MALTA

 Localizado no Mar Mediterrâneo, entre o sul da Itália e o norte da Tunísia, o arquipélago de Malta (composto pelas ilhas de Malta, Comino e Gozo) é um lugar fascinante.

Para se ter uma ideia já foi ocupado por cavaleiros templários, por tropas napoleônicas, por muçulmanos, italianos, ingleses, entre outros. Sua rica histórica deve-se a mencionada posição estratégica entre o Ocidente e o Oriente. Mas não é só por isso que suas ilhas de pedra devem ser visitadas.

É em Malta que são encontradas praias lindíssimas, formações rochosas de cair o queixo, arquitetura de variados estilos e com construções de cores predominantemente amareladas ou creme, vida noturna agitada em virtude de ser um dos destinos mais concorridos para estudantes que desejam fazer intercâmbio, e tudo isso a custo relativamente baixo para padrões europeus.

Continue lendo e confira os motivos para a fama crescente (e justa) de Malta e por ser até hoje o único lugar no mundo que nos deu vontade de chorar ao ir embora.

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BLUE GROTTO – MALTA

COMO CHEGAR

De avião ou navio-cruzeiro.

Avião – não há voos diretos do Brasil a Malta. Os voos que chegam ao Aeroporto de Luqa – MLA (na ilha principal de Malta) costumam vir da Itália (Roma, Milão, Napóles, região da Sicília ou Sardenha), mas também há rotas diretas vindas da França (Paris), Inglaterra (Londres), Espanha (Madri e Barcelona), Holanda (Amsterdã), Alemanha (Munique, Frankfurt), Grécia (Atenas), Turquia (Istambul), Polônia, Hungria (Budapeste), Tunísia (Túnis), entre outros. Compre sua passagem incluindo, pelo menos, algum stopover por uma dessas cidades sensacionais.

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VISTA A PARTIR DE VALLETA NO POR DO SOL – MALTA

Navio – os cruzeiros atracam na ilha principal, entre Sliema e Valletta, em um cenário lindíssimo para você já ir se acostumando com a beleza daquele país. Entre as companhias marítimas que operam até lá destacamos: MSC (inclusive com saídas do Brasil),  Norwegian Cruise Line,  Costa Cruzeiros.

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PRAIA DA TRILHA À ESQUERDA PARA QUEM CHEGA NA BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

QUANDO IR

Vá no verão europeu: junho, julho, agosto e setembro.  Essa é a alta temporada, com os dias mais longos, mais gente animada, estabelecimentos abertos e shows e festas mais frequentes. A chuva é muito rara nesse período e o sol quase não encontra nuvens para aliviar. Perfeito para banhos de mar.

Para quem quer curtir uma Malta menos tumultuada, os melhores meses são setembro e, sobretudo, maio e junho. Esses meses não coincidem com as férias de verão do Hemisfério Norte e os dias de sol são praticamente certos, sem tanto calor nem vento intenso.

Evite ir entre novembro e janeiro. A chuva é bem comum e o vento é muito forte, nada recomendado para quem deseja visitar praias em um arquipélago mediterrâneo.

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IGREJA DENTRO DA CITADELA – GOZO, MALTA

CLIMA

Clima mediterrâneo, com verões quentes e secos e invernos chuvosos.

Entre junho e setembro a temperatura máxima aproxima-se e às vezes ultrapassa os 30ºC, enquanto a mínima dificilmente fica abaixo dos 20ºC.

Os meses mais frios são janeiro e fevereiro, com mínima que chega aos 10ºC e máxima de 16º/17ºC.

Estatisticamente, o meses mais chuvosos são: dezembro, novembro, janeiro e fevereiro (nesta ordem). Os menos chuvosos são julho, agosto e junho.

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BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

VISTO

Não é necessário para quem vai ficar até 90 dias lá. Basta que você tenha um passsaporte válido por 6 meses a contar da sua entrada no país, a passagem de volta e um seguro de saúde aceito previsto no tratado de Schengen (é o mais comum na Europa).

FUSO HORÁRIO

GMT +2. Isso significa que são 5 horas à frente do horário oficial brasileiro.

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MALTA

MOEDA

Euro. As casas de câmbio concentram-se nas ruas principais de Valletta, Sliema e St. Julian. Com 70 euros por pessoa é suficiente curtir um dia tranquilo em Malta, incluindo aí os passeios e refeições na maioria dos restaurantes, mas sem levar em conta o dinheiro da hospedagem.

Confira a cotação atualizada no site do Banco Central do Brasil clicando neste link.

IDIOMA

Maltês (mistura do italiano com uma língua árabe), mas o inglês é falado praticamente por todos lá, em virtude da colonização inglesa após a ocupação de Napoleão até vinte anos depois da II Guerra Mundial. A língua é ensinada nas escolas por lá e mesmo os adultos e idosos falam fluentemente, ainda que com um sotaque árabe bem forte.

QUANTO TEMPO FICAR

No mínimo, 3 dias completos (1 para cada uma das ilhas principais: Malta, Comino e Gozo). De preferência, fique 4 ou 5 dias inteiros. Isso porque há muitas atrações na ilha principal de Malta. Reserve pelo menos um dia para ver os pontos turísticos principais do norte desta ilha e outro para os do sul.

Prefira alugar um carro. Isso vai facilitar o deslocamento e, assim, você conhecerá mais rápido e fácil os pontos mais afastados sem depender do transporte público.

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PRAIA DA TRILHA À ESQUERDA DE QUEM CHEGA NA BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

COMO SAIR DO AEROPORTO

O aeroporto de Malta é pequeno, no centro sul da ilha principal, e bem tranquilo de encontrar seus serviços. Localiza-se a cerca de 8km da capital, Valletta.

No saguão de desembarque já é possível encontrar companhias de táxi confiáveis (valor até a capital: aproximadamente 20 a 25 euros; existe uma tabela ao lado do balcão em que se paga o serviço de táxi). E em um canto à esquerda da parte interna do saguão do desembarque ficam as locadoras de veículos (para evitar filas, contratempos e mais gastos, sugerimos a locação antecipada pela Rentcars).

Logo ao passar pelas portas automáticas de saída, caminhando um pouco para a direita, você encontra a parada de ônibus de onde seguem os coletivos para as partes mais procuradas de Malta: Valletta (ônibus X4), St. Julian/St. Giljian e Sliema (ônibus X2), St. Paul/St. Pawl e Cirkewwa (ônibus X1) Rabat e Mosta (ônibus X3).

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BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

A passagem de ônibus custa em torno de 3 euros (é paga junto ao motorista ou com a apresentação de cartão de transporte público carregado nos terminais) e você pode mudar de ônibus quantas vezes quiser sem pagar nada a mais durante 2 horas a contar da entrada no primeiro.

Os horários em que os ônibus passam pela parada do aeroporto é indicado em itinerários impressos em postes ao lado dela. Eles variam ao longo do dia, mas a média é de 30 minutos entre os coletivos da mesma linha. Seja precavido: confira neste link oficial e localize o que melhor se adequa ao horário que seu voo chega e o que retorna, a depender de onde fica sua hospedagem.

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POPEYE VILLAGE – MALTA

HOSPEDAGEM

Os melhores locais para ficar são Valletta, St. Julian (St. Giljian) e Sliema. É lá que ficam as melhores infraestruturas para turistas, com mais gente nas ruas, restaurantes, casas de câmbio, supermercados, farmácias e ônibus.

Caso você deseje ficar perto das maior variedade de ônibus, Valletta deve ser a sua escolha. Lá localiza-se o terminal rodoviário de onde partem ônibus para todas as partes da ilha maior.

