CIDADE DO CABO

Deixamos o desafio: procure em qualquer lista sobre as 3, 5 ou 10 cidades mais bonitas e imperdíveis do continente africano e nos diga qual delas não inclui a Cidade do Cabo (Cape Town) entre os destaques. A gente conferiu de perto e concluiu que essa unanimidade é justíssima.

A Cidade-Mãe – como é carinhosamente chamada a capital legislativa da África do Sul pelos locais – possui uma energia sensacional, com toda aquela natureza de emocionar, aquele povo simpático e dançante, aquela comida e aqueles vinhos maravilhosos, uma bela história (conquista estratégica durante as navegações; colonização holandesa e inglesa; cenário do apartheid; cárcere mais longo de Nelson Mandela), uma infraestrutura que surpreende (asfalto impecável, construções bem preservadas, sinalização e acessibilidade excelentes) e muita coisa legal para conhecer por perto.

Continue a leitura e veja como chegar, quando ir, quanto tempo ficar, onde se hospedar, como se deslocar e onde trocar dinheiro, além de dicas sobre pontos turísticos, restaurantes e baladas.

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MAR LINDO E MONTANHAS EM CAMPS BAY – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

COMO CHEGAR

Não há voos diretos do Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo) para a Cidade do Cabo. Quase todos os voos até lá fazem uma conexão rápida em Luanda/Angola (operados pela TAAG) ou em Joanesburgo – a maior cidade da África do Sul – (operados pela LATAM ou South African Airways, em sua maioria).

Antes de comprar sua passagem aérea, compare o preço do voo até Joanesburgo. Isso porque há muitas companhias baratas que fazem o transporte aéreo entre Joanesburgo e a Cidade do Cabo, especialmente a Mango, a Kulula e a Safair, em um trajeto que dura menos de 2h. Assim, muitas vezes, A) comprar voo do Brasil até Joanesburgo + comprar o voo de Joanesburgo até a Cidade do Cabo sai mais barato do que B) comprar uma passagem saindo do Brasil e chegando na Cidade do Cabo.

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DENTRO DA RESERVA DO AQUILA SAFARI – ÁFRICA DO SUL

Diante disso, acompanhe as promoções do Melhores Destinos, Passagens Baratas, eDestinos, Voopter. Além disso, simule no Skyscanner as alternativas A) e B) destacadas no parágrafo anterior e escolha o deslocamento que melhor atenda o seu roteiro.

Caso pretenda fazer uma roadtrip entre Joanesburgo e a Cidade do Cabo (1.400km de distância), o caminho mais indicado é pela rodovia N1, que passa por Heuningspruit, Ventersburg, Bloemfontein, Colesberg, Nelspoort, Leeu Gamka, Touws River e Worcester. Outra alternativa é combinar a N1 com a N12 (passando por Potchefstroom, Kimberley, Strydenburg, Victoria West, entre outras).  Se esse for o seu interesse, recomendamos o aluguel de carro antecipado no site Rentcars.

QUANDO IR

A alta temporada na Cidade do Cabo é o verão, sobretudo, entre os meses de dezembro e março. Essa é a época estatisticamente menos chuvosa da cidade, além de ser a mais animada (principalmente, fevereiro e março), com festas/shows rolando em dias mais longos. Recomendamos a viagem nesse período. Dê uma olhada nos festivais anuais que rolam por lá para ver se algum coincide com os dias que você estará na cidade.

Agora, se sua prioridade ao viajar para África do Sul for fazer um safári no Kruger Park (mais perto de Pretória e de Joanesburgo), viaje no inverno – entre julho e agosto -, quando fica mais fácil e as chances aumentam de ver os animais mais procurados. Fique atento que, junto com junho, são os meses mais chuvosos e bastante frios (mínima de 8ºC) na Cidade do Cabo.

Independente da época que você for, leve capa de chuva/guarda-chuva e casaco. A Cidade do Cabo é um local com tempo muito instável e fortes ventos.

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FIM DE TARDE EM CAMPS BAY – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

VISTO

Não é necessário para brasileiros que ficarão na África do Sul por até 90 dias. Basta levar passaporte com uma página em branco e válido por mais 1 mês a contar do seu retorno (ex: se você viajar para a Cidade do Cabo em janeiro de 2019, voltando no dia 29 do citado mês, seu passaporte deverá ser válido até 29 de fevereiro de 2019).

Além disso, leve o cartão internacional de vacinação com o carimbo que você tomou a vacina de febre amarela há mais de 10 dias e menos de 10 anos.

Para mais informações, acesse esse link da embaixada sul-africana ou o Portal Consular, atualizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

FUSO HORÁRIO

GMT +2. Isso significa que são 5 horas à frente do horário predominante no Brasil (desconsiderado o horário de verão). Em outras palavras, se o horário de Brasília marca 14h30, por exemplo, na Cidade do Cabo o relógio aponta 19h30.

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MAR LINDO DE CAMPS BAY (LION’S HEAD AO FUNDO) – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

MOEDA

Rand. Para ter uma estimativa da cotação, confira o conversor monetário do Banco Central do Brasil. Na época que fomos (janeiro/fevereiro de 2018), dividíamos o valor em Rands por 3,5/4 para ter uma noção de quanto custava em reais.

Habilite seu cartão de crédito/débito para uso internacional e leve na viagem. Chegando no moderno aeroporto de Cape Town, dirija-se a um dos caixas eletrônicos ATM e saque o dinheiro que pretende usar durante seus dias na cidade (50 dólares por pessoa diariamente é uma quantia suficiente para fazer boas refeições, alguns passeios e pequenas compras). É nos caixas ATM que você consegue a melhor cotação.

Se você não quer usar muito o cartão, viaje com dólares ou euros (o real brasileiro dificilmente é sujeito ao câmbio lá) e troque uma quantia mínima de 50 dólares nas várias e boas casas de câmbio do próprio aeroporto. O restante do dinheiro você pode trocar no hotel ou em bancos e várias casas de câmbio espalhadas pelas áreas mais turísticas da cidade: V&A Waterfront (há várias no shopping Victoria Wharf), na região central (Long Street, Bree Street, Strand Street, Heerengracht Street) e nos bairros de Sea Point e Camps Bay.

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BOULDERS BEACH – SIMON’S TOWN (A QUASE 50 KM DA CIDADE DO CABO) – ÁFRICA DO SUL

IDIOMA

Apesar de vários dialetos das tribos locais serem ouvidos por lá, todos falam inglês na Cidade do Cabo, o que facilita bastante a comunicação com taxistas, recepcionistas de hotéis, garçons e outros profissionais ligados ao turismo.

Se você tem dificuldades no inglês, baixe um aplicativo de tradução (Google Tradutor, iTranslate, Reverso, Forvo, Prodeaf, Travelsmart, Triplingo, Yandex Translate) e vá tranquilo. Os sul-africanos são muito pacientes e receptivos.

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BONDINHO PARA A TABLE MOUNTAIN – ÚNICA MARAVILHA DA NATUREZA LOCALIZADA NO CONTINENTE AFRICANO

QUANTO TEMPO FICAR

Uma semana a 10 dias é um tempo razoável para fazer inúmeras atividades na Cidade do Cabo e arredores (pontos turísticos do centro, melhores praias, safáris em reservas privadas próximas, mergulho com tubarão, salto de paraquedas ou bungee-jump, visita à Ilha Robben, Cabo da Boa Esperança e Boulders Beach), sem pressa.

Se você é daqueles que tem pouco tempo ou só faz questão de ver o essencial de um destino, recomendamos 3 a 4 dias completos em Cape Town. Com este intervalo, você consegue visitar as atrações mais famosas do local deste post.

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VISTA PARA OS DOZE APÓSTOLOS E CAMPS BAY NA TRILHA DA LION’S HEAD – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

COMO SAIR DO AEROPORTO

Se o seu hotel não oferece transfer/traslado, as opções que restam são Uber/táxi, ônibus ou de carro alugado.

O Uber funciona super bem na Cidade do Cabo. O local onde os motoristas do Uber aguardam os passageiros é dentro do estacionamento coberto, em um anexo do prédio principal do aeroporto, no nível P1. Bata seguir as placas do aeroporto com o nome “Pick-up area” que você chega rapidinho. Embora a Internet do aeroporto não apresente problemas de conexão, recomendamos que você compre um chip SIM para o seu celular e tenha acesso a aplicativos e sites em todos os lugares de Cape Town. A corrida de Uber entre o aeroporto e o centro da cidade gira em torno de 30 a 40 reais.

Há também algumas cooperativas de táxis confiáveis (entre eles, Sun Transfers e Ride Ways), logo de frente ao saguão de desembarque. Você pode pagar no cartão de crédito/débito no balcão em que você informa o local de destino.

