OLINDA

Ótimo destino para quem visita Pernambuco, a cidade histórica de Olinda reserva algumas das melhores vistas de um dos mais visitados estados do Nordeste brasileiro.

Não dá para esquecer que Olinda é um dos locais mais animados, divertidos e baratos para aproveitar o Carnaval no país, e é um caminho facílimo para quem pretende esticar a visita pelos pontos turísticos de Recife e as praias pernambucanas.

Continue lendo e confira as informações sobre como chegar, quando ir, onde se hospedar, o que conhecer, onde comer e curtir a noite, além de outras dicas e curiosidades sobre esta cidade fundamental para a história brasileira, a mais antiga do nosso país entre as declaradas Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.

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IGREJA DO CARMO – OLINDA

COMO CHEGAR

Avião – A cidade não tem aeroporto, mas é tão perto de Recife, que a melhor forma para quem pretende visitá-la (exceto para quem vem de João Pessoa ou alguma cidade paraibana ou, com menor vantagem, para quem vem de Maceió ou alguma cidade alagoana) é chegar pelo moderno aeroporto internacional da capital e seguir de táxi/uber ou carro alugado até Olinda. Para se ter uma ideia, a distância entre o aeroporto e a entrada da cidade é de aproximadamente 20 km.

O aeroporto internacional do Recife (Gilberto Freyre/Guararapes) recebe voos diretos procedentes de grandes cidades brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Fortaleza, entre outras-, bem como de importantes cidades hubs internacionais, como Lisboa, Orlando, Cidade do Panamá, Buenos Aires, Bogotá, operando voos da Gol, Latam, Avianca, Azul, TAP, American Airlines, Condor, Copa, entre outros.

Pousando lá, se você não tiver transfer/traslado garantido pelo seu hotel, você verá perto das esteiras de bagagens e nos saguões de desembarque ofertas de várias cooperativas confiáveis de táxi para realizar sua corrida até o destino pretendido. Procure acertar nos balcões das cooperativas dentro do aeroporto ou utilize os serviços do aplicativo Uber, que costumam garantir preços mais baixos. Se for pegar um táxi fora do aeroporto, a corrida é contada no taxímetro. Para efeito de estimativa, a corrida até o início de Olinda custa em torno de R$60,00 a R$70,00.

Caso queira ter maior liberdade para se deslocar, alugue um carro pela Rentcars.

Ônibus – Alternativa mais demorada para chegar em Olinda. O terminal rodoviário interestadual mais próximo fica na zona oeste de Recife, e é conhecido como TIP. A rodoviária tem uma boa infraestrutura e fica ao lado de uma estação de metrô que dá acesso até o centro da cidade de Recife (linha laranja/Centro 1, parada final “Estação Recife”).

Chegando no TIP, siga até Olinda (15 km de distância) de Uber/táxi ou metrô + Uber/táxi. Confira as empresas de ônibus que operam até o TIP de Recife (Real Alagoas, Itapemirim, Kaissara, Progresso, Guanabara, entre outros) os preços das passagens e os horários de chegada no link destacado ou aqui.

Carro – Indicado apenas para quem vem da Paraíba ou, com menor vantagem, para quem sai do estado de Alagoas.

Aos que saem de João Pessoa e Natal, o caminho a percorrer é a BR-101. Quem parte do interior paraibano, deve combinar o percurso pela BR-230 com a BR-101.

Por sua vez, quem vai de Maceió (265 km de distância), deve seguir as seguintes estradas: BR 101 + PE 008 ou PE 009. E quem sai do interior alagoano, pode ir pela BR 423 + BR 232 OU pela BR 316 + BR 104/BR 101.

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FACULDADE DE OLINDA (FOCCA) – PERNAMBUCO, NORDESTE, BRASIL

QUANDO IR

Se você gosta de animação, não tenha dúvidas: compre sua passagem para o Carnaval (costuma ser em fevereiro), a festa mais famosa da cidade, com muita gente e música.

Caso deseje maior tranquilidade, e queira aproveitar as praias (na nossa opinião, as melhores atrações de Pernambuco), recomendamos os meses do último trimestre ou janeiro, por ser estatisticamente a época com menos chuva na região.

