SHARM EL SHEIKH

O balneário egípcio às margens do lindíssimo Mar Vermelho, delimitado pelas montanhas do Sinai, com resorts, parques, mesquitas e centros comerciais nababescos (e até artificiais) são um ótimo convite para conhecer uma bela região, cheia de atrações, que contrasta com a insegurança, a bagunça e o assédio característicos do Cairo.

A “Cancun dos russos” (há placas em cirílico tamanha a quantidade de russos que visitam Sharm el Sheikh) é excelente para quem deseja paz, vida confortável e paisagens naturais incríveis (os corais ao longo do mar e nas ilhas vizinhas obrigam qualquer turista a alugar, no mínimo, um snorkel), além de alguns dias a mais no país dos faraós.

Tudo isso sem contar a posição geográfica privilegiada para conhecer parte do litoral de Israel, da Arábia Saudita e da Jordânia – inclusive ponto de partida viável para conhecer Petra, uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo.

Continue a leitura para descobrir as informações mais importantes que ajudarão você a organizar seu roteiro por esse lugar incrível.

COMO CHEGAR

Não há voos diretos do Brasil até o Egito. A principal porta de entrada daquele país é o moderno aeroporto do Cairo. Ele costuma receber voos vindos de Dubai/Abu Dhabi (3h40 de voo), Istambul (2h10 de voo), Roma (3h10 de voo), Londres (4h45 de voo), Paris (4h20 de voo), Frankfurt (4h de voo), Amsterdã (4h25 de voo), Adis Abeba (3h35 de voo) e Johanesburgo (7h50 de voo) – todas essas cidades hubs que, via de regra, operam voos diretos vindos de São Paulo e/ou Rio de Janeiro.

Para mais dicas sobre como chegar no território egípcio, acesse esse link.

Após algumas simulações, vimos que a única cidade de grande apelo turístico que opera voos diretos para Sharm El Sheikh é Istambul (operados pela empresa Pegasus – aeroporto de Sahiba – e pela Turkish Arlines – aeroporto de Ataturk; 2h40 de voo). Para as demais cidades grandes – normalmente procuradas para algum stopover pelos turistas brasileiros -, os voos até Sharm El Sheikh costumam fazer escala/conexão na capital egípcia.

Do Cairo até Sharm El Sheikh, há diversos voos diários operados pela Egypt Air e pela Nile Air. Duração do voo: 1h/1h05.

*OBS: Apesar de as estradas egípcias serem bem conservadas, não recomendamos a viagem de carro até Sharm El Sheikh. Isso porque além de ser longe do Cairo (mais de 510 km pela rodovia Ras Sedr – El Tor; rodovia 50, atravessando o Canal de Suez), é desconfortável e perde-se muito tempo no caminho (quase 7h de trajeto) que poderia ser melhor aproveitado no destino. Não aconselhamos também por riscos de saques ou maior facilidade de prática de atentados. Além disso, alugar carro ou acertar uma excursão não é tão mais barato que comprar uma passagem aérea e deixa você muito mais exposto a algum golpe (há muitas agências de má-fé na capital do Egito). Sugerimos uma pesquisa mais acurada e antecipada para conseguir os melhores preços de passagens para o trecho Cairo – Sharm El Sheikh.

*OBS2: Não há trens que circulem entre o Cairo e Sharm El Sheikh.

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QUANDO IR

Por quase não chover no Egito (para se ter uma ideia, janeiro é o mês mais chuvoso, e isso significa menos de 5 mm em trinta e um dias), a temperatura e a neblina no Cairo – parada obrigatória para visitar as famosas pirâmides – são determinantes para escolher a melhor época.