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PARECE DIFÍCIL NO COMEÇO, MAS DÁ TUDO CERTO COM CARRO ALUGADO NA CIDADE DO CABO

Essa é a forma mais rápida e confortável para sair do aeroporto. A mais barata, por sua vez, é saindo de ônibus MyCiti. Para tanto, é necessário comprar o cartão do ônibus (custa cerca de 35 Rands) e pagar a quantia estimada/aproximada correspondente ao tanto de vezes que você usará o transporte coletivo na cidade (80 Rands para chegar no centro da cidade) ou pela quantidade de dias que você pretende usar (acesso ilimitado durante 1, 3, 5, 7 dias ou mensal). Assim, você não paga a passagem na mão do motorista/cobrador. É necessário ter créditos no seu cartão de ônibus antes de entrar nele. De posse do cartão (é individual, isto é, você não pode compartilhar seus créditos com seu acompanhante ou filhos), basta se dirigir ao ponto de ônibus seguindo as placas “Bus Holding Area“, na área externa do desembarque, pertinho do anexo onde fica o estacionamento coberto. Confira as rotas, preços, horários e paradas nos links destacados. Para mais informações sobre a compra do cartão, clique aqui.

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PRAÇA NOBEL, NO V&A WATERFRONT – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

Caso prefira acertar um transporte privativo com antecedência, indicamos o serviço de transfer da empresa Sisonke Tours (custa entre 350 a 400 Rands para 3 pessoas), cujo representante aguardará logo no portão de saída com o seu nome em uma placa. Não deixe de informar o horário que seu voo chega e a companhia aérea.

Outra ótima alternativa é sair de carro alugado. A gente indica que você faça a locação antecipadamente pelo site da Rentcars. As estradas na Cidade do Cabo são largas e impecáveis, com sinalização constante. Apenas vá preparado para dirigir na mão inglesa (volante no assento dianteiro direito; marcha à esquerda do motorista; carros lentos trafegando pela faixa da esquerda e ultrapassando pela faixa da direita).

Para facilitar sua condução, alugue um carro com câmbio automático, baixe o Google Maps e o aplicativo Waze ou similar (Drive Awake/Fuelio/Econoflex/Car Dashdroid) leve um GPS e mapa físico com as estradas detalhadas (cabe lembrar que o asfalto é perfeito, com acostamento e excelente sinalização).

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PLACA EMBLEMÁTICA DO CABO DA BOA ESPERANÇA – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

HOSPEDAGEM

As áreas com maiores concentrações de hotéis – e, portanto, mais recomendadas para ficar – são respectivamente: Waterfront (super turístico), Green Point (área mais residencial, com restaurantes voltados para a rua, pertinho do estádio da Copa de 2010 e do Urban Park, a uma caminhada de 15/20 minutos até o Waterfront ou até o centro da cidade) e Sea Point (área residencial à beira-mar, pertinho do calçadão, porém mais distante do centro e do Waterfront).

Outros bons bairros para se hospedar são Camps Bay (lindíssimo bairro nobre da cidade, com a praia mais bonita de Cape Town, porém afastado das atrações centrais) e o centro da cidade (bom para quem quer fazer compras e circular pelas áreas mais históricas da Cidade do Cabo durante o dia, já que é perigoso à noite).

A seguir, listamos alguns hotéis bem avaliados por turistas:

A) Sofisticados –

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B) Bom custo-benefício –

  • Altona Lodge (o local onde ficamos; ótima localização, pertinho de restaurantes, do parque, do estádio e a uma curta caminhada do Waterfront; atendimento incrível – Wendy e Peter ajudam muito, estando sempre acessíveis, inclusive agendando transfer do aeroporto; quarto privativo limpo; instalação bem cuidadas; há muitos banheiros coletivos, todos limpos e relativamente espaçosos; nota 9 no Booking)
  • Kingslyn Boutique Guest House (acomodação 4 estrelas, em uma mansão com mobília e decoração colonial; fica no Green Point; nota 9,5 no Booking);
  • Sea Point Inn (destaque para o atendimento e para a localização, perto de restaurantes, farmácias e pontos de transporte público; fica no Sea Point; nota 7,7 no Booking);
  • The Greenhouse Boutique Hotel (um dos melhores localizados, a 2km do Waterfront, entre o Green Point e o centro da cidade, a 400m do shopping Cape Quarter Lifestyle; quartos e banheiros privativos; nota 9 no Booking);
  • Spring Tide Inn (fica em uma bela área de Sea Point, a menos de 200m do calçadão; o transfer do aeroporto pode ser combinado com a recepção; quarto e banheiro privativo; nota 8,5 no Booking);

C) Mais baratos –

  • Urban Hive Backpackers (albergue instalado em um edifício vitoriano na Long Street – uma das ruas mais famosas do centro de Cape Town; fica perto da rua de casas coloridas/Bo-Kaap e parque Company’s Garden; tem quartos privativos e coletivos; banheiro compartilhado em cada andar; é possível acertar com a recepção o transfer do aeroporto; nota 8,2 no Booking);
  • The Courtyard (local simples, mas bem localizado e com atendimento elogiado; quarto privativo, mas banheiro compartilhado; fica em Sea Point; nota 6,7 no Booking);
  • Anzac Backpackers (o mais barato da lista; albergue com vista para a Table Mountain, situado no centro da cidade, perto do Castelo, da Prefeitura e do parque Company’s Garden, além das ruas mais agitadas; demanda certo cuidado à noite, sendo preferível sair e voltar de táxi/Uber; quartos privativos e coletivos; banheiro compartilhado; nota 6,2 no Booking).

Para mais alternativas, acesse o Booking, Trivago, Tripadvisor ou Hoteis.com. Caso deseje alugar uma casa, um apartamento ou um quarto para uma temporada, recomendamos a consulta ao Airbnb.

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SPA DO HOTEL NO AQUILA SAFARI – ÁFRICA DO SUL

O QUE CONHECER

Não faltam lindas paisagens e lugares interessantes para visitar. A seguir, listamos a ordem do que consideramos prioritário, usando como critério a fama, a beleza e a boa sensação que cada lugar traz, levando em conta o pouco tempo que o leitor pode ter na cidade:

  • Table Mountain – atração obrigatória, equivalente ao Cristo Redentor da África do Sul. Eleita uma das 7 maravilhas da natureza no mundo; é quase uma “montanha sagrada” para os nativos; ela é vista de quase todos os pontos da cidade e se estende como um maciço rochoso plano que atinge 1084 metros de altitude, ladeado pelo monte Devil’s Peak de um lado, e pela Lion’s Head de outro. É a atração mais famosa da cidade e uma das mais conhecidas em todo o continente africano. A vista do alto é absurda, com alcance para vários montes, praias, o estádio da Copa de 2010, o porto e quase todos os bairros da cidade. Fique atento que o tempo é muito incerto/instável na Cidade do Cabo, e a Table Mountain é o local que mais recebe ventos (muitas vezes, fortes) e “represa”/acumula nuvens por lá. Assim, reiteramos o que todo mundo fala sobre esse ponto turístico: abriu o tempo, suba a Table Mountain; não deixe para depois, porque a sorte pode ser curta. Vários ônibus (de linha e turísticos), Uber e táxi levam até a base de acesso da Table Mountain. Para chegar até o topo, a forma mais rápida é de bondinho.  Por ser a atração mais concorrida de Cape Town, é aconselhável comprar seu ingresso do bondinho com antecedência (você escolhe se quer ir pela manhã ou à tarde; pela manhã é mais caro, porém a chance de pegar um tempo mais firme é maior neste turno). Também é possível subir a pé por uma das inúmeras trilhas. Você pode caminhar por conta própria – elas costumam ser bem sinalizadas – ou seguindo guias especializados e pagos em diversas rotas (se quiser essa segurança, clique no link da Hike Table Mountain ou no link da Table Mountain Walks). A trilha mais famosa/comum é a Platteklip Gorge, cujo acesso se dá pertinho do estacionamento na estação inferior do bondinho. Esta trilha dura 2h30 a 3h em uma caminhada bem sinalizada.

Ônibus úteis: linha 110 (parada Upper Taffelberg) ou linha 107 (parada Kloof Nek). O ônibus turístico (hop-on hop-off) tem uma parada lá (nº 7 pela rota/linha vermelha).

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  • Camps Bay – bairro nobre, com mansões brancas em níveis/escalonadas na encosta da montanha. É lá onde fica a praia mais bonita da cidade, com areia branquíssima e fina em uma longa extensão e o mar tem tons azuis e, perto das grandes pedras brancas, ganha tons esverdeados, formando piscinas naturais transparentes entre as citadas rochas. Tudo isso com a espetacular cadeia de montanha conhecida como Doze Apóstolos ao fundo. Do outro lado do calçadão, ficam lindos restaurantes (na linha rústico-chique) com vista para a praia. Escolha um deles ou caminhe pela praia sentido Glen Beach/Clifton até chegar no mirante de Maiden’s Cove para assistir a um espetacular por do sol. Só leve um casaco e se proteja porque o vento é muito forte na região ao entardecer.