Se preferir ficar perto do agito noturno, sugerimos St. Julian (St. Giljian). É lá que ficam as baladas, a concentração de jovens de todas as partes do mundo que vão a passeio ou por intercâmbio e os estabelecimentos abertos até mais tarde. A cidade de St. Julian divide-se, basicamente, em 2 áreas: Paceville e Spinola Bay. A primeira é a mais festiva e barulhenta, com baladas, cassinos, muitos carros e jovens na rua; Spinola é mais tranquila, embora conte com bons restaurantes e bares à beira-mar.

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BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

Sliema é uma ótima alternativa por ficar no meio do caminho entre elas, o que atende diferentes perfis de turistas, com bons restaurantes, festas, ótimo calçadão beira mar para caminhar (a vista a partir da orla de Sliema para Valletta é espetacular) e boa variedade de ônibus.

Outras boas opções (não tão comuns quanto as anteriores) são hospedagens em St. Paul (St. Pawl) e Mellieha.

Para quem quer mais sossego e quer uma experiência mais diferente, a dica é a hospedagem na ilha de Gozo, que conta com lindas praias, a espetacular fortaleza histórica da Citadela, falésias e belas igrejas.

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CIDADELA DE VICTORIA – GOZO, MALTA

A seguir, listamos algumas alternativas bem avaliadas por turistas:

Para mais opções de hospedagem, acesse o Booking, Trivago, Tripadvisor.

Caso prefira ficar em um ambiente com mais cara de residência (quarto, casa, apartamento ou flat), acertando o pagamento e o contato diretamente com o proprietário, consulte o Airbnb.

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SPÍNOLA BAY (PACEVILLE FICA À DIREITA DA FOTO) – ST. JULIAN, MALTA

O QUE CONHECER

Blue Lagoon – o mar mais bonito do arquipélago, com um azul claro muito vivo e transparente. A estrutura é boa, com food trucks gostosos; loja que vende produtos para banhistas; espreguiçadeiras e guarda-sóis. A desvantagem é que a água é gelada, com temperaturas mais amenas em julho e, principalmente, agosto.

Fica na pequena ilha de Comino. Os barcos que vão até lá saem do porto de Cirkewwa, na ponta norte da ilha principal (Malta). É bem fácil chegar nesse porto porque ele fica ao lado de um terminal de ônibus bem servido de opções e com uma boa área de estacionamento para quem chega com carro alugado. O custo da passagem é baixo (ida e volta por menos de 10 euros, mesmo na alta temporada). Procure ir nos primeiros barcos (entre 8h e 9h) para pegar a lindíssima praia da Blue Lagoon vazia. Esta é a melhor dica de todas para quem deseja tirar as melhores fotos do local, que é o cartão-postal mais famoso do arquipélago depois que a Azure Window desmoronou.

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INESQUECÍVEL BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

Ao chegar, caminhe um pouco pela trilha à direita (menos de 100 metros). É lá que fica a paisagem mais bonita da Blue Lagoon. Alguns preferem atravessar pela água até o outro lado da praia, por ser menos concorrido. Não concordamos. Trata-se de uma área com mais pedras no solo e com menos área para banho. Só vale à pena se você quiser mergulhar com snorkel ou ficar com uma boia ou um “macarrão”.

Ônibus que param perto do terminal de barcos: linhas 41, 42, 101, 221, 222, N11, X1 (última parada desses trajetos, Cirkewwa 1).

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TRECHO MENOS VISITADO DA BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

Blue Grotto – é talvez a mais impressionante formação rochosa do arquipélago após o desmoronamento da Azure Window. Trata-se de uma espécie de “tromba” ou ponte estreita que vai do alto da falésia e toca o mar, criando uma mini gruta com duas entradas em uma área em que a cor da água é muito bonita.

A melhor vista para ela fica em um mirante (mal sinalizado) que fica em um recuo da estrada logo atrás da parada de ônibus “Panorama”.

Vale à pena descer a encosta pela estrada asfaltada em zigue-zague para fazer o passeio de barco pelas cavernas da região, que custa cerca de 8 euros (é mais caro do que o barco de ida e volta para a Blue Lagoon). Os motoristas dos barcos são muito simpáticos (cobram gorjetas ao final do passeio; não é obrigatório pagar) e as grutas são pequenas, mas com uma cor do mar muito bonita, além da linda vista do passeio.

Fica no sudoeste da ilha principal (Malta).

Ônibus que param mais perto: linhas 74 e 201 (parada Panorama).

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BLUE GROTTO – MALTA

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CAMINHO DE BARCO PARA A BLUE GROTTO – MALTA

Upper Barrakka Gardens/Lower Barrakka Gardens – junto com o calçadão de Sliema, esses jardins Barakka (principalmente o superior/Upper) proporcionam as vistas mais lindas da ilha maior de Malta. A partir destes jardins é possível ver o Grand Harbour (grande porto) de Malta e as Três Cidades do outro lado da baía de Valletta: Senglea, Vittoriosa e Kalkara.

A estrutura deles também é muito bacana. O Upper Barakka Gardens conta com fontes, arcos, flores, canhões e estátuas. Fica logo à direita da entrada de Valletta para quem chega de carro ou ônibus. A entrada é gratuita e a visita é muito indicada para quem pretende assistir ao por do sol, em virtude da coloração que as construções do outro lado da baía passam a ter, deixando de ser brancas e ganhando tons amarelos e alaranjados com o entardecer.

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UPPER BARRAKKA GARDENS – VALLETTA, MALTA

O Lower Barrakka Gardens é bonito, com flores, fonte, estátua e até um templo dórico (no estilo da Grécia Antiga) e uma estrutura arredondada com colunas (muito parecido com a que fica no Carlton Hill, de Edimburgo) dentro da qual toca ao meio-dia o sino em homenagem aos mortos na II Guerra Mundia (é o Siege Bell). Ele não fica exatamente abaixo do Upper. Para chegar até o Lower, você pode descer no elevador panorâmico do Upper (a descida é paga, mas é bem barato) ou ir caminhando pelas ladeiras de Valletta, margeando pela esquerda o calçadão da capital voltado para o Grand Harbour, no final da rua Xatt Il-Barriera.

Ônibus que chegam mais perto: linha 133 (paradas Kastilja ou Liesse para ir ao Upper Barrakka Gardens; paradas Barrakka ou Imgerbeb para ir ao Lower Barrakka Gardens); linhas 1 e 2, 71 e 73, 82, 83 e 88, 91, 13 e 13A, 15 (todas essas com parada na rodoviária de Valletta, bem perto do novo Parlamento).

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ARCOS E VISTA PANORÂMICA DO UPPER BARRAKKA GARDENS – MALTA

Co-Catedral de St. John – bem no centro de Valletta, fica essa catedral que é, para muitos, uma das mais bonitas do mundo. A fachada externa é simples; o que impressiona mesmo é o interior super decorado e cheio de detalhes – com vitrais, tapetes, pinturas e pedras ornamentando o ambiente predominantemente barroco. Trata-se de um local riquíssimo em história, onde estão sepultados os restos de vários cavaleiros templários da Ordem de São João. A entrada é paga e cara (cerca de 15 euros) e inclui áudio-guia em várias línguas (quando fomos não tinha português, mas tinha em espanhol).

Ônibus que chegam mais perto: linha 133 (parada Arcisqof ou Gang); linhas 1 e 2, 71 e 73, 82, 83 e 88, 91, 13 e 13A, 15 (todas essas com parada na rodoviária de Valletta, bem perto do novo Parlamento).

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CO-CATEDRAL DE SÃO JOÃO – VALLETTA, MALTA

* Tanto para quem passa pela Co-Catedral quanto pelos jardins Barrakka, vale muito à pena se perder pelas ruas históricas de Valletta. Por lá, caminhe ao longo da avenida principal (“Triq-Ir Repubblikka”), passando pelo City Gate, pelo novo Parlamento, pelos cafés, lojas e galerias de arte, pela Praça St. George e, ao final dela, pelo Forte de Santo Elmo. Caminhe também pela paralela “West Street”, passando pelas igrejas de São Paulo e das Carmelitas; perca-se pelas transversais perto do Upper Barrakka Gardens e do Auberge de Castille até encontrar a casa onde Napoleão Bonaparte viveu alguns anos; aproveite também para tirara boas fotos no famoso Bridge Bar.

