EDIMBURGO

A capital da Escócia é considerada a mais bonita da Grã-Bretanha”. Isso é o que a gente lia nos guias e outras fontes de pesquisa, mas a gente não fazia ideia de que a beleza de Edimburgo era tão grande quanto aquela que a gente viu com os próprios olhos.

Com ruas super acolhedoras e uma arquitetura gótica que você não encontra nem parecida em qualquer cidade do mundo, a cidade desse post tem o grande trunfo de não estar (ainda) nos holofotes turísticos. Mas diante de tanto potencial, isso tende a mudar rapidamente.

Estamos falando de uma cidade de tamanho ideal para ser conhecida a pé, com uma atração pertinho da outra; lindíssima em pontos turísticos; com povo simpático e expansivo; comida típica estranha, porém, muito saborosa; super segura e cativante, e que conta com um transporte público barato e eficaz, além de lojas baratas, mesmo com a moeda valorizada.

Confira nas seções abaixo os motivos para tantos encantos que essa cidade fantástica provoca.

IMG_7511.JPG

PALÁCIO HOLYROOD – EDIMBURGO, ESCÓCIA

COMO CHEGAR

Avião: Não há voo direto do Brasil. A forma mais comum para aterrissar em Edimburgo é fazendo uma conexão em Londres, via British Airways.

Encontramos também voos saindo do Rio de Janeiro (aeroporto do Galeão) e de São Paulo (aeroporto de Guarulhos) com apenas uma conexão em Lisboa (TAP), Paris (Air France), Madri (Iberia), Amsterdã (KLM), Frankfurt (Lufthansa) e Zurique (Swiss Air) antes de pousar na capital escocesa.

Para quem faz uma eurotrip passando por grandes cidades do Velho Continente, é ainda mais fácil chegar de avião em Edimburgo, diante da maior variedade de opções de saída e de companhias low cost que operam tais voos.

Além dos voos diretos a partir das cidades citadas no parágrafo anterior, há voos sem paradas para Edimburgo a partir de Barcelona, Roma, Berlim, Munique, Praga, Budapeste, Copenhague, Estocolmo, Dublin, entre outros, operados pelas baratíssimas companhias Ryanair, EasyJet e Jet2.com.

Consulte o Skyscanner e faça a simulação para as datas que pretende viajar, bem como baixe o aplicativo do Melhores Destinos/Passagens Baratas para receber avisos de promoções aéreas.

IMG_7268(1).JPG

SAINDO DO AEROPORTO DE EDIMBURGO – ESCÓCIA

Trem – Outra forma comum para chegar na capital escocesa, apenas aconselhada para quem parte de Londres ou alguma cidade do norte inglês.

Além disso, considerando que os voos entre Inglaterra-Escócia e Irlanda-Escócia estão entre os mais baratos da Europa, e que muitas vezes o trem entre Londres e Edimburgo inclui algumas paradas que fazem a viagem demorar cerca de 6 a 9 horas, só escolha o trem se encontrar uma promoção incrível ou se achar caro o deslocamento até o aeroporto de partida.

Considerando que você sairá de Londres, os terminais ferroviários mais comuns de partida são: King’s Cross/St. Pancras (acessado por várias linhas do metrô londrino – amarelo, salmão, azul claro, azul escuro, vinho e preto) e Euston (acessado pelas linhas preta/Northern Line ou azul clara/Victoria). Para mais informações sobre as ferroviárias da capital inglesa, clique nesse link para o post de Londres.

Há trens diários entre Londres e Edimburgo e os mais curtos (diretos) duram 4h20 de trajeto. Consulte o site da National Rail ou Rail Europe para comprar sua passagem. Só comece a consultar faltando três meses para a data da sua viagem (ou cinco meses se você quiser ir no trem da empresa Virgin).

IMG_7284.JPG

SCOTT MONUMENT – EDIMBURGO, ESCÓCIA

Ônibus – Ainda menos indicado que o trem, por ser uma viagem mais cansativa/longa que as alternativas anteriores – mesmo vindo de Londres ou do norte da Inglaterra -, o que faz você perder várias horas preciosas de passeio ou descanso em Edimburgo.

Além disso, muitas vezes o custo da viagem é pouca coisa mais barato (quando não é o mesmo) que o de uma passagem aérea.

Mesmo assim, caso prefira ir de ônibus, a rodoviária principal para ir de Londres a Edimburgo é a Victoria Coach Station (acessado pelos metrôs das linhas azul clara, amarela e verde).

Sites especializados para consulta de preços e itinerários de ônibus até Londres: MegabusOuibusBusbud.

* Tanto as estações de trem King’s Cross/St. Pancras ou Euston quanto a rodoviária Victoria Coach Station possuem paineis eletrônicos com a indicação do horário atualizado, bem como o portão ou a pista de embarque para o trem ou ônibus em direção a Edimburgo. Para maiores detalhes, consulte o post de Londres ou deixe um comentário ou um e-mail que a gente vai ter o maior prazer em te ajudar.

Carro – Uma viagem e tanto é fazer uma roadtrip pela ilha que reúne a Inglaterra e a Escócia, alugando um carro.

A principal sequência de estradas entre Londres e Edimburgo é: M40 + M6 + A74(M) (passando pertinho de Birmingham, Warrington, Kendal, Carlisle, Lockerbie). A M6  também é a via principal para chegar a Edimburgo a partir de Liverpool e Manchester.

Para quem sai de cidades do leste inglês (como York, Middlesbrough, Durham, Sunderland), as estradas principais para chegar na capital escocesa são a A19 e a A697.

Lembre-se que lá a direção segue a mão inglesa (volante no lado dianteiro direito do carro; marcha à esquerda do motorista; e tráfego lento na esquerda, com ultrapassagens pela direita).

Para facilitar sua condução, alugue um carro com câmbio automático, baixe o Google Maps e o aplicativo Waze ou similar (Drive Awake/Fuelio/Econoflex/Car Dashdroid) leve um GPS e mapa físico com as estradas detalhadas (cabe lembrar que o asfalto é perfeito, com acostamento e excelente sinalização).

IMG_7305(1).JPG

MONUMENTO A DUGALD STEWART – CALTON HILL – EDIMBURGO

QUANDO IR

Dificilmente você será premiado com dois ou três dias de sol seguidos em Edimburgo. A cidade é tradicionalmente cinzenta, com garoas cotidianas, porém passageiras e pouco volumosas (não costuma alagar).

O período menos chuvoso na capital escocesa vai, historicamente, de fevereiro a junho (pela estatística: fevereiro, abril, março e junho são os meses mais secos, respectivamente).

Embora os meses do segundo semestre, em especial os do verão, sejam os mais chuvosos, considere viajar em julho ou, melhor ainda, em AGOSTO, por ter ótimas temperaturas e por rolarem os melhores festivais culturais da cidade nessa época.

Indicamos também maio e, principalmente, junho como bons meses para visitar Edimburgo. Eles são menos chuvosos que a média do ano e com temperaturas médias suportáveis (10,2ºC em maio, 13,1ºC em junho).

Para quem ama cidades com neve, os melhores meses para ver esse fenômeno em Edimburgo são janeiro e fevereiro.

20170522_151033.jpg

GRASSMARKET – EDIMBURGO, ESCÓCIA

VISTO

Não é obrigatório. Basta um passaporte com validade assegurada por, no mínimo, 6 meses após a data da viagem a Edimburgo (ex: se você tem um passaporte que vence em agosto de 2020 deve viajar até a capital escocesa, no mais tardar, em janeiro daquele ano).

Vindo da União Europeia ou, principalmente, da Inglaterra, o procedimento de imigração é rapidíssimo e muito mais tranquilo do que chegando em Londres.

* Para mais informações sobre o famoso rigor alfandegário londrino – etapa muito comum para quem viaja à Escócia -, consulte a seção “Visto” neste link.

20170521_190605.jpg

OLD TOWN VISTA DO PARQUE PRINCES STREET GARDENS  – EDIMBURGO, ESCÓCIA

FUSO HORÁRIO

GMT 0. Isso significa que o horário oficial da cidade é três horas à frente do horário brasileiro – sem considerar o horário de verão. Assim, quando em Brasília o relógio marca 8h30 da manhã, em Edimburgo são 11h30 da manhã.

MOEDA

Libra esterlina. É a mesma da Inglaterra.

Embora existam algumas cédulas com a estampa de figuras históricas escocesas circulando pela cidade, as cédulas inglesas são ampla e tranquilamente aceitas em qualquer local de Edimburgo. Da mesma forma, se você receber o troco em cédula escocesa, esta também tem circulação garantida na Inglaterra.

Para cotação aproximada, confira o link de conversão monetária do Banco Central do Brasil.

IMG_7425(1).JPG

CASTELO (LINDO DE QUALQUER ÂNGULO) – EDIMBURGO/ESCÓCIA

Há casas de câmbio (Currency Exchange) no aeroporto da cidade e, mais vantajosas, no centro turístico, em especial na Princes Street, na Royal Mile e na North/South Bridge (que passa sobre a linha do trem Edinburgh Waverley).