Consideramos abril, maio, outubro e novembro os melhores meses. Isso porque a temperatura não é desconfortável como no verão (de junho a setembro, a média é de 27ºC, com picos de 35ºC) e a visibilidade dos monumentos do Cairo não é afetada pela névoa típica do inverno (de dezembro a março). Entre os meses destacados, aconselhamos a viagem para abril e maio, já que outubro e novembro costumam ser mais chuvosos numa estreita faixa egípcia perto do Mar Mediterrâneo (ruim para quem pretende conhecer Alexandria).

*Obs: Apesar da fama em contrário, o inverno é até mais rigoroso que o verão no Egito. A temperatura mínima no Cairo atinge os 7ºC, com sensação térmica ainda mais fria.

VISTO

É obrigatório para brasileiros, e pode ser obtido presencialmente ou via postal (não é admitido visto on arrival/ao chegar no Egito e não encontramos a possibilidade do visto eletrônico/e-Visa).

A Embaixada do Egito fica no endereço: Setor de Embaixadas Norte – Lote 12 – Sen 801, SEN – Asa Norte, DF, 70800-814 (telefone: 61 3323-1039 ou 3323-8800).

Para quem mora no Sudeste e no Sul do Brasil, outra alternativa é dirigir-se ao Consulado egípcio, que fica no Rio de Janeiro (endereço: R. Muniz Barreto, 741 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ, 22251-090; telefone: 21 2554-6318).

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Você tem que levar o passaporte válido por 6 meses (a contar do retorno da viagem), duas fotos coloridas 4×6 ou 5×5, com fundo branco; comprovante de hospedagem e passagens de ida e volta. Além disso, tem que preencher o formulário que é entregue pela embaixada/pelo consulado e fazer o pagamento da taxa da emissão de visto (cerca de R$ 115,00 para única entrada com visto de turismo/ R$ 170,00 única entrada para visto de negócios). Entregando isso presencialmente, você recebe seu passaporte com o visto carimbado uma semana depois.

Para quem pretende obter o visto egípcio via postal, deve encaminhar todos os documentos e pagamento citados no parágrafo anterior (o pagamento da taxa deve ser feito via cheque administrativo/comprovante de depósito), além de uma declaração isentando a responsabilidade da embaixada/consulado pelo envio da documentação.

***OBS: Recomendamos que entre em contato pelos telefones mencionados ou pelo e-mail consuladodoegito@yahoo.com para saber os requisitos, a forma de pagamento e os preços atualizados.

FUSO HORÁRIO

GMT +2. Isso significa que são 5 horas a frente do horário predominante do Brasil. Assim, quando o relógio marca 8h da manhã em Brasília, são 13h no Egito.

MOEDA

Libra egípcia. Para ter uma estimativa do câmbio, confira o link da conversão oficial do Banco Central do Brasil (ajuda para evitar maiores prejuízos na hora de comparar entre casas de câmbio).

Procure levar o cartão de crédito habilitado para uso internacional. Com ele, ao chegar no aeroporto, saque o dinheiro que precisa nos caixas eletrônicos (ATM), que são mais vantajosos por não cobrarem as comissões dos bancos e casas de câmbio

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Caso prefira adquirir suas libras egípcias de outra forma, aconselhamos as casas de câmbio dos aeroportos ou do seu hotel (escolha uma hospedagem bem avaliada e procure consultar com antecedência o valor que ela está cobrando). Leve dólar ou euro para converter – são as moedas mais aceitas e valiosas por lá.

Viaje com 50 dólares por dia. Como os custos dos serviços no Egito são muito baixos, esse dinheiro é suficiente para você fazer boas compras, as três refeições em restaurantes elogiados e os passeios principais (normalmente vendidos pelos hotéis, que aceitam o pagamento também em cartão de crédito/débito).

IDIOMA

Árabe. Funcionários de hotéis, aeroportos e atrações turísticas falam inglês. Há muitos guias para atrações turísticas que falam espanhol ou português (principalmente, no Cairo). Em Sharm El-Sheikh, quase todos sabem falar russo também.

A comunicação, enfim, não é problema no país.