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PELAS RUAS DE VALLETTA – MALTA

Calçadão de Sliema – na nossa opinião é o caminho para pedestres mais bonito de Malta. A orla que se estende pela península de Sliema (entre St. Julian e Valletta) passa por vários restaurantes, bares, piscinas naturais construídas pelo recorte das pedras (banhos romanos), jardins, parques, cafés, academias populares, hotéis à beira-mar, shopping center e terminal de ferries. Seu trecho mais bonito é definitivamente o que tem a vista voltada para as construções antigas de Valletta, com a linda cúpula da Igreja das Carmelitas em destaque.

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UM DOS PARQUES DO CALÇADÃO RUMO A SLIEMA – MALTA

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CALÇADÃO ENTRE ST. JULIAN E SLIEMA – MALTA

Ônibus que param mais perto: linhas 13, 13A, 14, 16, 21, 110, 202, 212, 222, 225, 233, N13, X2 (parada Xerri); linhas 21, 202 e 203 (parada Ferries 1); linhas 212, 222, 225 e TD 11 (parada Ferries 2); linhas 13, 13A, 14, 15, 16, 203, 233, N13, TD20, X2 (paradas Bouverie ou Ponsoby)

Mdina – a cidade amuralhada do silêncio (há placas que indicam para que não se faça barulho em suas ruas), desenvolvida dentro de paredões de uma fortaleza e com papel histórico fundamental na resistência do país contra os invasores. Foi a primeira capital de Malta, sendo substituída por Valletta em 1570. O passeio por lá não permite conversas em voz alta, estimulando a contemplação de seus palácios, igrejas e outras construções com tons dourados. Em seus muros vivem poucas famílias; na sua maioria, aristocratas.

Ônibus que param mais perto: linhas 109, 204 e X3 (parada Rabat 4); linhas 50, 51, 52, 53, 56, 109, 181, 182, 186, 201, 202, N12 (parada L-Imdina)

Marsaxlokk – vilarejo pitoresco de pescadores no sul da ilha principal de Malta. Famoso pela grande quantidade de barcos típicos malteses (Luzzu e Djhajsa, com faixas horizontais coloridas em amarelo, azul e vermelho e olhos com cílios – olhos de Osíris – para atrair boa sorte e afastar os maus espíritos na sua dianteira/proa), casas mais coloridas que no resto do arquipélago, vendedores ambulantes de souvenirs, sorveterias e muitos restaurantes que servem peixes pescados ali na hora. Por sinal, é lá que fica o famoso mercado de peixes de Malta (fechado aos domingos).

Ônibus que param mais perto: linhas 81, 119 e 210 (paradas Marsaxlokk ou Sajjieda); linhas 81, TD 10, TD 11 (parada Xerriex).

St. Peter’s Pool – é uma piscina natural formada em um recuo do continente que se assemelha a uma língua por sua extensão e largura. A cor da água é muito bonita por lá e muitos turistas e nativos se jogam do alto da pedra para banhar-se. Fica relativamente perto de Marsaxlokk. É o queridinho da moda em Malta.

Entre os ônibus acima citados o que chega mais perto é o da linha 119, na parada Delimara. A partir de lá basta caminhar para o outro lado da península em direção a leste.

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BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

Popeye Village – trata-se da cidade cenográfica no noroeste da ilha principal (Malta) onde foi filmada a película “Popeye”, em 1980/81, estrelada por Robin Williams. As casas são coloridas e lúdicas com tetos curvos e retorcidos à beira de um lindo trecho de mar esverdeado. Hoje em dia, no local, funciona um pequeno parque de diversões com alguns brinquedos  para crianças e adultos, como um imenso pula-pula montado sobre a água e uma cascata. A entrada é paga.

Não é uma atração imperdível, mas rende boas fotos e a parada é bem rápida para quem só pretende apreciar, sem frequentar o parque. A vista mais bonita desse ponto turístico fica em cima da falésia à esquerda da bilheteria e da parada de ônibus. Procure ir pela manhã quando o sol mais forte bate na água e deixa seu tom mais vivo.

Ônibus que para mais perto: linha 101 (parada Popeye).

Cidadela – similar a Mdina, trata-se de uma mini cidade amuralhada que serviu de base da ocupação de Napoleão durante a conquista de Malta. O lugar é muito bonito, com uma vista ampla para boa parte da ilha de Gozo. Conta com um excelente museu interativo, ruelas de pedras e paredes amareladas, igreja, restaurantes e cafés charmosos no interior da fortificação. Fica bem no centro de Gozo, na área de Victoria.

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CIDADELA – GOZO, MALTA

Com o fim da Azure Window é a área mais turística dessa ilha ao norte do arquipélago, e do lado externo da Citadela ficam várias lojas de artesanato e comidas típicas maltesas, além de hotéis, bares, praças (inclusive a da Prefeitura), cinema, casa de ópera, shopping center e igrejas.

Ônibus que param mais perto: linhas 308, 309, 310, 311, 312, 313 (parada Republikka); linhas 305, 306, 312, 313, 323, 330 (parada Victoria Bay 4).

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POR DENTRO DA CITADELA – GOZO, MALTA

Baía de Xlendi – na nossa opinião é o lugar mais bonito para banho de mar em Gozo. O mar fica em uma estreita faixa com água esverdeada transparente entre dois montes. Localiza-se na parte oeste de Gozo e conta com um calçadão de restaurantes charmosos e com pratos incríveis de frente para o mar.

Se tiver com tempo sobrando em Gozo, procure fazer a trilha entre Sannat e Xlendi. Isso porque no caminho você verá os Sanap Cliffs, que são lindos paredões de pedra branca que terminam no mar (no estilo Cliffs of Möher da Irlanda), em uma paisagem natural deslumbrante. No final desse passeio você ainda é premiado com um maravilhoso banho de mar em Xlendi. Imperdível.

Ônibus que param mais perto de Xlendi: linhas 306 e 330 (terminal rodoviário ou parada Xmun). Ônibus que para mais perto de Sannat: linha 305 (parada Luqa ou Cenc).

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BAÍA DE XLENDI – GOZO, MALTA

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BAÍA DE XLENDI – GOZO, MALTA

Outras atrações no arquipélago (para quem tem tempo sobrando): Inland Sea (piscina natural com água verde claríssima que se conecta ao mar por um estreito túnel; muito bonito e indicado para quem pretende fazer mergulho com cilindro; fica na ilha de Gozo, muito perto de onde ficava a antiga Azure Window e de belos penhascos; ônibus que para perto: linha 311 – parada Dwejra); Igreja de Mosta (impressionante templo católico, com cúpula gigante e belo interior; fica no centro da ilha principal, na cidade de Mosta; ônibus que param mais perto: linhas 31, 41, 42, 44, 47, 48, 186, 202, 203, 260, 280 – parada Bezzina); Ghar Lapsi (local para mergulho com cilindro perto da Blue Grotto; ônibus mais útil: linha 109 – parada Lapsi); Xaqqa Cliffs (belos penhascos relativamente perto da Blue Grotto; ônibus mais úteis: linhas 109 e 201 – parada Bajjada);  Aquário Nacional (fica na ponta da península de Buggiba, pouco ao norte de St. Julian, na ilha principal; conta com túnel subquático e diversas espécie de peixes e mamíferos do mar; ótimo para crianças; ônibus que param mais perto: linha 45 – parada Ben, ou linhas 45, 186, 212, 221, 223, 280, N11, X3 – parada Arznell); praia de Mellieha (longa extensão de areia com barracas e restaurantes; mar calmo e bonito, bem melhor que a famosa Golden Bay; fica no norte da ilha principal, bem perto do porto de Cirkewwa; ônibus que param perto: linhas 41, 42, 49, 101, 221, 222, 250, N11, X1 – paradas Ghadira ou Padrino); praia de Paradise Bay (fica bem perto da Popeye Village, no norte da ilha de Malta e conta com uma água do mar bem clara e bonita; ônibus que para perto: linha 101 – parada Paradise); praia de Ramla (ainda mais sossegada e extensa que a anterior e considerada uma das melhores praias da ilha de Gozo; ônibus que param perto: linhas 302 e 322  – parada Ramla).