Ônibus úteis: linhas 106, 107, 108 e 109 (parada Camps Bay); linhas 108 e 109 (parada Glen Beach ou Maiden’s Cove). O ônibus turístico (hop-on hop-off) tem uma parada lá (nº 8 das rotas/linhas vermelha e azul).

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CAMPS BAY VISTA DO MAIDEN’S COVE – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

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CAMPS BAY – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

  • V&A Waterfront – o melhor e mais famoso complexo de lazer/diversão da Cidade do Cabo, instalado em uma área revitalizada do porto. Lá você encontra um ótimo shopping (Victoria Wharf), renomados restaurantes e bares, mercados e lojas avulsas com produtos variados excelentes, artistas e bandas em apresentações ao vivo, roda-gigante, aquário, museus e luxuosos hotéis. É a partir de lá que saem passeios até o histórico presídio da Robben Island e de onde partem os voos de helicóptero. Lugar seguro com atrações de dia e ótimo para passar uma noite animada.

Ônibus úteis: a melhor linha é 104 (paradas Nobel Square, Breakwater, Aquarium, Waterfront Silo), mas as linhas 108, 109 e 114 têm paradas próximas (Gallows Hill ou Upper Portswood). O ônibus turístico (hop-on hop-off) tem duas paradas lá pela rota/linha vermelha (nºs 1 e 2) e uma parada pela rota/linha azul (nº 1).

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  • Boulders Beach + Cabo da Boa Esperança + Cape Point – passeio clássico para quem vai a Cidade do Cabo. Passa pela linda praia onde fica uma grande colônia de pinguins africanos (Boulders Beach; entrada paga; você não toca nos bichos, apenas assiste a eles a partir de uma passarela de madeira) e mais ao sul chega até o parque nacional onde fica o Cabo da Boa Esperança (sinalizado por uma comprida placa de madeira e conhecido na época das navegações como Cabo das Tormentas, pelo mar revolto que levava a pique muitos barcos) e o Cape Point (acessível por uma trilha de 2 horas subindo ou, mais rapidamente, através de um funicular pago; no alto da encosta você se depara com o farol e caminhos com muros de pedra de onde se tem lindas vistas). Esses dois pontos correspondem a ponta sudoeste da África e, nesse parque, você encontrar vários animais, com destaque para os babuínos (cuidado com esses macacos silvestres; não os alimente nem coma perto deles).
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PINGUINS AFRICANOS NA BOULDERS BEACH/SIMON’S TOWN

Para chegar lá, você pode ir de trem até Boulders Beach. Basta pegar a linha rosa (Cape Town-Wymber) e descer na estação Simon’s Town, cidade onde fica essa colônia de pinguins.

Todavia, indicamos o aluguel de carro pelo site Rentcars. O asfalto é impecável, muito bem sinalizado e o trajeto passando pelo Chapman’s Peak (com pedágio) é considerado um dos mais bonitos do mundo, com curvas estreitas ao lado de penhascos com vista para uma silhueta de montanhas e um mar lindíssimo. Há vários recuos ao longo da pista onde foram montados mirantes estratégicos para você estacionar o carro, apreciar o cenário e tirar muitas fotos. O caminho é fácil, feito pela rodovia M6 (Victoria Road) + M4.

Outra maneira prática para chegar lá é fazendo um day tour com o ônibus turístico específico. É necessário reservar com antecedência. Clique no link destacado e confira o itinerário e o que está incluído e excluído do passeio.

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MUROS DE PEDRA ATÉ O CAPE POINT – ÁFRICA DO SUL

  • Signal Hill e Lion’s Head – outros famosos montes que são avistados de boa parte da cidade. O Signal Hill é uma colina com torre de telecomunicações, onde muitos se reúnem para tomar um vinho e ver o por do sol. Há carros que levam até lá perto e a trilha final é muito tranquila e rápida de se fazer. Por sua vez, Lion’s Head é a montanha que se afunila no topo no formato da cabeça de um animal com o corpo estendido. De lá se tem talvez as melhores vistas para a Table Mountain e para os Doze Apóstolos. A trilha para chegar até o cume é de 1h/1h30, começando ao lado de um trailer que vende sorvete, água e alguns salgados. O início se dá com uma subida pouco íngreme e razoavelmente tranquila, porém com o trecho final bem cansativo, que demanda bastante esforço e considerável cuidado, tendo em vista que você precisa escalar agarrando em correntes e hastes fixadas na rocha. A subida para a Lion’s Head não é para qualquer um. Muitos desistem no caminho. Por isso, pondere sua vontade de conhecer com os limites físicos; não suba nem desça ela sem claridade natural; leve água, filtro solar e um calçado confortável.

Ônibus útil: linha 107 (parada Kloof Nek). O ônibus turístico passa perto ao iniciar a subida para a Table Mountain. Converse com o motorista antes e pergunte se ele pode deixar você perto da Lion’s Head Hike.

  • Vinícolas em Stellenbosch, Franschhoek ou Constantia – a África do Sul produz um dos melhores vinhos do mundo, em virtude de seu clima propício. Por isso, nada melhor que conhecer as vinícolas mais famosas perto da Cidade do Cabo, com lindas montanhas ao fundo. O melhor de tudo é que você pode se hospedar em algum dos românticos hotel spa com degustações de diversos tipos de vinho e refinadas refeições que harmonizam com cada tipo de uva colhida. Por estarem um pouco afastadas do centro, a melhor forma para chegar é indo de carro alugado.

A maior região produtora de  vinhos no país é Stellenbosch, onde ficam charmosas e isoladas vinícolas (Waterford, Delaire Graff, Rust en Vrede, Zorgvliet, Asara, Spier, LanzeracLanzerac) porém é mais distante de Cape Town – cerca de 50 km a leste. Rodovias até lá: N1 + R304 (passando por Bellville, Kraaifontein e pelo zoológico Giraffe House) OU N2 + M12 (passando por Mowbray, Crossroads, Eindhoven, Wembley Park e pelo shopping center Zevenwacht Mall) OU N2 + R310 (passando por Mowbray, Crossroads, pela reserva natural Driftsands e pelo Cape Town Film Studios). Estações de trem mais perto: Vlottenburg, Stellenbosch Central ou Du Toit.

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ÁFRICA DO SUL

Outra região de vinhos deliciosos é Franschhoek. É a mais distante entre as três aqui citadas (a pouco mais de 80km de distância do centro), com propriedades em estilo francês encravadas entre montanhas e reservas naturais. Destacam-se as vinícolas: Haute Cabrière, Boschendal, La Motte. Rodovias até lá: N1 + R45 (passando por Bellville, Kraaifontein, Klapmuts, Wemmershoek) OU N2 + R310 (passando por Mowbray, Crossroads, reserva natural Driftsands, Stellenbosch e Wemmershoek). Estação de trem mais próxima: La Provence.

Se você tem pouco tempo ou não quer ir muito longe, visite as vinícolas de Constantia, praticamente um bairro nobre a 20km do centro da Cidade do Cabo (pela rodovia M3 ou pela rodovia M63, passando pela Universidade, pela Newlands Forest e pelos parque Wymberg e Greenbelt). A região é bem exclusiva, com fazendas e vinhedos enormes. Entre as mais indicadas: Groot Constantia (a mais antiga do país, datada de 1685), Buitenrverwachting, Steenberg (onde fica um hotel 5 estrelas), Silvermist, Constantia Glen, Beau Constantia (arquitetura moderna). Há uma linha específica do ônibus turístico que passa por algumas propriedades dessa região para degustações; é a rota roxa (Constantia Wine Valley Tour/Purple Wine Tour).

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VISTA DA ESTAÇÃO SUPERIOR DO BONDINHO DA TABLE MOUNTAIN – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

  • Atrações do centro  – é lá que você encontra muitas lojas, monumentos históricos, igrejas antigas e casas em estilo colonial. Os destaques ficam para as ruas Long Street, Bree Street e Strand Street; as casas coloridas de Bo-Kaap, o bairro malaio com resquícios muçulmanos no sopé do Signal Hill; o Greenmarket, feira/mercado onde são vendidos artesanatos e comidas típicas em vários quiosques;  o Castelo da Boa Esperança, o local onde começou a ocupação e vida civil da Cidade do Cabo, construído entre 1666 e 1679 – o mais antigo edifício intacto do país-, e que hoje funciona como museu e sede militar.

Ônibus úteis: principalmente, linhas 101 e 107 (paradas Longmarket, Church); outras linhas que param perto são a 102, 103, 105, 108, 109, 114, 261 (parada Adderley). O ônibus turístico passa por lá (parada nº 5, “Long Street”, das rotas vermelha/azul/amarela; de lá saem os free walking tours).

