YANGON

Uma cidade de contrastes e de grande impacto para quem está acostumado a só encontrar beleza e boa estrutura turística nos destinos de viagem.

A maior cidade do Myanmar (antiga Birmânia) não é tão bucólica e transcendental como Bagan, mas tem no seu povo pobre e acolhedor, nas ruas movimentadas com prédios antigos e no Shwedagon Pagoda (entre outros templos dourados) o seu inegável e diferente encanto. Até hoje não encontramos nenhum outro lugar que despertasse tantas sensações diferentes quanto lá.

Confira a seguir as informações que entendemos úteis sobre Yangon.

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O INCOMPARÁVEL “SHWEDAGON PAGODA” – YANGON, MYANMAR

COMO CHEGAR

Avião – Assim como para todo o Sudeste Asiático, não há voos diretos do Brasil e das principais cidades da Europa ou das Américas para Yangon. Dessa forma, o voo costuma fazer uma ou mais conexões em alguma cidade hub no meio do caminho (Istambul, Dubai, Addis Abeba, Joanesburgo) antes de chegar lá.

O aeroporto de Yangon possui ligações mais fáceis com a Tailândia (país vizinho e principal entrada para o Myanmar, com muitos voos diretos a partir de Bangkok), Vietnã (voos diretos a partir de Hanói e Ho Chi Minh), Malásia (voos diretos a partir de Kuala Lumpur), Cingapura (muitos voos diretos), Camboja (voos diretos a partir de Phnom Penh), Hong Kong, China (voos diretos a partir de Pequim e Cantão) e Índia (voos diretos a partir de Calcutá e Gaya). Também há voos diretos a partir dos Emirados Árabes Unidos (somente saindo de Dubai), embora em menor quantidade e mais caros. Voos partindo do Laos (que também é vizinho) têm conexões principalmente em Bangkok.

Os voos saindo de Bangkok, Kuala Lumpur, Hanói ou Ho Chi Minh, Phnom Penh e Hong Kong não costumam ser caros. Companhias confiáveis que operam até o aeroporto de Yangon (RGN) são: Nok Air, Air Asia, Thai Lion Air, Myanmar National Airlines, Thai Smile, Bangkok Airways, Lao Airlines, Vietjet Air, Hahn Air, Vietnam Airlines, Emirates, Malindo Air, Malaysia Airlines, Jetstar, Singapore Airlines, Myanmar Airways International, Silk Air, Cathay Dragon, Cathay Pacific, Air China.

Fique atento às promoções de passagens aéreas do site Melhores Destinos que surgem para a Tailândia, a melhor referência para chegar de forma mais barata ao Myanmar. Quando fizer seu roteiro pela região, simule as datas e os trechos pelo Skyscanner, comparando os horários e preços de diferentes companhias aéreas (inclusive de baixíssimo custo).

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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

Via terrestre – Para quem deseja uma aventura via terrestre, a agência de ônibus Greenbus Thailand faz o percurso entre Chiang Mai e a cidade de Mae Sot (ambas cidades tailandesas próximas à fronteira com Myanmar). A partir de Mae Sot é fácil chegar de tuk tuk ou van em Myawaddy (cidade fronteiriça já no território do Myanmar), passando pela Friendship Bridge. O percurso entre Myawaddy até Yangon é feito no ônibus da empresa Shwe Mandalar (que para também na cidade de Hpa-An) e tem como destino final o terminal rodoviário de Aung Mingalar, a 20km do centro.

Deu para perceber que é uma maneira muito mais difícil, demorada (cerca de 17 horas só nos ônibus, além de toda a espera no posto de imigração tailandês e no de Myanmar) e rara de chegar em Yangon.

Aos que vão de carro (sugerimos o aluguel pela Rentcars), as estradas principais que ligam a Tailândia a Yangon são a National Highway nº 8 (mais perto de Bangkok) ou a nº 5 (mais perto de Chiang Mai; se você for por essa fique atento que, após a cidade de Taungu, já no Myanmar, deve dobrar à esquerda pegando a estrada Ah Myan Lan).

Considerando que o trajeto de ônibus ou carro corresponde a, no mínimo, um dia perdido só nas estradas (se você não errar o caminho nenhuma vez e não tiver dificuldade em encontrar postos de abastecimento), prefira a praticidade e a economia de tempo dos voos, na quase totalidade das vezes mais baratos (várias opções abaixo de R$ 200,00 reais o trecho).

QUANDO IR

Assim como ocorre em boa parte do Sudeste Asiático, as temperaturas em Yangon – que tem clima tropical – variam muito pouco ao longo do ano, registrando uma média de 27ºC durante todos os meses, sendo raríssimos os dias de inverno com termômetros abaixo dos 20ºC. Por isso, o que influencia decisivamente na melhor época para conhecer essa região é o período das chuvas, que são intensas nos meses das famosas monções.

Em Yangon essas precipitações ocorrem sem parar entre maio e outubro (com níveis impressionantes de chuva sobretudo entre junho e agosto). Assim, os melhores meses para visitar essa fascinante cidade são de dezembro a abril.

Para cravar uma época ainda mais ideal, recomendamos a viagem para lá em janeiro ou fevereiro, os meses estatisticamente menos chuvosos, sendo ótimos para combinar a temporada ensolarada no Myanmar com algumas lindíssimas praias tailandesas (Koh Phi Phi, Railay Beach e Koh Samui/Koh Tao).