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IGREJA DE TA’ PINU – GOZO, MALTA

DESLOCAMENTO DENTRO DAS ILHAS E ENTRE ELAS

As ilhas de Malta não são tão pequenas assim. Exceto em Comino ou já estando no centro de Valletta, Sliema ou St. Julian, não é possível conhecê-las em curtas caminhadas.

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MAPA ILUSTRATIVO DO ARQUIPÉLAGO DE MALTA

Carro alugado – Sem sombra de dúvidas, a melhor forma de trafegar pelo arquipélago e otimizar seu tempo é alugando um carro logo ao chegar no aeroporto ou antecipadamente pela Rentcars. Tenha um bom mapa/GPS/Google Maps/Waze em mãos que você estará muito bem e conhecerá cada canto importante das ilhas em muito menos tempo.

Vale destacar que o trânsito é um pouco confuso e lá dirige-se seguindo a “mão inglesa” (motorista fica na direita do veículo e circula pelas vias à esquerda).

Ônibus – O transporte público em Malta e Gozo (Comino é tão pequena que não existe transporte público por lá) resume-se aos ônibus, que são novos, baratos e fáceis de usar. Os motoristas são simpáticos e o bilhete/passe/ticket pode ser comprado em dinheiro diretamente com eles (o bilhete individual custa cerca de 2 euros de dia e 3 euros de noite). Lembrando que ao pagar uma vez na entrada do ônibus, você pode trocar de ônibus para diferentes trajetos quantas vezes quiser sem pagar nada a mais, desde que você faça isso nas próximas 2 horas.

Se você sabe que vai usar muitos ônibus por lá, prefira comprar um cartão carregado de passes em quiosques que ficam nos terminais ou em mercadinhos. Há cartões que te permitem usar ilimitadamente os ônibus por 7 dias e outros que combinam esse uso irrestrito com o acesso a ônibus turísticos (hop-on hop-off). Confira os preços e tipos de passagens avulsas e cartões neste link.

Os pontos negativos dos ônibus em Malta: há poucas linhas que trafegam pela costa oeste da ilha principal; na alta temporada, eles costumam ficar abarrotados, principalmente na parada do aeroporto e para chegar ou sair do porto de Cirkewwa; e, independente de onde for seu destino, eles demoram a passar. Para contornar este último problema, hospede-se de preferência em Valletta (lá fica a rodoviária principal do país, com ônibus para todos os lugares da ilha maior, inclusive para o terminal de ferries). Outra maneira de evitar desgastes e esperas é consultar previamente os horários em que seu ônibus de interesse passará na sua parada. Para isso, basta acessar este atalho dos itinerários do site oficial.

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COR DE ÁGUA SURREAL NA BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

Ônibus Turístico (Hop-on Hop-off) – como já dissemos em outros posts, trata-se de um ônibus executivo de dois andares (o inferior é fechado, com vidro fumê/película e ar condicionado; o superior é aberto , com vista sem vidros laterais), em que você só paga para entrar na primeira vez, e ganha o direito de descer e subir quantas vezes quiser nele em um ou dois dias, parando nos pontos turísticos que quiser dentro do itinerário previsto para nenhum turista botar defeito. Ah…enquanto você está no ônibus, você pode usar o audioguia que recebe ao entrar e ouvir as histórias e curiosidades de cada uma das atrações. Super indicado para o turista que tem pouco tempo, quer mais conforto, não tem um guia contratado nem um carro alugado. Vale muito à pena.

Em Malta, há ônibus turísticos que circulam por duas rotas na ilha principal (uma para o norte e outra para o sul) e uma rota na ilha de Gozo. Você pode trocar de rota nos pontos de intersecção. O passeio é oferecido por vendedores espalhados pelos pontos mais turísticos de Malta: Republica Street de Valletta, Spinola Bay (St. Julian), porto de Cirkewwa, Blue Grotto, calçadão de Sliema, porto de Gozo.

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PISCINAS NATURAIS PELO CALÇADÃO DE SLIEMA, PERTO DO BAR SURFSIDE – MALTA

A rota norte para no porto de Valletta, Sliema, St. Julian, Mdina, a igreja de Mosta e de Mgarr, Golden Bay, Aquário Nacional, centro de Bugibba, Marine Park. Confira mais do itinerário aqui.

A rota sul para na Blue Grotto, Marsaxlokk, caverna de Ghar Dalam, templos de Mnajdra e Hagar Qim. Para mais pontos do itinerário clique neste link.

As horas de saída de cada ponto, de cada rota, você descobre clicando no link “Timetable” acessando aqui.

Há diferentes combinações de passeios e, assim, de preços. Você pode comprar seu pacote para um dia em Malta (valor aproximado de 20 euros); 1 dia em Malta + passeio de barco saindo do porto de Valletta (cerca de 33 euros); 2 dois dias (valor aproximado de 37 euros); ou mesmo para dois dias e outro para o passeio por Gozo (aproximadamente, 60 euros). Lembrando que o preço cai quase pela metade para o ingresso de crianças. Os valores atualizados você confere no site.

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COMINO – MALTA

Barco – como não há pontes entre as ilhas do arquipélago, as embarcações motorizadas – ferries, balsas ou lanchas – são a única maneira de deslocar-se até Comino (onde fica a Blue Lagoon) e até Gozo (onde fica a Citadela, Xlendi, a igreja Ta’ Pinu, a Inland Sea, Ramla, penhascos e onde ficava a Azure Window).

A travessia para essas ilhas sai do porto de Cirkewwa, no extremo norte da ilha de Malta (a maior do arquipélago), que é bem servido de ônibus: linhas 41, 42, 101, 221, 222, N11 X1 – parada Cirkewwa 1, a última.

Não faltam agentes de turismo vendendo bônus aos passeios de barco no terminal e em vários outros pontos de Malta. Pechinche e veja qual inclui mais vantagens. Como dissemos, trata-se de bônus (hop-on hop-off, paradas em cavernas, almoço incluído), mas a compra do passeio de barco deve ser feita dentro do terminal de Cirkewwa. A travessia até Comino é feita em barcos menores; até Gozo, são navios que levam até carros.

Confira aqui os preços, horários e outras informações para a travessia até Gozo; e aqui os preços e horários para Comino.

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PELO CALÇADÃO DE ST. JULIAN RUMO A SLIEMA – MALTA

O passeio de barco também é uma alternativa romântica e diferente para circular dentro da ilha principal de Malta. Os luzzu ou djhajsa são os barcos coloridos típicos do país e cobram preços muitas vezes mais barato que táxi e pouco acima do cobrado nos ônibus. Vale à pena seguir em um deles ou em alguma balsa/ferry para quem deseja atravessar a região de St. Julian e Sliema em direção a Valletta (terminal de ferries fica perto do Cassino de Sliema) ou para quem pretende sair da capital até as Três Cidades do outro lado do Grand Harbour (terminal de ferries fica perto do Upper Barrakka Gardens e mais ainda do Vilhena Garden; ônibus que param perto: linha 130 – parada Waterfront ou Pinto, linhas 122 e 133 – parada Polyclinic).

