EL CHALTÉN

A capital do montanhismo e do trekking argentino fica a poucas horas de El Calafate, no Parque Nacional Los Glaciares, e proporciona lindas trilhas por bosques, lagos e paredões de rocha e gelo, com destaque para o impressionante cerro Fitz Roy.

Confira nas linhas abaixo nossas informações sobre esse lugar de contato fascinante com a natureza e ideal para quem dá valor a grandes experiências em que limites pessoais são testados.

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FINAL DA TRILHA PARA A LAGUNA DE LOS TRES – EL CHALTÉN, ARGENTINA

COMO CHEGAR

Por não contar com um aeroporto na pequena cidade, a melhor forma para chegar em El Chaltén é de carro alugado, van executiva ou ônibus a partir de El Calafate (a cidade-base para a geleira do Perito Moreno) e onde chegam os voos regulares vindos, entre outros, de Buenos Aires (na maioria das vezes, a partir do Aeroparque) e Ushuaia. Eles normalmente são operados pela companhia Aerolineas Argentinas, mas também é possível encontrar voos da LATAM e da Austral.

O percurso de 215 km (cerca de 3 horas de duração) que liga El Calafate até El Chaltén deve ser feito pela seguinte sequência de estradas em excelente estado de conservação: Rota Provincial 11 + a emblemática Rota Nacional 40 (contornando a parte leste do Lago Argentino) + Rota Provincial 23 (margeando o Lago Viedma).

Aluguel de carros – A gente sempre indica a reserva antecipada pelo site da Rentcars. Também é possível fazer contrato de locação no aeroporto de El Calafate ou na própria cidade.

Ônibus – As empresas que costumam fazer esse trajeto são Caltur, Chalten Travel e TAQSA. Confira os horários atualizados de saídas a partir dos terminais rodoviários de El Calafate e El Chaltén nos links destacados.

Há diversas excursões com vans privativas compartilhadas para as atrações de El Chaltén a partir de El Calafate. Aconselhamos que consulte as opções fornecidas no aeroporto ou no seu hotel em El Calafate. Além delas, compare o preço com os pacotes disponibilizados nos sites: Get Your Guide, Argentina 4u ou os listados no site oficial do município de El Chaltén.

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ENTRADA DA CIDADE – EL CHALTÉN, ARGENTINA

QUANDO IR

Primeiramente, devemos registrar que a variação do tempo em El Chaltén é muito grande. Assim, em épocas mais solares, é possível se deparar com nuvens e neblina que não permitem a visualização dos cumes, assim como no inverno (mais conhecido pelas condições mais instáveis e nebulosas) há vários dias em que o topo das montanhas fica bem nítido. Dito isso, falamos a seguir sobre probabilidades/tendências.

A melhor época para quem pretende caminhar sem enfrentar as baixas temperaturas é entre novembro e abril, sobretudo nos meses de dezembro e janeiro. É nesses meses que as cidades patagônicas ficam mais cheias (jamais lotadas), e a variedade de restaurantes, hospedagens e passeios é maior. Todavia, por ser a alta temporada, os preços dos hotéis e excursões são mais caros nesse período.

Aconselhamos a viagem até El Chaltén em fevereiro, mês em que as condições climáticas ainda são favoráveis e os custos são reduzidos.

Quem pretende encarar maior quantidade de neve nas trilhas, deve ir para El Chaltén em setembro. As temperaturas são menos rigorosas que em julho e agosto (auge do inverno) e o risco de o Cerro Fitz Roy ou o Cerro Torre ficarem encobertos é menor que nos 3 meses anteriores.

VISTO

Não é necessário para brasileiros ou residentes nos países do Mercosul. O ideal é levar o passaporte, mas basta ir com uma carteira de identidade recente.

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PARTE DA SUBIDA – TRILHA PARA A LAGUNA DE LOS TRES – EL CHALTÉN, ARGENTINA

FUSO HORÁRIO

GMT -3. É o mesmo horário oficial do Brasil, exceto quando há diferença de funcionamento do horário de verão entre esses países vizinhos.

MOEDA

Peso argentino.

Diferentemente de Buenos Aires e até de Ushuaia, em El Chaltén é muito difícil conseguir câmbio que converta o real. Mesmo as vans ou ônibus que saem do aeroporto de El Calafate para El Chaltén não aceitam reais. Os raros estabelecimentos e bancos que aceitam fazem uma troca bastante desvantajosa para que vai com o dinheiro brasileiro. Por isso, chegue em El Calafate e El Chaltén com os pesos argentinos ou dólares.

Na cidade não localizamos bancos nem casas de câmbio para realizar saque de dinheiro. A dica para quem quer trocar mais dinheiro por lá é tentar no hotel, na rodoviária ou em alguns restaurantes. Cartões de crédito são aceitos na maior parte dos restaurantes e hotéis (pergunte se aceitam antes de consumir ou utilizar o serviço).

Para se prevenir, caso viaje de avião com conexão em Buenos Aires, confira o horário de chegada em solo argentino. Se você chegar à noite, as casas de câmbio argentinas deverão estar fechadas. Por esse motivo, prefira já levar pesos argentinos desde o Brasil. Caso seu voo chegue em Buenos Aires de dia (até umas 20h) e você possa caminhar pelo centro da capital ou mesmo no aeroporto, procure fazer o câmbio na Argentina (lá a cotação é mais favorável do que a troca monetária realizada no Brasil).