*OBS: Para evitar o assédio constante de vendedores e de qualquer pessoa que queira dinheiro seu (são muitos no Egito, sobretudo na capital) seja firme/convincente/sem hesitar e fale “La’a, Shukran!”, que significa “Não, obrigado!”

QUANTO TEMPO FICAR

Se o foco é relaxar nos ótimos hotéis, com passeios durante o dia para ilhas ou bancos de areia com ótimos mergulhos, aconselhamos 3 a 4 dias em Sharm El Sheikh. Para quem deseja utilizar a cidade como base para visitar Dahab (Egito), Éilat (Israel) ou Aqaba/Petra (Jordânia), sugerimos 1 semana.

Aproveite para esticar a viagem por lá para conhecer Tel Aviv/Jerusalém ou fazer algum voo até a Arábia Saudita ou aos Emirados Árabes Unidos.

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COMO SAIR DO AEROPORTO

A melhor forma é de transfer contratado junto ao seu hotel. Quase todos os bons hotéis incluem o traslado gratuito de, pelo menos, um trecho (aeroporto-hotel OU hotel-aeroporto).

Embora existam vários balcões de cooperativas nos aeroportos, sair de táxi é bem menos aconselhável que de transfer, pelo fato de o motorista poder percorrer caminhos maiores e, assim, cobrar preços mais caros. Mesmo assim, se essa for a única alternativa que o seu hotel dispõe, não tem o que fazer. Além disso, o taxista em Sharm El Sheikh é infinitamente mais confiável que no Cairo.

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HOSPEDAGEM

Em Sharm El Sheikh, há inúmeros resorts incríveis a custos acessíveis, em especial os que ficam no centrinho, em Naama Bay. Caso prefira lugares mais tranquilos/privativos, o sul dessa cidade banhada pelo Mar Vermelho é a melhor pedida. Ficamos no espetacular Renaissance Golden View Beach Resort (um dos melhores hotéis das nossas vidas, com diversas piscinas, quartos grandes, jardins incríveis, muitas atividades esportivas, café da manhã de enorme variedade, sem contar o ótimo e respeitoso atendimento).

Algumas outras opções bem avaliadas:

Para mais alternativas, acesse o Booking, Trivago ou Tripadvisor. Caso queira alugar um quarto, uma casa ou um apartamento, conversando e tirando suas dúvidas diretamente com o proprietário, consulte o Airbnb.

O QUE CONHECER
  • Mergulhos no Mar Vermelho, um dos lugares mais elogiados do mundo pela nitidez da água, cores dos corais e variedade de espécies aquáticas (não deixe de mergulhar na ilha Tiran, na reserva natural de Ras Mohamed e no Blue Hole – este já perto da cidade de Dahab; os hotéis costumam vender essas excursões de mergulho, assim como agências no centro da cidade);
  • Mesquita de Al Quein e Old Market (a mesquita mais bonita que vimos no Egito, principalmente no por do sol e à noite, cercada por uma área com muitas lojas e restaurantes);
  • Naama Bay (região mais movimentada da cidade e a mais indicada para curtir a vida noturna, com cassinos, Hard Rock Cafe, lojas, bares e parques de diversão);
  • Passeio de quadriciclo pelo deserto montanhoso na península do Sinai;
  • Parasail, esqui aquático e outras práticas radicais que alguns resorts oferecem.

*Se estiver em Sharm El Sheikh, considere visitar a cidade de Petra, na Jordânia (uma das 7 Maravilhas do mundo moderno). Há várias agências na cidade que vendem pacotes de bate-volta (muito cansativo), e outros em que você pode ficar mais tempo na Jordânia.

Se o tempo disponível for apenas para um bate-volta, recomendamos a empresa All Tours Egypt (peça por um guia que fale em inglês ou espanhol; a maioria deles só fala árabe e russo), Hola Egypt, Memphis Tours ou a busca no Get Your Guide.