Táxi – recomendados para quem está apressado ou tem pouco tempo para chegar a alguma lugar; chega ou volta à noite pelo aeroporto do país com muitas malas; e para quem pode dividir a corrida com outras pessoas. Também é útil para quem quer circular entre St. Julian, Sliema e Valletta.

Alguns exemplos de preços estimados das corridas de táxi mais comuns em Malta:

  • St. Julian’s/Sliema – Valletta €13
  • St. Julian’s/Sliema – Mellieha €27
  • St. Julian’s/Sliema – Bugibba €15
  • St. Julian’s/Sliema – Cirkewwa (Gozo Ferry) €27
  • Mellieha – Bugibba €19
  • Mellieha – Valletta €28
  • Mellieha – Cirkewwa (Gozo Ferry) €16
  • Bugibba – Valletta €19
  • Bugibba – Cirkewwa (Gozo Ferry) €19

Se for pegar um táxi em um local que não seja do balcão da cooperativa do aeroporto, combine o preço antes de entrar nele.

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UPPER BARRAKKA GARDENS – VALLETTA, MALTA

CULINÁRIA LOCAL

Carne de coelho (fenek), cordeiro e pescados deliciosos não podem faltar em pelo menos uma das refeições que você fizer por lá. O coelho assado ou com molho de vinho tinto é um dos pratos típicos mais indicados no país, tudo isso cozinhado sob a técnica “kenur”, que consiste em aquecer a comida depositada em panelas de barro ou vasilhas sobre uma pedra quente até a hora de servir.

Outros pratos típicos lá: Maltese Platter e Bragjoli. O primeiro consiste em salsichas locais (grossas e curtas com carne de porco, principalmente) servidos com purê de feijão. Já o segundo é um enroladinho de carne recheado com queijo e presunto e preparado no próprio molho da carne, que deixa o prato bem suculento e temperado.

Lá também se come ótimas massas e risotos, normalmente servidos com molho de tomate, alho, azeite e queijos locais (como o Gbejniet – queijo de cabra cortado em rodelas).

Ainda entre os pratos típicos, listamos entre as entradas mais comuns: Hobza (pão com tomate e azeite, normalmente servidos com algum queijo típico); pastizzi (uma versão de croissant ou biscoito salgado folheado com o recheio de queijo ou ervilha); sopa tal-armala (com queijo de ovelha/cabra, tomates e outros legumes); aljotta (caldo de peixe, alho e tomate); Tal-Lampuki (torta salgada preparada com avelãs, passas, azeitonas, vegetais e um peixe específico que é pescado entre setembro e novembro);

Outras boas opções: Timpana (penne com molho de tomate maltês, carne de porco e de boi, bacon cobertos por uma crosta feita de ovos e queijo); Vermicelli (uma espécie de omelete de espaguete, temperada com sal, pimenta e queijo ralado). Para os vegetarianos, a dica é a Minestra (sopa de legumes servida com molho de tomate maltês).

A sobremesa local mais famosa é a Imqaret, que é um biscoito frito com massa açucarada e recheado de tâmaras. Peça também o Quabbajt, feito com mel e amêndoas.

Entre as comidas exóticas que se encontram por lá: bebbux (caracóis fritos), carne de cavalo (normalmente servida um pouco grelhada ou com vinho branco).

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SALADA COM CAMARÃO E KANI – BLUE LAGOON, COMINO, MALTA

RESTAURANTES

As melhores opções definitivamente ficam no calçadão entre a Spinola Bay (em St. Julian) até Sliema, em virtude da comida fresca, temperada, de linda apresentação e com uma vista espetacular para as construções e para o mar; e nas ruas de Valletta. A seguir, algumas sugestões bem avaliadas:

  • Salt & Pepper (nosso preferido em Malta; mesas montadas com muito bom gosto, plantas ornamentando o ambiente, aquecedores, garçons atenciosos, vista espetacular para o mar e para St. Julian, com comida deliciosa – seja coelho na brasa, espetos de carnes variadas, peixes e lulas incríveis e risotos muito bonitos);  fica na curva que liga a Spinola Bay à Ballutta’s Bay; ônibus que param perto: linhas 13, 13A, 14, 16, 110, 202, 212, 222, 225, 233, N13, X2 – parada Oliver;
  • The Avenue (ambiente simples e colorido, mas onde é servido um delicioso peito de pato – Duck breast); fica na Triq Gort, em St. Julian; ônibus que param perto: linhas 13, 13A, 14, 16, 110, 120, 121, 202, 212, 222, 225, 233 – parada Ross);
  • Vecchia Napoli (comida italiana excelente); fica na Tower Road, em Sliema; ônibus que param perto: 13, 13A, 14, 16, 110, 202, 212, 222, 225, 233, N13, X2);
  • Nenu The Artisan Baker (serve um coelho delicioso com diferentes acompanhamentos e ótimos vinhos); fica em Valletta; ônibus que param perto: linha 133 – parada Camarata, ou qualquer ônibus que vá até o terminal rodoviária da capital (linhas 1, 2, 71, 73, 82, 83, 88, 91, 13, 13A, 15);
  • D’Office Bistro (outro que adoramos; ambiente intimista que serve coelhos, peixes e risotos excelentes); fica na Archbishop Street ou Triq L-Arcisqof, em Valletta, ao lado do famoso restaurante Ambrosia; ônibus que param perto: linha 133 – parada Camarata ou Nawfragju, ou qualquer ônibus que vá até o terminal rodoviária da capital (linhas 1, 2, 71, 73, 82, 83, 88, 91, 13, 13A, 15);

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    PENHASCOS DE DWEJRA – PERTO DO INLAND SEA E DA ANTIGA AZURE WINDOW – GOZO

  • The Pulled Meat Company (sanduíches artesanais com deliciosos recheios, cervejas também artesanais e batatas fritas muito boas nesse street food com atendimento espetacular); fica em Valletta; ônibus que param perto: linha 133 – parada Kastilja, ou qualquer ônibus que vá até o terminal rodoviária da capital (linhas 1, 2, 71, 73, 82, 83, 88, 91, 13, 13A, 15);
  • Neptune’s Restaurant/Paul’s Seabreeze (massas, saladas e sanduíches naturais em um deck acima da piscina do clube Neptune, na Balluta’s Bay, pertinho da igreja de Nossa Senhora de Monte Carmelo); em St. Julian; ônibus que param perto: linhas 13, 13A, 14, 16, 110, 202, 212, 222, 225, 233, N13, TD1 – parada Balluta;
  • Ta’Kris (um dos preferidos dos nativos, em virtude do excelente preparo da carne de coelho, servido de várias formas e diferentes acompanhamentos); fica em Sliema; ônibus que param perto: linhas 13, 13A, 14, 15, 16, 202, 203, 212, 222, 225, 233, N13 – parada Ferries 5, ou linhas 21, 202, 203 – parada Ferries 1;
  • MedÁsia (comida asiática elaborada e drinks incríveis); fica no calçadão beira-mar de Sliema; ônibus que param perto: linhas 13, 13A, 14, 15, 16, 203, 233, N13, TD20, X2 – parada Bouverie;
  • San Giovanni (comida italiana em um ambiente bem intimista que lembra muito a Trastevere romana); fica na pracinha de San Gwann, em Valletta;  ônibus que param perto: linha 133 – parada Gang, ou qualquer ônibus que vá até o terminal rodoviária da capital (linhas 1, 2, 71, 73, 82, 83, 88, 91, 13, 13A, 15);
  • Fumia (pescados frescos e massas deliciosas no subsolo do Teatro Manoel, em um salão que lembra uma taverna medieval); fica em Valletta; linha 133 – parada Kristofru, ou qualquer ônibus que vá até o terminal rodoviária da capital (linhas 1, 2, 71, 73, 82, 83, 88, 91, 13, 13A, 15);
  • Barracuda (lindo ambiente interno e comida contemporânea marcam esse restaurante); fica na ponta da Balutta Bay, entre St. Julian e Sliema; ônibus que param perto: linhas 13, 13A, 14, 16, 110, 202, 212, 222, 225, 233, N13, TD11 – paradas Balluta ou Exiles;
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RISOTO COM MEXILHÕES – RESTAURANTE SALT & PEPPER – ST. JULIAN, MALTA