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SOL SE PONDO E ILUMINANDO OS DOZE APÓSTOLOS – CAMPS BAY, CIDADE DO CABO

  • Robben Island – ilha onde fica o presídio histórico que serviu de cárcere para vários presos políticos, entre eles, Nelson Mandela. O Nobel da Paz que militou contra o apartheid e foi o primeiro presidente da África do Sul eleito por sufrágio universal. ficou recluso naquela ilha por 27 anos. A visita dura cerca de 3h/4h a esse patrimônio da humanidade tombado pela UNESCO dá acesso às celas e ao campo de trabalho forçado, além de explicações e histórias contadas por um ex-prisioneiro emocionado, sendo um dos mais simbólicos retratos do apartheid. O passeio de barco sai do V&A Waterfront (perto da Torre do Relógio/Clock Tower, precisamente no Nelson Mandela Gateway. O trajeto de ida e volta rende lindas vistas da silhueta montanhosa de Cape Town. Se viajar no verão, procure comprar o ingresso com antecedência no link destacado.

Ônibus úteis para chegar no Waterfront, de onde saem os passeios para a Robben Island: a melhor linha é 104 (paradas Nobel Square, Breakwater, Aquarium, Waterfront Silo), mas as linhas 108, 109 e 114 têm paradas próximas (Gallows Hill ou Upper Portswood). O ônibus turístico (hop-on hop-off) tem duas paradas lá pela rota/linha vermelha (nºs 1 e 2) e uma parada pela rota/linha azul (nº 1).

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  • Passeios de helicóptero – uma experiência bem bacana e fácil de fazer, proporcionando as melhores vistas panorâmicas da Cidade do Cabo. Há voos com diferentes durações, a depender do percurso que você contratar. O mais curto e barato já é excelente: dura cerca de 15 minutos, sobrevoando a região da baía de Cape Town, com vistas para a Table Mountain, o estádio da Copa de 2010 e parte dos Doze Apóstolos. Você encontra várias empresas excelentes no V&A Waterfront: NAC Helicopters, Cape Town Helicopters, Sport Helicopters, etc. O heliporto fica no final da ruazinha que segue depois do shopping Victoria Wharf, precisamente aqui.

Ônibus úteis para chegar no Waterfront, de onde saem os passeios de helicóptero: a melhor linha é 104 (paradas Nobel Square, Breakwater, Aquarium, Waterfront Silo), mas as linhas 108, 109 e 114 têm paradas próximas (Gallows Hill ou Upper Portswood). O ônibus turístico (hop-on hop-off) tem duas paradas lá pela rota/linha vermelha (nºs 1 e 2) e uma parada pela rota/linha azul (nº 1).

  • Mergulho com tubarão branco – outra aventura única é entrar numa jaula/gaiola presa a um barco e ficar debaixo d’água vendo tubarões brancos (NEM SEMPRE APARECEM) e outros tipos de tubarões atraídos pelas comidas lançadas ao mar pelo barco. Várias empresas fazem o pacote, incluindo o traslado a partir do seu hotel até Gansbaai (a 160 km da Cidade do Cabo; rodovias: N2 + R43), de onde sai o passeio de barco com o material de mergulho (tudo incluído no pacote). Trata-se de um passeio que dura metade do dia, começando bem cedo. Entre as empresas que oferecem esse passeio, destacamos a White Shark Diving e a Apex. Outros bons sites para agendar isso são o Shark Quests e o Shark Bookings.
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NUVEM GIGANTE PASSANDO SOBRE A TABLE MOUNTAIN (“TABLE CLOTH”) – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

  • Salto de paraquedas – mais uma experiência radical que você pode aproveitar nos arredores da Cidade do Cabo, com toda a logística garantida. As empresas Skydive Cape Town, Cape Xtreme (cujo escritório fica na Long Street, bem no centro da cidade) e Mother City Skydiving são super recomendadas. Compare os serviços e preços delas, entrando em contato para saber o que está incluído e onde é exatamente o local do salto (costuma ser no centro de paraquedismo em Brakkefontein, a 50 km ao norte da Cidade do Cabo; rodovias: N1 + N7 ou R27).
  • Safári em reserva privada – para quem não se planejou para ir ao Kruger Park  (a 1800km de Cape Town) ou não tem a intenção de conhecer Joanesburgo e Pretória, vale a pena fazer algum safári em uma reserva privada que faz trabalho de preservação/recuperação de animais  perto da Cidade do Cabo. As estruturas costumam ser muito boas (hotéis com piscina, spa e boas refeições) e você vai acompanhado de um ranger (motorista/guia que conhece a área), em um passeio seguro, rápido e bem diferente do que estamos acostumados, já que os animais são criados soltos, sem jaulas, no meio da savana, em um cenário que pelo menos se aproxima do que imaginamos da natureza africana. Cabe a ressalva: não espere encontrar a variedade de bichos e a grandeza do Kruger Park ou do Serengeti (que fica na Tanzânia), mas é uma boa alternativa para quem prioriza Cape Town como cidade-base, com a vantagem de não precisar percorrer longas distâncias para ter a sorte de encontrar algum animal específico dos Big 5 (elefantes, leões, rinocerontes, leopardos, búfalos). Entre os safáris indicados, destacamos o Aquila – foi o que visitamos e gostamos bastante, com opções de hospedagem, algumas ótimas refeições incluídas, passeio de meio-dia, dia completo (alguns incluem transfer) – e o Inverdoorn. Consulte nos sites destacados as opções de safáris e reserve com antecedência. Para chegar lá, você pode ir de carro alugado (rodovia para o Aquila: N1, passando por Paarl, Worcester e De Dooms; rodovias para o Inverdoorn: N1 + R43 +R46, passando por Paarl, Rawsonville, Romansrivier e Ceres) ou  contratar um traslado (sugerimos a empresa Intercab).

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  • Kirstenbosch – considerado um dos jardins botânicos mais bonitos do mundo. Muitas famílias e casais visitam esse lugar principalmente no verão, quando acontecem shows/apresentações aos domingos e muitos piqueniques. Para chegar lá, é melhor ir de carro alugado ou Uber (fica a 15km ou 20 minutos de carro a partir do centro da cidade; trajeto: N2 + M3 + M63; encontre a localização aqui).
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MAPA BEM RESUMIDO DOS PONTOS TURÍSTICOS NA CIDADE DO CABO

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MAIS UM MAPA (DESTAQUE PARA A REGIÃO DE VINÍCOLAS DE CONSTANTIA) – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

A pé – a cidade é bastante espalhada e separada por montanhas e morros. Por isso, não é em todos os lugares de Cape Town que as caminhadas são recomendadas. Diante disso, o local de sua hospedagem é muito importante para saber se vale a pena seguir a pé. Baixe o mapa da Cidade do Cabo e trace as rotas no Google Maps. Caminhadas que sugerimos: Green Point para Sea Point; Green Point para o Urban Park, para o estádio da Copa de 2010 e para o V&A Waterfront; com um pouco mais de disposição, Green Point até o centro da cidade (Heerengracht, Long Street, Bree Street, Bo-Kaap).

Se estiver no centro da cidade, faça o Free Walking Tour. Você passeia pelos pontos históricos e turísticos principais da área acompanhado de um guia que conta curiosidades locais, sem preço fixo a ser pago (você dá a contribuição que acha que vale). O ponto de encontro costuma ser a praça Greenmarket ou na loja do City sightseeing na Long Street ou no Motherland Coffee Company (que fica na Mandela Rhodes Place, Corner Wale e St Georges Mall).

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PASSEIOS DE BARCO SAINDO DO V&A WATERFRONT – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

Bicicleta – ótima maneira para circular pela Cidade do Cabo de maneira independente, saudável e barata. Há várias locadoras de bikes espalhadas por lá, muitas delas oferecidas por pousadas e albergues. Também há o sistema de bicicleta “drop-and-go”, que são as rotativas, isto é, você baixa o aplicativo ou faz seu plano pela internet ou no totem e recolhe a bicicleta em uma das estações espalhadas pela cidade, devolvendo-a até o fim do prazo contratado, sob pena de ser cobrado uma pequena multa. Entre as empresas que fornecem esse serviço, sugerimos a Up Cycles (com estação em Sea Point, no V&A Waterfront, no centro da cidade/Waterkaant Street Fan Walk e Camps Bay; consulte os preços aqui). Outra boa alternativa é alugando com a Bike’n Wines, que oferece também passeios guiados de bicicleta pela Cidade do Cabo e arredores. Para outros tours guiados, acesse o Baja Bikes. Para bicicletas elétricas, procure a loja da Gonow. Caso deseje mais opções e a localização das locadoras, clique aqui.

Uber/táxi – maneira mais prática e tranquila para conhecer atrações distantes de onde você está em Cape Town. O Uber busca em qualquer lugar da cidade e cercanias (aeroporto, hotel, atrações turísticas). Compre um chip SIM para ter acesso a Internet a qualquer hora na cidade, já que o aplicativo Uber só funciona com o aparelho on-line. Táxis são encontrados aos montes no aeroporto, perto da Table Mountain, na rua que dá acesso ao V&A Waterfront, na rua principal de Camps Bay, na Long Street, entre outros pontos; companhias de táxi confiáveis: Cape Town Taxi, Excite Taxis, Rikki Taxis;leve dinheiro e fique atento ao troco ao pagar a corrida de táxi (Uber é debitado do cartão).