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UMA DAS NOSSOS FOTOS PREFERIDAS NA VIDA – LAGUNA DE LOS TRES – EL CHALTÉN

IDIOMA

Espanhol, mas ele entendem o português pausado. Procure, ao menos, cumprimentar e agradecer na língua local (buenos dias; gracias; permiso; perdón)

QUANTO TEMPO FICAR

Depende do seu perfil de viajante. Para quem é apaixonado por adrenalina, aventura e ecoturismo, existem inúmeras trilhas para fazer em uma semana ou mais tempo, hospedando-se ou acampando nelas ou na cidade, o que é ideal.

Agora, se você só quer conhecer o principal/o mais famoso, fique 2 ou 3 dias completos em El Chaltén. Isso porque é muito difícil fazer a mais bela trilha (para a Laguna de los Tres) ou mesmo ir ao Cerro Torre em um bate-volta de ônibus a partir de El Calafate. Além desse tempo sugerido, se você não se encaixa no perfil do parágrafo anterior, vai achar a cidade bem pacata, tendo mais opções em El Calafate.

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VISTA NO CAMINHO PARA A LAGUNA DE LOS TRES – EL CHALTÉN, ARGENTINA

HOSPEDAGEM

Como a cidade é minúscula, com apenas duas avenidas principais, em qualquer lugar que você se hospedar, você estará perto do início das trilhas para as atrações mais famosas. Listamos abaixo algumas opções bem avaliadas por turistas:

  • Patagonia Eco Domes – nota acima de 9 no Booking; é o mais caro dessa lista; viabiliza transfer a partir do aeroporto de El Calafate (a ser combinado com o hotel);
  • Chalten Suites Hotel – também na linha sofisticado-rústico, com nota superior a 9, embora a preço bem mais baixo que o anterior;  muitas janelas com vista para as montanhas e quarto relativamente espaçoso;
  • Apart Toro – são apartamentos bem decorados a preços justos (menores que os anteriores) e com a vantagem de ficarem perto do terminal de ônibus. Bom custo-benefício;
  • Hosteria Los Ñires – ótima opção para quem pretende ficar mais dias em El Chaltén sem ter o ânimo de acampar. O preço é muito bom, fica a 300 metros do terminal de ônibus e perto de bons restaurantes e do começo da trilha mais comum (e longa) para a montanha Fitz Roy;
  • Patagonicus – um “bed and breakfast” a baixo custo, limpo e bem localizado. Também recomendado para quem quer passar mais tempo em El Chaltén e não se incomoda em não ter muito luxo no quarto, que é privativo mas é pequeno;
  • Hostel Kaiken – albergue com quartos coletivos e mistos, localizado a 700 metros do centro. Vantagem para o baixo custo. Nota 8 no Booking;
  • Hostel Pioneros del Valle – no mesmo estilo do anterior (quartos coletivos, banheiros compartilhados) embora com uma fachada e ambientes mais bonitos, este albergue fica mais perto da avenida principal (a uma caminhada um pouco mais distante do terminal de ônibus). Destaque também para o preço baixo da diária;
  • Lo de Guille – os quartos coletivos desta hospedagem são os mais baratos indicados pelo Booking, embora existam quartos privativos para casal (evidentemente a um preço maior). Ele fica bem pertinho do terminal de ônibus. Nota 8 no Booking.
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BELEZA ABSURDA DE EL CHALTÉN – ARGENTINA

Para quem tem pouco tempo em El Chaltén (2 dias), nossa recomendação vai para a hospedagem na Hostería El Pilar. Trata-se do local mais perto para começar a trilha mais longa e bonita da cidade. Se você ficar nela, você economiza preciosos 2 km de caminhada por trecho, deixando de encarar algumas subidas íngremes (não é pouca coisa, vá por nós!). Além dessa que é a sua grande vantagem, os quartos e seu jardim são muito agradáveis, e sua fachada é bem bonita. O ponto negativo é que ela fica afastada do centro da cidade. Para chegar lá, contrate um táxi no centro da cidade ou peça o transfer no centro de informações turísticas na entrada de El Chaltén.

Caso deseje mais alternativas de pousadas, acesse o Booking, o Trivago ou o Tripadvisor. Se preferir acertar um quarto, casa ou apartamento e conferir os detalhes diretamente com o proprietário, consulte o Airbnb.

O QUE CONHECER

Trilha para a Laguna de Los Tres – é, sem dúvidas, a mais bonita e famosa trilha de El Chaltén. É através dela que você chega bem perto do Monte Fitz Roy, na base de uma lagoa de um azul lindíssimo decorrente do degelo, em um cenário similar às Torres del Paine. Reserve o dia mais limpo para percorrê-la (consulte a previsão do tempo antes de viajar para lá e veja qual é o dia de sol na cidade), já que nem sempre é possível ver aquele cenário de cartão-postal descoberto.