Cartões da bandeira Visa e Mastercard são aceitos na quase totalidade das lojas, hotéis e restaurantes de Edimburgo, por isso habilite o seu para uso internacional antes de viajar para lá.

Além disso, reserve, pelo menos, 60 libras por pessoa para cada dia em Edimburgo. Esse valor é suficiente para fazer boas refeições e entrar nas atrações turísticas pagas (que são poucas). Se conseguir levar 100 libras diárias por cabeça, você passeará com muita tranquilidade, inclusive, para destinos mais distantes (Highlands) e comerá em restaurantes renomados da cidade.

IMG_7327(1).JPG

OLD TOWN – EDIMBURGO, ESCÓCIA

IDIOMA

Inglês. Você perceberá uma forte entonação celta ou gaélica na fala dos escoceses mais tradicionais, mas é muito tranquilo entender o que pronunciam. Comunicação não é problema algum na cidade. Todos são muito pacientes e querem ajudar.

QUANTO TEMPO FICAR

2 a 3 dias completos são suficientes para conhecer as principais atrações da capital. Estique sua viagem pela Escócia por 7 a 10 dias para conhecer Glasgow, Inverness e os castelos, lagos (lochs) e montanhas da linda região das Highlands.

IMG_7377

CASTELO DE EDIMBURGO VISTO DO JOHNSTON TERRACE/CASTLE TERRACE – ESCÓCIA

COMO SAIR DO AEROPORTO
  • Airlink Service 100: Custa cerca de 7,50 libras ida e volta; sai a cada 30 minutos durante a noite (maior frequência/menor intervalo durante o dia); leva até a Waverley Station, que fica na Princes Street, paralela à Royal Mile; compra da passagem feita no quiosque do lado de fora, na saída do desembarque doméstico (aceitam o pagamento em dinheiro ou cartão).
  • VLT/Tram: funciona entre 6h15 e 22h45, com frequência de 15 minutos no fim de semana e 10 minutos durante a semana; leva 30 minutos para chegar no centro, na Princes Street e York Place (pertinho da rodoviária e da Waverley Station). Pagamento em dinheiro, sem devolução de troco. Confira horários atualizados, frequência e preços das passagens no link destacado ou aqui.
IMG_7281.JPG

EDIMBURGO – ESCÓCIA

  • Ônibus comum da companhia Lothian Buses: Durante o dia (entre 5h30 da manhã e meia noite), pegar a linha 35; custa 1,60 libras; o percurso demora 1h30, passando pela Royal Mile/High Street até o Ocean Terminal. De madrugada, usar o ônibus da linha N22; faz o percurso até o centro em cerca de 45 minutos; sai a cada meia hora (confira o horário atualizado de saídas neste atalho). Qualquer que seja o ônibus, o pagamento deve ser feito em dinheiro, sem devolução de troco.
  • Táxi: forma mais cara, porém a mais confortável para quem leva malas pesadas. A seção de táxis fica em um edifício fora do terminal de desembarque, mas é bem perto e com boa sinalização desde a sua chegada até lá. Eles costumam ser na cor preta. São 13 km entre o aeroporto e o centro de Edimburgo. Se você dividir a corrida com duas ou três pessoas, o percurso ficará só um pouco mais caro do que a passagem individual do transporte feito pelas alternativas anteriores.
  • Carro alugado: embora não muito útil para circular pelas ruas do centro, é uma boa alternativa para quem pensa em fazer uma roadtrip pela Escócia. Recomendamos a locação antecipada com a Rentcars. Para mais informações (onde pegar e devolver o carro), acesse esse link.
20170521_201411.jpg

ROYAL MILE – OLD TOWN, EDIMBURGO, ESCÓCIA

Lembramos que a direção segue a mão inglesa (volante no lado dianteiro direito do carro; marcha à esquerda do motorista; e tráfego lento na esquerda, com ultrapassagens pela direita).

Para facilitar sua condução, alugue um carro com câmbio automático, baixe o Google Maps e o aplicativo Waze ou similar (Drive Awake/Fuelio/Econoflex/Car Dashdroid) leve um GPS e mapa físico com as estradas detalhadas (cabe lembrar que o asfalto é perfeito, com acostamento e excelente sinalização).

* Todas as opções acima descritas você encontra também no site oficial do aeroporto de Edimburgo. Clique no destaque e saiba mais.

IMG_7451

CALTON HILL (À ESQUERDA, O NELSON MONUMENT; À DIREITA, O NATIONAL MONUMENT)

HOSPEDAGEM

Fique no perímetro entre a Princes Street e a Royal Mile! Essa é a região mais bonita da cidade e, não à toa, a que concentra o maior número de hotéis bem avaliados.

Ruas próximas a Princes Street (como a George Street, Hanover Street) e a Royal Mile (como Market Street, Grassmarket, Cowgate, Mound Place, South Bridge) têm também ótimas opções, inclusive mais em conta que os das ruas principais mencionadas no parágrafo anterior.

Adiantamos que a hospedagem na Grã-Bretanha é cara, mesmo em albergues ou locais afastados do centro.

IMG_7291.JPG

NATIONAL GALLERY (PRIMEIRO PLANO) E CASTELO DE EDIMBURGO (AO FUNDO) – ESCÓCIA

A seguir, algumas boas alternativas:

Categoria sofisticada –

IMG_7374(1).JPG

EDIMBURGO – ESCÓCIA

Categoria “bom custo/benefício” –

  • Ibis Edinburgh Centre Royal Mile – Hunter Square: hotel 3 estrelas muito bem localizado e com bela fachada. Nota 8,7 no Booking;
  • Elder York Guest House/York House B&B: para padrões escoceses, é de custo acessível. Estabelecimento 3 estrelas. Fica a 500m ao norte da Princes Street, a poucos minutos a pé do Castelo e do Palácio Holyrood. Nota 8,7 no Booking;
  • CityLivein Grove Street: limpo e moderno, com quarto e banheiro privativos e boa localização (a pouco mais de 1 km de caminhada para a Princes Street e menos que isso para a Grassmarket), sem preço exorbitante. Nota 7,3 no Booking;
  • easyHotel Edinburgh: fica na Princes Street (localização espetacular); com quarto minúsculo (alguns sem janela) e banheiro privativo. Ficamos nele e gostamos apesar de ser muito apertado. Só indicamos para quem faz questão de suíte particular e só quer voltar para o hotel para dormir. Nota 6,3 no Booking.

Categoria econômica –

  • Euro Hostel Edinburgh Halls: albergue que fica na Cowgate (uma das ruas mais animadas da Old Town) e conta com alguns quartos para duas pessoas, embora com banheiro compartilhado; nota 7 no Booking;
  • Haystack Hostel: albergue com ambientes descontraídos e modernos, em uma rua ao lado da Princes Street; quartos e banheiros compartilhados; nota 8,1 no Booking;
  • Bobby’s Bunkhouse: o mais barato da lista do Booking. Estabelecimento pertinho da Royal Mile, com quartos e banheiros compartilhados; nota 7,3 no Booking.

Para mais opções, acesse o Booking, Trivago ou Tripadvisor. Caso deseje alugar um apartamento, casa ou quarto conversando sobre os detalhes diretamente com o proprietário, consulte o Airbnb.

IMG_7336

OLD TOWN – EDIMBURGO, ESCÓCIA

O QUE CONHECER
  • Royal Mile – a avenida mais famosa e importante da Old Town, com construções escuras de todos os tipos: lojas, hotéis, restaurantes, igrejas, estátuas e museus. Além disso, conta com vários artistas de rua e liga dois dos principais pontos turísticos da cidade: o Castelo de Edimburgo (na extremidade oeste) e o Palácio de Holyrood (na ponta leste). Aproveite para se perder pelas ruas transversais a ela, especialmente a Cockburn Street (pertinho do cruzamento entre a Royal Mile e a North/South Bridge), que é uma ladeira curva com lindos edifícios geminados no estilo do filme Harry Potter. Outro destaque fica para a Camera Obscura/World of Illusions, uma exposição em cinco andares que dá enfoque a espelhos, labirintos, ilusões de ótica e efeitos visuais e de onde é possível ter uma visão panorâmica da cidade, através de um jogo de lentes bem inventivo, similar ao utilizado em Havana (fica na Royal Mile, perto do encontro com a Ramsay Lane). Essa avenida é uma parada obrigatória em Edimburgo.
IMG_7435