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SHWEDAGON À NOITE – YANGON, MYANMAR

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SHWEDAGON DE DIA – YANGON, MYANMAR

VISTO

É obrigatório para brasileiros. Após cumpridos os requisitos abaixo descritos, você leva uma autorização para obtenção do visto, que só é entregue no aeroporto de entrada do país. Confira como conseguir a mencionada autorização:

Para quem mora em Brasília, basta ir a correspondente embaixada (endereço: SHIS QI 05, Conjunto 20 Casa 20 – Lago Sul, CEP: 71615-200) e entregar a documentação e o formulário preenchido. Para quem não mora, é possível retirar pela Internet (E-visa), com os pop-ups desbloqueados. Para tanto, as instruções da embaixada constam desse link, com indicação dos documentos necessários, formulário e ressalvas (tenha em mãos foto, comprovante de hospedagem e passagens aéreas, além de passaporte válido por mais 6 meses, no mínimo, a contar do dia da sua volta).

Caso prefira fazer o E-visa diretamente pelo site oficial do Ministério do Trabalho e Imigração daquele país, acesse aqui. Nele, deve-se clicar a opção “Apply your e-visa now”.

No site, deve-se preencher os campos (indicando tipo de visto, nacionalidade, aeroporto de entrada ou posto de imigração terrestre). Após concordar com os termos e condições, você tem que preencher seus dados pessoais e informações diversas (nome e endereço da sua hospedagem no Myanmar),  fazer upload de uma foto colorida tirada nos últimos três meses (4,8cm por 3,8cm). Por fim, pagar a taxa de confecção do visto – cerca de 50,00 dólares, não reembolsáveis – que pode ser paga através de cartão. Leve o comprovante de cumprimento dos requisitos que receberá por e-mail, e apresente com uma foto original no aeroporto de chegada no Myanmar, lá recebendo seu visto original.

Para mais informações, entre em contato com a Embaixada do Myanmar pelo site destacado ou pelo telefone (61 3248-3747).

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SHWEDAGON PAGODA VISTO DO LAGO KANDAWGYI – YANGON

FUSO HORÁRIO

GMT + 6h30. Isso significa que são nove horas e meia à frente do horário oficial brasileiro. Assim, quando no Brasil o relógio marca 8h da manhã, lá em Yangon são 17h30.

MOEDA

Quiate ou kyat. Para saber o valor estimado do câmbio do seu país para a moeda local, confira o conversor monetário do Banco Central do Brasil neste link.

Encomende algum dinheiro local em banco ou casa de câmbio confiável antes de viajar. Caso não consiga, leve dólares e troque uma pequena parte dele no aeroporto de chegada do Myanmar. O restante você pode trocar a uma melhor taxa de conversão no centro de Yangon (PHK Money Changer, Fame Authorized Money Changer, Eva Trading Co., etc) ou perto das atrações turísticas mais famosas (ex: Moe Yan Exchange, perto do Schwedagon Pagoda; AYA Bank, perto da face sul do Lago Kandawgyi).

IDIOMA

Birmanês. Apesar de ser uma língua de difícil compreensão para ocidentais ou árabes, a comunicação em Yangon não é difícil, já que em vários hotéis, restaurantes e pontos turísticos há muitas pessoas que atendem conversando em um inglês básico.

Outra vantagem é que o povo lá é muito acolhedor e paciente. Não vimos ninguém apressado ou de mau humor. Basta falar um inglês pausado e, se ainda assim a conversa não estiver fluindo, faça gestos ou mostre imagens do que você deseja. Só precisamos disso durante nosso período por lá, sem nenhum contratempo que nos marcasse.

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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

QUANTO TEMPO FICAR

2 dias são suficientes para conhecer as principais atrações da cidade. Se tiver mais tempo, aproveite para fazer uma excursão para a lindíssima Bagan (vá de ônibus comprando no site Oway ou no Myanmar Bus Ticket, ou de avião) ficando lá 1 ou mais dias, com a chance de passear de balão sobre milhares de templos de pedra entre árvores.

COMO SAIR DO AEROPORTO

Caso seu hotel não ofereça transfer, não hesite: saia do aeroporto de táxi até seu hotel. O custo das corridas é bem barato (a distância até o centro da cidade é de 15 km, algo em torno de 30 a 40 minutos), com tarifas fixas para cada parte de Yangon e com taxistas confiáveis. O custo até o centro varia entre 5 (mais ou menos 7000 kyats) e 10 dólares.

Há também empresas que providenciam o visto de entrada, o traslado até seu hotel e excursões pela cidade. Entre elas, destacamos a One Stop e a Oway.

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RESQUÍCIOS COLONIAIS AO LADO DO PARQUE MAHA BANDULA – YANGON

Caso queira economizar ainda mais, há duas estações ferroviárias (Yangon Circular Railway) perto do aeroporto (táxi leva você até elas por menos de 3 dólares) com trens até o centro da cidade (Yangon Central) por 1 dólar, em um trajeto de 40 a 50 minutos. Se seu hotel ficar um pouco afastado dessa ferroviária central, o custo acaba sendo praticamente o mesmo do táxi, por muito mais tempo e trechos de percurso.

Por sua vez, os ônibus municipais são muito precários e a maioria deles muito antigos. Fuja dessa!