São 10,2 km de caminho a partir do centro de El Chaltén (no final da Avenida San Martín), e 9 km a partir da Hostería El Pilar (no quilômetro 17 da Rodovia Patagônica 23, margeando o Rio de Las Vueltas). Aconselhamos a começar por um dos acessos e terminar pelo outro, para ter uma noção mais ampla do parque. A duração média dessa trilha é de 4h30 a 5h, por cada trecho, a depender de onde você inicia o percurso.

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VALE COM RIO TRANSPARENTE, BOSQUE, MONTANHAS E GELEIRA – EL CHALTÉN, ARGENTINA

A quase totalidade desses caminhos é tranquila de fazer (a que vai do centro da cidade passa pela Laguna Capri e algumas subidas iniciais em ziguezague; a que parte da Hostería El Pilar, passa por um bosque mais plano e por uma vista para o Glaciar Piedras Blancas). O problema fica para o último quilômetro, pouco depois do acampamento Poincenot, que é comum a ambas as rotas.

É nessa parte final que fica a subida mais íngreme que já vimos na vida. Bastante cansativa, em solo de areia e pedra, que escorrega um pouco. Para se ter uma ideia, esse último trecho dura pouco menos que o tempo que você despende até chegar a ele, embora a distância até aqui seja mais que o quíntuplo da que você fará para subir.

Se estiver ventando muito, pare até a ventania passar, do contrário, fica muito perigoso (às vezes, o vento é tão intenso que a trilha até a Laguna de Los Tres fica interditada e ninguém pode subir).

É possível fazer essa trilha se você só tiver 1 dia em El Chaltén. Para tanto, é necessário que você chegue o mais cedo possível na cidade e saia o mais tarde possível de lá (se for de ônibus, suba no que sai de 7h30 de El Calafate e volte no último horário disponível). Além disso, comece a trilha pela Hostería El Pilar (embora o táxi/transfer que leva até lá seja caro, você economiza tempo e fôlego de subida). Por fim, esteja preparado e faça o mínimo de paradas possíveis até o começo da subida íngreme. Deixe para tirar fotos do percurso no caminho da volta, com o tempo mais administrável.

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LAGOA À ESQUERDA DO FINAL DA TRILHA PARA A LAGUNA DE LOS TRES – EL CHALTÉN

Em qualquer das rotas que você seguir, a sinalização é ótima, com placas de madeira em bifurcações. Qualquer que seja o caminho dentro do parque, ele é gratuito.

Trilha para a Laguna Capri e Mirador Fitz Roy – para quem não tem muito fôlego ou mobilidade, ou para quem tem apenas 1 dia em El Chaltén, essa trilha é ideal para ter uma noção abreviada da reserva ecológica e do monte Fitz Roy. Ela fica a cerca de 1h30/2h de caminhada a partir do acesso do parque pelo centro da cidade (final da Avenida San Martín), não sendo necessário nem recomendado fazer essa trilha a partir da Hostería El Pilar. Assim, do acesso principal, são 4 km de rota em que você passa por subidas em um bosque e pelo Mirador Rio de las Vueltas (que se forma a partir do Lago del Desierto).

Bem perto de chegar na Laguna Capri, há uma bifurcação na qual você pode seguir o rumo para o Mirador Fitz Roy e ter uma linda vista para esse imponente maciço rochoso, embora sem o lago. A caminhada entre esse mirante e a Laguna Capri dura 15 minutos. Rapidinho.

Na Laguna Capri é também possível avistar o Monte Fitz Roy em mais uma imagem espetacular. Ótimo lugar para tirar fotos.

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SINALIZAÇÃO EXCELENTE PELAS TRILHAS – EL CHALTÉN, ARGENTINA

Trilha para o Cerro Torre – outro belo percurso com um final lindíssimo para outra montanha famosa de El Chaltén. São 9 km de caminhada, cada trecho. A duração média é de 4h para ir e 4h para voltar (o tempo é menor por não incluir a temida subida super íngreme que leva até a Laguna de Los Tres).

No caminho, você passa por vales, pelo Mirador Cerro Torre (metade do caminho), por um bosque de lengas, pelo Rio Fitz Roy, pelo acampamento De Agostini até chegar à Laguna Torre. De lá, você pode caminhar mais um pouco, em um trecho menos sinalizado até o norte da lagoa, alcançando o Mirador Maestri, com vista para o Glaciar Grande, Cerro Solo e para a Laguna Torre.

Cabe dizer que é possível combinar a Laguna de los Tres e o Cerro Torre em um percurso. Sua trilha chama-se Sendero Madre-Hija e demanda parada para acampamento e muito tempo disponível.

Há 2 acessos para começar a trilha para o Cerro Torre a partir do centro de El Chaltén. Um fica perto do Hotel Kalenshen (na altura da Calle 7)  e o outro no final da rua Lago del Desierto, em direção ao Mirador de Los Condóres.

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MAIS PLACAS PELO CAMINHO – COMEÇO DO “DRAMA” PARA A LAGUNA DE LOS TRES

Mirador de los Condóres e Mirador de Las Aguillas – caminho mais curto (40 minutos a 1h de caminhada, cada trecho) e fácil, saindo do centro de El Chaltén a partir da Costanera Norte ou da Calle Riquelme em direção a oeste. Rende lindas vistas panorâmicas e fotos, inclusive sendo possível observar o Lago Viedma.