  • Il-Malti (comida típica maltesa preparada com técnicas contemporâneas; muito elogiado, sobretudo o polvo); fica na orla de Sliema; ônibus que param perto: linhas 13, 13A, 14, 15, 16, 203, 233, N13, TD20, X2 – parada Bouverie;
  • Caffe Cordina (um dos mais tradicionais em Malta; servindo salgados, doces e cafés, além de alguns belos pratos de mariscos e crustáceos); fica na Praça da República, na avenida principal de Valletta; ônibus que param perto: linha 133 – parada Kristofru ou Nawfragju, ou qualquer ônibus que vá até o terminal rodoviária da capital (linhas 1, 2, 71, 73, 82, 83, 88, 91, 13, 13A, 15)
  • Dinner in the sky (restaurante que consiste em uma plataforma içada por um guindaste, de onde é possível avistar boa parte de Malta bem do alto; LEVE AGASALHO se escolher este restaurante); fica na Golden Bay, parte noroeste da ilha principal; ônibus que param perto: linhas 101, 223, 225 – parada Riviera, ou linha 44 – parada Ghajn Tuffieha;

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Para sobremesas: Fontanella Tea Garden (deliciosas tortas e bolos, principalmente o de chocolate; destaque para a vista ampla e lindíssima a partir de seu terraço, fica na Bastion Street, em Mdina; ônibus que param perto: linhas 50, 51, 52, 53, 56, 109, 181, 182, 186, 201, 202, N12, X3 – parada L-Imdina ou Rabat 1 ou Rabat 4); Amorino (sorveteria italiana espetacular, famosa por vender sorvetes preparados no formato de pétalas de rosa; peça algum com macarron de caramelo; fica na avenida principal de Valletta; ônibus que param perto: linha 133 – parada Gang, ou qualquer ônibus que vá até o terminal rodoviária da capital – linhas 1, 2, 71, 73, 82, 83, 88, 91, 13, 13A, 15). Há também ótimas cafeterias espalhadas por Valletta e Sliema. Um lugar em que não tem como errar ao pedir um doce é o Costa Coffee, na Spinola Bay, Sliema e Valletta (simples, mas gostoso para um lanche rápido e para adoçar a vida).

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SORVETERIA AMORINO – REPUBLICA STREET – VALLETTA, MALTA

COMPRAS

Temperos, café, geleias, tecidos artesanais, porcelanas, vidros coloridos e souvenirs com alusão aos olhos das embarcações típicas e às armaduras dos cavaleiros templários são os itens mais vendidos nas ilhas de Malta.

A rua principal de Valletta (Triq-Ir Repubblikka ou Republica Street; destaque para o Savoy Arcade e para o shopping Embassy), a Triq Santa Lucija (também em Valleta) e os shoppings centers Plaza e The Point, em Sliema (bem perto do terminal de ferries que sai em direção à Valletta) são os locais mais fáceis para encontrar as marcas mais conhecidas.

Nas ruas da cidade de Sliema também é possível encontrar lojas de grifes famosas como Calvin Klein, Armani, Zara, Lacoste.

Querendo algo mais original, com a cara de Malta e fugindo um pouco das marcas internacionais, a dica fica para: o mercado de rua Il-Monti, na Triq ir-Merkanti (em Valletta); os famosos vidros coloridos produzidos e vendidos em Mdina e na Ta’Qali Crafts Village, em Attard (ambos no centro-oeste da ilha de Malta); as ruas dos arredores da Citadela de Gozo (especificamente em Victoria e Rabat, com destaque para o Arkadia e para o shopping Duke); o comércio ambulante de Marsaxlokk e as lojas em Fgura (que fica bem perto das Três Cidades, do outro lado do Grand Harbour).

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CAVERNA NO PASSEIO DA BLUE GROTTO – MALTA

VIDA NOTURNA

 

Para quem curte balada, o endereço certo é o Paceville, uma área mais jovem de St. Julian. Elas começam cedo (por volta de 23h), com muita gente já se concentrando no happy hour no Soho Lounge, no Qube e no Hugo’s Terrace para esquentar tomando algum drink. Por sua vez, se estendem até altas horas da madrugada, o que não é problema para quem volta a pé, já que o país inteiro é bem seguro. Outra coisa boa por lá é que, na maioria das casas noturnas, não se paga para entrar.

A seguir, algumas opções elogiadas por lá:

  • Level 22 Club (balada mais elitizada, com ótima música eletrônica no 22° andar do edifício Portomaso);
  • Ice Bar (também com público mais seletivo e paga para entrar; ambiente elogiado em que os sucessos do momento tocam o tempo todo);
  • Footloose (casa noturna bem descontraída com promoções de bebidas em diferentes dias da semana);
  • Native Bar (a favorita dos intercambistas; música latina e aula de salsa animam o espaço);
  • Qube (bar e balada com uma excelente variedade de vodkas aromatizadas);
  • Havana (predomina a música R&B e hip hop);
  • Axis (as músicas de sucesso do momento alternam com músicas House tocadas por algum DJ conhecido nesse clube, que tem uma área bem grande);
  • Plush (ambiente bonito, com lâmpadas vermelhas e ótima música).

Para chegar em qualquer uma desses lugares acima listados, os ônibus que param perto são os mesmos: linhas 14, 16, 110, 120, 121, 233, N11 (parada St. Giljian); linhas 13, 13A, 14, 16, 110, 120, 121, 202, 212, 222, 225, 233 (parada Ross). Evite ir de carro. A área é muito movimentada e estreita, o que dificulta bastante arrumar um lugar para estacionar.

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SPINOLA BAY, MALTA – DE NOITE A PAISAGEM PERTO DO GUINDASTE (PACEVILLE) FERVE

Vale acrescentar que as festas não rolam só em Paceville. Um dos pontos de encontro preferidos no verão de Malta é o Café del Mar (entrada paga), com sua super estrutura que inclui piscina gigante e vista para o por do sol, música excelente, povo arrumado em uma área enorme na cidade de Buggiba, em St. Paul’s Bay (ônibus que param perto: linha 45 – parada Ben, ou linhas 31, 48, 280 – parada Bugibba Bay 3).

Sliema ou a parte mais tranquila de St. Julian também são outros lugares indicados pela concentração de ótimos bares, pubs e baladas. Entre os mais frequentados:

  • Surfside (luzes coloridas, DJ de qualidade, estrutura incrível com espreguiçadeiras, puffs e sofás de frente para o mar e perto das termas romanas fazem desse um dos melhores locais para curtir o fim de tarde e emendar até altas horas);  ônibus que param perto – linhas 13, 13A, 14, 16, 21, 110, 202, 212, 222, 225, 233, N13 – parada Ghadir
  • Pier 90-91 Boat Bar (barco no píer que se converte em lugar com boas bebidas e música); ônibus que param perto:  linhas 13, 13A, 14, 16, 21, 110, 202, 212, 222, 225, 233, N13 – parada Ferries 5, ou linhas 21, 202 e 203 – parada Ferries 1;
  • Sugar Lounge;
  • One38 Lounge;
  • Cork’s Bar (ônibus que param perto: linhas 22, 24, 35,  203 – parada Mrabat);
  • The Jack of All Trades. (ônibus que param perto: linhas 22, 24, 35,  203 – parada Mrabat)

Outras festas super indicadas são as que rolam ao ar livre, em um espaço gigante no interior da ilha. As mais famosas são a Numero Uno (acontece só no verão; vários ambientes que tocam rock alternativo, hits do momento e R&B; fica perto do Ta’Qali Crafts Village; ônibus que param perto: linhas 56, 186, 202, TD20 – paradas Hgieg, ou Stadium, ou linhas 109, 181, 182, 186, 202 – parada Qali 4, ou linhas 50, 51, 52, 53, 56, X3 – parada Qali 2) e a Gianpula (complexo enorme, com piscinas, vários bares, lindos jardins e ambientes diferentes para cada estilo de música, com destaque para trance, hip hop e R&B; fica perto de Rabat e Mdina, na parte oeste de Malta; abre sexta e sábado; ônibus que param mais perto, mas não é muito próximo: linha 61 – paradas Kandlora ou Gimach, ou linhas 53 e 181 – parada Caruana, ou linhas 51, 52, 56, 181, 201 – parada Ferris; chegue em Mdina e pegue um táxi até lá).