Dentre os mencionados meses que sugerimos acima, novembro e outubro são os mais secos, respectivamente. Dezembro e janeiro vêm logo atrás e são mais sossegados do que o mês do Carnaval, porém já contam com várias prévias de festas (sobretudo nos fins de semana), o que anima sem incomodar tanto aqueles que querem brincar de forma mais moderada.

Evite ir entre abril e a primeira quinzena de agosto, por haver uma probabilidade maior de chuvas, que não combinam com a paisagem ideal do Nordeste.

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OLINDA – PERNAMBUCO, BRASIL

CLIMA

Tropical úmido. A temperatura muda pouco ao longo do ano: média de 27ºC no verão e de 24ºC no “inverno”. Dificilmente a máxima ultrapassa os 32ºC e a mínima fica abaixo dos 19ºC.

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QUANTO TEMPO FICAR

Se você não estiver a pé, as atrações principais de Olinda podem ser conhecidas em 1 dia completo.

Sugerimos que fique, pelo menos, 2 ou 3 dias para aproveitar a cidade com mais calma, entrando nos ateliês dos artistas locais, nos restaurantes mais famosos ou para curtir a praia sem hora para sair.

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OLINDA – BRASIL

COMO SAIR DO AEROPORTO

Conforme já adiantamos na seção “Como Chegar”, se você não tiver transfer/traslado garantido pelo seu hotel ou por alguma empresa de receptivo (Luck ou Pontual são as mais conhecidas), você verá perto das esteiras de bagagens e nos saguões de desembarque ofertas de várias cooperativas confiáveis de táxi para realizar sua corrida até o destino pretendido.

Procure acertar nos balcões das cooperativas dentro do aeroporto ou utilize os serviços do aplicativo Uber, que costumam garantir preços mais baixos. Se for pegar um táxi fora do aeroporto, a corrida é contada no taxímetro. Para efeito de estimativa, a corrida até o início de Olinda custa em torno de R$60,00 a R$70,00.

Para quem quer economizar um pouco (sobretudo, para quem viaja sozinho), outra forma indicada é sair de metrô. Há uma passarela que conecta o aeroporto até os arredores da estação Tancredo Neves. Chegando nessa estação, suba no metrô da linha azul/”Sul” e siga em direção à estação Recife, que fica no bairro central de São José. Esta estação final fica a cerca de 8 km de distância da entrada de Olinda (faça esse percurso remanescente de Uber ou táxi.

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OLINDA – PERNAMBUCO, BRASIL

HOSPEDAGEM

A maior concentração de hotéis fica na Avenida Beira-Mar e nas ladeiras de acesso ao Alto da Sé, por serem as áreas mais bonitas de Olinda. Antes de escolher, consulte se eles fornecem ou cobram ou preço adicional pelo transfer/traslado do aeroporto.

A seguir, listamos algumas alternativas bem avaliadas, sem categorizá-las como fazemos em outros posts, pelo fato de nenhuma ser de preço exorbitante. Para facilitar, elencamos na ordem decrescente de custo e, teoricamente, de infraestrutura:

  • Hotel 7 Colinas (3 estrelas; fica pertinho do Convento de São Francisco; nota 8,7 no Booking; o mais caro dessa lista);
  • Irradiante (melhor localização dessa lista, colada à rua do artesanato – Bispo Coutinho – do Alto da Sé; nota  8,6 no Booking);
  • Pousada Baobá (estrutura rústica e bem arrumada; boa localização, entre a praia e o sítio histórico; nota 8,5 no Booking);
  • Eco Olinda B&B (um cama-e-café da manhã com contato com a natureza, churrasqueira e opções veganas; fica a 800m do centro histórico; bom custo-benefício; nota 9,2 no Booking);
  • Hotel 5 Sóis (fica pertinho da praia e a uma curta distância de carro/táxi do centro histórico; local mais simples que os anteriores, porém, com preço mais acessível; endereço: Av. Min. Marcos Freire, 633 – Bairro Novo; telefone: 81 3493-1731; nota 8,1 no Booking);
  • Mameluco Hostel (albergue limpo e bem localizado, colado ao movimentado Largo do Amparo e a poucos passos da rua do artesanato do Alto da Sé; endereço: R. Saldanha Marinho, 206 – Amparo; telefone: 81 3493-6864; nota 8,8 no Booking);
  • Maracatu Hostel Bar (o mais barato da lista; trata-se de um albergue com opção de quarto privativo, embora o banheiro seja compartilhado; também bem arrumado e bem localizado, já no sítio histórico, em uma rua paralela à movimentada Rua de São Bento; endereço: R. Prudente de Morais, 355 – Carmo; telefone: 81 3429-3798; nota 8,5 no Booking).

