Por fim, outro programa muito turístico em Havana, é assistir aos cabarés que acontecem no Hotel Nacional (Parisien Cabaret), no Tropicana ou no Meliá Cohiba (Habana Café). Dançarinas com roupas coloridas, acrobatas, músicas coreografadas e bebidas incluídas fazem desse evento um programa completo para uma noite.

Salsa, mambo e o Buena Vista Social Club são fortes características cubanas, que é conhecido no mundo todo pela animação de seus ritmos. Basta ir a um barzinho à noite e lá haverá um grupo representando com maestria os sons que movem a população e os turistas. La Floridita, a casa do daiquiri, é um bom lugar para beber um drink e ouvir música.

O balé de Cuba é dos melhores que há e poderá ser apreciado no Gran Teatro de La Habana, enquanto os shows de cabaré, populares entre os turistas, ocorrem principalmente no Hotel Nacional e no Tropicana.

Vedado é o bairro que mais fica agitado à noite, com opções de restaurantes, bares e shows de cabaré.

NOSSA EXPERIÊNCIA

Chegamos em Cuba por Havana e ficamos na capital por 3 dias. Viajamos pela COPA, com conexão na Cidade do Panamá. Compramos nossa viagem através de uma super promoção promovida pelo Hotel Urbano, com direito a passagem, hospedagem em Havana e Varadero e traslado para os hotéis e entre aquelas cidades -as únicas que visitamos

O Aeroporto José Martí é bem melhor do que tínhamos em mente, com boas lojas, fácil orientação. Ele fica distante do centro ou da concentração de hotéis. Aproveitamos o transfer do nosso pacote, mas havia vários táxis por lá.

O hotel em Havana era simples, contava com café da manhã (de razoável para ruim) e era distante do centro histórico, mas muito perto da Plaza de la Revolución, o que facilitava o deslocamento.

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HAVANA – CUBA

Como viajamos em outubro (o Hotel Urbano permitia outros meses, mas escolhemos outubro para celebrar nossa lua de mel), enfrentamos muita chuva ou tempo nublado quase todos os dias, mas o tempo em Havana foi muito melhor do que o enfrentado em Varadero e Cayo Largo – inclusive, tivemos a sorte de pegar um dia de sol. Insistimos em não recomendar a viagem nesse mês.

Fizemos todos os deslocamentos a pé, com exceção da ida/volta até o hotel (sempre de táxi barato ou cocotáxi). Todos os taxistas e condutores foram educados e honestos. Adoramos andar de cocotáxi e o tour que fizemos de meia-hora em um carro antigo (normalmente, eles são feitos em 1 hora, mas são mais caros; se não tiver muita gente com quem dividir o preço, negocie o valor e o tempo de percurso com o motorista, assim como fizemos).

Com exceção do nosso hotel, comemos muito bem em Havana. Normalmente, sentimos falta da comida brasileira em nossas viagens, mas naquele país o que não falta é um arroz com feijão e carne de ótima qualidade, além de deliciosos e frescos frutos do mar e massas, todos muito bem servidos e a preços baixos.

A bebida foi também outro maravilhoso destaque da viagem, regada a incomparáveis daiquiris, mojitos, piñas coladas e cubas libres. Prove em qualquer lugar (não apenas nos renomados Floridita e Bodeguita del Medio)! Experimentamos também o famoso charuto cubano no antigo prédio da Fábrica Partagás, que fica exatamente atrás do Capitólio. Gostamos como uma experiência isolada.

O que mais curtimos nos dias em Havana foi o centro histórico e a sensação de estarmos na década de 1950. A Calle Obispo é caminho obrigatório, desde a Plaza de Armas até o Floridita. Incrível também é o Capitólio, a fachada do Gran Teatro de la Habana e o Paseo del Prado. Adoramos visitar o Museu da Revolução, que é lindo por fora e com riquíssimo conteúdo documental em seu interior (embora sejam mais reportagens, gráficos e maquetes; a apresentação não é das mais bonitas, mas o conteúdo é riquíssimo), a Camara Oscura e passar a noite nos bares da Plaza Vieja. Gostamos muito do mini passeio em carro antigo (se for com mais gente, faça o passeio completo). É muito importante fazer. Adoramos caminhar no Malecón. O melhor restaurante para nós foi o La Guarida. Os locais das fotos que achamos mais bonitas de tirar foram: I) Calle Barcelona (por trás do Capitólio, perto da Fábrica Patargás; de lá avista-se o monumento de cúpula arredondada, com o “corredor” de prédios coloridos); II) estátua de Jesus Cristo, do outro lado da baía, passando pelo túnel, do lado da antiga casa de Che Guevara (de lá, é possível tirar foto do “skyline” da Habana Vieja, do Centro Habana e parte do Vedado).