Também não recomendamos a locação de carro (trânsito e ruas confusas, com sinalização complicada). Para quem desejar alugar, indicamos a locação antecipada pela Rentcars. Caso prefira acertar pessoalmente, há balcões de locadoras logo no saguão do desembarque.

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DENTRO DO SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

HOSPEDAGEM

Fique no centro ou o mais perto possível do Shwedagon Pagoda. São as áreas mais bem servidas de restaurantes e atrações, além de concentrarem bons hotéis.

Outro lugar excelente é ficar nos arredores do Lago Inya, que é a área nobre da cidade, com hotéis perto de shoppings e ruas mais tranquilas. A desvantagem de ficar aqui é a necessidade de utilizar táxi para chegar nas atrações mais famosas.

A seguir, listamos alguns bem avaliados por turistas:

– Mais sofisticados:

  • The Strand, Yangon – luxuoso hotel 5 estrelas, com direito a transfer de/para o aeroporto; tem vista para o rio e fica muito perto do belo templo Botahtaung Pagoda; o mais caro e bem avaliado dessa lista, com nota 9,2 no Booking;
  • PARKROYAL Yangon – também 5 estrelas (só que pela metade do preço do anterior), bem localizado entre o centro e as atrações principais da cidade, além de ficar ao lado da estação ferroviária central; também conta com direito a transfer do aeroporto (a ser combinado com o hotel); nota 8,5 no Booking;
  • Melia Yangon – a famosa rede internacional tem um hotel acima da média ao lado do Lago Inya e colado com o shopping Myanmar Plaza; nota 8,7 no Booking;
  • Sedona Hotel Yangon – hotel 5 estrelas, com ótima estrutura e belos quartos, ao lado do Lago Inya e muito perto do shopping Myanmar Plaza; nota 8,4 no Booking;
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LAGO KANDAWGYI – KARAWEIK E SHWEDAGON PAGODA – YANGON

– Bom custo-benefício:

  • Hotel G Yangon – decoração moderna; perto de templos (o Shwedagon fica só a 2 km), da estação ferroviária central e de mercados; também permite acerto de transfer do aeroporto; nota 9 no Booking;
  • Summit Parkview Yangon – colado ao Shwedagon Pagoda e ao Parque do Povo (a 5 minutos de caminhada); certifique-se se inclui transfer do aeroporto; nota 8,1 no Booking;
  • Hotel Lavender – preço baixo e localização estratégica (entre o Shwedagon Pagoda e o Lago Kandawgyi), o que rende belas vistas; nota 8 no Booking;
  • Serene Valley Hotel – hotel 3 estrelas, a preço baixo e que fica na parte sul do Lago Inya, a área mais nobre e sossegada da de Yangon; nota 8,8 no Booking;
  • Hotel Zia – fica bem no centro da cidade, com quartos limpos, climatizados e sobriamente decorados, sejam eles privativos para casais ou coletivos mistos; prevê transfer do aeroporto (a combinar com o hotel); bem barato, talvez o de melhor custo-benefício dessa lista; nota 8,1 no Booking;
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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

– Mais econômicos:

  • Sule Sapphire Inn – fica também no centro da cidade, muito perto do Sule Pagoda e do Parque Maha Bandula; os quartos são pequenos, mas limpos e arrumados, com destaque para o elogiado atendimento; nota 8,4 no Booking;
  • Shwe Htee Guest House – um dos campeões na categoria dos mais baratos, com quarto pequeno e limpo; também fica na área central, perto de muitos restaurantes e lanchonetes de rua, a poucos quarteirões do Sule Pagoda e a uma caminhada perfeitamente possível até o Shwedagon Pagoda; nota 7,4 no Booking;
  • 21 HOSTEL – ainda mais barato que o anterior, com uma decoração descolada, incluindo bar com luzes coloridas, além de luzes baixas nos quartos e corredores; conta com quartos privativos bem baratos e ajeitadinhos, embora o banheiro seja compartilhado; prevê transfer do aeroporto (combinar com o estabelecimento);  fica a 800 metros do centro, em uma tranversal à avenida Maha Bandula, que leva até o templo Sule Pagoda; nota 7,9 no Booking;
  • Hostel Latha – para quem se preocupa para conforto, esse albergue é o mais barato identificado pelo Booking; com espaço comum clean e camas em beliches separadas em baias por apenas uma cortina e paredes finas; ideal para quem só volta ao hotel para dormir; fica bem pertinho do anterior, a 900 metros do centro, em uma tranversal à avenida Maha Bandula, que leva até o templo Sule Pagoda de um lado e à avenida beira-rio do outro; nota 8,5 no Booking.

Para mais alternativas, consulte o Booking, Trivago ou Tripadvisor. Caso queira ficar hospedado acertando os detalhes diretamente com o proprietário, acesse o Airbnb.

O QUE CONHECER

Shwedagon Pagoda – o principal motivo para a visita a Yangon e o maior orgulho dos habitantes locais, embora seja o maior símbolo do contraste com a realidade do povo pobre. Trata-se de um complexo de templos budistas, com torres detalhadas e estruturas coloridas ao redor da estupa principal, que é gigante e dourado. Tudo isso com o chão todo em mármore branco.

Foi eleito pelo Lonely Planet como o mais impressionante templo do Sudeste Asiático. Não faltam espaços de agradecimento, estátuas de Buda (você inclusive pode participar de um pequeno ritual de molhar o Buda correspondente ao dia da semana em que você nasceu) e monges.