ROYAL MILE (IGREKA TRON KIRK À DIREITA) – EDIMBURGO, ESCÓCIA

  • Princes Street e Princes Street Gardens – avenida principal da New Town, com muitas lojas de marcas conhecidas (a gente sempre destaca a Primark), restaurantes, lanchonetes e hotéis mais modernos. Ao lado dela fica o lindo parque Princes Street Gardens, que separa a parte antiga da parte nova da cidade. O parque é cheio de belas estátuas (The Royal Scots Grey Monument; estátua de Thomas Guthrie), fontes, espaço para shows, árvores nas bordas e um amplo campo verde onde os escoceses e turistas fazem piqueniques, batem papo, praticam esportes, tiram uma soneca, leem ou namoram. É a partir dele que se tem as mais belas vistas do Castelo de Edimburgo no alto da rocha vulcânica, sobretudo a partir da estátua do cavaleiro membro da guarda (The Royal Scots Grey Monument) ou da Ross Fountain. Na calçada ao lado do parque fica o Scott Monument, uma torre escura pontiaguda erguida em homenagem ao escritor Sir Walter Scott – considerada a mais grandiosa para um membro da literatura no mundo – e onde é possível visitar um museu sobre a história dele, com belos vitrais, e também é possível ter uma visão panorâmica da cidade de um nível mais elevado (custo da entrada é em torno de 5 libras). Também na calçada ao lado do parque você encontra a bela National Gallery, com exposições de obras clássicas num local de fachada semelhante à arquitetura grega.
IMG_7274.JPG

CASTELO VISTO DO PARQUE PRINCES STREET GARDENS – EDIMBURGO

  • Calton Hill – uma colina que fica ao final da Princes Street (sentido leste), onde há vários monumentos de pouca utilidade local, mas ótimos para fotografias de turistas. É lá que você encontra o monumento a Dugald Stewart (uma espécie de templo circular com oito colunas coríntias em homenagem a esse filósofo escocês, inspirada no monumento Chorágico de Lysicrates, que fica em Atenas), de onde se tiram as mais famosas fotos da cidade. Logo ao lado – ainda no Calton Hill – fica o National Monument, em homenagem aos soldados e marinheiros escoceses que morreram nas guerras napoleônicas, que tem uma estrutura muito semelhante ao do Parthenon ateniense. Por fim, aprecie também o Nelson Monument (uma torre cinza em homenagem ao vice-almirante Horatio Nelson pelas suas proezas na Batalha de Trafalgar em 1805, quando suas tropas derrotaram os espanhóis e franceses). Trata-se de um ótimo local para ver o raro por do sol na cidade. Não há acesso ao topo por carros. Por isso, é necessário subir alguns degraus + uma curta ladeira caminhando.
  • Castelo de Edimburgo – monumento histórico principal da cidade e segunda atração mais visitada do país. Localizado acima da Castle Rock, uma rocha vulcânica de milhões de anos. É uma antiga fortaleza acessível ao público (para preço e horário atualizado de visitação clique aqui) e inclui em seu complexo a visita às Joias da Coroa Escocesa, à Pedra do Destino (assento de coroação dos antigos reis escoceses), a Capela de Santa Margarida, a Mons Meg (um pequeno canhão/bombarda disparado para simbolizar o casamento entre a rainha Mary Stuart, da Escócia, com o rei Francisco II, da França), o One O’Clock Gun (arma que dispara um tiro pontual todo dia – exceto domingo – às 13h, na face norte do castelo, precisamente na Mill’s Mount Battery). Há troca da guarda todos os dias às 11h da manhã no pátio da entrada (atração gratuita). Em agosto é realizado no pátio de acesso principal do castelo o The Royal Military Tatoo, que consiste em uma série de apresentações de cunho militar, com destaque para a parada das gaitas e tambores, além de show de fogos.
IMG_7382.JPG

ENTRADA DO CASTELO DE EDIMBURGO – ESCÓCIA

  • Palácio de Holyrood – esse antigo mosteiro de linda fachada em pedra e pináculos já serviu como residência principal dos reis e rainhas escoceses no século XV até a unificação com a Inglaterra. Foi erguido ao redor da Abadia dos Agostinianos, cenário de diversas cerimônias de coroação e casamentos reais, que teve seu telhado destruído no secúlo XVIII. Nos últimos tempos, é utilizado regularmente como refúgio de verão da rainha Elizabeth II, sendo visitado com frequência por membros da família real britânica. Quando a rainha não está no palácio, fica hasteada a bandeira do Padrão Real escocês; quando ela está, é hasteada a bandeira do Padrão Real. É aberto para visitação, a depender da não ocupação pela família real britânica. Confira o horário de funcionamento e o preço nos links destacados. Fica na extremidade leste da Royal Mile, de frente para o Parlamento escocês (com arquitetura modernista bem diferente e assimétrica; para tours guiados pela casa legislativa do país clique aqui) e pertinho do Dynamic Earth (museu interativo que explica a história do planeta com várias exposições e eventos, com proposta similar a do Museu do Amanhã, do Rio de Janeiro; conta com loja e espaço para eventos; atração super premiada na cidade e muito indicada para quem leva crianças; saiba o horário de funcionamentopreço clicando nos links destacados) e do imenso parque Holyrood.
IMG_7390

PALÁCIO HOLYROOD – EDIMBURGO, ESCÓCIA

  • Dean Village – vilarejo bucólico pertinho da ponta oeste da Princes Street, com direito a casas à beira do rio, pontes e flores, em um cenário completamente diferente do centro da cidade, lembrando um pouco os canais de Bruges. Para chegar lá, vá até o começo da Princes Street (perto do hotel Waldorf Astoria e da igreja episcopal de St. John, em uma área conhecida como Shandwick Place), suba pela Queensferry Street (que se transforma em Randolph Place, em Drumsheugh Place e Lynedoch Place). Antes de atravessar a ponte Dean Bridge, pegue a saída lateral esquerda da Queensferry Road e siga margeando o rio Water of Leith por cerca de 1/1,5 km, até chegar em um trecho perto da Well Court. Nesse caminho você já perceberá como o cenário muda. Se você for por dentro da New Town, subindo as transversais da Princes Street, utilize como referência a Charlotte Square ou a Bute House (que é a residência oficial do primeiro-ministro da Escócia; fachada neoclássica).
IMG_7536(1).JPG

A INCRÍVEL “DEAN VILLAGE” – EDIMBURGO, ESCÓCIA

  • Catedral de St. Giles (ou High Kirk) – catedral em homenagem ao santo padroeiro do país (Santo Egídio). É considerada a igreja matriz do presbiterianismo e a mais importante e bonita de Edimburgo, com vitrais, órgão detalhado, brasões e estátuas e de onde é possível subir até um nível maior para ter uma bela vista da avenida mais famosa da Old Town (o custo para chegar nessa plataforma é cerca de 6 libras e o acesso é bem limitado). Ela fica na Royal Mile, atrás da estátua de Adam Smith e tem a cúpula em formato de coroa escura. Outra igreja interessante na mesma Royal Mile é a Tron Kirk, em virtude de nela funcionar um mercado com várias barraquinhas de artesanato e comidas (fica no cruzamento com a North/South Bridge e tem uma torre pontiaguda bem alta).
  • Greyfriars Bobby – estátua do cachorro que guardou o túmulo de seu dono (John Gray – vigilante noturno que trabalhava para a Polícia Civil e faleceu de tuberculose) por 14 anos até morrer. Fica no encontro entre a George IV Bridge, Candlemaker Row e Greyfriars. A história de sua fidelidade já foi retratada em dois filmes (Greyfriars Bobby: The True Story of a Dog/Meu Leal Companheiro, de 1961; e Greyfriars Bobby, de 2005). É certamente a estátua mais fotografada da cidade, com vários bares e cafeterias/docerias por perto.
20170522_150554.jpg

GREYFRIARS BOBBY – EDIMBURGO, ESCÓCIA

  • Ruas Grassmarket e Cowgate – as ruas mais animadas da Old Town, sendo a primeira um antigo mercado medieval e antigo local de execuções públicas, hoje em dia excelente para compras e refeições (bons restaurantes e pubs por ali; o bar The Last Drop era onde os condenados à forca tomavam sua última dose de bebida antes de serem executados) e a segunda é ótima para curtir a noite em um de seus vários nightclubs e pubs, assim como a Well Bow Street.
  • Scotch Whisky Experience – tours interativos por todo o processo de fabricação da bebida escocesa mundialmente famosa, com direito a degustações e acesso ao restaurante com comidas elaboradas que combinam com cada tipo de whisky. Essencial para quem gosta da bebida e pretende se aprofundar em um dos maiores traços culturais da Escócia. Fica na Royal Mile, precisamente no endereço 354 Castlehill.
IMG_7388

PARLAMENTO ESCOCÊS – EDIMBURGO

Esses são os pontos imperdíveis. Caso tenha mais tempo, algumas sugestões:

  • Museu Nacional da Escócia – ícone cultural da capital escocesa, com destaque para a história do país, desde os seus primeiros habitantes, passando por objetos da época dos reis da Escócia, a luta pela independência, grandes personalidades e invenções escocesas (em especial, as máquinas da Revolução Industrial que levaram a migração dos camponeses para as cidades). Conta também a história de alguns costumes do país, como o uso do kilt (a saia xadrez escocesa), a gaita de foles, o golfe e o whisky, patrimônios escoceses. Cada andar desse moderno e reformado edifício destaca uma fase/um tema importante da evolução do país. Ele fica na Chambers Street, pertinho da George IV Bridge e da estátua do cachorrinho Greyfriars Bobby. A entrada é gratuita (doações são bem-vindas) e funciona todos os dias, na maioria deles entre 10h e 17h (favor consultar o horário atualizado neste link).
  • Parque Holyrood e Arthur’s Seat – um dos maiores parques urbanos do mundo, pertinho do Palácio de Holyrood e do Dynamic Earth. Possui várias trilhas, três lagos, uma capela em ruínas e é muito frequentado pelos escoceses que praticam esportes ou atividades ao ar livre. No topo da colina (formada a partir de um vulcão extinto) fica o Arthur’s Seat, o ponto mais alto da cidade. Se tiver um dia sobrando na cidade, vale a pena caminhar sem pressa subindo até lá para ter uma vista bem ampla da capital escocesa.
IMG_7460