Para mais opções, acesse o Booking, Trivago ou Tripadvisor. Caso queira alugar uma casa ou um quarto para uma temporada, tratando dos detalhes diretamente com o proprietário, consulte o Airbnb.

O QUE CONHECER
  • Alto da Sé: é o cartão-postal de Olinda. É lá que você come a famosa tapioca, encontra a casa dos Bonecos Gigantes (marca mais famosa do carnaval da cidade e conhecida internacionalmente – fica na Rua Bispo Coutinho, 780) e muitas lojas de souvenirs e ateliês de artistas inspirados e é a partir de vários pontos na Rua Bispo Coutinho que você tem a vista mais famosa da cidade, com as igrejas, os coqueiros, o mar e, mais ao fundo, os prédios de Recife. Suba no mirante da caixa d’água (paga para subir; a subida é feita em um elevador panorâmico). Parada obrigatória para quem visita Pernambuco. A gente costuma deixar o carro no estacionamento da bela Igreja da Misericórdia e segue caminhando pela Rua Bispo Coutinho em direção à Catedral da Sé;
  • Convento de São Francisco: caminhando no sentido mirante-Catedral da Sé (Catedral Metropolitana de São Salvador do Mundo), na Rua Bispo Coutinho, assim que você passar pela Catedral, dobre a primeira direita. Nessa rua (Rua de São Francisco) fica o convento franciscano mais antigo do Brasil. Trata-se de uma belíssima igreja com azulejos portugueses no claustro e na sacristia, construída a partir de 1585 e parcialmente destruída pelos holandeses em 1631. Seu complexo reúne ainda a Capela de São Roque e a Igreja de Nossa Senhora das Neves.

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    IGREJA DO CARMO – OLINDA, BRASIL

  • Quatro Cantos: belo encontro de famosas ruas com casas coloridas e verdadeiro reduto de boêmios e gente animada (principalmente na época das prévias e durante o Carnaval). Para chegar lá, basta descer a rua Bispo Coutinho na extremidade da Igreja da Misericórdia (parte conhecida como Ladeira da Misericórdia) que desemboca na Rua de São Bento, onde fica os Quatro Cantos. Outra maneira de chegar lá é descendo a Ladeira da Sé – que fica entre o mirante da caixa d’água e a Catedral – e dobrar a quarta rua à direita (Rua Prudente de Morais).
  • Rua do Bonfim, Rua/Largo do Amparo e Rua de São Bento: são charmosas e nostálgicas ruas no sítio histórico de Olinda. Lá ficam os mais bonitos sobrados da cidade, intercalados por bares, estúdios de arte e igrejas. O destaque da Rua do Amparo fica para o Largo de mesmo nome, onde fica a bela igreja de Nossa Senhora do Amparo, e para a Bodega do Veio, que é um ponto de encontro que serve tanto de loja durante o dia como de bar durante a noite. Por sua vez, a Rua de São Bento é uma das mais congestionadas do Carnaval e onde fica o Mercado da Ribeira, a casa do monumental cantor Alceu Valença e onde fica a bonita Prefeitura da cidade (de frente para a Praça Monsenhor Fabrício) e o Mosteiro de São Bento, na parte baixa da rua.
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmo: uma das mais bonitas igrejas de Olinda, fica na parte baixa do sítio histórico da cidade, de frente para a Praça do Carmo e Praça da Abolição, em uma área ampla, com muitos coqueiros e uma escadaria. É o primeiro templo da ordem dos carmelitas nas Américas. Outro local imperdível na cidade. Outro local bonito perto dela é a Faculdade de Olinda – FOCCA, com sua fachada avermelhada em estilo clássico.
  • Mosteiro de São Bento: outro lindo templo católico de Olinda, no final da Rua de São Bento. Destaque para o altar dourado e para o teto pintado da capela-for. Foi nesse mosteiro que foi inaugurado o primeiro curso jurídico do Brasil, em 1827.