Recomendado para quem chega depois do meio dia em El Chaltén ou aos que têm dias sobrando na cidade.

Chorillo del Salto – outro passeio rápido e de baixo nível de dificuldade em El Chaltén. Isso porque boa parte dele pode ser feita de carro ou de bicicleta. Para chegar lá, você deve seguir até o final do povoado em direção ao Lago del Desierto (Rota nº 41, que margeia o Rio de Las Vueltas). Há um caminho específico para bicicletas à direita da estrada comum dos carros depois de 30/40 minutos a partir da Rota nº 41 e um específico para caminhadas, a poucos metros dessa linda cachoeira/cascata, passando por um bosque de árvores baixas.

Essa atração fica a 4 km do centro de El Chaltén e sua visita é aconselhada para quem tem pouco tempo na cidade, para quem não tem muito fôlego para caminhadas longas ou para quem já viu as atrações principais listadas anteriormente e ainda tem um dia sobrando.

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PAISAGEM DURANTE A TRILHA – EL CHALTÉN, ARGENTINA

Passeio de barco e trekking pelo Glaciar Viedma – a maioria das excursões que saem de El Calafate para El Chaltén inclui esse passeio de dia inteiro. O passeio de barco sai pelo porto de Bahia Túnel e trafega pelo Lago Viedma (é o Viedma Light). Quem deseja fazer o Viedma Trek, faz o passeio de barco e, após uma parada na base esquerda da geleira Viedma, caminha com grampões por 2h sobre um trecho na geleira com guia, passando por fissuras e grutas (indicamos esse). Também é possível fazer uma escalada sobre um paredão de gelo nesse glaciar (Viedma Pro).

Sinceramente, avaliamos que o passeio de barco e o Mini Trekking ou Big Ice pelo Perito Moreno (em El Calafate) é bem melhor que esses para o Lago e Glaciar Viedma, que tem como única vantagem frente ao seu primo mais famoso o fato de ser um passeio mais barato e com muito menos turistas. Por isso, a gente acha que ele é mais indicado para quem não foi ao Perito Moreno ou para quem gostou tanto dele que quer repetir a experiência em uma geleira diferente.

Caso se interesse por essa atração, a gente recomenda que esse passeio seja acertado no site da Viva Patagonia Travel ou Argentina 4u. Outra forma aconselhável é comprar seu passeio diretamente na empresa Patagonia Aventura, que fica na Avenida San Martín, nº 56.

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LAGUNA DE LOS TRES E MONTE FITZ ROY (ENCOBERTO) – EL CHALTÉN, ARGENTINA

Laguna del Toro e Paso del Viento – entre as trilhas menos conhecidas para o turista que vai a El Chaltén, esta é a mais linda, longa e difícil. Exige o acompanhamento por guia profissional, além de demandar bastante preparo físico e equipamento específico fornecido pelo guia. O trecho de ida dele é feito em 2 dias (necessário dormir em acampamento).

No primeiro dia, a maratona de 7 a 8 horas de caminhada começa no Centro de Visitantes do Parque Nacional Los Glaciares, logo na entrada de El Chaltén. A partir daí, você percorre durante meia hora um caminho bem sinalizado até chegar em um bosque de lengas. À medida que sobe-se o bosque, é possível avistar o Cerro Torre e o Fitz Roy ao norte e o Cerro Huemul ao sul. Pouco mais adiante, há um mirante para o Lago Viedma e, mais à frente, o mirante para o Rio Túnel. Desde então, o caminho é de descida até o acampamento montado perto da margem da Laguna Toro.

No segundo dia, o percurso é de 9 a 10 horas de caminhada, passando por terreno arenoso e por trechos de glaciares pelas margens da Laguna Toro, Laguna Ferrari, Cerro Huemul e ao Refúgio Paso del Viento, onde se acampa e é possível ver o Campo de Gelo Patagônico Sul, o Glaciar Viedma e o nascedouro do Glaciar Upsala e o Cordón Mariano Moreno (maciço montanhoso quase todo coberto de gelo). Espetacular!

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SUBIDA SEM FIM PARA A LAGUNA DE LOS TRES – EL CHALTÉN, ARGENTINA

Há muitas outras trilhas e atrações a partir de El Chaltén (passando pela ponta norte/Glaciar Huemul e sul do Lago del Desierto; pela Cascata Margarita; pela Piedra del Fraile e Glaciar Pollone; pelo Cânyon do Rio de Las Vueltas). Consulte as que mais se encaixem com o seu perfil no Centro de Visitantes logo na entrada de El Chaltén ou no hotel ou em alguma agência de turismo espalhada nas poucas ruas e avenidas da cidades

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

Se você ficar nas avenidas principais ou ruas transversais, é possível passear pelas lojas mais arrumadas e pelos melhores restaurantes em curtas caminhadas. Além disso, como falamos acima, as principais trilhas são feitas a pé.

Não há ônibus de linhas e muito menos metrôs circulando no centro de El Chaltén.