TRILHA PARA O ARTHUR’S SEAT – PARQUE HOLYROOD – EDIMBURGO, ESCÓCIA

  • National Gallery – como mencionamos acima, fica na calçada entre as duas partes do parque Princes Street Gardens. É lá onde fica a maior coleção de arte do país. Entrada gratuita, exceto em poucas exposições temporárias; funciona diariamente, com horário mais longo às quintas-feiras.
  • Universidade de Edimburgo –  no belíssimo complexo ao sul da Old Town (destaque para o prédio do Old College) fica uma das mais antigas e prestigiadas universidades do Reino Unido, sobretudo nas áreas de ciência e tecnologia (de acordo com o Wikipedia, é a única do país a “participar do Grupo Coimbra, LERU e Universitas 21, mais relevantes grupos de pesquisa da Europa“). Entre seus ex-alunos famosos: Alexander Graham Bell (inventor do telefone), Charles Darwin (autor da Teoria da Evolução), Arthur Conan Doyle (escritor criador de Sherlock Holmes), J. M. Barrie (escritor, autor da obra “O menino que não queria crescer”, que deu origem ao clássico Peter Pan), Robert Louis Stevenson (escritor, autor de “O médico e o monstro”, bem como “A ilha do tesouro”), Gordon Brown (ex-primeiro ministro do Reino Unido), Pippa Middleton (única irmã da duquesa de Cambridge, Kate Middleton) e Tom Chaplin (vocalista da banda Keane).
IMG_7408

DYNAMIC EARTH E PARQUE HOLYROOD AO FUNDO – EDIMBURGO, ESCÓCIA

  • Região portuária de Leith – área que foi revitalizada e onde ficam agradáveis atrações no nordeste de Edimburgo, por trás do Calton Hill. Por lá fica um dos maiores shoppings da cidade (o Ocean Terminal; ler sobre ele na seção “Compras”), o iate real Brittania, utilizado para missões oficiais da família real britânica e aberto para visitas (bem retratado no início da segunda temporada do seriado The Crown, do Netflix). Outros destaques ficam para os belos edifícios da Constitution Street e para os bares às margens do rio na rua The Shore, bem como para a Cidadela, o estádio de futebol Easter Road, o parque Leith Links, o shopping Omni Centre e a estátua de Sherlock Holmes. Nessa região acontecem bons festivais em junho e em agosto.
  • Jardim Botânico – sempre uma bela atração de grandes cidades, conta com várias espécies de árvores e flores em estufas (não deixe de visitar a Palm House e a Glasshouse, cuja entrada é paga), além de lindas cercas vivas (destaque para a Herbaceous Border) e lagos (o mais bonito certamente é o The Pond, com seus patos coloridos). Ótimo para caminhadas e atividades ao ar livre. Com exceção das mencionadas estufas, a entrada é gratuita. Fica em uma área imensa, no Inverleith Park, ao norte da cidade, pertinho do tradicional Fettes College (onde o ex-primeiro ministro Tony Blair estudou), algumas avenidas acima da Queen Street e do Dean Village. Dá para ir caminhando a partir da Princes Street, mas o táxi não é uma má opção. Ônibus úteis: linhas 8 e 23, da Lothian Buses.

* Para saber como chegar nessas atrações, consulte a seção seguinte (“Deslocamento dentro da cidade”, especialmente as linhas de ônibus). Além disso, baixe o Google Maps e marque/destaque cada ponto que deseja conhecer antes de viajar. Através desse instrumento – que funciona off line – você saberá a direção que deve seguir entre as atrações, a correspondente distância e os meios de transportes regulares por perto.

IMG_7447

VISTA A PARTIR DO PARQUE HOLYROOD (SCOTT MONUMENT À ESQUERDA E RELÓGIO DO HOTEL BALMORAL À DIREITA – EDIMBURGO, ESCÓCIA

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

A pé – se você ficar hospedado em algum dos hotéis sugeridos acima ou na área entre a Princes Street e a Royal Mile, você conseguirá conhecer todas as principais atrações turísticas caminhando, já que elas são concentradas em uma área relativamente pequena.

A título de exemplo, de acordo com o Google Maps, do topo do Calton Hill até o Castelo de Edimburgo são menos de 3 km de caminhada. A cidade é segura e tem boas calçadas, com algumas ruas exclusivas para pedestres.

Caso prefira uma volta guiada pelos pontos turísticos principais em um roteiro pré-definido, não deixe de fazer o Free Walking Tour que sai da Royal Mile, na altura do Tron Kirk, pertinho do restaurante Frankie & Benny’s. Confira os horários de início desse passeio, que é uma ótima forma de conhecer a cidade, e você só paga no final o que achar que o guia merece.

IMG_7352.JPG

ÔNIBUS E TÁXI VINDOS DA OLD TOWN PARA A NEW TOWN – EDIMBURGO, ESCÓCIA

Ônibus turístico hop-on hop-off (Edinburgh Bus Tours) – passeio útil e aconselhado principalmente para quem tem problema de locomoção ou para quem já viu tudo o que queria na cidade e quer ter uma noção de outra perspectiva. O ponto de saída desses ônibus fica na Waverley Bridge, a rua transversal à Princes Street entre a torre escura (Scott Monument) e a galeria Waverley Mall.

Embora o percurso seja curto (ele completo dura entre 60 a 80 minutos), você tem a chance de ouvir as curiosidades históricas sobre os pontos turísticos principais da cidade, onde é permitido descer quantas vezes quiser, podendo subir em qualquer ônibus da empresa/companhia durante o dia. Funciona entre 9h15 e 18h, com audioguia em português, inglês, espanhol, francês, chinês, entre outros.

Há 4 diferentes tipos de rota: a vermelha e a verde são as mais turísticas, passando pelas atrações da Old Town e New Town. O percurso azul é focado na região portuária de Leith, com parada no iate real histórico “Britannia” e no Jardim Botânico. Por fim, o percurso “3 Bridges Tour” passa pela área periférica ao norte de Edimburgo, com destaque para as pontes (em especial, a Forth Bridge), incluindo passeio de barco, em uma excursão que dura cerca de 3 horas, embora não esteja disponível nos meses de inverno. O preço de cada um desses tours custa aproximadamente 15 libras.

Compare as peculiaridades dos tours citados – inclusive preços atualizados – neste link.

IMG_7419

ESTÁTUA DE THOMAS GUTHRIE – PARQUE PRINCES STRET GARDENS – EDIMBURGO, ESCÓCIA

Táxi – pelo fato de as atrações estarem próximas umas as outras, as corridas dificilmente sairão acima de 10 libras. Boa alternativa para quem pode dividir o custo com 2 ou 3 pessoas e quer maior privacidade. Os táxis são confiáveis e circulam bastante entre a Princes Street, a George Street, a Waverley Bridge e a North/South Bridge (locais mais comuns para encontrá-los). Não querendo ter que esperar ou procurar, peça na recepção do seu hotel para que um táxi seja chamado.

Ônibus de linha – circulam com muita frequência e são operados, em sua maioria, pela companhia Lothian Buses (outra companhia pouco menos comum é a First, que circula também por áreas periféricas).

O preço da passagem avulsa para adultos custa em torno de 1,50 libra (3,50 para o dia inteiro); para crianças, o valor é praticamente a metade. Se você comprar a passagem para o dia inteiro, esse bônus só será válido para você andar no ônibus da empresa com a qual você comprou (não dá para mudar de companhia usando a passagem diária e esta não serve para pegar o Airlink 100 para o aeroporto).

Em alguns pontos de ônibus, há máquinas em que você pode fazer o pagamento da passagem, mas na maioria dos casos o pagamento é feito ao motorista. Leve dinheiro trocado, porque não há devolução de troco.

