COPENHAGUE

A Dinamarca é membro da União Europeia, com moeda própria e conhecido por fazer parte da Escandinávia juntamente com a Suécia e a Noruega (em sentido amplo, também a Finlândia, Ilhas Faroe e a Islândia). Um país pequeno e muito atraente!

A capital do país, Copenhague, é com certeza um lugar que merece sua visita. Canais, modernidade, muitas cores, cultura, arte, parques e animação. É verdade que, conforme as estações do ano, a cidade muda bastante, mas, no geral, o lugar garante tudo isso e muito mais. Como vai perceber durante o post, o destino é um dos nossos preferidos e foi uma excelente surpresa de viagem.

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CASTELO E PARQUE DE ROSENBORG – COPENHAGUE, DINAMARCA

COMO CHEGAR

De avião, carro ou embarcação.

Avião – Ainda não existe opção de voo direto do Brasil para Dinamarca.

Mas na Europa, diversas empresas, inclusive as de baixo custo, operam voos para a capital dinamarquesa. A companhia aérea mais comum para Copenhague é a SAS (Scandinavian Airlines). Há também voos da KLM, TAP, Air France, Swiss, Lufthansa, Iberia, Aeroflot para lá. As companhias Norwegian Air, Iberia Express, Brussels Airlines e Air Baltic são as mais baratas que encontramos até o destino tratado nesse post.

Entre as grandes cidades que operam voos diretos para Copenhague (e que você pode aproveitar para fazer um stopover ou ficar alguns dias passeando), destacamos: Paris, Londres, Lisboa, Madri, Roma, Frankfurt, Amsterdã, entre outras.

Para ter noção da duração do seu voo, o voo São Paulo-Lisboa dura em média 10  horas e de Lisboa para Copenhague, 3h40.

Carro – Para quem curte uma aventura e dispõe de mais tempo, é possível chegar de carro até Copenhague pela Europa Continental ou vindo da Suécia.

Se vier de Hamburgo, na Alemanha, a rota a percorrer será pelas estradas 7 (território alemão),  E45 (até pouco depois da cidade de Kolding, já na Dinamarca) e E20 (passando pelas cidades Middelfart, Nyborg, Slagelse, Ringsted, Karlslunde), e mais perto da região metropolitana, deve-se pegar as estradas 21 e O2.

Para quem pretende fazer uma viagem de carro passando pelos encantos naturais da Escandinávia, a melhor opção é alugar um carro em Estocolmo, Gotemburgo ou (bem mais perto) em Malmo e seguir rumo ao sudoeste, passando pela E4 (principalmente, para quem parte da capital sueca), E6 (para quem vem de Gotemburgo) e, necessariamente, pela E20.

Embarcação – Além disso, por situar-se em uma ilha, também é perfeitamente possível chegar de ferry ou cruzeiro em Copenhague. Os portos de embarque mais comuns ficam na Alemanha (Warnemunde e Kiel), Bélgica (Zeebrugge), Suécia, Noruega (Bergen) e Estônia (Tallinn). Consulte o site 123Cruzeiros para ver a opção que inclui o melhor roteiro náutico envolvendo Copenhague ou então as companhias MSC, Costa e Norwegian Cruise Line – as mais respeitadas nesse quesito.

QUANDO IR

Entre maio e setembro, por ser o período em que os dias são mais longos e a temperatura ser suportável na cidade. É nessa época que a cidade fica mais vibrante, a população sai de casa para aproveitar as áreas comuns, como parques e praças; ocorrem muitas atividades, festas e encontros. Vale também pela aparente mudança de humor: os nativos ficam mais felizes com o sol na região. rs

Julho e agosto são os meses mais animados e quentes, com temperaturas máximas em torno de 20°C e a maior quantidade de festivais. A ressalva é que há mais turistas nessa época – embora Copenhague não seja ainda um polo turístico como Paris, Londres, Roma, Lisboa e Barcelona (vale deixar claro) – e os preços acabam ficando mais elevados. Outra ressalva é que agosto é, estatisticamente, o mês mais chuvoso do ano por lá.

Por conta disso, dentro do período mencionado, sugerimos a viagem a Copenhague no final de maio, em setembro e em junho, respectivamente. A temperatura é boa, os dias são predominantemente ensolarados e o risco de chuva é menor, com muita festa bacana acontecendo na cidade.

Mas, se você vai encarar o inverno, o mês mais frio é fevereiro, com temperaturas mínimas de -2ºC. Sim! Temperatura negativa, e sensação térmica mais fria ainda por ser uma cidade insular. Prepare-se bastante para essa visita. De dezembro a março, o frio também é forte. Novembro e abril são meses de transição.

Acesse aqui para conferir em um site especializado as temperaturas médias em cada mês e o índice de chuva.

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FONTE DO AMALIEHAVEN E, AO FUNDO, IGREJA DE MÁRMORE – COPENHAGUE, DINAMARCA

VISTO

Não é necessário para brasileiros que pretendem ficar na Dinamarca por até 90 dias, a contar da data da entrada no país (Tratado de Schengen).

Não esqueça de levar um passaporte válido por 6 meses a contar do seu ingresso na Dinamarca, a passagem de volta e um seguro de saúde aceito previsto no tratado de Schengen (é o mais comum na Europa).

Para mais informações, acesse o site da representação diplomática dinamarquesa neste link.

FUSO HORÁRIO

Entre novembro e março, GMT+1. Isso significa que, nesse período, o horário de Copenhague está quatro horas mais adiantado que o horário oficial brasileiro.

Todavia, entre o último domingo de março até o último domingo de outubro (horário de verão deles), o fuso de lá é o GMT +2. Assim, nesse meses, a diferença fica de 5 horas.

Em outras palavras, quando em Brasília são 10h30 da manhã, em Copenhague são 14h30 (entre novembro e março) e são 15h30 (entre o finzinho de março e o finzinho de outubro).

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CANAL PERTO DA IGREJA DE NOSSO SALVADOR – ZONA LESTE DE COPENHAGUE, DINAMARCA

MOEDA

A moeda local é a coroa dinamarquesa (DKK). Se você quiser saber a cotação atualizada da moeda, clique aqui, para ser direcionado para o conversor do Banco Central do Brasil. Você pode sair do Brasil com euro ou dólar e fazer o câmbio facilmente no país. Você não terá dificuldade para encontrar casas de câmbio no aeroporto ou no centro da cidade.

Os pontos mais comuns de casas de câmbio na cidade: perto do Nyhavn; da estação de ônibus e metrô Norreport; e pelas ruas comerciais Stroget e Lille Kongensgade.

IDIOMA

O dinamarquês é o idioma oficial, mas não se preocupe, o ensino lá é bilíngue. O inglês é falado e facilmente compreendido pela maior parte dos habitantes.

QUANTO TEMPO FICAR

3 dias, no mínimo. Não por tantas atrações que exijam muitos dias, mas por ser uma cidade extremamente agradável e com boas opções para “passar tempo” em caminhadas tranquilas ou em bares, restaurantes e parques.

COMO SAIR DO AEROPORTO

O aeroporto fica em Kastrup (a 8 km do centro da capital) e é espetacular, com tudo muito bem sinalizado e acessível, além de contar com vários guichês de informação e funcionários com coletes específicos (muitos deles idosos) dispostos a ajudar. Não é à toa que é considerado um dos 10 melhores aeroportos do mundo pela Forbes.

Para sair dele: carro alugado (locadoras: Avis, Hertz, Europcar, Sixt no terminal 3, que é internacional; alugue antecipadamente pela Rentcars), táxi (mais indicado para quem vem com muitas malas; quem pode dividir a corrida com outros passageiros; e para quem chega tarde da noite ou de madrugada; as cooperativas autorizadas costumam ficar no saguão de desembarque, principalmente no Terminal 3; o percurso dura 15 a 20 minutos até o centro; custa entre 200 e 250 coroas dinamarquesas para chegar no centro) ônibus (linhas da empresa Movia; destaque para a linha 5A, que leva à estação central e também passa por Nørreport, as linhas 35 e 36; há paradas de ônibus de frente para os acessos do aeroporto; custa cerca de 40 DKK; o percurso é feito entre 40 e 50 minutos até o centro) e, principalmente, trem ou metrô.