A cidade é tão pequena que só vale a pena pegar táxi ou trafegar de carro alugado se seu hotel estiver localizado em um lugar isolado, longe do povoado, ou se o interesse é de fazer a trilha para Laguna de Los Tres a partir da Hostería El Pilar.

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TRILHA IMPRESSIONANTE – EL CHALTÉN, ARGENTINA

CULINÁRIA LOCAL

Assim como falamos sobre esse quesito no post de El Calafate, os pratos típicos são o famoso cordeiro patagônico/parrilla/asador e os pescados (sobretudo, a truta), os fondues e sopas, os vinhos e os doces (principalmente sorvetes e sobremesas que destacam o doce de leite ou frutas vermelhas).

Querendo economizar neste quesito, nos restaurantes também é muito comum (e delicioso) experimentar as “empanadas” (empadas mais macias, com menos massa e no formato de pastéis com deliciosos recheios) e as carnes à milanesa.

RESTAURANTES

Não faltam boas e charmosas opções na pequena cidade. Os restaurantes concentram-se na Avenida Miguel Martín de Güemes, na José Antonio Rojo e na Avenida San Martín. Os preços costumam ser mais baratos do que os cobrados nos estabelecimentos de El Calafate.

Além da culinária típica argentina, você encontra alternativas vegetarianas e comida italiana por lá. Escolha um que você achar mais bonito, confira o cardápio na entrada e certamente sua experiência será muito boa.

A seguir, listamos algumas opções bem avaliadas por turistas:

  • Ahonikenk Chalten Fonda Patagonica (endereço: Miguel Martín de Güemes 23);
  • Cerveceria Artesanal (endereço: Av. del Libertador Gral. San Martín 564);
  • La Vineria (ótimos petiscos e vinhos; endereço: Lago del Desierto 265);
  • Don Guerra (endereço: Avenida San Martín, perto do cruzamento com a Calle 6);
  • Maffia Tratoria e Fabrica de Pastas (comida italiana; destaque para o ravioli de cordeiro; endereço: San Martín 54);
  • Yenu (comida vegetariana; endereço: Avenida San Martín, perto do cruzamento com a a Calle Cerro Solo);
  • Prana Bar Natural (comida vegetariana; endereço: Avenida San Martín, pouco depois do cruzamento com a Calle Leonel Terray);
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LAGUNA DE LOS TRES E FITZ ROY – EL CHALTÉN

  • Curcuma Cocina Natural y Alimentacion Consciente (comida vegetariana; endereço: José Antonio Rojo 219);
  • B&B Burger Joint (endereço: Avenida San Martin 351);
  • El Muro (endereço: Avenida San Martín, entre as Calles E. Brenner e Konrad);
  • Che Empanadas (salgados típicos baratos; endereço: Avenida San Martín, perto restaurante Don Guerra);
  • Chalteños (deliciosos doces; endereço: Avenida San Martín, 249);
  • Heladería Domo Blanco (sorveteria excelente; endereço: Avenida San Martín, no cruzamento com a Calle 8);
  • La Chocolateria Josh Aike (aparência simples, mas trata-se de um lugar famoso pelo chocolate quente e alfajores; endereço: Lago del Desierto 105).
COMPRAS

Não é o motivo pelo qual as pessoas visitam El Chaltén, afinal, são as lembranças vivenciadas e os registros fotográficos que os turistas desejam levar de lá.

De qualquer forma, as lojas concentram-se, principalmente, na Avenida San Martín e nos arredores do Terminal de Ônibus da cidade (Avenida Miguel Martín de Güemes). Elas vendem, principalmente, ótimas roupas de frio, alfajores e artesanato. Destacamos:

  • Patagonia Hikes (Av. Lago del Desierto 250);
  • Viento Oeste (Av. San Martín 898);
  • Chalteños, Alfajores Y Dulces Artesanais (Av. San Martín 249);
  • Marcopolo (Av. Miguel Martín de Güemes 120);
  • Finisterre (Av. San Martín 48);
  • La Tienda  (Av. San Martín 175);
  • S.O.A. (Av. San Martín 195);
  • Andiperlas (Av. San Martín 624);
  • La Fábrica (Calle Ricardo Arbilla 146);
  • Trama y Color (Calle Cmte. Arrua 100-199).
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CENÁRIO DE CINEMA (“SENHOR DOS ANÉIS” PERDE) – EL CHALTÉN, ARGENTINA

VIDA NOTURNA

El Chaltén é uma cidade para quem gosta de aventuras na natureza. Essa particularidade atrai turistas que preferem passar a noite em acampamentos montados em parques naturais a curtir alguma balada. Diante dessa falta de público-alvo, não encontramos nenhuma casa noturna na cidade.

Caso queira passar uma noite animada por lá, a gente sugere o La Vineria (ótimo para comer “picadas”/petiscos e apreciar bons vinhos com gente que gosta da noite), a Cerveceria Don Guerra ou a Cerveceria Artesanal, Yenu Restobar & Cafe, o B&B Burger e o Bar Lo de Omar.