Não deixe de ver esse lugar iluminado ao anoitecer! É imperdível. Confira os horários de funcionamento, o preço de entrada e o tipo de roupa aceitável nesse link.

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RITUAL DE MOLHAR O BUDA CORRESPONDENTE AO DIA DE NASCIMENTO – YANGON

Lago Kandawgyi (que significa Lago Real, em birmanês) – é um dos dois maiores lagos da cidade ao redor do qual há um caminho de tábuas de madeira que dão acesso a agradáveis parques, jardins, zoológico e aquário. Também no perímetro do lago existem vários restaurantes, com destaque para o Karaweik, um dos cartões-postais da cidade. Trata-se de uma réplica de um barco real birmanês construído em 1972, com dois dragões dourados paralelos entre um templo. Nele funciona atualmente o restaurante Karaweik Palace.

Trata-se de um verdadeiro oásis em meio aos prédios e caos do trânsito do centro.

O lago é artificial, fruto da canalização do Lago Inya. Tendo sido planejado durante a colonização inglesa para servir de reservatório de água potável que suprisse a cidade. Fica pertinho do Shwedagon Pagoda.

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UM DOS JARDINS AO REDOR DO LAGO KANDAWGYI – YANGON, MYANMAR

Sule Pagoda e Parque Maha Bandula – trata-se das atrações principais na muvuca do centro de Yangon. O Sule Pagoda é menor que o complexo Shwedagon (longe de isso significar que seu tamanho é pequeno), sendo avistado de várias ruas movimentadas da cidade. Conta também com estupas (estruturas douradas largas na base que se afunilam até uma ponta no topo). Logo ao lado fica o agradável Parque Maha Bandula, com um obelisco e jardins bem cuidados e frequentados por casais e famílias locais. Ali perto ficam edifícios bonitos, como a Prefeitura e a Corte Regional de Yangon. Recomendamos que visite esse trecho antes de ir para o Shwedagon Pagoda.

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PARQUE MAHA BANDULA, COM SULE PAGODA E PREFEITURA AO FUNDO

Botahtaung Pagoda – lindo templo budista que fica à beira do Rio Yangon. É possível entrar em uma linda sala dourada e rica em detalhes e perceber a fé do povo, que abre mão do seu sustento dando dinheiro e oferendas para as divindades, fazendo de sua crença/religião seu maior bem pessoal. Para chegar lá a partir da atração anterior, basta descer na rotatória do Sule Pagoda, ao lado do Parque Maha Bandula, e seguir pela Sule Pagoda Road, até chegar na Strand Road que margeia o rio. Após alguns quarteirões seguindo à esquerda (incluindo no caminho o lindo Hotel Strand e o terminal de balsas), você chega no templo Botahtaung em um total de 15 a 20 minutos de caminhada. A entrada no templo custa cerca de 3 dólares na moeda local.

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SALA DOURADA NO BOTAHTAUNG PAGODA – YANGON, MYANMAR

Kyauk Daw Kyi Pagoda – onde fica um lindo e grande Buda sentado feito de mármore. Fica a alguns quilômetros ao norte do Lago Inya. É a atração mais distante de Yangon nessa lista. Fica no final da Min Dhama Road, uma tranversal da Parami Road (que passa pela face superior do Lago Inya). Vá de táxi ou acerte um traslado com seu hotel.

Chauk Htat Kyi Pagoda – é um grande galpão onde fica a maior estátua do Buda deitado do mundo, com 65 metros de comprimento. A entrada é gratuita e costuma estar aberto o dia todo até as 20h. Ele fica mais afastado do centro, ao norte do Lago Kandawgyi (vá de táxi). Recomendamos que você visite esse local antes de conhecer o Wat Pho, em Bangkok (onde fica nosso Buda deitado preferido).

Mercado Bogyoke Aung San – bom local para quem adora imergir na cultura local, comprando ingredientes e artesanato que os nativos costumam produzir e apreciar. Fica bem perto da Estação Ferroviária Central e a 2 avenidas paralelas ao norte do Sule Pagoda

Lago Inya – maior e mais bem cuidado lago da cidade, embora seja mais afastado do centro. Costuma ser utilizado para caminhadas e pontos de encontro dos moradores e casais da zona norte, que é a área nobre da cidade, e por universitários (boa parte dos cursos da Universidade local ficam ao lado). Conta com ótimos restaurantes ao redor, roda gigante por perto,  belos jardins desenhados e estruturas de ferro bem pintadas.

Passeio de trem pela Linha Circular/Circular Line – esse trem possibilita uma interação diferente entre estrangeiros e nativos; ele sai da Estação Ferroviária Central e passa pelos arredores da maior cidade do Myanmar. Em um passeio de 3 horas de duração, circulando por quase 40 estações. A compra do ingresso é feita no guichê da plataforma 7 e o custo é baixíssimo;

Caminhada do centro, passando pela beira-rio e parte colonial até o Shwedagon Pagoda e Lago Kandawgyi – uma das experiências mais chocantes que já vivemos. É percorrendo as ruas da cidade que você se depara com a realidade e os costumes locais, percebe o ritmo, roupas dos nativos, o estilo dos prédios coloniais decadentes, restaurantes e a estrutura das ruas. Várias imagens não saem da cabeça por um bom tempo.

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JÁ DEU PARA PERCEBER COMO A GENTE GOSTOU DO SHWEDAGON PAGODA, NÉ? – MYANMAR

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

A pé ou de táxi.