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    MOSTEIRO DE SÃO BENTO – OLINDA

  • Igreja de Nossa Senhora do Desterro (ou Igreja de Santa Teresa): apesar de já ter ficado em melhor estado, permanece uma das mais igrejas de mais belas fachadas de Olinda. Foi erguida em 1661 pelo general João Fernandes Vieira, como cumprimento da promessa que ele havia feito após a vitória sobre os holandeses na Batalha do Monte das Tabocas. Mistura influências maneiristas com detalhes em estilo rococó. Vindo de carro/táxi/uber a partir de Recife, você notará esse templo pouco depois de passar pelo Shopping Tacaruna e pelo parque Memorial Arco Verde. Uma parada rápida que vale a pena.
  • Avenida beira-mar: o sítio histórico é tão bonito e famoso que a gente acaba esquecendo que Olinda é uma cidade litorânea. A avenida beira-mar é bem tranquila e agradável, com igrejas, o Forte de São Francisco, hotéis, farol e casas antigas de veraneio. Almoce uma tarde com vista para o mar e aproveite para pedalar, caminhar ou passar o tempo curtindo as estreitas praias de lá.
  • Mercado da Ribeira: antiquíssimo mercado em forma de U (construído no final do século XVII), com fortes traços coloniais – batente de pedra, pisos de tijolos – que funciona atualmente como centro de artesanato. Bonito, barato e histórico. Fica entre a Rua de São Bento e a Rua Bernardo Vieira de Melo, pertinho das ruínas do Senado de Olinda.
  • Mercado Eufrásio Barbosa: antigo mercado público que virou centro de exposições, com bares e artesanato ao redor. Nos últimos anos vem passando por uma reforma completa. Confira com o seu hotel antes de ir ou entre em contato conosco (deixando um comentário) se esse importante ponto turístico na entrada da cidade permanece fechado.
DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

A parte histórica pode ser toda conhecida a pé. Agora, para chegar até lá e nas atrações na parte baixa de Olinda (principalmente, na área litorânea), o ideal é contratar um receptivo (Luck ou Pontual são as mais conhecidas) ou ir de táxi/Uber.

Se você não pretende ver o por do sol do Alto da Sé, sugerimos que você comece seu tour olindense da parte alta para a baixa.

Como há muitas ladeiras e ruas estreitas nas áreas mais turísticas, só trafegue em carro alugado como última opção. Se preferir ir desta maneira, dirija durante a semana e fora dos horários de pico do trânsito (que acontecem entre 7h/9h e entre 17h30/19h30).

Não há metrô em Olinda e os ônibus, apesar de baratos, podem demorar e não são muito seguros.

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RUA DE SÃO BENTO – OLINDA, BRASIL

CULINÁRIA LOCAL

Um dos destaques da sua viagem será certamente a gastronomia pernambucana. Destacam-se as carnes ensopadas e assadas (a carne de sol é imbatível), bem como os cordeiros e os espetaculares frutos do mar (cioba, badejo, bacalhau, lagostas e lulas).

A culinária pernambucana é riquíssima em comidas para passar o tempo ou para lanches leves, com ênfase nos biscoitos amanteigados, tapiocas (não dá para perder as que são preparadas no Alto da Sé) e cuscuz.

E o que dizer dos incomparáveis doces e inesquecíveis sobremesas? Não deixe de provar o bolo de rolo (patrimonial imaterial, lembra um rocambole, só que mais fino e leve), o bolo Souza Leão e qualquer mistura de queijo com goiabada ou doce de leite.

RESTAURANTES

Beijupirá – um dos melhores restaurantes pernambucanos (tem também uma unidade em Porto de Galinhas e na Praia dos Carneiros). Destaque para os frutos do mar nesse restaurante sofisticado e delicioso. É caro, mas dá para pagar se comparado com outros chiques em outras cidades ou países. Endereço: R. Saldanha Marinho – Amparo, Olinda.

Oficina do Sabor – um dos mais mais premiados da cidade. Outro imperdível em Olinda. Endereço: R. do Amparo, 335 – Amparo, Olinda

Maison do Bonfim – fica em um dos pontos mais famosos da cidade, na Ladeira do Bonfim. Outro da linha sofisticado e criativo, com um delicioso camarão ao molho de coco e aspargos. Endereço: R. Bomfim, 115 – Carmo.