NOSSA EXPERIÊNCIA

Fomos a El Chaltén no dia 1 de janeiro de 2017, ótima maneira de começar o ano. Fizemos um bate-volta a partir de El Calafate. Saímos no primeiro ônibus (7h30 da manhã, da empresa TAQSA) e voltamos no último ônibus que tinha na época (18h30). Não pernoitamos em nenhum hotel/pousada da cidade. Levamos apenas uma roupa de manga comprida, calça impermeável, tênis para caminhada, um casaco corta-vento e uma mochila com comidas leves e água.

O dia que fomos foi predominantemente de sol, mas com momentos nublados e várias nuvens encobrindo o Monte Fitz Roy. Desde El Calafate e Ushuaia, todas as pessoas com quem conversamos sobre El Chaltén disseram que a melhor coisa a fazer lá era a trilha para a Laguna de Los Tres, apesar do pouquíssimo tempo que tínhamos na cidade. A gente arriscou e, embora extremamente cansativo, valeu a pena.

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GLACIAR PIEDRAS BLANCAS – EL CHALTÉN, ARGENTINA

Ao chegarmos na cidade, o ônibus parou primeiro no Centro de Visitantes para uma breve explicação sobre as condições das trilhas e os cuidados com a natureza. Em seguida, caminhamos até a Patagonia Aventura/Fitz Roy Expediciones e contratamos um transfer privativo (bem caro) até a Hostería El Pilar. O motorista não demorou nem 5 minutos para chegar até nós e nos levou até o local combinado, que fica a quase 10 km do centro, passando por uma estrada de terra que margeia o Rio de Las Vueltas. Demoramos entre 20 minutos e meia hora nesse percurso de carro e chegamos na El Pilar.

Fomos logo começando uma caminhada rápida, acelerando em trechos mais planos ou descendentes, parando para fotos rapidíssimas do Glaciar Piedras Blancas, do bosque e do Rio de Las Vueltas. O caminho até chegar no acampamento Poincenot é bem tranquilo, com placas constantes e sem exigir qualquer esforço extraordinário. É apenas uma caminhada longa. Naquele dia, esse percurso estava com uma temperatura agradável, com um frio normal para padrões do sul brasileiro.

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OLHA A COR DESSA ÁGUA! – LAGUNA DE LOS TRES – EL CHALTÉN, ARGENTINA

Poucas centenas de metros depois do acampamento Poincenot, apareceu a temida placa de subida íngreme até o final da trilha. Esse trecho é muito, muito, muito cansativo e tínhamos o tempo contra nós. Por isso, apesar do aclive muito grande, paramos poucas vezes. Seguimos naquela máxima “devagar e sempre”.  Vimos muitas pessoas parando para descansar em vários momentos. A agonia dessa subida é que, quando você atinge um ponto mais plano achando que terminou, tem outra parte ainda mais íngreme no final. E tudo isso enfrentando rajadas de vento que mudavam bastante de intensidade. Demoramos cerca de 1h a partir do acampamento Poincenot, em um trajeto de menos de 1km.

Ao chegarmos no fim da trilha, a recompensa mais linda de todas. O azul  da lagoa e e o branco da neve que desce do Fitz Roy são tão vivos e absurdos que não tem uma máquina que registre com exatidão a beleza do lugar. E tudo tão perto das nuvens. A sensação é de conquista e vitória; é de fincar uma bandeira e lembrar que subimos uma das trilhas mais bonitas da Patagônia argentina. Claro que a montanha encoberta não é tão bonita quanto em um dia limpo (longe disso), mas é um cenário surreal e muito diferente das paisagens naturais de tantos outros lugares bonitos que tivemos a oportunidade de ver no Brasil e no mundo.

Ficamos lá por 1h e começamos a volta, dessa vez pela trilha que leva até o centro da cidade de El Chaltén, passando pela bifurcação entre o Mirador Fitz Roy e a Laguna Capri. A gente ficou surpreso em perceber que a descida demorou tanto quanto a subida. Isso porque, além do cansaço acumulado na ida, o relevo é íngreme e cheio de pedrinhas soltas, o que dificulta muito a aderência e faz com que cada passo seja mais calculado, para evitar um escorregão ou uma torção no pé.

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PARQUE NACIONAL LOS GLACIARES – EL CHALTÉN, ARGENTINA

Todo o percurso é muito bonito e com uma variação de paisagens impressionantes. Apesar de extenuante, não achamos ele perigoso. Mesmo o trecho da subida mais acentuada não mete medo, porque a largura do caminho não é pequena e há muitas pedras grandes onde é possível se escorar. O risco só existe pra valer em dias de chuva (por tornar a trilha mais lisa e com menor visibilidade) e de fortes ventos (evite seguir caminhando com ventanias que desequilibram; não vale a pena, você tem muitos outros lugares bonitos para conhecer no mundo).

Com o tempo apertado, conseguimos chegar no final da trilha (acesso a partir do centro da cidade, em uma ponta da Avenida San Martín) e corremos até chegar no terminal rodoviário, faltando apenas 20 minutos para nosso ônibus sair. Só deu tempo para comer 2 empanadas gostosas na lanchonete do terminal, depois de um dia em que quase não comemos.