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MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (PERTINHO DO WATERFRONT) – CIDADE DO CABO

Carro alugado – melhor maneira para visitar Boulders Beach/Cabo da Boa Esperança/Cape Point, as vinícolas de Constantia/Stellenbosch/Franschhoek, o local de saída dos barcos para mergulhar com tubarões (Gansaai) e fazer algum safári.

Lembre-se que lá a direção segue a mão inglesa (volante no lado dianteiro direito do carro; marcha à esquerda do motorista; e tráfego lento na esquerda, com ultrapassagens pela direita).

Indicamos sempre a locação antecipada pela Rentcars.

Para facilitar sua condução, alugue um carro com câmbio automático, baixe o Google Maps e o aplicativo Waze ou similar (Drive Awake/Fuelio/Econoflex/Car Dashdroid) leve um GPS e mapa físico com as estradas detalhadas (cabe lembrar que o asfalto é perfeito, com acostamento e excelente sinalização).

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MAPA DAS ESTRADAS PARA CAPE POINT, CONSTANTIA, MUIZENBERG, STELLENBOSCH E AEROPORTO

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DIRIGINDO PELA CHAPMAN’S PEAK DRIVE (VISTA PARA A LONG BEACH) – ÁFRICA DO SUL

Ônibus turístico – funciona no esquema hop-on hop-off, isto é, segue roteiros pré-definidos; você paga para passar por um ou mais dias, podendo subir e descer quantas vezes quiser nas paradas que dão acessão às atrações principais da cidade durante o funcionamento da específica linha contratada. É operada pela rede City Sightseeing e oferece diferentes tipos de rotas (para atrações clássicas, para vinícolas/Constantia Valley Wine Bus, para Cape Point/Peninsula Tour, para o centro histórico/Dowtown Tour).

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ÔNIBUS TURÍSTICO – FORMA MAIS FÁCIL DE CONHECER OS PRINCIPAIS PONTOS PARA QUEM TEM POUCO TEMPO – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

Ônibus de linha – são operados pela My Citi, com coletivos limpos e conservados. Para ter acesso a eles é necessário comprar um cartão (não é possível pagar a passagem em dinheiro ao motorista/cobrador) em algum dos quiosques espalhados pela cidade, sobretudo, aeroporto e no centro de informações turísticas do V&A Waterfront ou em algumas lojas de conveniência de postos de gasolina. Para saber as linhas úteis que levam até as atrações turísticas mais famosas, leia a seção “O que conhecer”, logo acima. Horários de funcionamento, rotas, preços e mais informações você encontra aqui.

*Não há metrôs na Cidade do Cabo. O trem é indicado apenas para quem pretende conhecer Stellenbosch ou Simon’s Town (onde fica a praia dos pinguins africanos – Boulders Beach) sem precisar alugar carro ou para quem tem tempo sobrando e quer conhecer Joanesburgo/Pretória sem usar avião.

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PRAIA DE CAMPS BAY E LION’S HEAD – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

CULINÁRIA LOCAL

Um dos pontos que mais chamou nossa atenção na viagem foi a excelência da comida da Cidade do Cabo, a preços acessíveis, mesmo em restaurantes ricamente decorados. Trata-se de um caldeirão de temperos de várias influências: shoto/xhosa, holandesa, inglesa, malaia/muçulmana.

Carne vermelha cozida, grelhada ou ensopada (apesar das mais comuns serem boi, porco e cordeiro, prove o springbok – uma espécie de carne de antílope; também há carnes exóticas, com a de avestruz e de crocodilo) e maravilhosos frutos do mar (prove as ostras, as lulas e os polvos) são as principais proteínas consumidas na maioria das mesas sul-africanas, geralmente acompanhadas por raízes, pap (uma espécie de polenta feita de farinha de milho branco). A farta oferta de “fish and chips” e do feijão com ketchup no café da manhã demonstra a influência da colonização inglesa no país. As saladas são geralmente feitas com pepino, tomate e iogurte natural.

As sobremesas são mais econômicas no açúcar, com tortas leves ou chocolates amargos acompanhados de cremes ou frutas menos doces (embora você também encontre opções com muito chocolate, creme de leite e marshmallow).

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BROWNIE, CARAMELO E MARSHMALLOW DERRETIDO – TEM COMO SER RUIM? – CIDADE DO CABO

Alguns pratos e acompanhamentos típicos:

  • Chakalaka – molho apimentado, geralmente feito com feijão, curry, alho, cebola, cenoura, tomate. Uma espécie de chili com vinagrete.
  • Amadumbe – purê de batata-doce com amendoim.
  • Bobotie – uma espécie de torta salgada (massa assada feita de ovos) recheada com carne de cordeiro ou carne bovina moída com temperos, passas, castanhas e damascos. Era o prato preferido de Nelson Mandela.
  • Biltong – carne ressecada em forno elétrico, temperada com pimenta, coentro sal e vinagre. Normalmente é servida em tiras e é um dos petiscos mais apreciados pelos nativos.
  • Potjiekos – ensopado de carne feito em panela, com pimentões, cebolas e tomates.
  • Boerewors com pap – salsichão rústico (mistura de carne de boi e de porco) acompanhado de uma espécie de polenta amassada ou servido dentro de um pão, fazendo as vezes de um cachorro-quente.
  • Melkert – torta de leite, açúcar, ovos e canela.
  • Malva pudding – bolinho de chocolate/brownie de chocolate meio amargo servido sobre um creme de baunilha. Alguns vêm acompanhados de marshmallow derretido ou sorvete ou são servidos sobre geleia.
  • Koeksister – massa frita molhada com xarope de açúcar e, às vezes, coco ralado.

Entre as bebidas, a cerveja  e os vinhos são as mais apreciadas.

É crescente a a procura dos nativos e dos turistas por cervejas sul-africanas, e a Cidade do Cabo é considerada a melhor produtora do país. As cervejas mais consumidas lá são: Castle, Hansa e Black Label. Entre as artesanais, são elogiadas a King’s Blockhouse, a First Light (da cervejaria Devil’s Peak; se for muito apreciador, vá até a taproom e faça o tour); a Hazy Daze, a Pot Belge, Rhytm Stick (da cervejaria Woodstock); a Talisman, a Judas Peak,  a Monkey’s Paw (da cercvejaria Urban),

Por sua vez, os vinhos são inúmeros e das mais variadas uvas. A mais recomendada é a uva Pinotage (prove a Kanonkop Pinotage ou a Rijks Reserve Pinotage); os vinhos são conhecidos como um dos mais saborosos do mundo e são muito baratos por lá. Dirija-se a qualquer supermercado que você encontrará excelentes rótulos, alguns por menos de 30 reais e a maioria abaixo de 60 reais. Confira neste link a lista dos 100 melhores vinhos sul-africanos e escolha lá o que mais te agrada.

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CARNE ENSOPADA DE SPRINGBOK COM PAP – DELICIOSO – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

RESTAURANTES

Estão espalhados por toda a cidade, mas se você não quiser fazer muito esforço para achar um lugar com refeições maravilhosas, dirija-se ao V&A Waterfront ou ao calçadão de Camps Bay. Boas alternativas você também acha em Green Point, no trecho da Main Road entre a Varneys Road e a Braemer Road.

Karibu – restaurante bem bonito com incrível carta de vinhos e variedade de pratos, mesclando os temperos sul-africanos com a cozinha internacional. Por lá também acontecem apresentações de corais sul-africanos. Fica no shopping Victoria Wharf com vista para o Waterfront. Provamos um springbok shank espetacular nele! Voltaríamos sem dúvidas. Encontre a localização aqui.

 

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DIRIGINDO PELA CHAPMAN’S PEAK DRIVE – ÁFRICA DO SUL

 

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La Colombe – vencedor do Traveller’s Choice do Tripadvisor em 2017. Fica em Constantia. Encontre a localização aqui.

La Mouette – também premiado no Traveller’s Choice do Tripadvisor em 2017. Fica em Sea Point. Encontre a localização aqui.

Pigalle Restaurant – da mesma forma que anterior, um dos preferidos no Tripadvisor. Fica na Somerset Road, em Green Point. Encontre a localização aqui.

The Test Kitchen – experiência única em que você assiste ao chef preparar pratos exclusivos, normalmente acompanhado por vinhos incríveis. Por tudo isso, não esqueça de reservar com muita antecedência. Fica no The Old Biscuit Mill. Encontre a localização aqui.

Harbour House – talvez o mais famoso do Waterfront, com bela decoração e cardápio sofisticado, com destaque para os frutos do mar. Encontre a localização aqui. Você também encontra na Kalk Bay e em Constantia Nek.

The Pot Luck Club – cozinha criativa e ambiente descontraído muito concorrido na cidade. Também fica no The Old Biscuit Mill e é do mesmo chef (Luke Dale) do The Test Kitchen, acima citado. Encontre a localização aqui.