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CANAL NYHAVN – COPENHAGUE, DINAMARCA

A forma mais recomendada é sair de metrô, por ser barata, rápida (cerca de 15 minutos até o centro da cidade) e pontual. O metrô sai do Terminal 3 do aeroporto e a passagem mais básica também custa em torno de 40 DKK por adulto até o centro da capital (Zona 1), variando esse preço a depender do horário em que se compra. Todos os metrôs que saem do aeroporto seguem no sentido Vanløse Station; isso significa que você pode subir em qualquer um para ir ao centro da cidade, não tem como errar.

Os tickets devem ser comprados em máquinas automáticas espalhadas pelo aeroporto, inclusive na seção das esteiras rolantes onde você pega as malas despachadas. Essas máquinas são multilíngues (incluindo o inglês), autoexplicativas e contam com o auxílio de funcionários do aeroporto que organizam as filas de compras e tiram as dúvidas.

As etapas da compra consistem na quantidade de ingressos a serem comprados; na região em que você pretende descer (Zone Ticket; o centro da cidade fica na Zona 1); e no pagamento, que pode ser feito em cartão (de preferência Visa ou Master) ou moeda; não aceitam cédulas.

Durante a compra, você pode escolher diferentes tipos de passagens: a avulsa, já mencionada; a do City Pass (com viagens ilimitadas por qualquer transporte público da cidade e arredores, com preços que variam a depender se você quiser essa facilidade por 24 horas ou por 72 horas); e a do Copenhagen Card (transporte público ilimitado + entrada em mais de 70 museus e pontos turísticos pagos; preços variáveis para quem quer usar esse benefício em 24h, 48h ou 72h)

Depois de pago, o bilhete é impresso na hora. Siga as placas “Tog og Metro” (“Train and Metro”) e guarde os bilhetes. Não há catracas para validação, mas às vezes aparecem fiscais que consultam se você está com o ticket ou se entrou sem pagar.

O metrô do aeroporto ao centro percorre a linha 2 (Lufthaven). As melhores estações para descer no centro de Copenhague são a Norreport (com conexão para o terminal ferroviário central “Kobenhavn H”) e a Kongens Nytorv.

O trem é outra boa opção, principalmente para quem deseja ficar nos hostels perto da estação ferroviária central (Kobehavn H). Para chegar nela, que fica ao lado dos jardins do parque de diversões Tivoli e bem perto da Prefeitura (City Hall), basta pegar o trem no andar abaixo da escada rolante que leva até o metrô, também no Terminal 3. A passagem é comprada nas máquinas que ficam no local de saída do trem e em guichês da DSB (companhia responsável pelos trens), também no Terminal 3. O valor cobrado é o mesmo do metrô pelo fato de o transporte público da cidade ser unificado. Também é só possível pagar por cartão ou moedas (cédulas não). Guarde o bilhete.

* Para maior comodidade, também há transfers em carros privativos ou vans que buscam você no saguão de desembarque e te levam até o seu hotel. Se essa for a sua preferência, acesse o link.

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IGREJA ORTODOXA – COPENHAGUE, DINAMARCA

HOSPEDAGEM

Foi um ponto complicado em nossa programação de viagem, os valores estavam bastante acima do que costumamos encontrar em outras cidades europeias. Mas calma, é um destino sim possível para todos os bolsos. Tivemos uma excelente experiência com o Air Bnb e aqui indicaremos.

Pra começar, é sempre importante saber sobre a localização da escolha de hospedagem. Como sempre dissemos, muitas vezes é mais cômodo e barato (em virtude de deslocamentos adicionais) encontrar uma opção próxima aos pontos que pretende conhecer. Nesse caso, a referência é o Nyhavn, o Castelo Rosenborg ou o Palácio de Christianborg! rs

Separamos opções bem localizadas que separamos em 3 faixas logo abaixo.

Hospedagens de padrão mais elevado:

  • Copenhagen Admiral Hotel (localização perfeita entre o Nyhavn e a rua comercial Stroget);
  • First Hotel Twentyseven (perto do parque Tivoli e da estação central; a 300m da rua de compras Stroget);
  • Hotel d’Angleterre (tradicionalíssimo entre os luxuosos; fica bem localizado, colado à avenida Stroget e de frente para o Nyhavn).

Hospedagem de médio padrão:

  • Hotel Ansgar (a menos de 5 minutos de caminhada até a estação central e bem perto da rua Stroget; três estrelas bem avaliado);
  • Ibsens Hotel (fica próximo ao Jardim Botânico e a menos de 1 km da estação Nørreport, além de ser perto do mercado Torvehallerne);
  • Avenue Hotel Copenhagen (pertinho da estação de metrô Forum, linhas M1 e M2).

Hospedagens mais econômicas:

  • Copenhagen Backpackers Hostel (albergue pertinho da estação central, do parque Tivoli e do Palácio de Christianborg; o mais barato que encontramos);
  • City Hotel Nebo (de frente para a estação central de trens);
  • B&B Bonvie (preço baixo para padrões dinamarqueses, fica colado a rua de compras Stroget e perto das atrações mais famosas da parte ocidental da cidade);
  • Best Western Plus Hotel City Copenhagen (ótimo custo-benefício, sobretudo em virtude sua localização privilegiada, próxima ao centro turístico e a estação de metrô)

Para mais alternativas, acesse o Booking, Trivago ou Tripadvisor. Caso queira alugar um quarto, uma casa ou um apartamento, conversando e tirando suas dúvidas diretamente com o proprietário, consulte o Airbnb (achamos um excelente por este site bem perto da estação Norreport, muito bem localizado – pertencia a Jonas e Guillaume).

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PRÉDIOS BONITOS, BICICLETAS E RUAS LIMPAS – COPENHAGUE, DINAMARCA

O QUE CONHECER

Nyhavn – Ponto mais famoso, colorido e fotografado da cidade. Um canal de estilo holandês e também porto para pequenas embarcações, repleto de construções coloridas encantadoras, bares e restaurantes que concentram bastante gente. Um bom lugar para final de tarde, jantares animados ou românticos (opções para todos). De lá partem passeios de barco.

Seu nome significa “porto novo”. Foi escavado entre 1671 e 1673, a mando do rei Cristiano V. Seu apogeu durou até o início do século XIX, quando passou a ser bombardeado pelas marinha inglesa, nas guerras napoleônicas. Lá o escritor Hans Christian Andersen (autor de A Pequena Sereia) viveu por vinte anos e escreveu seus primeiros contos.

Na praça Kongens Nytorv, pertinho do canal Nyhavn fica uma âncora que simboliza os marinheiros dinamarqueses mortos na II Guerra Mundial. Perto do Nyhavn e da âncora fica o belo edifício barroco onde fica o Museu de Belas Artes da cidade, o Palácio de Charlottenborg e o lindo Teatro Real Dinamarquês (Det Kongelige Teater).

Estação de metrô mais perto: Kongens Nytorv (linha M1 ou M2). Ônibus que param mais perto: linha 66 (parada Sankt Annae Plads, Skuelspilhuset ou parada Nyhavnsbroen, Holbergsgade), ou linhas 1A, 26 ou 350S (parada Kongens Nytorv).

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NYHAVN – COPENHAGUE, DINAMARCA

Palácio de Amalienborg – residência de inverno da família real dinamarquesa. São quatro blocos idênticos (originalmente para abrigar quatro famílias nobres) dispostos em uma praça octogonal. No centro da praça, há uma estátua do rei Frederico V. Em um desses blocos, “o Palácio de Frederico VIII”, vive atualmente o príncipe-herdeiro e sua esposa. Há visitas guiadas, com muita história sobre a evolução da monarquia da Dinamarca a partir do final do século XVIII. Fica numa área muito bonita, com um parque com uma linda fonte em uma da pontas e a Igreja de Mármore na outra. É lá que acontece a troca da guarda real todos os dias, ao meio dia. Para ter uma melhor noção dos ambientes palacianos, clique nesse link.