Apesar de toda a correria e desespero, a gente adorou o dia movimentado. Ficamos impressionados com a beleza do parque e com o equilíbrio perfeito entre uma trilha bem sinalizada e conservada e uma natureza multifacetada quase sem intervenção humana. Inesquecível!

Como sugestão de roteiro:

–  caso você só tenha 1 dia lá, faça a trilha para a Laguna Capri/Mirador Fitz Roy;

– caso você tenha 2 dias, faça a trilha para a Laguna de Los Tres no dia mais ensolarado (saindo para caminhar muito cedo) e no outro faça a trilha para a Laguna Torre;

– com 3 dias, faça a Laguna de Los Tres em um, Cerro Torre em outro, e o Mirador de Los Condóres + Chorillo del Salto em outro;

– com mais dias, considere incluir também o trekking pelo Glaciar Viedma e a super caminhada até a Laguna del Toro/Paso del Viento.

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LAGUNA DE LOS TRES – EL CHALTÉN, ARGENTINA

DICAS

Viaje para El Chaltén em uma época com menos riscos de chuva (normalmente, entre novembro e abril).

⇒ A gente recomenda muito que sua estada em El Chaltén seja de pelo menos 2 dias inteiros. É possível fazer a trilha da Laguna de Los Tres em 1 dia de bate-volta de ônibus, mas isso é muito arriscado. Se só tiver esse único dia, repetimos a sugestão de que faça a trilha para a Laguna Capri/Mirador Fitz Roy e, se ainda sobrar tempo, a subida ao Mirador de Los Condores.

Reserve o dia de sol e céu limpo para fazer a trilha para a Laguna de Los Tres. É ela que leva até a melhor posição para o cartão-postal da cidade.

⇒ Qualquer que seja a trilha superior a 4h cada trecho, comece a caminhada bem cedo, para poder aproveitá-la melhor e não correr riscos de se atrapalhar com o tempo da volta.

⇒ Segundo especialistas, as melhores fotos do Cerro/Laguna Torre e do Cerro Fitz Roy/Laguna de Los Tres é logo nos primeiros raios de sol sobre eles. É nesses momentos que a claridade fica mais adequada e a nitidez é maior sobre essas montanhas de granito. Por isso, se puder dormir na noite anterior no acampamento De Agostini ou no Poincenot, respectivamente, sua chance de chegar nesse horário nos mirantes é maior.

⇒ Leve um casaco corta-vento. Pela variação de temperatura e sensação térmica, esse item é fundamental para uma caminhada mais confortável. Também não se esqueça de uma garrafa d’água (que você pode encher nos rios limpíssimos que correm pelo parque) e de protetor solar. Se puder, use também um bastão de trekking, que melhora bastante o apoio.

⇒ Só faça as trilhas longas se estiver disposto e seguro. Respeite seus limites e, se estiver em dúvida, consulte o Centro de Visitantes ou alguma agência de turismo da cidade. Além dos percursos para as montanhas mais conhecidas, não faltam paisagens bonitas e passeios nos arredores.

CURIOSIDADES

→ El Chaltén é conhecida como a cidade mais nova da Argentina. Foi fundada em 12 de outubro de 1985, como forma de demarcação de território pelo governo argentino que disputava diplomaticamente a área com os chilenos. Todavia, há quem discorde, afirmando que, em 2003, foi fundada a cidade de La Punta, na província de San Luis. Os que defendem a “caçulice” de El Chaltén argumentou que ele ganhou o status de município somente em 24 de novembro de 2011.

→ Seu nome deriva da língua aonikenk ou tehuelche e significa “montanha fumegante/esfumaçada”, em referência ao Cerro Fitz Roy (originalmente conhecido como El Chaltén), o qual fica boa parte do tempo coberto por nuvens em seu topo.

→ A montanha mais famosa da cidade foi “batizada” como Fitz Roy em 2 de março de 1877 pelo expedicionário Francisco Moreno (o Perito Moreno). Ele assim nomeou o maciço de granito em homenagem ao capitão da embarcação HMS Beagle, Robert Fitz Roy, que navegou pelo Rio Santa Cruz em 1834.

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EL CHALTÉN – ARGENTINA

→ A cidade tem quase 2 mil habitantes e fica a sudoeste da Patagônia Argentina, no sul da Cordilheira dos Andes e norte do Parque Nacional Los Glaciares, sendo este tombado como patrimônio mundial pela Unesco. Seus primeiros habitantes foram servidores públicos da província de Santa Cruz e servidores federais. Durante o inverno, as baixas temperaturas e fortes ventos espantam quase toda a sua população, que chega a ser de 500 moradores nessa época.

→ As atividades econômicas principais de El Chaltén são: turismo, hotelaria e comércio.

→ Foi considerada o segundo melhor destino pelo site Lonely Planet em 2015 (a primeira colocada foi Washington DC).

→ No meio do caminho entre El Calafate e El Chaltén, fica o Parador La Leona. Foi lá, que em 1905, o assaltante de bancos Butch Cassidy escondeu-se por 1 mês. Também na região, o expedicionário Francisco Perito Moreno foi atacado em 1877 por uma puma, fato que quase o levou a morte.