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AVENIDA BEIRA MAR – OLINDA, PERNAMBUCO, BRASIL

Estrela do Mar –  um dos melhores restaurantes na avenida litorânea. Destaque para as moquecas e peixes grelhados. Endereço: Av. Min. Marcos Freire, 1691 – Bairro Novo.

Patuá – comida típica pernambucana de primeira linha, principalmente camarões, peixes e lagostas temperados com leite de coco, queijos e ervas. Fica na Praça do Carmo, em frente ao Mercado da Ribeira. Endereço: R. de São Bento – Carmo, Olinda.o Vieira

Mourisco / Casbah – ambiente familiar em um sobrado antigo, com comida deliciosa e gente animada. Endereço: Rua 27 de Janeiro, 7 – Carmo

Creperia – estabelecimento que vende os melhores crepes e saladas de Olinda (o melhor de tudo, a preços acessíveis). Fica bem pertinho da Praça do Carmo. Endereço: Rua 27 de Janeiro, 7 – Carmo.

Casa de Noca – lugar super simples (com mesas e cadeiras de plástico), mas que serve uma carne com macaxeira/mandioca inigualáveis. Preço muito bom. Endereço: Rua Bertioga, 243 – Bonfim.

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VISTA DO ALTO DA SÉ PARA RECIFE – OLINDA, PERNAMBUCO, BRASIL

* Para quem gosta de sobremesa, além das opções acima citadas (principalmente, Beijupirá, Oficina do Sabor, Maison do Bonfim, Patuá e Creperia), indicamos a tradicional sorveteria Bacana (endereço: Avenida Presidente Getúlio Vargas, 166 – Bairro Novo) ou a doceria Simone Barros (endereço: R. Manoel dos Santos Moreira, 133 – Casa Caiada). Ambas possuem alternativas mais baratas que as dos restaurantes listados.

COMPRAS

Para compras de artesanato, souvenirs e obras de arte de artistas locais, sugerimos os ateliês e galerias na Rua Bispo Coutinho – a que leva até a igreja de São Salvador do Mundo, no Alto da Sé – ou na Rua do Amparo (destaque para a Bodega do Veio) ou no histórico Mercado da Ribeira (fica na Rua de São Bento, pertinho do restaurante Patuá).

Outro ponto para compras de itens genuinamente pernambucanos ou olindenses é o Mercado Eufrásio Barbosa (fica logo na entrada da cidade, com sua fachada de cor rosa clara; endereço: Avenida Doutor Joaquim Nabuco – Varadouro).

Agora, se estiver com pouco tempo e preferir um centro de compras com lojas mais conhecidas, vá ao Shopping Tacaruna (na divisa entre Olinda e Recife) ou ao Patteo Shopping (fica perto do restaurante Estrela do Mar; endereço: Rua Eduardo de Morais, s/n, Casa Caiada) ou no Olinda Shopping (também fica perto do restaurante Estrela do Mar; endereço: Av. Getúlio Vargas, 1605 – Bairro Novo).

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CASAS COLORIDAS E LADEIRAS – OLINDA, BRASIL

VIDA NOTURNA
  • Bodega do Veio – o armazém que é um bom ponto de compras durante o dia, fica animado à noite com gente atrás de cerveja gelada, ambiente simples e músicas populares. Fica na Rua do Amparo, nº 212.
  • Esquina do Peneira – no mesmo estilo simples e boêmio do anterior. Localiza-se no famoso cruzamento “Quatro Cantos”.
  • Sana Beer – considerado o nº 1 no quesito “Vida Noturna” no Tripadvisor. Fica na Rua Treze de Maio, nº 99, pertinho do Museu de Arte Contemporânea.
  • Porto Music – boate onde toca música eletrônica e algumas bandas ao vivo. Endereço: Ministro Marcos Freire, 739 – Bairro Novo
  • Manny Deck Bar – Bons coquetéis e petiscos, com shows e stand ups. Endereço: R. do Sol, 468 – Carmo.
  • Pier House Club – DJ, música eletrônica, bandas de sertanejo e funk. Endereço: Avenida Beira Mar, nº 497.

Na dúvida, curta a noite em alguma das seguintes ruas boêmias: Rua do Amparo, Rua do Bonfim, Rua de São Bento, Rua Bispo Coutinho ou na Avenida Beira Mar. Também há vários bares e pubs nos arredores da Praça do Carmo, especialmente no encontro entre a Avenida Liberdade e a Rua do Sol.