Como ressalvas, apenas acreditamos que não é preciso ficar tanto tempo em cada cidade cubana, inclusive em Havana – a não ser que você queira vivenciar de forma mais aproximada a rotina dos locais. As principais atrações da capital podem ser conhecidas em 2 ou 3 dias completos. Isso é uma vantagem para quem quer conhecer um país completamente diferente em um pequeno período das férias. Outra consideração que deve ser feita, por experiência própria: não dê muita conversa para nativos que oferecem programas informalmente; despiste ou recuse firmemente quem propuser assistir a um espetáculo de salsa ou levar para alguma atração fora de um ambiente de uma empresa/loja confiável (diante da situação financeira complicada pela qual passa o povo local, qualquer oportunidade de lesar um turista desavisado é um prato cheio para alguns nativos mal intencionados; basta ter atenção, afinal, não existe abordagem agressiva).

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HAVANA – CUBA

DICAS

– Podendo escolher quando ir, não viaje em junho, setembro e outubro (fuja das chuvas e possíveis tornados)!

– Não leve dólares americanos para Cuba! Adquira poder de compra na ilha convertendo euros ou dólar canadense em CUC (só faça isso em casas de câmbio no aeroporto, bancos ou hotéis; jamais nas ruas). E só aceite essa moeda como troco pelo que pagar.

– Para consumir nas ruas e estabelecimentos, leve dinheiro em espécie. Cartão habilitado para uso internacional só tem serventia em Cuba para sacar dinheiro que esteja faltando nas suas andanças, já que os restaurantes e comércio não aceitam o pagamento por essa forma.

– Contrate o obrigatório seguro-saúde antes de viajar para Cuba. Se chegar lá sem ele, muito provavelmente será preciso adquirir essa assistência no aeroporto. Acesse o portal da Asistur, que viabiliza esse serviço naquela ilha.

– Vá vacinado contra a febre amarela e leve o Certificado Internacional de Vacinação (ANVISA), comprovando estar coberto com mais de 10 dias de antecedência da viagem.

– Prefira caminhar e andar de táxis dentro das cidades. Pechinche o preço antes de entrar em qualquer tipo de táxi, inclusive nos tours feitos nos carros antigos.

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IGREJA ORTODOXA RUSSA – HAVANA, CUBA

– Para quem sofre de alergias respiratórias, é recomendado levar remédios, visto que é permitido fumar em muitos ambientes fechados.

– Leve papel higiênico na mochila ou compre em algum mercado local. Por ser um item restrito e caro aos habitantes da ilha, sua presença é menor do que a habitual em restaurantes.

– O roaming internacional de celulares funciona por meio da Cubacel, a estatal de telefonia. A Internet é bem limitada (embora esteja sendo cada vez mais liberada), só sendo possível encontrar sinal de wi-fi (não muito bom e com sites bloqueados) em poucos hotéis e restaurantes. Desapegue-se ou, caso precise ou queira usar essas formas de comunicação remota, enfrente longas filas para comprar um chip ou um cartão.

– Apesar de serem cidades seguras (dá para usar câmeras fotográficas com tranquilidade pelas ruas de Havana e Varadero, por exemplo), fique atento a possíveis golpes. Evite dar bobeira com seus pertences e não negocie nada com pessoas que ofereçam algo informalmente (câmbio ou passeios).

– Se for turista do perfil mulher desacompanhada, espere encontrar um incômodo assédio nas ruas cubanas. Nada exagerado nem invasivo; basta ignorar!

– Não deixe de incluir uma viagem para Cayo Largo, Cayo Santa Maria ou Cayo Coco em sua viagem cubana. Sai mais caro, mas são ilhas desertas lindíssimas.

– A melhor foto com o casario colorido e o Capitólio no final da rua é tirada na Calle Barcelona, que fica logo atrás desse monumento, perto da Fábrica Partagás. Outros bons lugares para tirar fotos são o mirante da estátua do Cristo (do outro lado da baía de Havana), o Paseo de Martí, praças de Habana Vieja e Malecón.