Estação de metrô mais perto: Kongens Nytorv (linha M1 ou M2). Ônibus que param mais perto: linha 66 (parada Sankt Annae Plads, Skuelspilhuset), linhas 1A (parada Amalienborg), linha 26 (parada Odd Fellow Palaeet), linha 350S (parada Kongens Nytorv).

Marmorkirken – É a lindíssima igreja de mármore da cidade. Projetada em 1740 para celebrar os 300 anos da primeira coroação de um membro da Casa de Oldemburgo. Depois de muitos incidentes e abandonos ao projeto original, a construção só foi finalizada em 1894.

A mensagem escrita no pórtico de entrada significa: Mas a palavra do Senhor permanece para sempre Possui o maior domo entre todas as igrejas da Escandinávia (31m). A entrada é gratuita. Você pode chegar lá pela Avenida Bredgade ou contornando o canal do Nyhavn pelo calçadão à esquerda (de quem olha do continente para a ilha onde fica Christiania).

Estação de metrô mais perto: Kongens Nytorv (linha M1 ou M2). Ônibus que param mais perto: linha 66 (parada Sankt Annae Plads, Skuelspilhuset), linhas 1A (parada Amalienborg), linha 26 (parada Odd Fellow Palaeet), linha 350S (parada Kongens Nytorv).

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IGREJA DE MÁRMORE – COPENHAGUE, DINAMARCA

Castelo de Rosenborg – Construção de 1606 com grandes e bem cuidados jardins, com estátuas, fontes e árvores simétricas. Parada imperdível. No verão muitos piqueniques são realizados, práticas de atividade física  e encontros de jovens.

O castelo em si foi a residência da família real até 1710, só sendo novamente utilizado para essa finalidade em duas ocasiões: no incêndio do Palácio de Christiansborg (1794) e durante a invasão inglesa nas guerras napoleônicas (primeira década de 1800).

Atualmente, em seu interior os visitantes têm acesso às joias da coroa dinamarquesa, com objetos datados entre o século XV e XIX.

Estação de metrô mais perto: Norreport (linha M1 ou M2). Ônibus que param mais perto: linhas 6A, 15E, 25, 42, 94N, 150S, 184 e 185 (parada Norreport St., Norre Voldgade).

Rundtaarn – Trata-se da Torre Redonda, construção do século XVII, a mando do rei Christian V. É um complexo cultural, com museu, sala de concertos, capela e, principalmente, observatório astronômico. Do alto do deck de observação (34m), é possível ter uma vista 360º da cidade. Você encontra todos os detalhes no site oficial.

Estação de metrô mais perto: Norreport (linha M1 ou M2). Ônibus que param mais perto: linha 14 (parada Krystalgade), linhas 15E, 150S (parada Norreport St., Depot), linha 350S (parada Norreport St., Norre Voldgade).

Mercado Torvehallerne – lindo mercado público, organizado em dois galpões envidraçados, com vários quiosques  de comidas variadas, destacando-se os produtos orgânicos, as sobremesas e os sanduíches típicos dinamarqueses. Muitos eventos são realizados por lá, como feiras gastronômicas e shows mais intimistas. Por trás do mercado, fica uma pista de skate e uma quadra esportiva. Fica muito perto da estação Norreport.

Estação de metrô mais perto: Norreport (linha M1 ou M2). Ônibus que param mais perto: linhas 5C, 14, 350S (parada Norre Farimagsgade) ou qualquer um que pare na Norreport.

Kastellet – conhecido também como Cidadela (a cidade amuralhada, contornada por um fosso/canal). É uma das fortalezas mais bem preservadas do norte europeu, possuindo um formato de pentagrama, com bastiões em seus vértices.

Apesar de utilizado para cerimônias militares, é mais frequentado como parque público e ponto turístico. É lá que encontra-se a estátua da Pequena Sereia (leia logo abaixo). Outras atrações do lugar são a igreja de Saint Albans e o Museu da Libertação.  Você encontra também moinhos! Um lugar bastante agradável para caminhadas.

Fica equidistante entre a estação de metrô Norreport e a Kongens Nytorv (ambas da linha M1 ou M2). O melhor é chegar lá de bonde elétrico (tram), principalmente na estação Osterport (linhas 029, 1005, 1006, 1007, 1008, 1009, etc.). Ônibus que param mais próximo: linha 1a (parada Esplanaden, Gronningen), linhas 25 ou 26 (parada Osterport, Folkes Bernadottes Allés).

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MOINHO E CANHÃO NO KASTELLET – COPENHAGUE, DINAMARCA

Estátua da Pequena Sereia – Um dos monumentos mais associados à Dinamarca, faz referência a obra de Hans Christian Andersen, a clássica história da Pequena Sereia, que virou desenho da Disney. É feita de bronze e pesa 175 kg. Está colocada sobre uma rocha, na alameda Langelinie, por fora da Cidadela de Kastellet e vale sua visita, porém vale lembrar que não se trata de um grande ponto para crianças e pessoas com a visão mais lúdica. É uma obra de arte ligada à história original.

Fica equidistante entre a estação de metrô Norreport e a Kongens Nytorv (ambas da linha M1 ou M2). O melhor é chegar lá de bonde elétrico (tram), principalmente na estação Osterport (linhas 029, 1005, 1006, 1007, 1008, 1009, etc.). Ônibus que param mais próximo: linha 1a (parada Esplanaden, Gronningen), linhas 25 ou 26 (parada Osterport, Folkes Bernadottes Allés).

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ESTÁTUA DA PEQUENA SEREIA – COPENHAGUE, DINAMARCA

Palácio de Christianborg – É o edifício governamental e jurídico mais importante do país. Isso porque é a sede do executivo, do legislativo (o parlamento Folketing) e do judiciário dinamarquês (a Suprema Corte – Hojesteret). É a única construção no mundo que abriga os três poderes simultaneamente. Ele fica na ilha de Slotsholmen, perto do Tivoli. Trata-se da terceira construção, erguida a partir de 1928, após dois incêndios (um em 1794, outro em 1884).

Pertinho desse palácio, ainda na ilhota Slotsholmen, ficam outras belas atrações: os jardins da Biblioteca Nacional (Det kongelige Biblioteks Have); a Bolsa de Valores (Børsen – com a linda fachada e a inconfundível torre em espiral inspirada nas caldas entrelaçadas de quatro dragões); Museu de Carruagens, Museu Nacional de Fotografia e outros.

Estação de metrô mais próxima: Kongens Nytorv (linha M1 ou M2). Ônibus que param perto: linhas 2A, 9A, 37 (parada Borsen, Borsgade).

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PALÁCIO DE CHRISTIANBORG – COPENHAGUE, DINAMARCA

Praças Amagetorv, Gammeltorv e Nytorv – são movimentados pontos turísticos da cidade, ligados pela avenida comercial Stroget, com muitos nativos e turistas passando por lá. Cercadas de edifícios de lindas fachadas (na sua maioria lojas bem decoradas), cafés e bares, além de chafariz, músicos e artistas de rua. Não deixe de passar nelas.

Estação de metrô mais próxima: Kongens Nytorv (linhas M1, M2). Ônibus que param perto: linha 14 (parada Stroget, Nytorv), linha 350S (parada Vingardstraede, Bremerholm)

Parque Tivoli – Trata-se de um parque de diversões com jardins e brinquedos. Um dos mais antigos do mundo (aberto desde 1843). Ao seu redor fica um belo jardim onde toca música ao vivo todos os dias. Lá também concentram-se vários restaurantes muito elogiados na cidade (entre eles, o Nimb e o Wagamama). A entrada é paga. Entre abril e setembro, funciona por mais horas. Consulte detalhes no site oficial do Tivoli Gardens. Fica ao lado da estação central de trens (Kobenhavn H).