IMG_7450(1).JPG

PALÁCIO HOLYROOD E, AO FUNDO, PORTO DE LEITH – EDIMBURGO/ESCÓCIA

Algumas linhas de ônibus que passam…

  • na Princes Street: 1, 4, 15, 19, 34, 44, 104, 107, 113, 124, N11, N16;
  • na North Bridge (em direção a Old Town): 3, 5, 8, 29, 45, 51, 52, N3, X29, X55, X95;
  • na South Bridge (que atravessa a Royal Mile e a Old Town): 3, 29, 30, 31, 33, 37, 51, 52, N3, N30, N31, N37, X29, X31, X33;
  • na base do Calton Hill: 1, 4, 5, 15, 21, 21C, 22, 27, 28, 28C, 34, 38, 38A, 45;
  • na Queensferry Road (que leva até a Dean Village): 19, 36, 37, 41, 43, 47, 113, N37, N55, X37, X47;
  • na Lothian Road (que conecta a New Town e Old Town pelo lado oeste do parque): 1, 22, 30, 34, 124, N22, N30, N34, X5, X24, X33;
  • na George Street (a segunda avenida mais importante da New Town, paralela ao norte da Princes Street): 10, 11, 12, 13, 16, 22, 25, 41, 42, 43, X43.
  • Ocean Drive (perto do waterfront/píer de Leith): 11, 22, 34, 36, N7, N11.
  • Victoria Quay (passa pela Cidadela de Leith, pelo restaurante francês The Kitchin perto do porto revitalizado): 16, 22, 36. N16, N22, Skylink 300.
  • Leith Walk e Mill Lane (passam pelo shopping Newkirkgate e outras ruas importantes de Leith): 7, 10, 14, 21, 34, N7, N22).

* Não há metrô em Edimburgo.

IMG_7525

ÔNIBUS DA LOTHIAN BUSES NA PRINCES STREET – EDIMBURGO

CULINÁRIA LOCAL

Uma comida pesada, com sabor forte é a característica da gastronomia típica escocesa. Entre os pratos mais comuns:

  • Haggis – miúdos de carneiro com especiarias envoltos em uma pele que lembra a de salsicha (antigamente preparado dentro do estômago do bicho). Lembra uma almôndega, com uma coloração mais escura. Normalmente vem acompanhado de purê de batata. Apesar da descrição, gostamos muito. Traço cultural imperdível para quem visita a Escócia.
  • Black pudding – linguiça de sangue de porco, gordura, aveia, cebola e ervas. Normalmente servido no café da manhã local.
  • Steak pie – carne bovina (principalmente a Aberdeen Angus) servida com massa folhada, formando uma torta salgada espetacular.
  • Salmão – a Escócia é um dos maiores produtores de salmão do mundo. Por isso, esse pescado (que a gente adora) é encontrado em vários restaurantes de Edimburgo.
IMG_7346

ESTÁTUA DE ADAM SMITH E CATEDRAL DE ST. GILES – ROYAL MILE, EDIMBURGO, ESCÓCIA

Além disso, não deixe de provar o café da manhã escocês (“scotish breakfast”): vem com o citado black pudding, bacon, ovos, cogumelos e feijão no molho de tomate/ketchup.  A gente adorou e ele satisfaz por um bom tempo.

O “Fish and Ships” (peixe empanado com maionese e batatas fritas) também é muito tradicional por lá, assim como a carne de porco servida em um sanduíche (pulled pork sandwich) ou em um prato acompanhado de ovo com gema mole (gammon steak). Mais cerveja que whisky.

Para quem está saturado de tanta gordura e fritura, as sopas mais gostosas de lá são a “cullen skink” (sopa de bacalhau, com batatas e cebola), “cock-a-lekie soup” (canja de galinha com batatas e alho-poró) e a “scotch broth” (sopa de carne de boi ou cordeiro com repolho, cenoura e outros legumes).

Entre as sobremesas, os destaques ficam para o “cranachan” (mistura de nata – feita tradicionalmente do queijo crowdie – framboesas frescas, mel e whisky) e para o “Mars Fried” (barra de chocolate da marca Mars que é frita e empanada; delicioso).

No quesito bebidas, os sucos de frutas mais comuns são os de framboesa ou frutas vermelhas. Por incrível que pareça, os escoceses bebem gostam/consomem muito mais cerveja que whisky. As cervejas mais apreciadas no ranking dos especializadas são a Ola Dubh Special Reserve, a Brewdog Paradox e a March of Penguins.

IMG_7514

SOBREMESA “FRACA” – PRINCES STREET, EDIMBURGO – ESCÓCIA

RESTAURANTES

A maior concentração de restaurantes fica no encontro das ruas Queensferry Street/Hope Street + Charlotte Lane + Randolph Place + Shandwick Place (a oeste da Princes Street): há restaurante sul-africano (The Caffeine Drip), restaurante italiano (Zizzi), restaurante mexicano (Barburrito), e bares (Harry’s Bar, Le Di-Vin, Sygn, Ryan’s Bar, The Grosvenor) e cafeterias (Caffè Nero e Starbucks). Se você está na Princes Street é muito tranquilo chegar a pé.

Outra boa concentração de restaurantes acessíveis fica ao longo da Royal Mile, principalmente no trecho entre a North/South Bridge e o Castelo (Bella Italia, The Royal McGregor, Frankie & Benny’s, Clam Shell, Caffè Nero, Pizza Hut, Starbucks), bem como nas ruas Cowgate e Grassmarket e na Waverley Bridge. Também muito tranquilo para chegar caminhando.

Abaixo, listamos os restaurantes mais elogiados da cidade:

The Table – o número 1 do Tripadvisor. Experiência diferente na qual você é servido em um menu com uma sucessão de pratos autorais  em um ambiente exclusivo (uma mesa para 10 pessoas em contato direto com chefs renomados preparando os pratos na sua frente). Endereço: 3A Dundas St (é a quinta rua paralela ao norte da Princes Street), logo acima do parque Queen Street Gardens.

The Gardener’s Cottage – similar ao anterior (menu com sequência de pratos, em um ambiente bucólico/rústico, com mesas coletivas para interagir com outras pessoas) e também muito elogiado. Endereço: 1 Royal Terrace Gardens, London Rd (fica em um parque atrás/ao norte da Calton Hill).

20170522_120529(1).jpg

CASTELO DE EDIMBURGO – ESCÓCIA

21212 – pertinho do restaurante anterior. Cozinha criativa com 1 estrela no Guia Michelin, combinando diferentes texturas de pratos consagrados ou misturados. Tem menu com sequência de 7 pratos, mas há opções mais acessíveis. Endereço: 3 Royal Terrace (fica em um parque atrás/ao norte da Calton Hill)

Aizle – pratos típicos escoceses alternados com opções internacionais. Vencedor do Traveller’s Choice (do Tripadvisor) em 2017. Endereço: 107-109 St. Leonard’s Street (uma rua paralela à Clerk Street, localizada entre a Universidade de Edimburgo e o Holyrood Park/Arthur’s Seat).

Forage & Chatter – ambiente rústico com comida britânica e algumas massas e pratos internacionais. Consta do Top 10 do Tripadvisor. Endereço: 1A Alva Street (uma rua transversal à Queensferry Street, localizada muito perto da extremidade oeste da Princes Street, na altura da Edinburgh Gin Distillery, do hotel Waldorf Astoria e da loja de departamento House of Fraser).

IMG_7424.JPG

USHER HALL (CASA DE ESPETÁCULOS) – EDIMBURGO, ESCÓCIA

Castle Terrace Restaurant  – comida típica da região “gourmetizada”. Linda vista da cidade. Endereço: 33-35 Castle Terrace (fica na Old Town, em uma continuação do Johnston Terrace – desdobramento à oeste da Royal Mile; poucas ruas atrás da casa de espetáculos Usher Hall).

Restaurant Martin Wishart – serve jantares refinados e premiados em um ambiente muito bonito. Endereço: 54 Shore (fica na região portuária de Leith, ao norte de Edimburgo; localizado a poucas quadras acima do shopping Newkirkgate; recomendado ir de táxi).

Contini Cannonball – comida sofisticada e saborosa a preço acessível, em um lindo ambiente com bonita vista. Endereço: 356 Castle Hill (fica ao lado do Castelo, na extremidade oeste da Royal Mile).

The Dome – um lindíssimo complexo de fachada neoclássica, com restaurentes, bares, casas de chá e cerimonial para casamentos e eventos; fica na George Street, número 14, New Town)

IMG_7523.JPG

CASTELO DE EDIMBURGO VISTO DO PRINCES STREET GARDENS – ESCÓCIA

Bia Bistrot – comida francesa em um local charmoso. Também no Top 10 do Tripadvisor. Endereço: 19 Colinton Rd (fica ao sul do parque Bruntsfield Links, a menos de 3 km ao sul do Castelo e do Usher Hall; táxi pode ser útil para chegar nessa área menos turística).

Locanda De Gusti – italiano premiado na cidade. Destaque para as massas com frutos do mar. Endereço: 102 Dalry Rd (fica na região de Haymarket, zona oeste da cidade, perto do Usher Hall e do Centro de Convenções Internacional/Edinburg International Conference Centre).

Nok’s Kitchen – comida asiática (tailandesa e japonesa) com toques contemporâneos. Endereço: 8 Gloucester Street (é a rua que margeia a extremidade oeste do parque Queen Street Gardens, bastando seguir ao norte dessa rua em direção ao rio Leith).