Ainda rolam também festas famosas para marcar o início do verão como o Lovesexy Beach Festival (local itinerante) e o The Armier Beach Party (na praia Little Armier, na ponta nordeste da ilha maior de Malta; ônibus que para perto: linha 49 – parada Armier, ou um pouco mais distante – linhas 41, 42, 101, 221, 222, N11, X1 – parada Ahrax).

Além disso, a vida noturna de Malta não se resume às baladas. Consulte a programação de shows (populares e clássicos) do belo Teatro Salesiano, em Sliema (ônibus que param perto: linhas 21, 110 – parada Howard, ou linhas 13, 13A, 14, 16, 202, 212, 222, 225, 233, N13). Outro lugar mais relaxante: vinheria Ta’Bajri, também em Sliema.

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RESTAURANTE SALT & PEPPER – MALTA

Em Valletta, os bares e pubs são bem mais tranquilos e muitos têm mesas montadas na rua, o que, com a iluminação romântica, torna muito agradável a noite. Destaque neste quesito para o ótimo The Bridge Bar (excelente jazz, luz baixa, ótimos pratos e bebidas de qualidade, na Liesse Il-Belt). Em Valletta, também acontecem manifestações culturais para quem quer fugir de festas eletrônicas. A dica é acessar a programação do Mediterranean Conference Centre (ônibus que param perto: linha 133 – parada Camarata; do St. James Cavalier (ônibus que para perto: linha 133 – parada Gang) ou do Teatro Manoel (ônibus que para perto: linha 133 – parada Kristofru). Para qualquer dessas opções em Valletta, é possível ir por qualquer ônibus que pare no terminal rodoviário da capital: linhas 1, 2, 71, 73, 82, 83, 88, 91, 13, 13A, 15.

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ÁREA DO HISTÓRICO BRIDGE BAR – VALLETTA, MALTA

NOSSA EXPERIÊNCIA

Fomos a Malta no começo de junho de 2017. Muitos turistas nas ruas e muitos nativos também, em virtude de termos ido na época da vitória do primeiro-ministro, o que levou muitos simpatizantes para festas em carreatas.

Ficamos lá por 3 dias e meio, hospedados em um quarto de uma casa em Spinola Bay que alugamos pelo Airbnb (localização espetacular na parte tranquila de St. Julian, bem perto dos restaurantes da baía, quarto simples e bacana, anfitriões tranquilos que quase não víamos).

Só choveu em uma manhã, o resto do tempo foi de sol forte e temperatura quente suportável.

Caminhamos bastante por St. Julian, pelo calçadão de Sliema voltado para St. Julian e pelas ruas de Valletta. Todos os demais deslocamentos foram feitos de ônibus, inclusive para ir do aeroporto e do porto e voltar para eles (gostamos bastante do transporte público, embora demorasse em alguns pontos e estivesse quase sempre lotado).

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IGREJA DE SÃO JOÃO BATISTA EM XEWKIJA – GOZO, MALTA

Nossa programação e, assim, sugestão de roteiro foi a seguinte:

Primeiro dia completo – como foi dia de sol, acordamos cedo e fomos para Blue Lagoon, em Comino, no primeiro barco. Pegamos o mar mais bonito do arquipélago só para a gente, praticamente. Lugar lindíssimo. Almoçamos por lá e gostamos demais do preço e da vibe do lugar. O barco volta passando perto das cavernas que se formam das grandes massas de rocha na água. Incrível. Voltamos e fomos até Valletta, caminhando pelas ruas principais e suas ladeiras transversais. A capital também é espetacular. Gostamos principalmente do Upper Barrakka Gardens e do Lower Barrakka Gardens (o por do sol lá é lindo), do Bridge Bar, da Republica Street e da região próxima à Igreja dos Carmelitas.

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PARTE DA BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

Segundo dia completo – fomos até a Blue Grotto. Vimos ela de cima e fizemos o passeio de barco passando por ela e outras mini grutas. Descemos rapidamente em Mdina e Rabat, seguimos para a Golden Bay (cheio de gente e com cor do mar não tão bonita). Depois fomos à Popeye Village. Lugar bonito para uma parada rápida. Ficamos um tempo na praia de Mellieha e voltamos de ônibus até Spinola Bay. Por lá, caminhamos bastante pelo calçadão até Sliema. Foi uma das coisas mais legais que fizemos em Malta. Lugar agradabilíssimo com muitos restaurantes, bares com música, parques, termas romanas (piscinas naturais formadas pelo recorte na pedra do mar), hotéis, tudo isso do lado do mar. Muito lindo. Ficamos a noite toda por lá, descobrindo coisas legais por perto.

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PASSEIO PELA BLUE GROTTO – MALTA

Terceiro dia completo – com tempo chuvoso, fomos de ônibus até o porto de Cirkewwa, onde pegamos um ferry gigante (se aquilo ali não é um navio) para a ilha de Gozo. Achamos sensacional andar por lá. É uma ilha mais bucólica, menos cheia de turistas, mais bem cuidada, sem tantos prédios em construção, com casas mais bem cuidadas e lindas praias e monumentos. Lá fizemos a volta pelas atrações principais através do ônibus hop-on hop-off. Gostamos principalmente da Citadela e arredores de Victoria e da baía de Xlendi. Voltamos no fim da tarde para a ilha de Malta e caminhamos pelo calçadão entre St. Julian e Sliema, parando para ver o por do sol e jantar no restaurante que achamos mais simpático na volta que demos no dia anterior: o Salt & Pepper. Comida deliciosa e ambiente incrível, em um nível mais baixo que o da orla, de frente para o mar e com vista para a cidade de St. Julian se iluminando.

Quarto dia – aproveitamos a manhã nas ruas de Valletta, entramos na lindíssima Co-Catedral de São João, compramos nossas lembrancinhas no comércio da rua principal (Triq-ir Repubblikka) e fomos para o aeroporto para seguir viagem rumo a Milão.

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BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

Pontos negativos: O transporte público demora para passar (embora sirva a todos os lugares de interesse, seja barato e seja muito mais tranquilo), tem muitas obras em construções e guindastes espalhados pela ilha principal e a quantidade gigante de turistas, principalmente na Blue Lagoon e em St. Julian (aí temos nossa parcela de culpa).

Pontos positivos: O resto. E é muita coisa. Logo ao chegar, nossa sincera opinião, é que Malta tem uma paisagem urbana decepcionante. Como dissemos acima, há muitos edifícios sendo erguidos, muitos guindastes, muito prédio com cara de abandonado, lojinhas com aspecto mal cuidado. Todavia, apesar de não ter o charme das construções de Santorini e Mykonos, as praias são mais espetaculares do que a das citadas ilhas gregas, e as orlas de St. Julian, Sliema e as ruas de Valletta são absurdamente deliciosas de caminhar. O que mais gostamos: Blue Lagoon, Blue Grotto, Valletta (principalmente Upper Barrakka Gardens e Republica Street, calçadão de Sliema).