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HOTEL, SPA E RESTAURANTE DO AQUILA SAFARI – ÁFRICA DO SUL

Carne SA – um dos melhores na qualidade dos cortes e sabores de carnes vermelhas. Fica pertinho do Company’s Garden, no centro da cidade. Encontre a localização aqui.

The Roundhouse – nem precisava da lindíssima vista para a praia de Camps Bay e os Doze Apóstolos para ser tão bom. Comida elogiadíssima em Cape Town. Encontre a localização aqui.

The 41 – outro que fica em Camps Bay; destaque para a vista e para a decoração no estilo beach club boutique, onde são servidos pratos da cozinha internacional contemporânea (em especial, a mediterrânea) e espumantes e vinhos. Encontre a localização aqui.

The Bungalow – mais romântico e charmoso e menos “baladinha” que o anterior, servindo ótimos drinks e pescados. Perfeito para ver o por do sol com as montanhas e o mar. Fica entre Camps Bay e Clifton, pertinho do mirante Maiden’s Cove. Encontre a localização aqui.

The DeckHouse Crab Shack & BBQ – ótimo lugar para comer caranguejos e frutos do mar fresquinhos. Fica na Kloof Street, no bairro Gardens. Encontre a localização aqui.

Entre os de bom custo-benefício (boa parte deles em Green Point e no centro), recomendamos as várias lanchonetes/restaurantes com mesas compartilhadas do Food Market no Waterfront (tem comida africana, pães abertos dinamarqueses/smørrebrød, comida indiana e tailandesa, wraps-crepes-waffles, entre outros), os bares em galpões revitalizados do Old Biscuit Mill, o Ocean Basket (ótimos frutos do mar combinados em pratos bem servidos; tem na Victoria Road/Camps Bay, em Sea Point, no shopping Victoria Wharf/Waterfront, entre outras unidades) e o Black Sheep (cardápio variado elogiado com vista para a Table Mountain; fica na Kloof Street, no bairro Gardens).

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CAMPS BAY VISTA PERTO DO MIRANTE MAIDEN’S COVE – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

COMPRAS

Outro ponto alto da Cidade do Cabo. Leve pelo menos uns 100 dólares extras para trazer souvenirs, já que certamente você encontrará bons itens para comprar por lá.

Louças e camisas com estampas tribais coloridas, joias (o país foi local de grande exploração de diamantes), lenços e adereços, quadros, chaveiros de bichinhos, ímãs de geladeira são os produtos que você mais vai encontrar nas lojas locais. O grande diferencial é a alta qualidade e bom gosto nos objetos que são vendidos lá. Dá vontade de comprar tudo, sério mesmo.

Entre os principais locais de compra, destacam-se as lojas avulsas e o Craft Market (mercado de artesanatos) do V&A Waterfront, as lojas mais refinadas na Kloof Street, bem como as lojas e mercados (Greenmarket se sobressai) mais baratos nas transversais da Bree Street/Long Street/Strand Street.

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DIFÍCIL SAIR SEM COMPRAR NA CIDADE DO CABO – ÁFRICA DO SUL

Os shoppings mais procurados: Victoria Wharf (fica no Waterfront e é excelente, atendendo a todos os gostos e bolsos), Cape Quarter Lifestyle Village (ou Cape Quarter Mall), Canal Walk (fica na região bem bonita de Century City, a nordeste da Cidade do Cabo; encontre a localização aqui).

Para quem tem muito tempo sobrando e quer conhecer regiões mais afastadas de Cape Town, outros bons pontos de compras são o Blue Route Mall (fica em Tokai, a 20 minutos de carro a partir do centro da cidade), Constantia Village (fica perto das famosas vinícolas, também a quase 20 minutos de carro saindo do centro; encontre a localização aqui) e o Bayside Mall (fica em Bloubergstrand/Table View, pertinho da Dolphin Beach, a praia com uma das vistas mais bonitas para a baía de Cape Town; encontre a localização aqui).

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NA LOJINHA DO CAPE POINT – ÁFRICA DO SUL

VIDA NOTURNA

A Cidade do Cabo não é famosa por sua vida noturna. Esse definitivamente não é o ponto forte de lá, mas nem por isso você deixa de se divertir em alternativas bem animadas na noite local.

Os pubs/bares do V&A Waterfront, as baladinhas de Woodstock (o bairro hipster da Cidade do Cabo) e os bares da Bree Street, da Long Street além dos beach clubs de Camps Bay são os locais mais indicados para passar uma noite animada na cidade.

Se você tem pouco tempo e quer aproveitar, seja prático: faça o pub crawl. Desta maneira você conhece as baladas e bares da moda, com gente na mesma sintonia que a sua e acompanhado por um guia/animador cheio de energia e bom humor. Confirme seu passeio com o site e peça comprovante (vimos muita gente reclamando que os organizadores não respondiam os e-mails).

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CAPE POINT – ÁFRICA DO SUL

Querendo conhecer as baladas/bares no seu tempo (sem maratona de pequenas experiências), confira abaixo algumas opções muito indicadas:

  • Shimmy Beach Club (considerada a melhor balada pelo TripAdvisor; gente arrumada, música boa, decoração impecável e bebidas de alto nível; fica no V&A Waterfront; encontre a localização aqui);
  • Vice City (boate com uma vibe muito boa, misturando nativos com vários turistas; fica bem no centro, entre a Long Street e a Bree Street; encontre a localização aqui);
  • DecoDance (mistura de pop, rock e dance music; fica na Main Road em Sea Point; encontre a localização aqui);
  • Arcade (bar/café com uma bela decoração na Bree Street; encontre a localização aqui);
  • HeadQuarters (bar que também fica em uma transversal da Bree Street e é um dos locais preferidos durante as noites de verão; encontre a localização aqui);
  • La Parada (na mesma pegada e pertinho do anterior, já na Bree Street; encontre a localização aqui);
  • Orphanage Cocktail Emporium (no maior estilo “sala de estar vitoriana”, com músicas eletrônicas e famosos cocktails; mistura diferente e certeira para quem quer sair de casa, ver gente ouvindo boa música e podendo conversar; fica na Kloof Street; encontre a localização aqui);
  • Coccon (bar elitizado fashion com música animada localizado no 31º andar do edifício Absa Centre, na Adderley Street – bem no centro da cidade; encontre a localização aqui);
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O V&A WATERFRONT É UM ÓTIMO LUGAR PARA CURTIR A NOITE NA CIDADE DO CABO – ÁFRICA DO SUL

  • Up Yours (fica no Yours Truly Cafe, ao lado de um hostel da Kloof Street; local de música animada, com charmosa decoração hipster nova-iorquina e muitos jovens; boa pedida para começar a noite; encontre a localização aqui);
  • Café Caprice (o mais comentado para quem quer passar uma noite mais animada em Camps Bay; encontre a localização aqui);
  • The Vue Sky Bar & Lounge (fica na cobertura do hotel Mirage, em Waterkant; é um bar/lounge sofisticado com drinks de vários tipos, música eletrônica ambiente, piscina, bela iluminação e vista para as montanhas mais famosas da cidade; perfeito para ver o por do sol e começar a noite; encontre a localização aqui);
  • The Waiting Room (rooftop elogiado na Long Street; encontre a localização aqui);
  • Beerhouse (cervejaria com música animada que também fica na Long Street; encontre a localização aqui);
  • Tjing Tjing (um rooftop com lounge onde tocam músicas eletrônicas e servem-se ótimos drinks no centro da cidade; encontre a localização aqui);
  • Stones (mesas de bilhar/sinuca, bebida barata e música eclética animada; fica na Long Street; encontre a localização aqui);
  • The Night Feast (balada que acontece toda última sexta-feira do mês durante o inverno no bairro de Woodstock).

Caso queira algo mais tranquilo com uma boa música de fundo, sugerimos o V&A Waterfront (que tem todos os tipos de espaço para gostos variados) e o Mojo Market, que fica em Sea Point e conta com apresentações de bandas e artistas ao vivo (encontre a localização aqui).

Acompanhe este link ou esse aqui para saber os festivais que vão rolar na cidade e veja se algum coincide com a época da sua viagem.

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RODA GIGANTE DO V&A WATERFRONT – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

NOSSA EXPERIÊNCIA

Fomos à Cidade do Cabo no final de janeiro de 2018, em um voo da TAAG (rápida conexão em Luanda/Angola). Gostamos da companhia aérea, embora a variedade de filmes não seja muito grande e alguns comissários de bordo tenham sido rudes com passageiros desatentos. No mais, o voo foi pontual e seguro.

Passamos incríveis 4 dias e meio de sol forte (o vento quase constante não deixou sinal de calor; as poucas nuvens que apareceram teimaram em ficar sobre a Table Mountain pela maior parte do tempo) hospedados no Altona Lodge, em Green Point. Recomendamos bastante esse local, principalmente em virtude da localização – a 15/20 minutos de caminhada do V&A Waterfront e 20/30 minutos do centro da cidade -, do custo da diária e do atendimento extraordinário (Peter e, principalmente, Wendy nos ajudaram em todos os aspectos, sendo muito eficientes e prestativos a todos os pedidos que fizemos). Isso sem contar o quarto privativo limpo, silencioso e relativamente espaçoso e o banheiro compartilhado em ótimas condições.