Para shows/concertos de artistas renomados, consulte a programação do Classic Hall ou do Centro de Convenções, que ficam na entrada de Olinda.

Por fim, tenha em mente que Olinda é a cidade-mãe do festival MIMO, com shows de bandas populares e de música erudita, em uma programação eclética. Confira no site do Ministério da Cultura ou nesse link a programação e os dias em que acontecerá no ano que você prentede viajar.

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VISTA DO ALTO DA SÉ (RESTAURANTE OLINDA ART & GRILL) – OLINDA, BRASIL

NOSSA EXPERIÊNCIA

Já fomos a Olinda em várias oportunidades em diferentes meses. A gente sempre sai de lá feliz da vida. O Carnaval de lá é absurdamente bom: muito engraçado, animado e barato. Se não conhece ainda, vá! Para tanto, alugue uma casa e compre sua passagem com antecedência (o preço em cima da hora é salgado).

Nunca nos hospedamos na cidade. Mesmo que você faça igual e prefira ficar em um hotel de Recife, não haverá problema. Recife e Olinda são vizinhas, a ponto de não saber ao certo quando termina uma e começa a outra, e esse percurso é muito comum para quem quer aproveitar as belezas de Olinda.

A segurança é algo sensível na cidade – talvez o principal ponto negativo (as poucas alternativas de transporte até as áreas mais famosas e a pequena variedade de opções noturnas fora dos meses que antecedem o Carnaval são outras ressalvas).

Apesar de o sítio histórico contar com maior vigilância policial que em muitas áreas de Recife e que no Pelourinho de Salvador, fique muito atento ao andar em Olinda. Caminhe pelas áreas de maior movimento, sobretudo, à noite. Procure levar seu dinheiro em porta moeda/pochete escondida ou fique de olho na sua bolsa ou carteira. Se estiver inseguro, faça seus percursos de táxi ou Uber, parando nos pontos que mais deseja conhecer.

O que mais gostamos, sem dúvidas, é caminhar pelo sítio histórico, principalmente no Alto da Sé (caminhando pela Rua Bispo Coutinho entre a Igreja da Misericórdia e a Catedral Metropolitana de São Salvador do Mundo), passando por vários estúdios, ateliês, lojas e restaurantes e, principalmente, apreciando a incrível vista de lá, com o horizonte pontuado por igrejas, o mar e os prédios de Recife.

De lá, é sempre muito bom descer as famosas ladeiras da cidade alta e ficar encantado com as ruas de casas coloridas bem preservadas e com uma sensação de nostalgia e arte que se espalha em cada canto – principalmente na Rua do Amparo, na Rua do Bonfim, na Rua de São Bento, na Rua Bertioga e na Rua Prudente de Morais, nesta ordem.

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OLINDA – PERNAMBUCO, BRASIL

A gente também adora caminhar pela Praça do Carmo, com a linda igreja e a faculdade de Olinda. Outro ponto que a gente sempre vai é o calçadão da Avenida Beira Mar, cheia de restaurantes e casas antigas no percurso.

Faça seu roteiro incluindo as sugestões indicadas nos três parágrafos anteriores, e você terá uma boa noção das belezas dessa que é uma cidade tão querida da gente, daquelas que traz a sensação de estarmos em outra época, sem problemas e só motivos para agradecer e sorrir. Não faltam artistas, história, belas ruas e casas e aquele lindo mar pernambucano até aonde a vista alcança.

É por essas e outras que Olinda é tombada como patrimônio da humanidade, recebe vários festivais culturais (populares, eruditos e sacros) durante o ano e fascina todos os turistas que a conhecem. Seja mais um como nós!

DICAS

Não deixe de aproveitar que está em Olinda para conhecer as atrações de Recife as praias do litoral sul pernambucano (Praia dos Carneiros, Porto de Galinhas, Tamandaré e Calhetas são as nossas preferidas, nesta ordem) e até Maragogi, que já faz parte de Alagoas.

⇒ Se quiser ficar hospedado em Olinda, prefira o sítio histórico ou os arredores da Avenida Beira Mar (até perto do restaurante Estrela do Mar). São as áreas mais bonitas da cidade.