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DENTRO DAS MURALHAS DA CIDADELA DE VICTORIA – GOZO, MALTA

Quando você se adapta àquele ambiente que lembra em muito a cor das contruções do Oriente Médio (amarelo claro e dourado), você se apaixona. O verbo é esse mesmo. Você se sente parte do lugar, querendo ficar ali, querendo ficar correndo no calçadão das cidades principais junto com os moradores, ou parando para comprar e ficar conversando com os nativos nas padarias de Mosta, St. Pawl, tomando banho de mar na Mellieha Bay. Cavernas na água, mar azul e verde transparente, lindíssimas igrejas, povo simpático, gastronomia espetacular; todas essas riquezas imateriais vão cativando a gente de uma maneira muito profunda. A cor dos monumentos também impressiona. Diferente do que se vê na arquitetura ocidental, o creme e o amarelo indo para o dourado na maioria das construções, com cabines telefônicas vermelhas trazidas dos colonizadores ingleses, tornam ainda mais bonita a paisagem do arquipélago mediterrâneo.

A impressão inicial melhora muito com o passar dos dias e você tem vontade de ficar mais lá, conhecer mais a cultura e a história incomparável e riquísisma de Malta. Vá e sinta o mesmo, deixe-se conquistar pelo país perfeito, mesmo e também por causa de suas aparentes falhas urbanas. Sair de lá é difícil e emociona. Lugar incrível. Adoramos e percebemos que é um destino ideal para a) quem vai em casal; b) quem quer festa e deseja se aventurar sozinho; c) para quem uma aula in loco da nata da História.

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INLAND SEA – GOZO, MALTA

DICAS

⇒ Leve o protetor solar, um chapéu/boné e um calçado baixo confortável (de preferência um alpergata ou uma croc’s para quem pretende se aventurar pelas praias de pedras). O sol lá é muito forte.

⇒ Alugue um carro pela Rentcars ou ao chegar ao aeroporto. Essa é a melhor forma de se deslocar por lá e otimizar seu tempo, conhecendo o máximo de atrações possíveis em menos dias.

⇒ Reserve seu primeiro dia de sol para ir a Blue Lagoon, a melhor praia do país. Lá não deixe de provar as saladas ou sanduíches naturais e os drinks espetaculares. Outros passeios imperdíveis: caminhada pelo calçadão de Sliema (não deixe de caminhar no trecho com vista para Valletta); passeio pelas ruas da capital (principalmente na avenida principal e no Upper Barrakka Gardens); e Blue Grotto.

⇒ Se preferir ir no super útil ônibus hop-on hop-off (City sightseeing), suba no que faz a rota sul, descendo apenas na Blue Grotto e em Marsaxlokk. Visto isso, mude para a rota norte – que é mais completa de boas atrações – e curta o resto do tour parando onde você mais gostar.

⇒ Não deixe de ir à Mdina ou à Citadela de Gozo. A sensação de estar em uma dessas mini cidades amuralhadas é diferente de qualquer lugar no arquipélago.

⇒ Evite ir para Golden Bay. Apesar de ter uma boa fama por lá, a praia não é bonita e é muito cheia. Prefira ir à praia de Mellieha ou à Paradise Bay.

⇒ Ficamos hospedados em Spinola, na área tranquila de St. Julian. É um ótimo lugar para ficar, mas as áreas que achamos mais “completas” são Sliema e Valletta, a primeira por ficar no meio do caminho entre o burburinho noturno e as atrações da capital; a segunda pela beleza de suas ruas e pela facilidade do transporte público. A partir delas é tranquilamente possível pegar um táxi ou ônibus para curtir a noite de Paceville, além de contar com uma vibe mais sossegada que sua vizinha.

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TRECHO MENOS VISITADO DA BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

CURIOSIDADES

→ Malta é um arquipélago histórico. Há restos de templos megalíticos por suas ilhas, que indicam a presença humana do período neolótico datados de 5.000 anos A.C.

→ A cruz de Malta é um dos símbolos mais famosos do país, e faz parte de sua bandeira e decora vários souvenirs vendidos por lá. Trata-se de uma cruz com 4 Vs simétricos com um ponto de contato em seu vértice (também conhecida como a cruz de 8 pontas), com design inspirado na cruz usada pelos cavaleiros templários da Ordem dos Hospitalários de São João na Primeira Cruzada, para representar as oito obrigações que os cavaleiros deveriam ter ou simbolizando as oito terras de origem dos cavaleiros. Seus primeiros registros em Malta datam da segunda metade do século XVI (1567), tendo estampado as moedas de cobre do Grão-Mestre Jean Parisot de la Vallette.

→ O cão maltês é uma espécie de cachorro doméstico muito comum  no mundo. De acordo com uma das versões sobre sua origem, essa raça foi levada até Malta pelos fenícios vindos da Ásia, e seguiu um destino diferente de várias raças de cachorro. Enquanto que a maioria das espécies caninas eram comercializadas pelos fenícios vindos da Ásia para a Europa, os cachorros malteses ficaram isolados por um bom tempo no arquipélago tratado nesse post, sendo por isso considerada por muitos como originária de Malta mesmo. Esta raça passou com o tempo a ser utilizada como moeda de troca pelos comerciantes e muitos atribuíam a seu pelo um poder curativo. Seus primeiros registros na Europa datam do século XV, ganhando destaque somente quando um maltês foi visto e retratado como companhia da Rainha Maria Stuart da Escócia, momento a partir do qual popularizou-se na alta sociedade inglesa e, em seguida, da Europa continental.

→ Na rua Triq Il-Merkanti, em Valletta, você encontra a casa onde Napoleão Bonaparte supostamente viveu alguns anos. É sensacional andar pela capital de um país exótico no meio do Mar Mediterrâneo e parar diante da casa de um dos maiores conquistadores da história. Fica perto do Upper Barrakka Gardens.

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SAUDADE DO POR DO SOL VISTO DO UPPER BARRAKKA GARDENS – VALLETTA, MALTA

→ O arquipélago é de solo completamente rochoso e plano (em cima de falésias, importante lembrar). Não há rios, montanhas nem florestas no país.

→ Só virou um país independente em 1964. A última colonização foi liderada pela Inglaterra. Transformou-se em uma república parlamentarista em 1974.

→ Apesar de minúsculo, é um dos países com maior variedade de produtos artesanais da Europa.

→ É adorado pelas produtoras de TV e de cinema. Lá é filmado muitos capítulos da série Game of Thrones. Também serviu de cenário para cenas de Capitão Phillips, Troia e Gladiador, além do já citado filme de Popeye.

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VISTA A PARTIR DA CIDADELA DE VICTORIA – GOZO, MALTA

→ A capital maltesa, Valletta, é a primeira cidade planejada europeia, desenhada em 1565 pela Ordem de São João e é a recordista na velocidade de crescimento urbano do mundo.

→ Valletta também foi eleita a Capital Cultural da Europa de 2018. Ela é tombada como patrimônio mundial da humanidade pela Unesco (junto com os templos megalíticos de 5.000 A.C. e o Hipogeu de Hal Saflieni).

SEGURO VIAGEM

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POR DENTRO DE UMA DAS CAVERNAS NO PASSEIO PELA BLUE GROTTO – MALTA

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VISTA DE GOZO A PARTIR DE COMINO – MALTA

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UPPER BARRAKKA GARDENS – VALLETTA, MALTA

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BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

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SORVETE EM FORMA DE FLOR NA AMORINO – VALLETTA, MALTA

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BLUE LAGOON – COMINO, MALTA

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CAMINHO ENTRE ST. JULIAN E SLIEMA – MALTA

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BLUE GROTTO – MALTA

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PELAS RUAS DE VICTORIA – GOZO, MALTA

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