→ A montanha Fitz Roy, embora longe de ser a mais alta (tem cerca de 3.400 metros de altitude), é considerada por profissionais da área uma das mais difíceis de ser escalada no mundo, por seus poucos pontos de apoio e pela sua verticalidade.

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BOSQUES E MONTANHAS NEVADAS TÍPICAS DA PATAGÔNIA – EL CHALTÉN, ARGENTINA

 

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LAGUNA DE LOS TRES – REPARE A GRANDEZA DO LUGAR CONSIDERANDO QUE AQUELE PONTO PRETO PERTO DO LAGO É UM TURISTA – EL CHALTÉN, ARGENTINA

 

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ACAMPAMENTO POINCENOT – EL CHALTÉN, ARGENTINA

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MONTANHAS DE GRANITO – EL CHALTÉN, ARGENTINA

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RIO FITZ ROY – EL CHALTÉN, ARGENTINA

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EL CHALTÉN, ARGENTINA

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17 comentários sobre “EL CHALTÉN

  1. Pingback: EL CALAFATE
  2. Maria Antônia disse:

    Que fotos lindíssimas! 😍😍😍
    El Chaltén , pelo que vi pelo post , é o lugar ideal para quem gosta de aventura e adrenalina. Está muito bem explicado e com ótimas dicas, Parabéns !❤

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  3. William de Lara disse:

    Eu e minha esposa vamos para El Calafate em Janeiro dia 12 e dia 16 partiremos para El Chaltén, onde ficaremos até o dia 21. Realmente o lugar é incrível só de ver pelas fotos, imagino pessoalmente, deve ser maravilhoso.
    Temos uma dúvida, como vocês foram praticamente na mesma época que nos iremos, sabe se vale a pena investir em roupas para frios mais rigorosos mesmo sendo no verão? Mais ou menos quantos graus de temperatura vocês pegaram?

    Já viramos fãns de vocês, 😀

    Curtido por 1 pessoa

    • conhecendolugaresblog disse:

      Muito obrigado por nos seguir e gostar do nosso blog, William! Você não faz ideia de como isso nos motiva e nos faz feliz.
      É indispensável que você invista em um casaco corta-vento e em uma calça impermeável. Isso nos ajudou muito a aproveitar essas roupas, que são leves e reaproveitáveis (por não molharem, a gente repetiu muito). A gente indica a loja Decathlon. Foi onde compramos e o preço lá é bem acessível.
      A temperatura que encaramos lá era em torno de 5 graus (à noite) e 15 graus de dia. O vento mudava constantemente, o que alterava bastante a sensação térmica.
      Embaixo, eu usava um ceroula, um calça jeans e uma calça impermeável (uma sobre a outra); na parte de cima, usei uma camisa térmica, uma camisa de manga comprida e um casaco corta-vento (sempre levava na mochila um casaco mais grosso; nada de sobretudo, um casaco confortável para encarar os ventos mais fortes e temperaturas mais baixas).
      Espero que tenhamos ajudado.
      Muito bom contar com sua participação. Qualquer dúvida, é só falar. Se vocês não tiverem mais nenhuma até a viagem, contem-nos sobre sua experiência quando retornarem.
      Abraço!

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      • William de Lara disse:

        Opa, muito obrigado!!!
        Pois é, a gente imagina por ser “verão” que o clima lá estará ameno, mas pelo visto mesmo em pleno Janeiro o bicho pega rsss, então é melhor ir preparado mesmo.
        Muito legal, o blog de vocês, nos inspira muito.
        Queremos fazer um Full Day em Torres del Paine, vamos ver como vai ser.
        Obrigadão pelas dicas, certamente são de muito valor para nós.
        Certamente vamos contar como foram nossos dias na Patagônia.

        Obrigadoooooo!!!!!!!!

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  4. WILLIAM DE LARA disse:

    Colega, só mais uma pergunta. Tu acha que vale a pena já reservar o passeio Full Day TDP ou deixar pra contratar na hora, deixando a viagem mais flexível e menos engessada. O Mini Trekking esse sim já vamos reservar, agora esse pra Torres estou em dúvida.
    Gracias.

    Curtido por 1 pessoa

    • conhecendolugaresblog disse:

      Oi, William! Cara, depende muito da sua preferência. Posso falar levando em conta nossa experiência: por termos viajado na alta temporada (final de dezembro – começo de janeiro), pesquisamos e vimos que esse passeio era bem concorrido. Tanto foi assim, que saíram 2 ônibus da South Road e naquele dia e foram quase lotados.
      Como você viaja também em janeiro, eu evitaria o risco e compraria com antecedência. Ainda que exista a possibilidade de haver vagas se você comprar na hora, acho que você tem mais a perder se arriscar fazer deste jeito.
      Como dissemos, o full day TDP foi o passeio de que mais gostamos. Por isso, seria uma temeridade que você deixe de fazê-lo querendo tanto.
      É preferível engessar este passeio e deixar flexível os demais. Se por algum motivo extraordinário (principalmente, se o tempo estiver ruim pela previsão do tempo dias antes desse seu passeio), entre em contato com a empresa para ver se eles podem remanejar para outro dia.
      Respondi sua pergunta? Espero que sim! Abraço!

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