Bons e baratos: Howies (cardápio com opções típicas por menos de 10 libras, além de outras melhores elaboradas; tem uma unidade pertinho da Royal Mile, na ); Roseleaf (sanduíches, lanches nesse pub com jogos; fica ao norte da cidade, já na região portuária de Leith; 23-24 Sandport Place; vá de táxi); Jeremiah’s Taproom (bons petiscos e coquetéis em um lugar muito bom para o happy hour; fica por trás/ao norte do Calton Hill, tranquilo para chegar a pé; 7-8 Elm Row); Whiski Bar & Restaurant (tradicional ponto de encontro na Old Town, com bons pratos típicos e boas cervejas; fica na High Street, número 119, pertinho da South Bridge e Royal Mile); redes fast food no Waverley Mall (McDonald’s, Burger King, KFC), além dos já citados Caffè Nero, Starbucks e Subway).

IMG_7359

ACADEMIA REAL ESCOCESA – EDIMBURGO

COMPRAS

Lojas de marca: Princes Street (não deixe de ir na Primark, com muita roupa e calçados bonitos a preços muito baixos; também vale a pena entrar na Marks & Spencer) e o Multrees Walk (onde há Louis Vuitton, Michael Kors, Burberry, Tommy Hilfiger) e George Street, todos eles na New Town.

Souvenirs e artesanatos: Royal Mile (decoração para casa, cartões-postais, camisetas, cachecóis, chaveiros, chapéus; imãs de geladeira; copinhos de vidro; whisky; lá também são vendidas várias excursões de um ou mais dias para as Highlands, Lago Ness, Ilha de Skye e outras cidades importantes escocesas)

As lojas avulsas acima são mais do que suficientes para fazer boas compras. Caso queira mais, indicamos os shoppings e galerias mais frequentados pelos locais (além da já citada Multress Walk):

  • Waverley Mall (pequeno, mas com boas lanchonetes e lojas mais acessíveis; muito fácil de chegar para quem se hospeda no centro);
  • Ocean Terminal (provavelmente o maior shopping da cidade, com maior variedade de lojas; localizado na região portuária/waterfront de Leith; vá de táxi);
  • Gyle Shopping Centre (fica pertinho do aeroporto, sendo indicado para quem se hospeda lá perto ou pretende faz o check out do hotel e quer passar um tempo antes de chegar no aeroporto. Fica entre as estações de trem South Gyle e Edinburgh Gateway, pertinho do hotel Ibis);
  • Newkirkgate (é minúsculo, com corredores descobertos; fica na área norte da cidade, perto do porto de Leith; só indicado em último caso, para quem tem tempo sobrando em Edimburgo; vá de táxi).
  • Omni Centre (complexo de lazer, com restaurantes, bares e um ótimo cinema; poucas lojas; fica ao lado do Calton Hill, na Leith Street).
IMG_7387

LOJA ANEXA AO PALÁCIO DE HOLYROOD – EDIMBURGO, ESCÓCIA

VIDA NOTURNA

Na Old Town, as ruas mais animadas à noite são: Cowgate e Grassmarket.

Na New Town (ao norte do parque que tem o Scott Monument), os destaques do burburinho: encontro da Princes Street com a rua Queensferry/Hope Street; e a George Street, no encontro com a Hanover Street.

Se tiver pouco tempo, não hesite: faça o Pub Crawl, e circule entre os nightclubs e os bares mais legais dessa cidade fantástica com outros turistas tão ou mais animados que você durante uma noite inesquecível. O custo é abaixo de 10 libras e você passa por 7 bares famosos da Old Town, tem direito a alguns shots, a coquetel e descontos em outras bebidas, além de outras vantagens. A diversão começa na avenida Cowgate, número 69 (de frente para a Subway Nightclub).

IMG_7428

FAMOSO PUB NA REGIÃO MOVIMENTADA DE EDIMBURGO, ESCÓCIA

Caso prefira conhecer os locais por conta própria, indicamos alguns pubs/baladas muito elogiados:

Para começar a noite –

  • Panda & Sons (bar secreto que fica no subsolo de uma barbearia, atrás de uma falsa estante de livros; ambiente bonito e descontraído, com ótimos drinks; ótimo para começar a noite; endereço: Queen Street, número 39 – a segunda avenida paralela ao norte da Princes Street, perto do parque Queen Street Garden);
  • The Holyrood 9A (ótimas cervejas e sanduíches, em um ambiente bonita perto da Royal Mile, em uma continuação da avenida Cowgate);

Pubs/bares –

  • The Three Sisters (música eletrônica e outros estilos tocam em vários bares amplos nesse local super divertido, com telões que passam esportes – principalmente, rugby ou futebol – e clipes, na animada rua Cowgate, número 139);
  • Whistle Binkies Live Music Bar (um dos preferidos pubs com música ao vivo na cidade, servindo variadas cervejas e whiskies em um ambiente rústico que faz alusão às tavernas escocesas antigas; fica na South Bridge, número 4-6, também na Old Town);
  • The Jazz Bar (ótima opção para ouvir música diferente, sem deixar de conversar ou beber; também fica no burburinho da Old Town, precisamente na Chambers Street, pertinho do Cabaret Voltaire, entre a Cowgate e a South Bridge).
  • BrewDog Edinburgh (cervejaria com produção artesanal renomada; ótimo para tomar uma e trocar ideias; também fica na Cowgate, número 143);
20170521_204711(1).jpg

PUB EM EDIMBURGO – ESCÓCIA

  • Bannermans (pub que mistura panfletos/folders de bandas com decoração tradicional; muitos whiskies elogiados na casa; fica abaixo da South Bridge, em uma das entradas da Old Town; também fica na avenida Cowgate, número 212).
  • The Royal Mile Tavern (o nome diz tudo: taverna na avenida principal da Old Town, com uma ótima carta de cervejas e drinks, música ao vivo, comida típica e gente que gosta de confraternizar);

Baladas/boates –

  • Cabaret Voltaire (se tiver que escolher só um para conhecer, indicamos esse; aparece no topo de várias listas sobre baladas de Edimburgo; é bar e boate, com ambiente rústico e música eletrônica, bandas ao vivo e hits excelentes; fica na 36-38 Blair Street, colada à South Bridge e à Royal Mile, na região da Old Town);
  • Espionage (karaokê, bandas ao vivo e DJs espalhados pelos vários andares dessa casa, que é uma das mais famosas e ecléticas na noite de Edimburgo, mais elitizada que a opção a seguir; fica na Vitoria Street, no India Buildings, número 4 – perto da George IV Bridge e da Camera Obscura);
  • Why Not Nightclub (uma das mais bonitas e elogiadas casas noturnas da New Town, com temas diferentes a depender do dia da semana; fica na George Street, número 14, duas avenidas paralelas acima da Princes Street);
  • The Hive Nightclub (programação variada ao longo da semana, alternando DJs, bandas indies e rock clássico; fica na Niddry Street, número 15-17, paralela à South Bridge e pertinho da Royal Mile).
IMG_7433

GRASSMARKET (ÁREA COM PUBS ANIMADOS À NOITE) – EDIMBURGO, ESCÓCIA

Para quem prefere programas noturnos mais tranquilos, sugerimos que consulte a agenda das casas de espetáculos Usher Hall (provavelmente a mais importante da cidade; fica na Lothian Road, pertinho do Castle Terrace, na face sul do castelo), Centro Internacional de Convenções/EICC (fica na 150 Morisson Street, quase ao lado do Usher Hall), Transverse Theatre (fica na 10 Cambridge Street, literalmente ao lado do Usher Hall), King’s Theatre (fica na reet, pertinho do parque The Meadows, ao sul do Usher Hall e do Castelo) ou o Festival Theatre (fica na 13-29 Nicolson Street, pertinho do Museu Real da Escócia e da estátua do cachorro/Greyfriars Bobby, na continuação da South Bridge).

Outro programa noturno sensacional em Edimburgo é assistir a alguma partida de rugby, um dos esportes favoritos dos escoceses e incomum aos brasileiros. Os jogos da cidade costumam acontecer no estádio Murrayfield, na zona oeste da cidade, perto da estação de trem Haymarket (tem bonde elétrico que leva até lá e os ônibus das linhas 22, 30, N22, N30). Para saber o jogo que vai acontecer quando você estiver lá, acesse esse link ou aqui.

Uma atração diferenciada na noite Edimburgo são os passeios guiados pelos lugares sombrios/assustadores dessa cidade que, inegavelmente, fica com um clima fantasmagórico em alguns pontos. O tour leva você a túneis subterrâneos, catacumbas, cemitério, estábulos e outros locais famosos nas lendas urbanas da cidade. A empresa mais premiada nesse quesito é a City of the Dead Tours (saídas diárias no pátio em frente à catedral de St. Giles, na Royal Mile; custa cerca de 10 libras). Outras empresas elogiadas por esse serviço: Free Ghost Tour (saídas diárias a partir da High Street, número 144; em frente ao Royal Mile Coffee House; o preço que você paga ao final é livre) e Mercat Tours (saídas a partir da Mercat Cross, em frente à catedral de St. Giles, na Royal Mile; whatsapp: 07342799913).