Esse day tour dura cerca de 22h, começando na madrugada de um dia e terminando no final da noite do mesmo dia, com 2h a 3h reservadas para o sítio arqueológico mais famoso de Petra, e algumas outras paradas pelo caminho. Por isso, o ideal é combinar com sua agência de viagem, de modo a você poder curtir a tarde e noite em Petra (dormindo em algum hotel lá perto) e aproveitando a manhã seguinte para ver o que falta e voltando na tarde seguinte. Enfim, a melhor experiência consiste em um dia inteiro, incluindo uma noite na frente do templo de pedra iluminado pelas velas.

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DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

Se você se hospedar em Naama Bay, terá acesso a pé a diversas alternativas de lazer e gastronomia. Quanto mais afastado dessa área você estiver hospedado, maior será a necessidade de um transporte automotivo. Como a cidade é bastante espalhada, o ideal é alugar um carro ou pedir ao seu hotel que entre em contato com táxis confiáveis.

*Normalmente os resorts contam com uma frota de táxis conveniados, com margem de golpe menor ao turista. Mesmo assim, sempre tente pechinchar o valor da corrida e prefira pagar o valor ao final na recepção do hotel. Se sentir confiança no motorista, combine o horário para ele levar você de volta ao local de partida.

Outra forma super indicada para desbravar a cidade é alugando uma bicicleta. Para tanto, recomendamos o acesso ao site da Egypt Travel ou junto a seu hotel (em pesquisa realizada, vimos que o Hotel Promenade disponibiliza bicicletas elétricas com preços variados a depender do tempo que você pretende alugá-las).

CULINÁRIA LOCAL

Comida árabe em geral. Destaque para o falafel (bolinho frito feito de grão de bico), shawarma/kebab (“sanduíches” de pão sírio com recheio de kafta ou outros tipos de carne, e com molho), marshi (charuto de folha de uva ou de berinjela ou de repolho, recheado de carne moída e temperos), patês (homus, tahine, babaganush), tabule (a salada com muitos grãos e pepino) e carne de cordeiro.

Outros pratos que os egípcios adoram são o koshary (mistura de macarrão, lentilha, cebola, grão de bico, alho e molho de tomate), o fattah (esse pão árabe torrado com arroz, molho de tomate/molho branco e carne cozida é mais servido em grandes festejos ou buffets) e o fetir meshaltet (torta de massa folhada que pode ser doce – recehada de mel ou chocolate – ou salgada com recheio de carne ou queijo).

Os doces são bem suaves e trabalhados normalmente com mel e iogurte. Eles adoram frutas e comem feijão no café da manhã (até como recheio de sanduíche).

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RESTAURANTES

A maior quantidade e variedade de restaurantes fica na região de Naama Bay. Há também boas opções no Old Market, com várias lanchonetes/sorveterias/restaurantes com vista para a Mesquita Al Quein e ao lado do comércio. A conta das refeições costuma ser bem barata (muito mais econômico que comer no Brasil, por exemplo), e nem todos os restaurantes cobram gorjeta ao final.

A seguir, algumas opções bem avaliadas para comer em Sharm El Sheikh:

Para quem quer ir em fast food, seja para economizar seja para não se arriscar em comida árabe ou internacional, também há unidade do T.G.I Friday’s, McDonald’s e do KFC, todos na região de Naama Bay.

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COMPRAS

Há vários centros comerciais/outlets espalhados por Sharm El Sheikh, mas a maior concentração de lojas fica em Naama Bay (onde ficam as maiores galerias e shoppings da cidade: Genena City, Soho Square – que são os dois principais -, Naama Center, Royal Mall Market, Plaza Mall e outros) e no Old Market (localizado aqui).

Produtos mais vendidos: peças de roupa, tapeçaria, incensos, narguilês, além de souvenirs (chaveiro, broche, copinho, imã de geladeira).