O centro turístico é pequeno, em um total de 10 km (ida E volta) em um caminho plano e com poucas avenidas longas para você se situar (Sule Pagoda Road, Strand Road, Bo Gyoke Road e Shwedagon Pagoda; Zoological Garden Road ou Alan Pya Pagoda Stret para chegar no Lago e parque Kandawgyi). Use o Google Maps ou algum aplicativo com GPS que não tem erro.

Como dissemos logo acima, a caminhada é a melhor forma de conhecer melhor os hábitos e as nuances locais. Perceber e sentir coisas/detalhes que nenhum outro meio de transporte proporciona, durante o tempo que você quiser.

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ESTADO DOS ÔNIBUS QUE CIRCULAM EM YANGON, MYANMAR

Caso esteja cansado, com calor ou não tenha disposição ou muita mobilidade, use o táxi. As corridas são muito baratas (dificilmente custarão mais do que 5 dólares, o que é espetacular para quem divide o custo com outros passageiros) e costumam ter o valor acertado com o taxista antes de entrar no veículo. Eles costumam ser confiáveis, mas caso queira ter uma noção do preço e uma indicação de taxista, peça ajuda na recepção de seu hotel.

Não existem metrôs em Yangon, e os trens – com exceção da Circular Line mencionada na seção anterior – só são úteis para quem deseja conhecer a periferia ou outras cidades mais afastadas.

Evite ônibus. Eles são bem antigos e cheios. O custo é quase zero, mas não muito distante do valor de uma corrida de táxi – que é longe de ser absurdo para quem comprou uma passagem aérea para o Sudeste Asiático.

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KARAWEIK – LAGO KANDAWGYI – YANGON, MYANMAR

CULINÁRIA LOCAL

São pratos mais simples e com menor variedade de tempero que os tailandeses e do Camboja, embora menos picantes e despertando sensações diferentes de amargo, salgado e doce, em virtude de misturar influências chinesas, indianas e tailandesas.

Os ingredientes corriqueiros são cúrcuma, açúcar de palma (jageri), óleo de amendoim, gengibre e noodle feito de farinha de arroz (vermicelli).

O mais consumido lá é a mohinga (uma sopa de noodles, com tempero de coentro, pedaços de peixe, cebola, abóbora, tronco de bananeira, além de alho frito ou cru por cima, às vezes servida com legumes ou tofu fritos e chilli seco).

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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

Também é comum nos cardápios e mesas da cidade a carne seca e pescados, servidos com molho gorduroso e acompanhados de  tigelas de arroz, legumes e lentilha.

Não faltam boas saladas, como o laphet ou tea leaf salad (à base de folha de chá verde fermentada, tomate, couve, gergelim negro, grãos fritos, pimenta, molho de limão e camarão) e a let thoke (salada de massa de trigo, com farinha de grão, legumes e verduras).

Todos esses pratos são vendidos em diversas barracas de rua muito simples. Elas também preparam muitos salgados feitos à base de legumes fritos e pescados fritos (lentilha, peixes e camarões secos).

Marcam presença os doces de influência indiana e bolos chineses. Só não prove um pudim/gelatina de chocolate (foi difícil terminar de comer aquilo).

Como bebida, os turistas costumam indicar a cerveja local “Myanmar” e o suco de lichia.

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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

RESTAURANTES

Os restaurantes mais bonitos e refinados ficam nas margens dos lagos Inya e Kandawgyi, respectivamente. Caso queira experimentar os lugares mais simples onde boa parte dos birmaneses costumam comer fora (além das barracas de rua), o centro da cidade – nas redondezas do Sule Pagoda e do Parque Maha Bandula – têm opções mais autênticas.

A seguir indicamos alguns bem avaliados:

  • Karaweik Palace (o belo restaurante dentro do barco dos dragões que fica no Lago Kandawgyi, com apresentações artísticas e comida sofisticada);
  • Off The Beaten Track Cafe (também fica à margem do Lago Kandawgyi, bem pertinho do restaurante anterior; muito frequentado por turistas);
  • Le Planteur (restaurante que funde tradições francesas com os ingredientes e influências locais e conta com boas opções vegetarianas; ambiente bem bonito; é o segundo mais bem avaliado pelo TripAdvisor; fica na parte sul do Lago Inya, que é o maior da cidade e fica na zona norte; vá de táxi);
  • Seeds Restaurant & Lounge (também com fortes traços de comida europeia, esse belo restaurante fica na parte nordeste do Lago Inya);
  • Shwe Sa Bwe (no mesmo estilo europeu-sofisticado dos anteriores; também fica no Lago Inya, na parte norte);
  • Monsoon (apesar da simplicidade do ambiente, é considerado um dos melhores restaurantes da cidade; fica na avenida They Phyu Road, a perpendicular entre o Hotel Strand e o Botahtaung Pagoda);
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ENTRADA DO RESTAURANTE KARAWEIK PALACE – LAGO KANDAWGYI – YANGON, MYANMAR