Fica a uma mesma distância das estações de metrô Norreport, Kongens Nytorv e Forum (ambas da linha M1 ou M2). O melhor é chegar lá de bonde elétrico: linhas 29, 47, 1005, 1006, 1007, 1008 (parada Kobenhavn H). Ônibus que param mais perto: linhas 2A, 5C, 9A, 97N, 250S (parada Hovedbanegarden, Tivoli) ou linhas 12, 14, 26, 33 (parada Radhuspladsen, H.C. Andersens Boulevard)

Ny Carlsberg Glyptotek – A chamada Gliptoteca é basicamente um museu de esculturas (sobretudo, egípcias, gregas e romanas). Reúne a maior coleção de arte antiga do norte da Europa. Foi fundada pelo filho do criador da cerveja Carlsberg. No site oficial você confere mais sobre ele.

Fica ao lado do Parque Tivoli, logo, também a mesma distância das estações de metrô Norreport, Kongens Nytorv e Forum (ambas da linha M1 ou M2). O melhor é chegar lá de bonde elétrico: linhas 29, 47, 1005, 1006, 1007, 1008 (parada Kobenhavn H). Ônibus que param mais perto: linhas 1A, 2A, 9A, 37 (parada Glyptoteket) linhas 5C, 9A, 97N, 250S (parada Hovedbanegarden, Tivoli) ou linhas 12, 14, 26, 33 (parada Radhuspladsen, H.C. Andersens Boulevard).

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O IMBATÍVEL CANAL NYHAVN – COPENHAGUE

Planetário Tycho Brahe – Prédio bastante interessante por fora, de frente para um lago. A visita ao planetário conta com áudio guia, inclusive em inglês. Para saber do valor de entrada e horário de visitação segue aqui o link do Site oficial.

Também fica muito perto da estação central de trens. Ônibus que param mais perto: linhas 9A, 26, 31, 93N (parada Det Ny Teater, Gammel Kongevej)

Bairro de Christianshavn – atravessando a bela e moderna ponte a partir do Nyhavn (canal com casas coloridas), você chega nessa ilha da zona leste de Copenhague. O bacana dessa região é a maior tranquilidade (é uma área mais residencial, menos turística), o charmosíssimo canal com patos, cisnes, barquinhos e canoas, os deliciosos restaurantes e mercados locais. É nessa região que também fica Christiania (a cidade livre, auto administrada onde vive uma comunidade hippie de 850 habitantes, cercada de muito verde e independência). Por lá, você encontra ainda a linda Igreja de Nosso Salvador (Vor Frelsers Kirke). Pouco mais ao norte, também fica o incrível edifício da Ópera de Copenhague (Operaen). Vale à pena caminhar boas horas nessa área.

Estação de metrô mais próxima: Christianshavn St. (linhas M1 ou M2). Ônibus que passam perto: linhas 2A, 9A, 37, 350S (parada Knippelsbro ou Christianshavn St., em Torvegade), linha 9A (parada Galionsvej, Operaen). Mas se tiver condições, caminhe ou pedale até lá a partir do Nyhavn ou do Palácio de Christiansborg.

Passeio de lancha/caiaque/jet ski/esqui aquático – há várias empresas que operam passeios em embarcações ou alugam caiaques, jet skis, velas de windsurf e esqui aquático em Copenhague. Elas saem, principalmente, do píer colado ao Nyhavn, do píer de frente para o Palácio Christiansborg, do waterfront e do canal perto da Igreja de Nosso Salvador, na ilhota da zona leste da capital.

É bem fácil de achar. Basta dirigir-se a qualquer um dos canais do centro, que na margem de todos deles há vários pontos de venda. A quantidade de embarcações é tão grande que o rodízio é muito rápido, não sendo necessário comprar com muita antecedência (a fila de espera não demora). Mas se quiser ser prevenido, compre nos sites de empresas como a Stromma, Netto-Badene, Hey Captain, Go boat, Kayak Republik.

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

A pé – Ficando hospedado perto das estações de metrô Norreport, Kongens Nytorv ou também próximo à estação central de trens (Kobenhavn H), é perfeitamente possível conhecer todas as atrações acima citadas em agradáveis caminhadas. A cidade é plana, com muita área verde, praças e cursos de água, o que deixa qualquer percurso por suas lindas ruas ótimos convites para conhecê-la a pé.

Uma ótima forma de conhecer as melhores atrações a pé é fazendo o Free Walking Tour da cidade. Assim como em outros centros urbanos no mundo, trata-se de caminhadas por roteiros pré-definidos e guiados por uma pessoa nativa uniformizada e contando informações sobre histórias de cada ponto turístico e costumes locais, com uso de áudio guias (tem em espanhol). E você só paga o que acha que o guia merece. Elas costumam sair da Hojbro Plads (ao lado da da praça Amagertorv) ou da Prefeitura (City Hall). Acesse o link destacado e escolha a rota que preferir.

Se você quiser ir a pé, sem acompanhar guia algum, segue uma noção de espaço: o Nyhavn é perto do Amalienborg e da Igreja de Mármore. Andando só mais um pouco pelo calçadão você chega no Kastellet. Se quiser fazer um trajeto para oeste, o Nyhavn é perto também do parque Kongens e dos jardins e castelo de Rosenborg, a partir do qual descendo algumas ruas chega-se à avenida Stroget, a comercial por onde só passam pedestres; seguindo por ela você chega na praça Amagertorv, de onde já é possível ver uma das fachadas do Palácio de Christiansborg; chegando nele recomendamos dois rumos: a) sul – em poucos quarteirões você chega no parque e jardins Tivoli, com vários restaurantes excelentes, colado à galeria de esculturas Gliptoteca e pertinho do planetário; ou b) leste – atravesse a ponte Knippelsbro, ao lado do Palácio de Christiansborg e da Bolsa de Valores (Borsen), e chegue na ilha tranquila onde fica o lindo canal de estilo holandês, a Igreja do Nosso Salvador e a cidade livre de Christiania.

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ESTUFA NO JARDIM BOTÂNICO – COPENHAGUE, DINAMARCA

Bicicleta – outra forma espetacular de conhecer a cidade, e a mais genuína maneira dinamarquesa de andar por Copenhague. Quase todo mundo lá pedala.  O governo estimula bastante esse hábito e o transporte público, preterindo os veículos particulares (embora as estradas e as avenidas sejam muito bem cuidadas). Assim como em Amsterdã, há mais bicicletas que habitantes na capital da Dinamarca (se brincar, vimos mais gente pedalando em Copenhague que na famosa cidade holandesa).

Diante desse consumo e da facilidade que é trafegar pela extensa ciclovia da cidade, há inúmeros estabelecimentos onde é possível alugar bicicletas. Vimos algumas nas ruas perto da estação de Norreport e no contorno do parque Kongens Have e do Castelo de Rosenborg.

Se já quer conferir mais sobre valores e possibilidade para tal aluguel, separamos esse link para sua consulta. Há diferentes estilos (motorizadas, elétricas, elétricas, com guidão elevado, rodas finas) e tamanhos (individual, para 2 pessoas, para várias pessoas) de bicicleta nessas lojas.

Também dá para arranjar uma bicicleta nas estações públicas espalhadas pela cidade. É um esquema muito parecido com aquelas rotativas do Bike Itaú em algumas cidades brasileiras, só que mais moderno (cada biciclet possui um tablet no guidão) e com mais possibilidades: você  dirige-se a alguma estação, faz/abre uma conta no site da empresa Bycyklen (basta digitar seu nome, e-mail, telefone e informações do cartão de crédito pelo seu celular ou mesmo no tablet da bicicleta), destrava a bicicleta e pode usá-la por um determinado período (a depender do plano que você se cadastrar), tendo que devolvê-la em uma trava de qualquer outra estação.

O mais comum para turista é o plano que libera a bicicleta por 1 hora. Se quiser ficar com a primeira bicicleta que destravou por mais tempo, você terá que pagar um valor extra para cada hora excedente à primeira, quantia esta dedudiza de seu cartão cadastrado no aplicativo/site.

Confira os planos e preços atualizados nesse programa de bicicleta rotativa da Bycyklen.