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NO ALTO DA TABLE MOUNTAIN (LION’S HEAD AO FUNDO) – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

Fizemos a maioria dos nossos deslocamentos de Uber, com exceção de um dia de passeio com o ônibus turístico hop-on hop-off da rota vermelha, de algumas caminhadas (Camps Bay, V&A Waterfront, Green Point) e do transfer pela empresa pontual Sisonke Tours a partir do aeroporto (deslocamento combinado com antecedência com o hotel).

Apesar dos vários alertas de perigos noturnos, a gente se sentiu bem mais seguro na Cidade do Cabo que em capitais de vários estados brasileiros. Mas a gente também não deu bobeira: circulamos à noite pelo V&A Waterfront e Camps Bay, indo e voltando de Uber, levando o dinheiro e cartão no porta-dólar escondido na roupa.

A comida, as lojas e as músicas dos artistas de rua foram as melhores que já vimos em todas as nossas viagens. Uma variedade de carnes (principalmente a de Springbok com pap), pescados (que lula é aquela?!), sobremesas (viciados em Malva Pudding) e vinhos excelentes; lojas que vendiam 90% de coisas que atendiam ao nosso gosto; e vários grupos de cantores quase sem instrumentos entoando músicas que emocionavam e davam vontade de dançar.

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NO AQUILA SAFARI – ÁFRICA DO SUL

O povo também foi outro ponto muito positivo para gente na Cidade do Cabo. Todo mundo sorrindo e tentando ajudar, seja parando para apontar a direção, seja falando mais devagar o inglês, recebendo nos restaurantes, etc. Nenhuma queixa ou reclamação quanto a ninguém. De verdade. Além disso, muita gente animada na rua, curtindo os espaços públicos, bebendo nos bares, dançando em frente a palcos com shows de verão.

Impressionante também era a ótima qualidade das estradas, com asfalto e sinalização impecáveis, assim como a conservação dos prédios públicos, praças e ruas, sem uma sujeira no chão ou pintura envelhecida.

Os pontos negativos são poucos, e resumem-se à falta de metrô, ao elevado custo das hospedagens em geral, ao risco de assaltos noturnos mencionado por várias pessoas.

Os locais que mais gostamos, na ordem: Camps Bay, V&A Waterfront, Table Mountain, Boulders Beach/Simon’s Town, Cape Point e Aquila safári.

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NO WATERFRONT – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

Nossa programação (e sugestão de roteiro):

  • Primeiro dia: Table Mountain (tentamos subir nos dois primeiros dias sem sucesso, devolvemos o ingresso comprado na Internet e conseguimos o reembolso; conseguimos subir no terceiro dia comprando na hora, após encararmos uma fila de 1h30; vistas lindíssimas de toda a cidade; imperdível; se comprar com antecedência, escolha o ingresso para o turno da manhã) e V&A Waterfront (lá fizemos compras, comemos a melhor refeição da viagem – no restaurante Karibu – e as mais baratas – no eclético Food Market – e vimos muitas apresentações incríveis de grupos vocais sul-africanos; fomos lá várias vezes).
  • Segundo dia: Lion’s Head (trilha que começa tranquila e, no final, fica bastante cansativa com trechos de escalada; a vista de lá para a Table Mountain foi a minha preferida; se não tiver muito a fim de aventura, basta caminhar pela trilha de terra, cheia de mirantes e bem tranquila de fazer) e Camps Bay (a praia urbana mais bonita que já vimos e o melhor lugar para ver o por do sol, na nossa opinião; o trecho das pedras formando piscinas naturais transparentes foi o nosso preferido, sem falar dos bares charmosos do outro lado do calçadão). Se não quiser fazer trilha na Lion’s Head, faça o passeio de helicóptero (o mais curto já é incrível), caminhe pelo calçadão de Sea Point ou faça um free walking tour pelas atrações do centro histórico (destaque para Bo-Kaap, para o Castelo da Boa Esperança, para o Greenmarket, para o prédio da prefeitura/Town Hall, para a Long Street, Bree Street e Strand Street).
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NA LINDÍSSIMA CAMPS BAY (NOSSO LUGAR PREFERIDO NA CIDADE DO CABO) – ÁFRICA DO SUL

  • Terceiro dia: passeio para Boulders Beach/Simon’s Town (ver de cima das passarelas de madeira todos aqueles pinguins em uma praia de areia tão branca e água esverdeada foi muito melhor do que imaginávamos) + Cabo da Boa Esperança (mais pela simbologia da placa) + Cape Point (subimos de funicular, o que economiza bastante o tempo; lá em cima, gostamos muito mais da vista a partir do muro de pedra/parapeito para a falésia do que do lado do farol). Fomos de carro alugado com câmbio automático. Foi muito bom e acostumamos rápido com a mão inglesa. Procure alugar um carro e siga pela lindíssima Chapman’s Peak Drive (a estrada mais bonita em que já dirigimos, com montanhas, mar e precipícios incríveis; há vários recuos propositais na estrada para você parar e tirar fotos; leve dinheiro para pagar o pedágio). Se tiver tempo sobrando, faça um rápido desvio na sua rota e conheça as casas coloridas de Muizenberg (pela N2 + M3 ou M5, a partir do centro da cidade; ou pela M65 + M66 + M4, a partir de Cape Point), um dos cartões-postais mais retratados de Cape Town.
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ENFRENTANDO O VENTO NA LINDA PRAIA DE CAMPS BAY – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

  • Quarto dia: safári em reserva privada OU vinícola de Stellenbosch/Franschhoek/Constantia OU mergulhar com tubarões na baía de Gansaai OU saltar de paraquedas perto de Bloubergstrand/Table View. Fizemos o safári na linda propriedade do Aquila Safari, chamando nossa atenção os elefantes, leões, rinocerontes e zebras, além do lindo hotel e spa, com direito a farto café da manhã e espumante servido à vontade. Apesar disso, dentre esses passeios, o das vinícolas (Stellenbosch e Constantia, principalmente) é o preferido/mais comum entre os turistas na Cidade do Cabo. Tanto para o safári quanto para as vinícolas, o melhor é ir e voltar de carro alugado (para as vinícolas de Constantia, você pode ir com o ônibus turístico da linha roxa; as estradas você confere na seção “O que conhecer”). Por sua vez, o mergulho com tubarões e o salto de paraquedas costumam incluir transfer a partir do seu hotel e duram metade do dia. Por isso, se for fazer o mergulho de tubarão, sugerimos que você peça a seu motorista para fazer um rápido desvio para ver as casas coloridas na praia de Muizenberg (se não tiver ido antes); se for fazer o salto de paraquedas, sugerimos que peça a seu motorista para fazer um rápido desvio até a Dolphin Beach, entre a Bloubergstrand/Table View, de onde se tem uma lindíssima vista da silhueta da Cidade do Cabo.

No último dia, aproveitamos as poucas horas que tínhamos para fazer compras no V&A Waterfront e seguimos para o aeroporto.

Se você tiver mais tempo que a gente, recomendamos: qualquer dos passeios não realizados no quarto dia + passeio para a Ilha Robben (principalmente para quem gosta mais das histórias e contexto do museu do que de seu acervo material) + passeio de helicóptero + visita ao jardim botânico Kirstenbosch + piquenique com um bom vinho no alto do Signal Hill esperando o por do sol + caminhada pelo calçadão de Sea Point, pelo Urban Park de Green Point  e pelas atrações históricas e comerciais do centro da cidade + um dia conhecendo as atrações dos distritos de Century City, Bloubergstrand e Table View (praias com lindas vistas para a Cidade do Cabo).

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FINAL DA TRILHA (PUXADÍSSIMA) DA LION’S HEAD – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

Esses passeios mencionados no parágrafo anterior também são super indicados para passar o tempo sem ir muito longe quando a Table Mountain estiver com as subidas do bondinho suspensas ou com má visibilidade.

Nossa impressão: Rafa resumiu a experiência falando que tem muita gente que fala que sente uma energia diferente em Machu Picchu, em Fátima ou na Toscana, entre outros. Já ele sentiu essa sensação na Cidade do Cabo, uma sensação de pertencimento, como se tivesse uma ligação com aquele lugar. Realmente…a gente se sente abraçado pela aquela natureza e todas aquelas pessoas sempre com alto astral, sendo surpreendidos com uma infraestrutura comparável a de muitas cidades europeias e norte-americanas. Sensacional! Mais um lugar que dá uma vontade imensa de voltar.

DICAS

⇒ Compre um chip SIM para ter Internet o tempo todo no seu celular. Isso facilita, principalmente, para chamar o Uber, baixar mapas e postar fotos e vídeos a qualquer hora e em qualquer lugar.