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PASEO DE MARTÍ – HAVANA, CUBA

– Experimente daiquiris e mojitos durante sua viagem a Cuba. Prove um dos sorvetes mais baratos da sua vida no Coppelia, em Havana (a fila pode ser muito longa, pelo fato de custar apenas R$ 0,10 para os cubanos). Vá a algum paladar (“restaurantes” em casas de famílias simples) e não deixe de comer no La Guarida, em Havana! Dance salsa, mambo ou rum em alguma praça da capital, principalmente à noite na Plaza Vieja!

– Outro passeio que deve é muito indicado é assistir ao “cañonazo“. Trata-se de uma cerimônia de 20 mnutos, que acontece na fortaleza de San Carlos de la Cabaña, com desfile de guarda militar e um disparo de canhão.

CURIOSIDADES

– Havana nem sempre esteve situada onde se encontra hoje. Fundada no século 16 em uma área pantanosa ao sul da Ilha de Cuba, a cidade foi transferida alguns anos depois para o local atual;

– No centro histórico – mais precisamente, do lado da Basílica de San Francisco de Assis, fica uma estátua de bronze do El Caballero de Paris, que homenageia o espanhol José María Lledín. Ele era uma figura popular que perambulava pelas ruas da região. Dizem que tocar na barba ou no dedo da estátua traz prosperidade/sorte;

– A Catedral de San Cristóbal, em Habana Vieja, é caracterizada pelo estilo barroco na fachada exterior, e pelo estilo neoclássico na parte interna, tendo sido projetada pelo italiano Francesco Borromini, e construídas pelos jesuítas no século XVIII;

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HAVANA – CUBA

– Colado à Plaza de Armas fica o histórico Hotel Ambos Mundos, onde morou o mítico escritor norte-americano, Ernest Hemingway, por 7 anos. Foi no quarto 511 dessa hospedagem que ele escreveu “Por quem os sinos dobram”, na década de 1930;

– Outro famoso cenário ocupado por hóspedes ilustres é o Hotel Nacional, com mistura de influências Art Deco, neoclássico, neocolonial e hispano-mourisco. Por lá já passaram Mohammed Ali, Steven Spielberg, Frank Sinatra, entre outros;

– A Coca-Cola só foi liberada no país em 2015. Até hoje, a Tukola, fabricada em Cuba, é o refrigerante mais adorado pelos nativos. A mistura de rum com a Tukola ou Coca-Cola por nós conhecida como cuba libre, é lá chamada de “mentirinha”;

– Um dos locais preferidos dos nativos e dos turistas em Havana é a sorveteria Coppelia. Trata-se de um estabelecimento que surgiu depois de Fidel Castro ter provado inúmeros sabores de sorvete, trazidos de quase 30 contêineres do Canadá. Ele selecionou seus sabores preferidos para serem vendidos no Coppelia, passando a administração do lugar para Cecília Sanchez;

– Outra parada quase obrigatória é o museu da Havana Club, a marca mais vendida de rum cubano. Ele fica em um casarão colonial do século XVIII no centro histórico. Acompanhe o modo de produção e deguste o que você aprendeu no final do percurso;

– Entre 1964 e 1966, a música dos Beatles foi proibida de tocar em Cuba, por ser considerada símbolo do imperialismo. Felizmente, em 2000, Fidel Castro inaugurou uma estátua em tamanho real de John Lennon, por considerá-lo um revolucionário da paz. Os óculos da estátua são reais e, por isso, são furtados. Diante desse infortúnio, um senhor passou a se dispor a guardar os óculos e colocá-los quando algum turista deseja tirar foto com a estátua do eterno beatle.

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PLAZA DE LA CATEDRAL DE SAN CRISTÓBAL – HAVANA, CUBA

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PLAZA VIEJA – HAVANA, CUBA

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COTIDIANO DA CAPITAL – HAVANA, CUBA

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CAPITÓLIO VISTO DA CALLE BARCELONA – HAVANA, CUBA

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VISTA PANORÂMICA A PARTIR DO EDIFÍCIO FOCSA – HAVANA, CUBA

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INTERIOR DO MUSEO DE LA REVOLUCIÓN – HAVANA, CUBA

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HAVANA, CUBA

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CALLE BARCELONA – HAVANA, CUBA

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6 comentários sobre “HAVANA

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