IMG_7564(1).JPG

NEW TOWN ESCURECENDO – EDIMBURGO, ESCÓCIA

NOSSA EXPERIÊNCIA

Fomos a Edimburgo em maio de 2017. Ficamos 2 dias completos na cidade e, no terceiro dia, fizemos um bate-volta às Highlands, Loch Lomond e ao lindo Castelo de Inveraray.

Ficamos hospedados no easyHotel. O quarto era minúsculo, mas tinha banheiro privativo e a localização era incrível, bem no meio da Princes Street. Recomendamos para quem gastar pouco ficando perto das atrações principais.

Enfrentamos tempo instável nos 2 dias em que estivemos lá. A maior parte dele foi sem chuva, mas com muitas nuvens. Foram poucos os momentos de sol e a chuva era fina, indo e voltando em curtos intervalos. Atrapalhou efetivamente 2 a 3h de caminhada, no total. O frio não foi intenso. Um casaco e uma blusa por dentro, além de uma calça jeans foram suficientes. Não esqueça de levar guarda-chuva ou capa de chuva. Dificilmente uma garoa não cairá enquanto você estiver na cidade.

20170521_192606(1).jpg

NÓS NO CALTON HILL – EDIMBURGO

Adoramos a comida. Experimentamos o haggis, o scottish breakfast (esse repetimos, de tanto que gostamos) e a barra de chocolate Mars frita. Além disso, comemos salmão e tomamos cerveja escocesa, bem como uma massa saborosa na Old Town. Nenhum preço foi absurdo, mesmo tendo comido em locais turísticos como na Royal Mile ou na Waverley Bridge. Cada refeição custava em torno de 15 a 20 libras para o casal.

A segurança foi irretocável a todo tempo. Não nos sentimos ameaçados; ninguém nos intimidou nem abordou indevidamente. Pelo contrário: sempre que perguntávamos ou precisávamos de ajuda, todos os atendentes locais foram muito prestativos e se alongavam na conversa, sempre com muito respeito.

Com exceção dos trechos aeroporto-hotel/hotel-aeroporto (feitos através do ônibus Airlink 100), conhecemos tudo o que queríamos na cidade caminhando. Para ser mais exato, passeamos de ônibus turístico (Edinburgh Bus Tours) por poucas horas, principalmente, nos momentos em que a chuva apertava. Se você não tiver problemas de mobilidade, não tiver interesse em ouvir curiosidades no audioguia (que você pode descobrir aqui ou no Google) e o tempo estiver firme ou pouco cinzento, evite subir nesse ônibus. Edimburgo é uma das cidades onde este transporte é dispensável.

IMG_7400(1).JPG

PALÁCIO HOLYROOD E, AO FUNDO, O PARQUE HOLYROOD – EDIMBURGO

Assim, 90% de nosso deslocamento em Edimburgo foi a pé, o que reforça a importância de uma boa localização da hospedagem e o fato de a cidade ser turisticamente compacta.

Dito isso, resumimos abaixo nossa programação (e sugestão de roteiro):

  • primeiro dia livre: caminhamos pela Princes Street e pelo ótimo parque Princes Street Gardens (cheio de jovens namorados e amigos, além de famílias, curtindo piqueniques, andando com cachorros, lendo algo ou praticando esportes), parando sempre para olhar o onipresente Castelo de Edimburgo no alto da rocha vulcânica. Paramos também de frente para a National Gallery, para as estátuas históricas do caminho e pela torre pontiaguda Scott Monument.
20170522_131045.jpg

COM “WILLIAM WALLACE” NA ROYAL MILE (EM FRENTE À SCOTCH WHISKY EXPERIENCE) – EDIMBURGO, ESCÓCIA

Como o tempo estava bom, subimos a pequena colina do Calton Hill, e de lá tivemos a linda vista a partir do monumento Dugald Stewart (muito retratada em fotos da cidade, no estilo de um coreto), passando ainda pelo National Monument (que lembra o Parthenon, de Atenas) e a torre (Nelson Monument).

Descemos, atravessamos a North/South Bridge até chegarmos na espetacular Old Town, com as construções cinzas, marrons e pretas em um cenário único. Quando chegamos na inesquecível Royal Mile, a gente começou a parar de caminhar a cada 10 metros de tanta construção bonita e ruelas espetaculares que cruzaram a histórica avenida, em especial a Cockburn Street (a ladeira em curva, com edifícios geminados – um mais bonito que o outro -, no estilo das ruas de Harry Potter). Passamos pela Catedral de St. Giles, caminhamos mais um pouco até chegar ao castelo, passando por muitas lojinhas de artesanato. Fizemos o percurso de volta para a Princes Street e chegamos no nosso hotel.

IMG_7351

OLD TOWN – EDIMBURGO, ESCÓCIA

  • segundo dia livre: tomamos o autêntico café da manhã escocês no Rabbie’s Caffe Bar (pertinho do Calton Hill), voltamos para a Waverley Bridge (ao lado do parque Princes Street Gardens e do Waverley Mall) e subimos no ônibus turístico hop-on hop-off da linha vermelha, em virtude da chuva. Ouvimos algumas curiosidades sobre o cemitério, sobre o bairro financeiro/bancário, sobre as personalidades que já se apresentaram no Usher Hall, sobre o porquê de Edimburgo ser conhecida como a “Atenas do Norte”, entre outras explicações.

Descemos nas paradas do castelo (Johnston Terrace), da estátua do cão fiel (Greyfriars Bobby) e no palácio Holyrood. De frente para a entrada do Castelo, vimos a troca de guarda e olhamos a vista panorâmica para as diferentes áreas da cidade. Já na Royal Mile, quase ao lado do Castelo, a gente se divertiu com um artista de rua que imitava um William Wallace (herói da Escócia, interpretado por Mel Gibson em “Coração Valente”) engraçado e que posava para fotos e fazia graça para as mulheres, com as armas medievais que segurava. Vimos algumas lojas ali perto e, em uma delas, contratamos a excursão para as Highlands/Loch Lomond/castelo de Inveraray que faríamos no dia seguinte.

20170521_201023(1).jpg

NÓS NA COCKBURN STREET (LADEIRA TRANSVERSAL À ROYAL MILE) – EDIMBURGO, ESCÓCIA

Depois disso, descemos no Greyfriars Bobby, em uma região cheia de bares e a simpática estátua do cão que passou 14 anos guardando o túmulo de seu dono até morrer. Em seguida, descemos no lindo palácio Holyrood, que, infelizmente, estava fechado para visitação diante da presença da princesa Anne, filha da rainha Elizabeth II. Pelos portões principais deu para ver a beleza da fachada de pedra e dos jardins verdes ao redor. Entramos na loja ao lado “The Queen’s Gallery”, saímos e vimos o vizinho Parlamento escocês (com uma fachada modernista, bem diferente), passamos pelo belo pavilhão/museu de tecnologia e sustentabilidade Dynamic Earth. Depois subimos caminhando o Holyrood Park (considerado um dos maiores parques urbanos do mundo, cheio de trilhas, com lagos, ruínas de uma capela, além de bichinhos e flores do campo) até chegar no Arthur’s Seat e ter uma vista muito ampla de Edimburgo.

IMG_7438.JPG

PARECE CENÁRIO DE HARRY POTTER – EDIMBURGO, ESCÓCIA

Pegamos o ônibus turístico para passar rapidamente pelas ruas da New Town, em especial a George Street e a Hanover Street (onde fica o Hard Rock Cafe da cidade). Ao final do tour motorizado, passeamos pelas lojas da Princes Street (sim, entramos e ficamos um bom tempo na Primark).

Em seguida, por indicação dos meus pais, fomos caminhando até a Dean Village, passando pela Charlotte Square e pela Queensferry Road, dobrando à esquerda numa saída lateral da Dean Bridge. Que vilarejo lindo! Bucólico, com casas bonitas, pontes e o rio passando entre pedras e ladeado por uma grama verde bem forte. Super romântico e diferente do cenário moderno da New Town e gótico da Old Town. Recomendamos muito, sobretudo, em um dia de sol.

Voltando para o hotel, passamos pelo encontro de ruas cheias de restaurantes e bares, em um lugar bem animado e boêmio (Queensferry Street/Hope Street/Charlotte Lane/Shandwick Place). Depois disso chegamos no hotel.

IMG_7482.JPG

NO ALTO DO PARQUE HOLYROOD – EDIMBURGO, ESCÓCIA

  • No dia seguinte, acordamos cedo e fomos caminhando com nossas malas para a Royal Mile, de onde partiu nossa excursão para as fantásticas Highlands (tema de outro post). Na volta, saímos correndo até a Waverley Bridge, onde pegamos o Airlink 100 para seguir viagem, dessa vez rumo a Dublin.

Sugerimos que, em seu roteiro de 2 dias, você reserve o primeiro para conhecer a Old Town (passando pela Royal Myle, Grassmarket, Greyfriars Bobby, entrando no Castelo e no palácio Holyrood), veja o por do sol no Calton Hill e curta o pub crawl, emendando a noite no Cabaret Voltaire ou algum pub.