⇒ Caso queira passar só um dia em Olinda, contrate um receptivo (sugerimos a Luck ou Pontual). O motorista e guia levarão você ao mais famoso da cidade histórica. Se preferir arriscar ir sozinho, dê prioridade ao sítio histórico, caminhando a partir da Praça do Carmo/Praça da Abolição pelas ruas do Bonfim, do Amparo, de São Bento até o Alto da Sé.

⇒ Fique atento aos seus pertences (principalmente, cartões, celulares e documentos). Garanta a sua segurança básica. Se fizer compras em Olinda, evite voltar de ônibus. Caso não esteja de carro, chame um táxi ou Uber.

⇒ Se você é uma pessoa animada, tem que conhecer Olinda no Carnaval. É extraordinário e inesquecível. Compre sua passagem e reserve sua hospedagem/alugue uma casa com antecedência de 6 meses a 1 ano (mais perto que isso, não há garantia de boa localização nem de preços mais acessíveis). Dezembro e janeiro são meses em que rolam algumas prévias carnavalescas, também ótimos para visitar a cidade histórica.

⇒ Leve protetor solar e óculos de sol. Para caminhar, vá com algum calçado confortável (tênis ou sandália). Evite saltos altos.

 

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MOSTEIRO DE SÃO BENTO – OLINDA, BRASIL

CURIOSIDADES

 

→ O nome “Olinda” não tem sua origem definida. A versão mais simpática e propagada pelos guias locais é que o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, ao chegar na parte alta da cidade e dar de cara com o mirante de Olinda, exclamou: “Oh, linda situação para se construir uma vila!”. Essa versão não é confirmada em registro histórico algum. Alguns explicam seu nome em referência à personagem Olinda, descrita no romance de cavalaria Amadis de Gaula, muito lido na época de fundação da cidade.

→ Seu aniversário é o dia 12 de março, o mesmo em que se comemora o de Recife. Olinda foi fundada em 1535 e Recife em 1537.

Olinda foi a “cidade” mais rica do Brasil entre o século XVI e a primeira metade do século XVII, em virtude da importância da cana de açúcar no mercado internacional naquela época (cultura que era muito próspera em Pernambuco).

 Foi a sede do Brasil colonial entre 1624 e 1625, durante a invasão holandesa. A colônia brasileira era administrada por Matias de Albuquerque, o Governador-Geral, a partir de Olinda.

→ Sua arquitetura barroca – com igrejas manuelinas e sobrados cobertos por diferentes camadas de telhas e com portas com dobradiças em metais preciosos – fizeram Olinda ser referida como “pequena Lisboa”.

→ A cidade foi incendiada pelos holandeses, em meados do século XIX. Os invasores transferiram a sede da administração para Recife. Essa mudança de importância econômica e política em Pernambuco foi um dos fatores para o desencadeamento da Guerra dos Mascates.

→ Foi a primeira capital de Pernambuco, assim permanecendo até meados do século XIX (precisamente, em 1837).

→ É a mais antiga entre as cidades brasileiras tombadas como patrimônio histórico e cultural da humanidade pela UNESCO, declarada como tal em 1982.

→ É em Olinda que localiza-se o convento franciscano mais antigo do Brasil (o lindíssimo Convento de São Francisco) e o templo da ordem dos carmelitas mais antigo das Américas (a impressionante Igreja de Nossa Senhora do Carmo).

→ Olinda foi eleita a primeira capital brasileira da cultura.

→ Seu pioneirismo também é atestado no fato de Olinda ter sido a cidade onde se criou o primeiro curso jurídico no Brasil, precisamente no Mosteiro de São Bento, em 15 de maio de 1828 (os cursos passaram a funcionar na atual sede da prefeitura de Olinda até a transferência da capital para Recife).

→ Foi no Observatório do Alto da Sé, em Olinda, que o astrônomo francês Emmanuel Liais descobriu o primeiro cometa na América do Sul. Isso em fevereiro de 1860.

→ Por fim, no dia 10 de novembro de 1710, foi dado o primeiro grito a favor da independência nacional. Esse feito foi atribuído ao sargento Bernardo Vieira de Melo, no Senado de Olinda.

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VISTA DO ALTO DA SÉ PARA A IGREJA DO CARMO – OLINDA, BRASIL

 

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