Separe um dia de sua estada em Copenhague para alugar um bike e pedalar por suas ruas, parques e pontes. É inesquecível!

Metrô – por ser uma cidade com atrações turísticas concentradas em uma área relativamente pequena, o metrô em Copenhague é mais indicado para quem: está hospedado longe do centro; tem ou está com algum problema de locomoção; está cansado de caminhar; está curioso para conhecer esse modal em uma das cidades mais bem pensadas para turistas. Se você não se enquadra nestes perfis, provavelmente só vai precisar usar o metrô para ir do aeroporto (estação Lufthaven) para o seu hotel e para voltar para o aeroporto.

De qualquer forma, são apenas 2 linhas de metrô. Ambas têm como estações principais para interesses turísticos: Norreport (perto do Jardim Botânico, Torre Redonda, Castelo de Rosenborg, Mercado de Torvehallene), Kongens Nytorv (perto do canal Nyhavn, complexo palaciano de Amalienborg, Igreja de Mármore) e Christianshavn (perto da Igreja de Nosso Salvador, da cidade livre de Christiania, do canal em estilo holandês). Para sair do aeroporto ou chegar nele apenas a linha M2/amarela passa por lá.

Assim como dissemos na seção “Como sair do aeroporto”, você pode escolher diferentes tipos de passagens para qualquer transporte público (metrô, ônibus, trem, bonde elétrico): a avulsa; a do City Pass (com viagens ilimitadas por qualquer transporte público da cidade e arredores, com preços que variam a depender se você quiser essa facilidade por 24 horas ou por 72 horas); e a do Copenhagen Card (transporte público ilimitado + entrada em mais de 70 museus e pontos turísticos pagos; preços variáveis para quem quer usar esse benefício em 24h, 48h ou 72h). Consulte mais detalhes sobre essas alternativas de passagens e os preços atualizados nesse link.

Toda a rede de metrô é limpa, segura e de fácil entendimento. Confira a seguir o mapa ilustrativo das paradas e zonas do metrô.

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Ônibus – além de ser recomendado para quem está localizado longe do centro ou não tem condições de fazer longas caminhadas, também é útil para quem pretende ir para casas noturnas/bares/restaurantes em Norrebro e no Meatpacking District, que não são bem servidos de metrô. As linhas de ônibus que param em locais estratégicos para turistas são: 10, 14 e 350S. Consulte na seção “O que conhecer” as linhas e paradas de ônibus mais próximas de cada ponto turístico. O bilhete avulso pode ser comprado direto com o motorista, mas ele só aceita pagamento em moeda (nada de cartão de crédito). Se pretende usar mais ônibus enquanto estiver na cidade, compre o City Pass ou o Copenhague Card nas estações de trem, metrô e em algumas lojas de conveniência (o motorista do ônibus não vende esses pacotes).

Ônibus turístico – é de cor vermelha, no estilo hop-on hop-off, isto é, você paga ao subir nos ônibus de cor vermelha e pode usá-lo ilimitadamente durante 1 dia, descendo e subindo quantas vezes quiser em paradas predefinidas, todas perto de alguma atração turística. Enquanto você estiver circulando neste ônibus especial, pode ouvir a história e curiosidades da cidade pelos audioguias (em diferentes línguas) disponibilizados pelo motorista.

Em Copenhague, há três rotas desse ônibus turístico: a vermelha (para nós, a mais completa), a azul (esta dá mais destaque para Christiania e para os monumentos de arquitetura moderna da parte leste da cidade) e a verde (passa pelo zoológico e sede da cerveja Carlsberg).

Também é possível combinar essas rotas com um passeio de barco pelos canais principais da cidade. Esse passeio de barco (Canal Boat Tour) é pago com uma taxa extra e é vendido nos ônibus turísticos e também no Centro de Informações Turísticas da cidade, que fica na estação central de trens (Kobenhavn H). Os passeios de barco desse pacote saem da parada 8 (de frente para o Palácio Christiansborg/Igreja Holmens).

Trem – também recomendado para quem deseja ir a restaurantes, bares e baladas em Norrebro e no Meatpacking District, locais que não têm estações de metrô muito perto. Por ser unificado com os ônibus e os metrôs, o valor e as opções de passagens são as mesmas (single/avulsa, City Pass, Copenhagen Card), e você pode comprar nas estações de trem ou metrô ou em lojas de conveniência.  Estaçõe de trem mais úteis aos turistas: Kobenhavn H, Osterport, Norrebro,

Barco/lancha/caiaque/jet ski/esqui aquático – há várias empresas que operam passeios em embarcações ou alugam caiaques em Copenhague. Elas saem, principalmente, do píer colado ao Nyhavn, do píer de frente para o Palácio Christiansborg, do waterfront e do canal perto da Igreja de Nosso Salvador, na ilhota da zona leste da capital. Acesse as opções mais bem avaliadas nesse link do Tripadvisor.

Táxi – pouco útil pela variedade de alternativas mais baratas e seguras. Há cinco empresas diferentes que operam os táxis licenciados da cidade. Os táxis são facilmente encontrados nos pontos turísticos principais, com uma concentração maior perto da estação Norreport, do Castelo de Rosenborg/parque Kongens Have, do Palácio de Christiansborg e da estação central de trens. Eles exibem uma placa luminosa quando estão disponíveis.

Carro – apenas recomendamos para quem pretende fazer uma road trip pelo interior do país ou por países vizinhos, incluindo uma parada em Copenhague. O tráfego é intenso no centro da cidade, mas flui bem. Há estacionamentos pagos por todos os lugares. Se mesmo assim, pretende alugar carro, indicamos o site da Rentcars.

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CASA DA ÓPERA – COPENHAGUE, DINAMARCA

CULINÁRIA LOCAL

Assim como em toda a Escandinávia e na Alemanha, a comida dinamarquesa é predominantemente formada de pratos com muita gordura e carboidratos, enfim, refeições pesadas. O consumo dos laticínios (prove os queijos típicos Danablu e Esrom) e de verduras e legumes servidos frios também é muito presente na tradição do país. A carne de porco e os peixes (arenque e salmão na maioria das casas) também são muito queridos por lá, assim como as balas de alcaçuz (lakrids).

Se é para escolher o prato mais famoso da Dinamarca, esse é o smørrebrød. Trata-se de um sanduíche aberto com  peixe ou carnes frias acompanhados de saladas sobre um pão bastante escuro, chamado de rugbrød.

Não podemos deixar de citar também o Det store Kolde Bord (a grande mesa fria), que consiste em um buffet de variados pratos frios e quentes, com destaque para os peixes, embutidos, legumes, verduras, pão e carne

Outro prato adorado em Copenhague é o porco assado com molho de salsa ou o flaeskesteg (porco ao forno com batatas douradas, couve e molho castanho). Também é comum encontrar restaurantes que servem pratos com almôndegas um pouco mais achatadas, recheadas de carne ou de peixe temperadas com ervas (é o frikadeller) e cachorros-quentes (pølse) com salsichas enormes acompanhados de cebola e, às vezes, de bacon.

Mais distante ainda dos nossos costumes é o fato de que alguns restaurantes mais sofisticados servem a carne de rena selvagem. Ainda na linha mais refinada, listamos os pescados mais adorados pelos restaurantes chiques: ostras, lagostins e linguados.

As sobremesas mais comuns: bolos amanteigados, tortas à base de frutas (destaque para Frugtkage – a torta de maça dinamarquesa) e o mingau/pudim vermelho (Rødgrød med fløde – uma papa com creme e frutas vermelhas). Outra sobremesa: não sei se foi por causa do verão ou se era uma moda passageira, mas vimos muitas sorveterias vendendo sorvetes e waffles com churros e calda de chocolate ou doce de leite.

No quesito bebida, eles adoram destilados e, principalmente, cervejas. A Carlsberg é um orgulho nacional, mas a Faxe (teor alcóolico mais elevado que as cervejas comuns; rótulo que tem a imagem de um viking) agrada bastante também. Entre os destilados, o preferido é o Aquavit (produzido com ervas aromáticas). Também vale à pena provar o hidromel (produzido com base na fermentação do mel).