  • Link Age Restaurant & Art Gallery (mais um da categoria “as aparências enganam”; lugar super simples, mas considerado o nº 1 pelo TripAdvisor; fica no centro, mais precisamente na Seikkantha Street, perto do cruzamento com a avenida Maha Bandula);
  • 999 Shan Noodle Shop (boa opção para experimentar a “mohinga” típica e vários outros tipos do caldo temperado de macarrão que os birmaneses adoram; preço excelente para quem quer economizar e comer bem; fica no centro da cidade, muito perto do Sule Pagoda e da Prefeitura, na Rua 34);
  • Green Gallery (como o nome indica, é uma alternativa elogiada para quem gosta de comida vegetariana e vegana; fica no cruzamento da avenida Maha Bandula com a Rua 52, próximo ao centro);
  • Shan Yoe Yar (comida típica em um ambiente limpo, confortável e agradável a preço acessível; fica na Wa Dan Street, uma transversal da Bo Gyoke Road, a poucos metros de caminhada da ponta esquerda da Sule Pagoda Road);
  • The Strand Cafe (aperitivos e bebidas muito boas em um ambiente histórico, bem no Hotel Strand, que foi um edifício importante durante a colonização britânica e fica na beira do Rio Yangon);

Para quem quer uma folga de comida birmanesa, outras sugestões: Thai 47 – Dowtown Branch (comida tailandesa e opções leves no encontro entre a avenida Anawratha Road com a Rua 47); Gekko (comida japonesa pertinho do Parque Maha Bandula, mais precisamente na Merchant Road com a Rua Pandosan); L’ Opera Italian Restaurant & Bar (comida italiana na parte nordeste do Lago Inya) e DiVINO Italian Restaurant (outra bonita casa de massas; fica na parte sul do Lago Inya, muito perto do Le Planteur).

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DENTRO DO RESTAURANTE KARAWEIK PALACE – YANGON, MYANMAR

COMPRAS

Louças detalhadas, tecidos de seda e outros materiais leves coloridos, tapetes e quadros são as melhores lembranças para levar da cidade. Os preços são baixos e o atendimento costuma ser muito educado e atencioso.

Bons locais de compras baratas são a avenida Maha Bandula e suas transversais; os arredores do Shwedagon Pagoda e do Mercado Bogyoke Aung San, com destaque para as seguintes lojas:

  • Hla Day (fica na Rua Pansodan, pertinho do Parque Maha Bandula e da Corte Regional);
  • Pomelo (fica na Thein Pyiu Road, a tranversal entre a o Hotel Strand e o Botahtaung Pagoda);
  • Yangoods (fica no Mercado Bogyoke Aung San);
  • Chin Chili Shop (de frente para o Mercado Bogyoke Aung San);
  • Taw Win Centre (fica na Pyay Road, perto do Teatro Nacional, do Hospital Geral New Yangon e da avenida Bo Gyoke Road).

Para quem prefere um lugar mais sossegado e com marcas mais conhecidas, recomendamos as compras no shopping Myanmar Plaza, na área nobre da cidade, ao lado do Lago Inya e onde fica o Hard Rock Cafe (entre a Nº 1 Industrial Road e Kabar Aye Pagoda Road) e nas lojas:

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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

VIDA NOTURNA

Para quem gosta de noites mais tranquilas, curtindo um restaurante com boa música ambiente ou algum programa mais cultural, indicamos os bares e restaurantes ao redor do Lago Inya ou que contemple a beleza da iluminação no Shwedagon Pagoda (até para quem gosta de festa, não pode deixar de olhar esse lindíssimo templo à noite).

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SHWEDAGON PAGODA À NOITE – YANGON, MYANMAR

Aos que gostam de mais agito, sugerimos caminhadas pelas ruas movimentadas do centro à noite ou a entrada em algum dos bares/casas noturnas abaixo elencados:

  • Yangon Yangon (bar com iluminação baixa e bonita decoração no alto do prédio Sakura Tower, entre a Sule Pagoda Road e a Bo Gyoke Road);
  • The Clubhouse (casa noturna badalada que fica no Kandawgyi Palace, um hotel renomado na margem sul do Lago Kandawgyi);
  • The One Music Entertainment (casa noturna famosa na cidade; endereço: 117, West Shwe Gon Dine Road);
  • Victoria Bar (fica na cobertura de um barco, o Vintage Luxury Yacht Hotel, atracado perto do Botahtaung Pagoda);
  • Hard Rock Cafe (colado ao shopping Myanmar Plaza e do Lago Inya);
  • Harry’s Bar Myanmar (pertinho do Hard Rock, no shopping Myanmar Plaza, a área mais chique da cidade);
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SHWEDAGON PAGODA SE ILUMINANDO NO POR DO SOL – YANGON, MYANMAR

 

  • Sarkies Bar at The Strand Hotel (considerado o melhor pelo TripAdvisor);
  • 7th Joint Bar & Grill (fica na Maha Bandula Road, à leste do Sule Pagoda, perto do Escritório do Secretariado e da UFC Tower);
  • Fat Ox (franquia da rede animada de bar que serve incríveis hambúrgueres, carnes na chapa e bebidas, além de jogos de pub; pertinho do anterior, na Rua 50);
  • Blind Tiger (fica na paralela sul da avenida do Sule Pagoda; endereço: No. 93/95 Ground Floor Seik Kan Thar Road Lower Block Kyauttadar Township)
  • Vista Bar (suas mesas no terraço são um ótimo lugar para passar a noite petiscando, bebendo, passando o tempo e olhando o Shwedagon Pagoda em uma linda panorâmica; fica entre a Rua Old Yay Tar Shay e a Shwegondaing Road);
  • Aj’s Bar & Grill (ambiente bacana em que são servidos bons hambúrgueres e bebidas; fica entre a Anawratha Road e a Rua 48, a leste da Sule Pagoda);
NOSSA EXPERIÊNCIA

Fomos a Yangon em fevereiro de 2016, no final da nossa viagem para o Sudeste Asiático.  Como moramos em Brasília e contamos com a vantagem de encontrar na cidade todas as embaixadas, já viajamos para lá com o nosso visto garantido.