Pechinche antes de pagar. Normalmente o valor cobrado de primeira pelos vendedores é mais do que 50% superior ao que eles aceitam receber ao final.

VIDA NOTURNA

São três as opções principais que podem ser perfeitamente combinadas numa mesma noite: bares e atrações organizadas em vários hotéis + lanchonetes e comércio no Old Market (bom para ver o sol de por e a mesquita Al Quein mudando sua iluminação) + cassinos/night clubs/restaurantes de Naama Bay (a área mais festiva da cidade, disparada).

Entre os locais mais procurados para quem curte a noite animada, listamos:

  • Pacha (encontre a localização aqui);
  • Space (encontre a localização aqui);
  • Little Buddha (encontre a localização aqui);
  • Camel Bar (encontre a localização aqui);
  • The Tavern Bar (encontre a localização aqui);
  • Hard Rock Café (encontre a localização aqui);
  • Casino Royale (encontre a localização aqui);
  • Naama Bay Casino (encontre a localização aqui);
  • Royal Holiday Beach Resort & Casino (encontre a localização aqui);
  • Sinai Grand Casino (encontre a localização aqui).

Como Sharm El Sheikh é um local bem mais permissivo que a quase totalidade do território egípcio, as baladas e os cassinos ficam abertos até madrugada adentro e não há proibição para consumo de bebidas alcoólicas dentro dos estabelecimentos.

Para quem quer um passatempo noturno mais tranquilo, a sugestão é aproveitar os bares entre as piscinas dos hotéis; os restaurantes citados acima; e as ruas movimentadas de Naama Bay.

NOSSA EXPERIÊNCIA

Estivemos no Egito no início de fevereiro de 2018. Ficamos 2 dias completos no Cairo e 2 dias em Sharm El Sheikh (um deles reservamos para fazer o bate-volta a Petra/Jordânia).

Foram 4 dias sem chuva, mas o tempo estava bastante cinzento (muita névoa) no Cairo, onde fazia muito frio pela manhã (em torno dos 10ºC) e um clima ameno durante o dia. Já em Sharm El Sheikh, os dias foram mais ensolarados, sem nuvens.

Em Sharm El Sheikh ficamos no resort Renaissance Golden View, que é espetacular, provavelmente o melhor em que já dormimos. Repleto de piscinas, atrações para mergulho e excursões; equipe super preparada e educada; estrutura impecável, quarto grande e seguro; café da manhã pago, mas delicioso e o mais diversificado que já comemos. Super recomendado. Também fomos até o hotel e voltamos ao aeroporto de transfer (van com wi-fi; o custo total de ida e volta foi de 35 dólares).

 

O hotel era de padrão internacional e autossuficiente. Boa parte dos turistas que vão até lá são russos endinheirados. Provavelmente por isso o tratamento é tão diferente do Cairo. Apenas tivemos contratempos (taxistas querendo cobrar caro por corridas baratas; assédio contra mulheres ocidentais) no Old Market, pertinho da mesquita Al Quein.

Lá nos deslocamos apenas de táxis (chamados pela recepção do nosso hotel, assim, de confiança) e em carros privativos de excursões contratadas junto aos hotéis.

Em Sharm El Sheikh, a gente curtiu a “vida boa”: muito banho de piscina e experimentando petiscos e drinks nos bares. Além disso, alugamos snorkel e mergulhamos na praia do hotel e vimos o quanto o Mar Vermelho é espetacular debaixo d’água. Foi, de longe, o mergulho mais impressionante que já fizemos (corais mais lindos e peixes mais coloridos de todos os tempos). No fim de tarde, fomos ao Old Market e vimos um lindo por do sol na mesquita de Al Quein, passeando pelas lojinhas e restaurantes por perto. A cidade em si tem construções bem artificiais e é feita para turistas, com poucos traços culturais típicos egípcios, mas oferece muitos passeios incríveis por perto (além do imperdível mergulho pelas praias e ilhas no Mar Vermelho, há quadriciclos no deserto montanhoso e outras práticas esportivas).