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SORVETE COM CHURROS DA VAFFELBAGEREN – NYHAVN, COPENHAGUE, DINAMARCA

RESTAURANTES

Há mais de 10 restaurantes estrelados pelo Guia Michelin na pequena cidade de Copenhague, tamanha a riqueza de estabelecimentos gastronômicos excelentes. Além da crescente tendência de valorização da cozinha nórdica tradicional e suas releituras, é muito fácil encontrar redes de fast food norte-americanas e vários restaurantes da cozinha internacional (tailandesa, italiana, árabe, mexicana e espanhola são as mais comuns), o que é um alento para quem não quer arriscar. Citaremos as paradas mais próximas de metrôs, ônibus ou trens mais próximos, mas não deixe de pesquisar o Google Maps a exata localização deles.

Entre os destaques:

  • Noma (um dos mais premiados restaurantes dinamarqueses, conhecido no ramo gastronômico mundial como um dos melhores; serve prato com ingredientes locais, inclusive trazidos de outras cidades especialistas em ostras e carnes selvagens; reserve com bastante antecedência, já que ele é muito concorrido; fica na ilha da zona leste; estações de metrô mais perto: Christianshavn St. ou Kongens Nytorv – linhas M1 ou M2; ônibus úteis: linhas 2A, 9A, 37, 350S – parada Knippelsbro, Torvegade);
  • Geranium (o mais estrelado no Guia Michelin dessa lista; fica no alto do estádio de futebol da cidade, em Osterbro, pertinho do parque Faelled; serve comida contemporânea minimalista; muito comentado e bem avaliado por quem está disposto a pagar um valor elevado para uma experiência extraordinária; ônibus úteis: linha 14 – parada Parken, Oster Allé; linha 1A, parada Gustav Adolfs Gade, Osterbrogade);
  • Nimb (comida francesa de altíssimo nível; fica no lindo espaço dos jardins e parque de diversões Tivoli; fica mais perto da estação central de trens; é melhor  bonde elétrico: linhas 29, 47, 1005, 1006, 1007, 1008 (parada Kobenhavn H). Ônibus que param mais perto: linhas 2A, 5C, 9A, 97N, 250S, 12, 14, 26 ou 33);
  • Höst (também super refinado, minimalista e muito elogiado; fica pertinho do Parque Orsteds; metrô mais perto: Norreport – linhas M1 ou M2; ônibus das linhas 5C, 14, 1112, 11331, 11391, 11451 – parada Norreport; qualquer trem que pare em Norreport);
  • Relae (simplicidade, bom atendimento, apresentação vanguardista dos pratos e cozinha molecular são as marcas desse famoso restaurante de Copenhague; fica em Norrebro, na zona oeste de Copenhage, perto do Parque Hans Tavsens; metrô mais perto: Frederiksberg St – linhas M1 ou M2; ou estação de trem Flugebakken);
  • Papiroen (inúmeros food trucks organizados em uma fábrica de papel desativada; servem o sanduíche típico smørrebrød, hamburguer gourmet, opções veganas, enfim, deliciosa street food em uma ilhota da zona leste, entre o restaurante Noma e a casa de ópera,  de frente para o maior canal que banha a cidade – braço de mar; metrô mais perto: Kongens Nytorv – linhas M1 ou M2; ônibus útil 9A – parada Galionsvej, Operaen);
  • Mercado Torvehallerne (comida variada, a preços acessível no mercado público mais bonito e agradável que já visitamos; metrô mais perto: Norreport – linhas M1 ou M2; ônibus das linhas 5C, 14, 1112, 11331, 11391, 11451 – parada Norreport; qualquer trem que pare em Norreport);
  • Samos (restaurante grego de ótimo custo-benefício, já que funciona como buffet por um valor aproximado de 50 coroas dinarmarquesas – o que é raro e excelente; mesmo com a obrigação de ter que pedir bebida, fica mais barato do que a maioria dos restaurantes da cidade; fica bem perto da Stroget; metrô mais perto: entre a estação Norreport e a Kongens Nytorv – linhas M1 ou M2; ônibus útil: linha 14).
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CASAS COLORIDAS REFLETIDAS NO CANAL – NYHAVN, COPENHAGUE, DINAMARCA

COMPRAS

Móveis e objetos de decoração funcionais e de design moderno e elegante são os itens mais desejados para quem pretende levar uma recordação de Copenhague e demais grandes cidades da Escandinávia.

Aqui não tem erro. Todos vão indicar o mesmo endereço: Strøget, praticamente um shopping a céu aberto, perto da estação de metrô Kongens Nytorv e a poucos metros das casas coloridas do Nyhavn. Essa que é a maior rua de pedestres do mundo, reúne várias lojas e é a mais famosa e procurada da cidade, boa pra comprar lembrancinhas e outras coisas que o turismo costuma procurar, com lojas de departamento, marcas europeias famosas de maquiagem, roupas, calçados, souvenirs, entre outras.

Nela também há lojas queridas dos dinamarqueses, como a Illum (multimarcas com muitas ropuas de cama, móveis e acessórios para casa), Illums Bolighus (no estilo da anterior), a Georg Jensen (joias, relógios, louças refinadas e brinquedos diferentes) e a Royal Copenhagen (porcelanas chiques, na sua maioria azuis e brancas).

Outros bons locais de compra:

  • Fisketorvet – Copenhagen Mall (shopping com Zara, lojas de eletrônicos, de joias, moda masculina e feminina; fica logo abaixo do Meatpacking District/Kodbyen, de frente para o grande canal; ônibus úteis: linhas 34 e 97N, parada Fisketorvet-Dybbolsbro; trens que passam perto – linhas A, B, BX, C, E, H, parada Dybbolsbro St.);
  • Frederiksberg Centret (outro shooping, repleto de lojas de variados estilos e propósitos; ao lado da estação de metrô Frederiksberg St., linhas M1 e M2);
  • Field’s (maior shopping da cidade; fica ao lado da estação de metrô Ørestad, já perto do aeroporto)
  • Shopping Street (fica ao norte de Norrebro e à oeste de Ostebro, pertinho do estádio de futebol; trens que param perto: linhas A, BX, F – estação Ryparken)
  • Magasin du Nord (a melhor loja de departamentos de Copenhague; vende perfumes, acessórios, eletrônicos, peças de decoração; fica bem perto do Nyhavn);
  • Carmen Copenhagen (destaque para o vestuário inspirado na moda dos anos 70 e 80; conta também com boa seção de carteiras, chapéus e joias; fica na rua Larsbjørnsstræde, uma transversal da Stroget, perto da praça Nytorv);
  • Roxy Klassik (vende móveis, tapetes, cerâmica e luminárias com um design escandinavo; excelente local para se conhecer; fica a poucos quarteirões da estação de metrô Forum – linhas M1 ou M2);
  • Welcome Gifts and Souvenirs (uma boa opção para compra de souvenirs; fica na praça Amagertorv); e
  • Town Shop – Souvenir (também ótima para lembrancinhas; fica na rua  Frederiksberggade 28, pertinho da praça da Prefeitura e do Hard Rock).

Outras lojas de lembranças são encontradas perto do Nyhavn e do Kastellet (principalmente perto da estátua da Pequena Sereia).