Dormimos 2 noites lá (em um hotel extremamente simples e com instalações precárias no centro da cidade, pertinho da Sule Pagoda; não recomendamos) e passeamos por 1 dia completo. Todo o tempo em que estivemos lá foi sem chuvas, e a temperatura um pouco quente.

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COMPLEXO DO BOTAHTAUNG PAGODA – YANGON, MYANMAR

Não gostamos muito da apresentação das comidas dos restaurantes perto do nosso hotel (na sua maioria, barracas e lanchonetes com aspecto sujo). Por isso, não arriscamos e fizemos quase todas as nossas refeições no KFC da Bo Gyoke Road.

Apesar da pobreza visível em boa parte da cidade, não nos sentimos ameaçados ou inseguros como turistas. Pelo contrário, a curiosidade deles era refletida em gestos de muito respeito, humildade e simpatia gigante.

Nossa programação (e sugestão de roteiro): após andarmos algumas ruas pelo centro, visitamos o Sule Pagoda e o Parque Maha Bandula. Descemos pela área de prédios coloniais até a avenida beira-rio (Strand Road) e, depois de uma tranquila caminhada, chegamos no Botahtaung Pagoda.

Após visitarmos a sala dourada e (tentarmos) ver o fio de cabelo que dizem ter sido do Buda original, continuamos nosso percurso pelas ruas antigas e movimentadas da cidade rumo à área pouco mais ao norte. Passamos pela estação ferroviária central e depois de quase 1 hora chegamos no Lago Kandawgyi. Circulamos por ele, passando por jardins e restaurantes até chegar no Karaweik Palace (restaurante e templo montados em uma embarcação com dois dragões dourados paralelos).

Almoçamos por lá (mohinga gostosa e uma sobremesa muito ruim – pudim/gelatina de chocolate) e passamos boas horas caminhando por volta daquele lago até irmos em direção ao espetacular Shwedagon Pagoda, um dos pontos altos entre tantos daquela linda região que é o Sudeste Asiático. Conseguimos ver aquele complexo de templos do Shwedagon durante o dia, no por do sol e à noite. Ele impressiona em todos os momentos. A vontade de ficar olhando, pensando no fato de estar em um lugar tão importante para os adeptos de uma religião fascinante e tirar fotos não vai embora. De longe, a melhor coisa para se ver/conhecer em Yangon.

Na manhã seguinte, saímos com boa antecedência em direção ao aeroporto. Nosso taxista foi bacana em dar uma volta pelo bonito Lago Inya, em uma área mais próspera e bem cuidada de Yangon, com prédios mais modernos e a arborizada Universidade ao redor. Se tiver um dia sobrando na cidade, dedique-o a este lago e sua vizinhança.

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KARAWEIK PALACE – LAGO KANDAWGYI – YANGON, MYANMAR

Nossas impressões: como dissemos na introdução desse post, Yangon está entre as 3 cidades que deixaram maior impacto nas nossas vidas. A diferença de lá para a nossa realidade é percebida em cada rua e instante. Apesar do Brasil ser um país desigual e com muitas regiões carentes, nunca tínhamos visto um nível de pobreza como aquele que presenciamos na maior cidade do Myanmar.

Vimos muitos buracos nas ruas, prédios decadentes, fiação aérea cruzando os postes rentes aos prédios, ônibus lotados caindo aos pedaços e pessoas vestidas com roupas muito surradas, várias colocando a mão em bueiros ou sem qualquer higiene. Em muitos momentos, chegou a ser desconfortável ver tanta crueza e falta de estrutura.

Porém, acho que guardamos mais lembranças positivas do que negativas. E isso se deve ao seu povo, ainda mais engrandecido com tantas adversidades. A fama da bondade ao povo cambojano é justa, mas deve ser também compartilhada e até relativizada diante da simpatia dos birmaneses. É incrível como estão sempre rindo e dispostos a ajudar, como se você fosse a coisa mais importante no dia deles, a atração turística que eles não costumam ter acesso. Junto com os vietnamitas, certamente, foram as pessoas mais bacanas que já conhecemos em viagens.

Outro destaque fica para o Shwedagon Pagoda. Apesar de retratar uma riqueza que não é dividida ou passa longe de ser experimentada pela população local, ele em si é lindíssimo e monumental. Já havíamos conhecido os incríveis templos de Bangkok, mas eles não tiram o brilho desse complexo religioso de Yangon. O chão de mármore e a iluminação noturna fazem toda a diferença para o cenário. Se só tiver meio dia de conexão em Yangon, vá para o Shwedagon. Não tem como se arrepender.

É inegável que o saldo final foi bom porque a experiência na cidade marca a gente até hoje e a gente percebe que a cidade tem um potencial enorme para ser irrepreensível. Agora, se você não tem interesse nesse contato com o povo e não faz questão de ver um lugar tão humilde e diferente, a gente recomenda apenas algumas horas no famoso templo de Shwedagon antes de uma viagem para Bagan, que é menos cosmopolita/agitada que Yangon, mas é bastante fotogênica, turística, com paisagens de tirar o fôlego e conta com uma boa estrutura hoteleira e atividades ao ar livre.