Cabe acrescentar que Sharm El Sheikh é um estratégico ponto de partida para conhecer a lindíssima e misteriosa Petra (fizemos um inesquecível bate-volta para essa que é uma das 7 Maravilhas do mundo moderno com a empresa All Tours Egypt; cansativo, quase todo o percurso ouvindo o guia apenas falando russo, mas impressionante) além de cidades fronteiriças da Jordânia, de Israel e da Arábia Saudita.

DICAS

⇒  Fique em hotéis bem avaliados em segurança e localização; assim como contrate todos os passeios para os pontos de interesse/atrações turísticas com antecedência (todas as empresas citadas nesse post são bem recomendadas). Você pode gastar mais, porém, a paz compensa qualquer custo.

⇒ Prefira viajar para lá em abril, maio, outubro ou novembro (esses dois últimos são mais chuvosos no norte do país, na região do Mediterrâneo; na região do Cairo, a chuva é rara, mas acontece mais em janeiro). A temperatura suportável reduz a chance da neblina/névoa típica do inverno.

⇒ Leve filtro solar e chapéu. O sol não perdoa no Egito. Além disso, leve calçado fechado para entrar no mar (que é pedregoso).

⇒ Não deixe de levar ou de alugar, no mínimo, um snorkel. O Mar Vermelho é famoso por ser um dos melhores lugares para praticar mergulho no mundo. Por experiência própria, é realmente um lugar fantástico.

⇒ Muita gente humilde vive com a renda do turismo no Egito. Por isso, tenha sempre dinheiro trocado (libras egípcias e dólares) para dar de gorjeta a seu guia, motorista e qualquer pessoa insistente por onde você passar. O resto do dinheiro e o cartão de crédito deixe guardado em um porta dólar por dentro da sua roupa (não nos bolsos).

⇒ Evite aglomerações e o uso de transportes públicos. O Egito, infelizmente, vem enfrentando décadas recentes de instabilidade política e conflitos religiosos que motivaram atentados terroristas em igrejas, praças e ruas mais movimentadas.

⇒ Contrate transfer com seu hotel ou com agências turísticas. Táxis nem sempre são confortáveis e a maioria não são confiáveis (risco alto de golpe).

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CURIOSIDADES

→ O Egito é considerado um país transcontinental, já que pertence a África, mas faz fronteira com o Oriente Médio (já Ásia) na península do Sinai. Sharm El Sheikh fica no extremo sul da mencionada península, muito próxima ao Golfo de Aqaba, que separa o Egito de Israel, Jordânia e Arábia Saudita.

→ É um dos Estados remanescentes com ocupação contínua mais antiga do mundo, datada de 10 milênios a.C.. Uma das primeiras seis civilizações a surgir de forma independente no planeta.

→ Em 2015, a população de Sharm El Sheikh era de 73.000 habitantes, sendo uma das cidades menos povoadas do país, diante da sua extensão territorial.

→ Embora já tenha sediado várias conferências pacíficas internacionais (fato que lhe trouxe o apelido de Cidade da Paz), Sharm El Sheikh já sofreu atentados terroristas recentes – em 2005, com carros-bomba; em 2015, explosão de avião que seguia rumo a São Petersburgo. Depois dessas tragédias, a cidade ficou muito mais protegida/vigiada, mas aconselhamos que se evitem lugares de grande aglomeração.

→ O turismo responde por cerca de 12% da força de trabalho do país.

→ Dá para dizer que Sharm El Sheikh está para os russos como Cancun está para os norte-americanos. São tantos russos na cidade às margens do Mar Vermelho que as placas são escritas em árabe e no alfabeto cirílico; assim como os guias locais falam russo com fluência e entendem pouco o inglês (nos resorts não existe esse problema).

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SEGURO VIAGEM

 

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