VIDA NOTURNA
  • Chateau Motel (a maior casa noturna da cidade, proporcionando a experiência mais completa para quem quer agito em Copenhague, com um pouco de todos os estilos, agradando todo mundo, tanto quem só quer beber em um bar bonito, quem quer cantar em um karaokê e claro quem quer dançar numa pista massa; o melhor de tudo é que não paga para entrar até meia-noite e fica bem no centro turístico, precisamente em uma transversal da avenida Stroget, pertinho da praça Gammeltorv-Nytorv; ônibus que para mais perto: linha 14, parada Stroget-Gammeltorv)
  • Sunday (talvez a balada mais conhecida de Copenhague; você tem que se cadastrar no site e esperar a resposta de confirmação deles, enviada por e-mail ou facebook; vizinha à estação de metrô Kongens Nytorv e em uma paralela à avenida Stroget);
  • Bakken Kbh, Kb3 e Jolene (festas descontraídas que rolam principalmente no fim de semana; contam com público eclético e de mente aberta; aproveite para ir na boate The Thursday ou THRST; acontecem no Meatpacking District/Kodbyen, um pouco ao sul da estação central de trens);
  • Culture Box (balada underground da cidade; fica muito perto do parque Kongens Have; ônibus que para perto: linha 26, parada Kronprinsessegade);
  • Rust (balada também mais hipster, com música alternativa, indie rock alternada com ritmos eletrônicos, tocando em três andares; fica em Norrebro, perto do outro lado do canal em relação ao Jardim Botânico; estações de metrô mais perto: Norreport ou Forum; ônibus úteis: linha 3A, parada Skt. Hans Torv, ou linhas 5C e 350S, parada Elmegade);
  • Hive (considerada uma das dez melhores casas noturnas de Copenhague, com artistas performáticos em plataformas e música e luz alucinantes rolando por lá; fica em uma rua paralela à Stroget, perto da praça Gammeltorv; ônibus que para perto: linha 14, parada Stroget Gammeltorv);
  • Vega/Ideal Bar (outra casa noturna bem grande, com música eletrônica de qualidade e alguns shows ao vivo; considerada uma das melhores por boa parte do público local, com um ambiente intimista do Ideal Bar; fica no distrito de Vestebro, ao sul da estação central de trens; basta seguir a partir desta estação até o final da avenida Istedgade; ônibus que param perto: linhas 10 e 14, parada Flensborggade);
  • Sigurdsgade (localizado no bairro de Norrebro, nesse espaço com teto escuro e luzes que lembram um céu estrelado acontecem grandes festas dançantes que duram até o nascer do sol; fica entre o parque Faelled e o shopping Norrebro Bycenter; trem útil: linha F, estação Norrebro; ônibus que param perto: linhas 42 ou 8A, paradas Jagtvej ou Universitetsparken);
  • Lusso (nightclu mais tranquila, combinada com restaurante; lá são servidos ótimos drinks e conta com um bonito ambiente; fica bem pertinho do Museu Guiness dos recordes, na rua Stroget, e da estação de metrô Kongens Nytorv; ônibus que param perto: 1A, 26, 350S, parada Kongens Nytorv);
  • The Jane (boate e coacktail bar, no estilo da série Mad Men, com ambientes diferentes, inclusive com bibliotecas com portas secretas que levam a bares animados; bem original; fica numa transversal da Stroget, perto da Torre Redonda, entre as estações de metrô Norreport e Kongens Nytorv; ônibus que para perto: linha 14, parada Stroget-Gammeltorv, ou linha 350S, parada Vingardstraede, ou linhas 15E e 150S, parada Norreport St.);
  • The Drunken Flamingo (bar no andar debaixo e boate no andar superior; baixo custo de entrada; fica ao lado da praça Gammeltorv, de frente para a avenida Stroget; ônibus útil: linha 14, parada Stroget-Gammeltrov)

Para quem gosta de happy hour e curtir a noite em bares com mesas na rua, indicamos os excelentes bares e restaurantes do Nyhavn, da Hojbro Plads, na praça Amagertorv e ao longo da Stroget (destaque aqui para o Bar 25). Também considere passar para tomar alguma cerveja nórdica nas cervejarias Taphouse (fica bem perto da Prefeitura/City Hall e do Hard Rock; ônibus úteis: linha 14, parada Stroget-Gammeltorv, ou linha 10, parada Radhuspladsen) ou Mikeller (pertinho da estação central de trens e do Planetário Tycho Brahe; ônibus úteis: linhas 6A, 26, 93N – parada Trommesalen, ou linhas 10 e 14 – parada Gasvaerksvej) ou mesmo do antigo Eiffel Bar (redescoberto pelo público mais jovem; fica em Christianshavn; metrô mais perto: estação Christianshavn; ônibus que param perto: linhas 2A, 9A, 37 e 350S – parada Knippelsbro, Torvegade).

Caso seja fã de ritmos mais tranquilos e profundos, confira a Jazz House (fica pertinho da rua Stroget, na altura da loja Illums Bolighus, e de frente para a Igreja do Espírito Santo; estação de metrô mais perto: Kongens Nytorv; ônibus útil: linha 350S, parada Vingardstraede), o La Fontaine (também toca jazz; fica entre a Hojbro Plads e a praça Gammeltorv-Nytorv; ônibus que para perto: linha 14, parada Stroget-Gammeltorv) ou o Mojo Blues Bar.

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TRILHA PELO KASTELLET – COPENHAGUE, DINAMARCA

Outros ambientes bonitos e mais calmos e propícios para conversas com boa música ambiente são: o Lidkøb (fica perto da estação central de trens e do Planetário Tycho Brahe; ônibus que param perto: linhas 9A, 26, 31, 71, 93N – parada Vaernedamsvej, Gammel Kongevej), o K bar (perto da Hojbro Plads-Amagertorv; ônibus que param perto: linha 350S – parada Vingardstraede, ou linhas 1A, 26 e 66 – parada Holmens Kirke), o Ruby e o Zefside (cocktails bars próximos a casa de jazz La Fontaine e ao Museu Nacional; ônibus que para perto: linha 14 – parada Stormbroen, Nationalmuseet).

Se nenhuma opção acima agradar, confira a programação do Operaen (a Casa Real da Ópera dinamarquesa) e das casas de espetáculos da cidade (The Royal Danish Theatre’s Old Stage – de frente para a estação de metrô Kongens Nytorv; The Royal Danish Playhouse – de frente para o grande canal, ao lado do Nyhavn; Folketeatret – muito perto da estação de metrô Norreport; Norrebro Teatre – fica perto da estação de metrô Forum e da estação Norreport, neste caso, sendo necessário seguir pela Frederiksborggade e atravessar a ponte Dronning Louises Bro; confira a programação dessas casas de shows neste link unificado e a localização no Google Maps) ou mesmo os restaurantes do Tivoli.

NOSSA EXPERIÊNCIA

Fomos Copenhague no final de maio de 2017, partindo em um voo direto da Norwegian a partir de Dublin. Ficamos na capital dinamarquesa por 2 dias completos (chegamos em uma sexta-feira pela manhã e voltamos no domingo bem cedo), hospedados em um quarto de um apartamento particular pago através do Airbnb (o apartamento era de Jonas e Guillaume, caso facilite sua busca).

O quarto era limpo, bem cuidado e o anfitrião era muito educado, prestativo e discreto (respeitando nosso espaço). O melhor de tudo era a localização: a menos de 3 minutos a pé da estação de metrô Norreport (com acesso rápido e fácil ao aeroporto), e quase colada ao delicioso Mercado Torvehallerne.

A localização do hotel facilitou muito nosso período em Copenhague. Circulamos o tempo todo a pé, em caminhadas que não cansavam para todas as atrações turísticas que desejávamos conhecer.

Todo esse curto período foi de muito sol e não vimos nenhuma nuvem. Isso certamente refletiu-se na animação das pessoas da cidade: muito sol, fim de semana, primavera já com cara de verão. Eram muitos grupos de jovens (casais, amigos, famílias) pedalando, patinando, brincando nos parques e circulando nas ruas; além de muitos adultos e idosos frequentando os bares e sorveterias do Nyhavn, a praça do Amalienborg e do Palácio Christiansborg. Foi a época perfeita para estar lá, superando nossas expectativas.

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FONTE NA PRAÇA AMAGERTORV – COPENHAGUE, DINAMARCA

Nossa programação e, assim, sugestão de roteiro:

Primeiro dia – caminhada pelo Castelo de Rosenborg, seus lindos jardins e parque Kongens Have; passeio pelo Nyhavn (o lugar é tão emblemático e bonito que você tem que parar um tempo aqui para apreciar a vista, tirar muitas fotos e curtir os vários bares do calçadão do canal); visita a monumental Igreja de Mármore e do complexo de palácios Amalienborg (não deixe de curtir o parque; passeio pela rua comercial Stroget, com uma vibe muito boa (lojas bonitas, pessoas felizes e bares e cafés pelo caminho).