⇒ Leve seu cartão de crédito/débito habilitado para uso internacional e prefira sacar seu dinheiro sul-africano (Rand) nos caixas eletrônicos ATM (há vários no aeroporto). Ele trabalha com a cotação oficial e você não paga as comissões geralmente cobradas nas casas de câmbio.

⇒ Abriu o tempo, suba a Table Mountain. É a atração natural mais famosa da cidade (o Cristo Redentor africano). Não perca! Fique sempre de olho no site do bondinho para saber se as condições para subir são boas.

⇒ Se preferir comprar seu ingresso para o bondinho da Table Mountain com antecedência pela Internet, prefira reservar sua entrada para o turno da manhã, quando o tempo no alto da montanha é mais firme e as chances de o bondinho estar funcionando são maiores.

⇒ Evite fazer caminhadas à noite, principalmente na região central (muita gente nos falou que é perigoso). Prefira ir para o V&A Waterfront, para Camps Bay ou Sea Point. Qualquer que seja o lugar escolhido para ir à noite, chegue e saia de Uber/táxi ou carro alugado.

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Alugue um carro com câmbio automático para ir a Boulders Beach/Cabo da Boa Esperança/Cape Point, bem como para ir às vinícolas e para o safári. As estradas são perfeitas e muito bem sinalizadas, além de proporcionarem total independência. 

⇒ Leve filtro solar, óculos de sol, boné e casaco. O sol na cidade é fortíssimo e, mesmo no verão, venta bastante, o que deixa a sensação térmica mais fria.

⇒ Se for levar presentes no seu voo de volta, guarde os recibos e apresente aos guichês do “Tax Refund” no aeroporto (ficam à esquerda de quem entra pelo piso superior, pertinho dos balcões de venda da TAAG e Kenya Airways). Ao apresentar esses comprovantes de compras, seu passaporte e sua passagem aérea de saída da África do Sul, você recebe um cartão da bandeira Mastercard na área de embarque, com seus créditos reembolsados que podem ser utilizados ou sacados em qualquer lugar do mundo.

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MOLDURA NATURAL NO WATERFRONT (TABLE MOUNTAIN ENCOBERTA AO FUNDO) – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

⇒ Se você pretende fazer alguma das inúmeras trilhas na Cidade do Cabo, não esqueça de levar um calçado confortável. Estude o mapa, as condições da caminhada antes de fazê-la e evite ir ou voltar no escuro, quando o risco de se machucar e atrapalhar sua viagem é maior. Fizemos a trilha da Lion’s Head e vimos muita gente desistindo no caminho. Respeite seus limites.

⇒ Se quiser comprar vinhos baratos e muito bons, recomendamos a sessão de bebidas do supermercado Woolworths (tem uma unidade dentro do shopping Victoria Wharf , no V&A Waterfront; encontre outras unidades aqui).

⇒ Para não correr o risco de ficar sem fotos, leve um adaptador universal para tomadas. O padrão lá é com dois pinos redondos paralelos e outro entre eles numa posição mais abaixo ou acima (tipo M). A voltagem é 220v

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PINGUM AFRICANO NA BOULDERS BEACH – ÁFRICA DO SUL

CURIOSIDADES

Em 2014, a Cidade do Cabo foi eleita o melhor lugar para se visitar no mundo pelo New York Times e pelo The Telegraph.

→ O Cape Point não é tecnicamente o ponto mais ao sul da África (esse título é do Cabo Agulhas), mas sim a ponta sudoeste do continente.

→ A África do Sul é conhecida como a “nação arco-íris”, pela variedade de tribos e povos que formaram sua identidade, simbolizada na bandeira colorida do país.

→ O caldeirão de culturas da África do Sul é refletido também na comunicação: são 11 idiomas oficiais falados por lá, dando ao país a marca de maior variedade de línguas catalogadas no mundo.

→ A África do Sul possui 3 capitais: Pretória (capital executiva), Cidade do Cabo (capital legislativa; o Parlamento fica na Chambers Street, no centro da cidade) e Bloemfontein (capital do Judiciário). Apesar disso, a maior e mais populosa cidade do país é Joanesburgo; a Cidade do Cabo fica em segundo lugar.

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TABLE MOUNTAIN VISTA A PARTIR DO WATERFRONT – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

→ A Cidade do Cabo é conhecida como Mother City. Reza a lenda que, na década de 1930, um jornal de Cape Town disse que ela era a única cidade que reunia as características para ser chamada de metrópole (palavra derivada do grego, em que metro significa mãe e polis, significa cidade; daí Cidade Mãe). Muitos associam esse apelido com a proteção da Table Mountain e da mãe-natureza sobre a cidade.

→ A Cidade do Cabo é a maior e mais elogiada produtora de vinhos de um dos países mais famosos nesse setor (a África do Sul produz mais de 7 mil rótulos de vinhos). São mais de 200 vinícolas em uma área de cerca de 100 km, principalmente entre Constantia, Stellenbosch e Franschhoek.

→ O ar da Cidade do Cabo é limpíssimo. Isso se deve ao relevo (as montanhas servem de filtro natural, não poluindo a cidade nem o mar) e a distância das indústrias, quase todas na periferia.

→ O fenômeno das nuvens cobrindo a Table Mountain é chamado de Table Cloth (Toalha de Mesa). O nome não poderia ser melhor, porque lembra demais uma mesa forrada. É muito lindo de se ver, mas péssimo para quem quer subir de bondinho.

→ A África do Sul foi a sede da Copa do Mundo de 2010 (aquela das vuvuzelas/cornetas, do Joel Santana como técnico da seleção “Bafana Bafana”, do clarividente polvo Paul e da atriz sul-africana Charlize Theron, famosa em Hollywood, como apresentadora do sorteio de grupos), a primeira realizada no continente africano. O moderno estádio da Cidade do Cabo, localizado em Green Point, recebeu a semi-final entre Holanda e Uruguai, além dos jogos Portugal x Espanha, Argentina x Alemanha e outros.

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PARAÍSO PARA QUEM GOSTA DE VINHO – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

→ O navegador português Bartolomeu Dias foi o primeiro a dobrar o Cabo da Boa Esperança (chamado originariamente de Cabo das Tormentas e onde já naufragaram milhares de embarcações), em 1488, passando a ser uma rota fundamental entre a Europa, a Índia e o Extremo Oriente.

→ Apenas em 1652 foi fixado o primeiro assentamento permanente europeu na Cidade do Cabo, pelo colono holandês Jan Van Rieebeck. Entre Bartolomeu Dias e Riebeeck, Cape Town e a Ilha Robben serviam basicamente como local de abastecimento dos navegadores antes de seguirem viagem para a África Oriental e Ásia.

→ No início dos anos 1800 (século XIX), enquanto a Holanda era invadida pelas tropas napoleônicas, a Cidade do Cabo ficou desprotegida a invasões estrangeiras. Essa condição foi perfeita para que os ingleses passassem a dominar a região, que passou a ser território ultramarino do Reino Unido.

→ A África do Sul só se tornou independente politicamente em 1961, mas ainda hoje há várias demonstrações da influência britânica em Cape Town, como o nome de ruas e shoppings (Victoria Road, Churchill Road, Victoria & Albert Waterfront, etc.).

→ A Ilha Robben foi o presídio onde Nelson Mandela ficou mais tempo detido: 27 anos, na cela 466. Ele foi solto em fevereiro de 1990 e, horas depois da liberdade, fez um discurso histórico de união na varanda da Câmara Municipal da Cidade do Cabo.

SEGURO VIAGEM

 

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

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CAMPS BAY E DOZES APÓSTOLOS – CIDADE DO CABO

 

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ELEFANTES DO AQUILA SAFARI – ÁFRICA DO SUL

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TABLE MOUNTAIN – CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

 

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10 comentários sobre “CIDADE DO CABO

    • conhecendolugaresblog disse:

      Muito obrigada! Um elogio desses faz valer a pena tantas horas de textos, pesquisas e seleção de fotos. Estamos torcendo para que você faça essa viagem espetacular. Quando voltar, conte-nos como foi. Qualquer dúvida é só deixar um comentário aqui ou no e-mail que a gente responde.

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  1. Herculano disse:

    Maravilhoso relato, cidade cheia de atrações e encantos. E pensar que em alguns anos atrás vivia-se neste local, com um sistema político abominável, apartheid.
    Parabéns mais uma vez pela riqueza de informações.

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  2. Alcinda Delgado disse:

    Na verdade o sistema apartheid foi um grande obstaculo ao desenvolvimento dos país. Superar essa regime de segregação racial que durante quatro décadas privilegiava a elite branca. Passadas duas décadas do fim dessa política, o país embora com dificuldades, conseguiu um melhor equilibro de oportunidades entre brancos e não-brancos e hoje muitas regiões encontram-se em pleno progresso com resultados positivos para todo o seu povo.
    Um país maravilhoso à disposição de todos quantos gostam de viagar. obrigada pelas informações.

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