No segundo, dedique para aproveitar o parque Princes Street Gardens, caminhe pelas ruas principais da New Town (Princes Street, George Street, Queen Street, Hanover Street e Multrees Walk), passeie pela linda Dean Village e jante ou tome uns drinks no encontro das ruas Queensferry Street/Hope Street/Shandwick Place.

IMG_7421

CASTELO DE EDIMBURGO VISTO DA IGREJA ST. CUTHBERT – EDIMBURGO, ESCÓCIA

Se tiver mais dias em Edimburgo, recomendamos que visite a região portuária de Leith e  faça uma trilha no Arthur’s Seat, entrando depois na National Galley ou no Museu Nacional da Escócia.

Adoramos Edimburgo pela beleza cenográfica da cidade, pela comida surpreendente e o povo simpático, além da riqueza histórica com tantos heróis guerreiros, pensadores iluministas e lendas urbanas sombrias. A cidade tem paisagens góticas/medievais, trechos cosmopolitas, vilarejo bucólico, parques e dois belos montes com lindas vistas. Não tem como deixar de se apaixonar ou esquecer uma capital tão acolhedora. Visite e sinta essa sensação que você não encontrará em lugar algum.

DICAS

⇒ Conheça Edimburgo em agosto, mês em que ocorre o festival mais longo do mundo e o mais famoso da cidade, com dança, shows, balé, concertos, peças, exposições, palestras e mais.

⇒ Se for andar de transporte público, não desperdice suas moedas. É necessário dinheiro trocado para comprar as passagens de ônibus regulares, já que o troco não é devolvido.

⇒ Leve casaco. Mesmo no verão a temperatura dificilmente ultrapassa os 20 graus durante o dia.

⇒ Leve um adaptador de tomada e uma régua para carregar seus aparelhos eletrônicos. O plug padrão da Escócia é o mesmo da Inglaterra, isto é, do tipo G (três entradas grossas, duas paralelas horizontais e uma isolada na vertical. A voltagem é de 230v.

IMG_7459

EDIMBURGO VISTA DO ARTHUR’S SEAT – PARQUE HOLYROOD, ESCÓCIA

⇒ Se gosta de programas tipicamente turísticos, vá a um folk club (casa onde há apresentações de danças folclóricas; algumas boas opções ficam na George Street, New Town; e outras ficam ao sul da Cowgate, na Old Town, como o Sandy Bell’s e o Royal Oak) e/ou a uma destilaria de whisky.

⇒ Não deixe de conhecer a Dean Village, principalmente no primeiro dia de sol possível, perto de meio dia. Pouca gente visita, mas é um lugar bucólico lindíssimo e muito perto do centro turístico.

⇒ Não deixe de aproveitar que está por lá para fazer excursões pelas Highlands e pelo Lago Ness. Há várias empresas que vendem esses passeios de um ou mais dias, saindo do encontro entre a Royal Mile e o Johnston Terrace.

⇒ Assista aos filmes Coração Valente e Trainspotting para entrar no clima da viagem. O primeiro retrata mais o interior do país e a história de um herói da independência escocesa (é o meu filme preferido da vida); o segundo é acelerado, divertido e original, tendo sido filmado quase totalmente em Edimburgo (considerado uma das referências da década de 1990).

⇒ Ouça Travis, Belle & Sebastian e Franz Ferdinand, três ótimas bandas escocesas.

CURIOSIDADES

→ Edimburgo é conhecida como Atenas do Norte, em virtude da quantidade de filósofos e teóricos determinantes do Iluminismo e da Revolução Industrial (Adam Smith, tido como uma das mais importantes figuras do liberalismo e o pai da Revolução Industrial, era escocês, viveu e morreu na cidade) e por causa da semelhança topográfica, com monumentos erguidos no alto de montes rochosos.

→ Apesar de ser a capital escocesa, é a segunda cidade mais populosa do país (atrás apenas de Glasgow).

→ O Festival de Edimburgo é considerado o maior do mundo, pela duração e quantidade de atrações espalhadas pela cidade, sendo agosto o mês tradicionalmente das grandes atrações (populares e eruditas).

IMG_7410

CONSTRUÇÃO ABANDONADA PERTO DO CALTON HILL – EDIMBURGO, ESCÓCIA

→ Outro superlativo da cidade é o parque Holyrood, considerado um dos maiores parques urbanos europeus, com 260 hectares, 3 lagos em sua extensão, uma capela em ruínas e várias trilhas com bichos e flores campestres. É lá que fica o ponto mais alto da cidade, o Arthur’s Seat. Era originalmente utilizado como anexo do palácio Holyrood para caça “desportiva” dos membros da realeza britânica, passando a ser um parque público em 1541.

→ Edimburgo é considerada uma das cidades mais mal-assombradas do mundo, com muitas lendas urbanas e histórias de serial killers. E a cidade sabe lucrar com isso: são muitas as empresas que organizam city tours pelos locais mais fantasmagóricos (cemitério, túneis subterrâneos, antigos locais de execução, catacumbas, estábulos mal iluminados), com guias vestidos a caráter e voz sombria e pedem. Super diferente, recomendado e, para muitos, divertido. Para escolher um deles, indicamos alguns na seção “Vida Noturna”.

→ Além de Adam Smith, outros ilustres que nasceram ou viveram em Edimburgo: Graham Bell (inventor do telefone), Arthur Conan Doyle (criador de Sherlock Holmes), Tony Blair (ex-primeiro ministro da Inglaterra), Sean Connery (ator dos filmes clássicos de James Bond/007), J. K. Rowling (escritora de Harry Potter).

→ Por falar no bruxo mais famoso do cinema e literatura contemporânea, a autora J. K. Rowling escreveu os primeiros esboços sentada na Nicholson Cafe e no The Elephant House, que passaram a ser pontos turísticos na cidade – claramente utilizada como inspiração para os cenários dos filmes.

IMG_7524.JPG

CASTELO DE EDIMBURGO – ESCÓCIA

→ Em virtude do aumento populacional e de problemas sanitários de seus bairros antigos, Edimburgo passou por um processo de expansão urbana planejada, materializada na New Town (bairro ao norte do Princes Street Gardens). O projeto ficou a cargo de James Craig, vencedor do concurso para o desenho dessa expansão em 1766. Ele era whig (apoiador do Partido Liberal) presbiteriano e a favor da união Escócia-Inglaterra, daí os nomes de ruas com referências a nobres ingleses (George Street, Princes Street, Hanover Street, Queen Street).

→ O cachorro Greyfriars Bobby (o mesmo da estátua pertinho do Grassmarket – antigo mercado medieval) recebeu a honraria Freedom of The City. Edimburgo é a única cidade no mundo a conceder um prêmio desses a um cachorro.

→ O hotel The Balmoral é um dos mais tradicionais de Edimburgo, em virtude principalmente de sua torre com o relógio, visto de vários pontos da cidade. O mais interessante é que esse relógio costuma estar atrasado de propósito (o motivo seria para ajudar os atrasados a chegarem na estação de trem a tempo), exceto no dia 31/12, quando ele é pontual para a celebração do Reveillon.

20170522_115816(1)

KILT E GAITA DE FOLES – ROYAL MILE, EDIMBURGO

→ O golfe e o curling (esporte de inverno, em que um arremesador e dois “varredores” posicionam os discos o mais perto possível de um alvo desenhado no chão, afastando os discos posicionados pela outra equipe) são esportes originados da Escócia.

→ Os escoceses são associados ao uso de saias masculinas de tartã (padrão quadriculado/xadrez), que se estende entre a cintura e o joelho, sem cueca por baixo. São os kilts. Trata-se de um costume de procedência céltica que remonta o século XVI, quando os diferentes clãs que viviam nas montanhas do país – Highlands – se diferenciavam a depender do tipo de desenho no seu kilt. Há historiadores que defendem que os kilts são criações irlandesas, embora lá essas saias tenham sido em padrão liso (sem quadriculado).

→ A gaita de fole é outra marca escocesa muito utilizada para motivar os guerreiros escoceses antes das batalhas. Você certamente ouvirá seu som único na Royal Mile, onde alguns artistas folclóricos tocam esse instrumento em troca de alguns trocados. Há também folk clubs (clubes de música e dança folclórica), especialmente na George Street/New Town. Sua origem é discutida (se é uma criação egípcia ou romana), mas a Escócia é o único lugar onde esse tipo de instrumento – com variações espanhola (gaita galega), irlandesa, russa e italiana – permaneceu enraizado na cultura rivalizando com instrumentos elétricos.

SEGURO VIAGEM

 

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

 

IMG_7416

THE ROYAL SCOTS GREYS MONUMENT – PARQUE PRINCES STREET GARDENS – EDIMBURGO, ESCÓCIA

IMG_7293

SCOTT MONUMENT (PRIMEIRO PLANO) E HOTEL BALMORAL (AO FUNDO) – EDIMBURGO

⇒Gostou do blog? Clique AQUI e siga nossa fanpage do Facebook!

5 comentários sobre “EDIMBURGO

  1. Pingback: CLIFFS OF MÖHER

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s