Segundo dia – caminhada pelo Jardim Botânico, nova passada pelo parque ao lado do Castelo de Rosenborg, caminhada pelo calçadão ao lado do maior canal (braço de mar) até chegar no Kastellet (parada na estátua da Pequena Sereia; nos moinhos e na Igreja de St. Albans e na linda fonte Gefion); voltamos ao Nyhavn, atravessamos a bela ponte Inderhavnsbroen – que é em ziguezigue e tem um design bem bacana – e caminhamos pela ilha de Christianshavn (na zona leste da cidade), passando pelas casas em estilo escandinavo (teto inclinado e cores escuras), curtindo o lindo canal que separa as calçadas e é cheio de barquinhos e patos, além de pararmos de frente para a Igreja de Nosso Salvador e sua bonita fachada. Depois, voltamos para a área central, dessa vez atravessando a ponte Knippelsbro. Circulamos pelo Palácio Christiansborg, pela Bolsa de Valores (Borsen e sua inconfundível torre em espira) e pelo canal animado ao seu lado.

Se você tiver mais um dia sobrando, aproveite para passear de barco ou alugar um caiaque que trafegue pelos canais mais bacanas (o do Nyhavn, o canal maior e o de Christianshavn), visite a cidade livre/hippie de Christiania e passeie pelos jardins e parque Tivoli, além de suas atrações vizinhas.

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PARQUE KONGENS HAVE – COPENHAGUE

Sobre comidas, em um dia nós comemos um smorrebro no Mercado Torvehallerne e comemos também no Stroget. No dia seguinte, tomamos uma cerveja local na Hojbro Plads (pertinho da praça Amagertorv) e comemos em um restaurante árabe entre a Stroget e a Torre Redonda, finalizando o dia com um sorvete com churros no Nyhavn. Escolhemos lanchonetes e restaurantes relativamente baratos e talvez por isso nada tenha nos marcado na gastronomia local.

Sobre preços, o custo maior certamente é o da hospedagem. Tivemos muita sorte de encontrar o apartamento em Norreport. Duas diárias saíram por pouco mais de 600 reais (uma das mais baratas da região turística de Copenhague). Nos demais segmentos – roupas, souvenirs, comidas e bebidas – encontramos uma variedade de coisas a preços acessíveis. Copenhague é, com certeza, muito mais barato que o custo de Estocolmo. Boa parte das atrações turísticas são gratuitas e contemplativas, o que facilita bastante para quem está com as contas apertadas e o fato de ser tudo perto e perfeito para caminhadas e bicicletas, tornam os gastos menores e administráveis.

Pontos negativos: custo da hospedagem (embora, cabe repetir, que foi uma das mais baratas que encontramos na pesquisa e muito bem localizada) e o sabor das comidas. Só isso mesmo.

Pontos positivos:

– a beleza surpreendente dos monumentos e a proximidade entre eles;

– a animação das pessoas por lá: todo mundo nos parques, nos bares ou pedalando e patinando, sem sujeira nem vandalismo (tivemos muita sorte de pegarmos dias de sol em um fim de semana no final da primavera);

– a civilidade, organização e praticidade do estilo de vida e dos serviços na cidade. Foi nossa primeira experiência na Escandinávia e marcou muito positivamente. Neste ponto, cabe um exemplo inesquecível que vivenciamos:

Lembro que chamou bastante atenção uma feirinha que fizemos em um mercado/empório bem legal em Christianshavn (muito perto do restaurante Noma) e na hora de pagar pelos produtos que colocamos na cestinha, vimos que não tinha uma pessoa no papel de “caixa” para receber o dinheiro, dar o troco e passar os códigos de barra dos produtos. Um cliente foi bem bacana conosco e mostrou que nós é que devíamos fazer isso, passando o código de barras e depositando em uma máquina o valor que o sistema somou pelas mercadorias que adquirimos, devendo esperar o troco que a própria máquina devolvia.

Caramba! Aquilo ali foi impressionante. Nunca havíamos passado em um lugar como aquele, em que as pessoas teoricamente interessadas em vender e lucrar confiam na boa-fé do comprador e, em momento algum, solicitam ou mexem com o dinheiro do cliente.

E não foi um caso isolado. Pelo contrário. Em todos os outros estabelecimentos que entramos para comprar algo, os atendentes no máximo perguntavam o que nós queríamos comprar, mas eles sequer pegavam nas moedas e cartão que apresentávamos (só bastava colocarmos na máquina). Tudo na base da confiança e empatia. Incrível! Espetacular!

Por todas essa soma de fatores extremamente agradáveis, a gente se apaixonou por Copenhague. Afinal, como não se sentir bem com tantas casas coloridas, palácios, parques, bares e canais bem limpos e aproveitados por pessoas de bem com a vida e educadas? Foi, junto com Malta, o lugar preferido de Rafael na última viagem que fizemos (que incluiu outras maravilhas: Nova York, Londres, Edimburgo, Dublin e Cliffs of Moher, Estocolmo, Tallin, Riga, Varsóvia e Cracóvia, além de Milão e Lugano).

Nossas atrações preferidas: 1) Canal Nyhavn, 2) Castelo de Rosenborg e parque Kongens Haven, 3) Igreja de Mármore e parque Amaliehaven, 4) calçadão até o Kastellet, 5) canal de Christianshavn, 6) rua Stroget e 7) canal de frente para o Palácio de Christiansborg e para o Kayak Bar.

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NÃO DÁ PARA SAIR DE COPENHAGUE SEM PASSAR PELO NYHAVN

DICAS

⇒ Se for no inverno, prepare-se bem para o frio! Sugerimos, mais uma vez, o verão.

⇒ Para descontos em entradas, restaurantes e deslocamentos, vale a pena conferir sobre o Copenhagen card.

⇒ Se está com tempo livre, existem bate e volta a partir da cidade! Sugestões que ouvimos falar são Castelo de Kronborg e Castelo de Frederiksborg, bem como a cidade sueca de Malmo.

⇒ Cuidado ao atravessar! Bicicletas estão por toda parte e andam em alta velocidade. Existem vias apropriadas para tal transporte, muita atenção.

⇒ Muitas tomadas têm botão ligar e desligar. Para colocar os eletrônicos para carregar, por exemplo, é bom conferir se a tomada está ligada.

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CANAL NYHAVN – COPENHAGUE, DINAMARCA

⇒ Alternativas para quem tem tempo disponível:

a) bate-volta ao “Castelo de Hamlet”. Trata-se do castelo renascentista de Kronborg, na cidade de Helsingør, a 45 minutos de Copenhague a partir da estação central de trens Kobenhavn H – trens diários (o castelo é retratado em Hamlet, obra-prima de Shakespeare, como o Castelo de Elsinore);

b) bate-volta até a cidade sueca de Malmö (a terceira mais povoada do país vizinho). Há ônibus da empresa Grahundbus que saem diariamente da praça Kongens Nytorv, em frente ao The Royal Danish Theater, dura 1h de viagem cada trecho; e também há trens que partem da estação central e do próprio aeroporto de Copenhague para Malmö).

CURIOSIDADES

O país é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo.

O nome “Lego” tem origem nas palavras dinamarquesas leg godt, que traduzidas são “brincar bem”. A famosa  empresa foi criada por um dinamarquês (Ole Kirk Christiansen).

A Dinamarca tem mais bicicletas do que carros. Ah! A cidade de Kopenhagen é bastante plana, perfeita para pedalar sem cansar.

No geral, as pessoas são simpáticas e solícitas. São considerados os latinos da Escandinávia, por serem bastante comunicativos e festivos se comparados com o restante nórdico.

SEGURO VIAGEM

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

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CANAL NYHAVN – COPENHAGUE, DINAMARCA

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CASTELO DE ROSENBORG – COPENHAGUE, DINAMARCA

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4 comentários sobre “COPENHAGUE

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