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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

DICAS

⇒ Escolha um hotel confortável. Eles são baratos em Yangon e ajudam bastante na adaptação à cidade. Se não tiver interesse em caminhar tanto pelo centro, fique na região próxima ao Lago Inya e faça seus deslocamentos para as atrações de táxi.

⇒ Leve filtro solar, roupas leves (mas que cubram os joelhos, ombros e sejam sem decote) e não viaje para lá entre maio e outubro.

Cuidado com alimentos sem cozimento ou feitos na rua. Evite copos com gelo. Peça bebidas lacradas. Leve remédios contra diarreia ou que aliviem a digestão (nós não passamos mal em momento algum; é só uma precaução).

⇒ Não deixe de visitar o Shwedagon Pagoda à noite. Chegando por volta das 16h/16h30, você consegue acompanhar a mudança de claridade do dia sobre o templo sem sofrer com o calor. Vale muito a pena.

Reserve, pelo menos, 2 dias no Myanmar para conhecer Bagan (famoso pelo nascer do sol entre milhares de templos, e um dos melhores lugares do mundo para fazer passeio de balão – que só ocorrem de outubro a março).

Para chegar lá a partir de Yangon, pegue 1h10 de voo (o aeroporto mais perto de Bagan é o que fica na cidade de Nyaung-u, e as cias aéreas que operam até lá são a Golden Myanmar Airlnes, Myanmar National Airlines e Mann Yadanarpon Airlines) OU vá em um ônibus noturno, já que a viagem terrestre dura 9h (indicamos o site Myanmar Buses e o Myanmar Bus Ticket).

⇒ Outro belo passeio a partir de Yangon é o bate-volta para a Golden Rock Kyaiktiyo Pagoda), que fica em uma cidade a 3h30/4h de ônibus a partir de Yangon. Basta você ir à rodoviária de Yangon (há ônibus que saem a partir das 5h para Golden Rock). O ônibus deixa na rodoviária e, de lá, você paga para um caminhão (cerca de 3 dólares) para subir o monte onde fica a rocha dourada.

* O endereço da rodoviária de Yangon é: Aung Mingalar Highway Station – Thudamma Road, North Okklalapa Township. Ela fica pertinho do aeroporto da cidade e também perto da estação ferroviária Mingalardon.

Para mais informações sobre a região do Sudeste Asiático, acesse nosso post “GUIA PRÁTICO – ÁSIA.

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YANGON, MYANMAR

 

CURIOSIDADES

Yangon significa “cidade sem inimigos” na língua local.

É a maior cidade do Myanmar (com pouco mais de 4,5 milhões de habitantes), embora não seja mais sua capital, que foi transferida para Naypydaw em 2005 pela junta militar que governa o país.

Em 1841, a cidade foi destruída por um incêndio. Em 1930, sofreu com um terremoto e tsunami.

→ Assim como no restante do país, é comum você ver homens vestindo longhis (saias compridas de tecido leve) e pessoas com o pó da tanaka no rosto (propósito de proteção contra o sol e estético) e dentes vermelhos decorrentes do consumo de folhas de betel com noz de areca.

→ O esporte preferido nas ruas da cidade e do país é o Chinlone, uma espécie de futevôlei, mas com movimentos de dança.

→ O país é um dos maiores produtores de laca (espécie de palha que adorna vários objetos) e de ópio.

No Botahtaung Pagoda, há um frasco sagrado dentro do qual existe um fio de cabelo que os locais acreditam ser do Buda. A reverência a Buda é também percebida no Shwedagon Pagoda, onde várias pessoas (monges e peregrinos, principalmente) costumam dar um banho no Buda correspondente ao dia de seu nascimento.

→ O nome Schwedagon refere-se ao fato de que 4 Budas alcançaram a iluminação. Esse templo fica no alto da colina Singuttara e costuma ser visitado pelos nativos no sentido horário. A entrada deve ser feita com pés descalços (você guarda seus sapatos em um recinto específico perto da recepção).

→ O topo da estupa principal é composto de ouro, rubis e diamantes.

→ Em virtude do fim relativamente recente da colonização inglesa, muitos carros têm volantes instalados no assento dianteiro direito, embora o sentido do tráfego (mão) seja a francesa, isto é, com os carros mais lentos pela direita e as ultrapassagens pela esquerda.

Não há circulação de moedas pelo país.

→ A quarta-feira do Myanmar é dividida em duas (Bohdahu e Yahu), assim a semana deles têm 8 dias. Isso não traz problemas em hotéis, que seguem o padrão comum a outros países.

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YANGON, MYANMAR

SEGURO VIAGEM

 

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

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KARAWEIK – LAGO KANDAWGYI – YANGON, MYANMAR

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PARQUE MAHA BANDULA – YANGON, MYANMAR

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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

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SHWEDAGON PAGODA – YANGON, MYANMAR

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8 comentários sobre “YANGON

  1. Maria Antônia disse:

    Muito bom esse post!👏👏👏
    As paisagens são lindíssimas, as dicas e curiosidades excelentes!
    Achei interessante quando vocês falam das experiências que tiveram com pontos negativos de YANGON e ressaltam as lembranças positivas, Parabéns! 👍👍👍
    ❤💟💜💛❤💟

    Curtido por 1 pessoa

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