MACHU PICCHU, CUSCO E LIMA

Dessa vez vamos fazer diferente. O post será 3 em 1, abordando os três locais mais visitados por estrangeiros que desejam viajar ao Peru, com ênfase em Machu Picchu, uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo, famosa por sua energia diferente e pela complexidade das construções dos incas, entre montanhas que misturam o relevo andino com a vegetação amazônica.

Confira nos tópicos seguintes informações mais diretas e sucintas para montar seu roteiro passando por esses pontos.

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PLAZA MAIOR – CUSCO, PERU

COMO CHEGAR

Para Lima, há voos regulares diretos (mais de um por dia) saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro, a preços abaixo de R$ 1000,00 cada trecho. Duração média do voo: 5h30. Também existem voos diretos (em menor quantidade) saindo de Porto Alegre, e a preços um pouco mais elevados. Duração média destes voos: 5h05. A quase totalidade dos percursos citados é operada pela LATAM ou pela AVIANCA.

Vale a pena fazer a simulação no Skyscanner, Google Flights ou aguardar alguma promoção nos sites Passagens Imperdíveis, Submarino Viagens ou Hotel Urbano.

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CATEDRAL NA PRAÇA MAIOR – LIMA, PERU

Para Cusco, não há voos diretos saindo do Brasil. A forma mais comum para chegar lá é voando a partir de Lima. Há diversos voos diários que fazem esse trajeto, por custo inferior a R$ 150,00. Esse valor é cobrado pelas companhias aéreas Viva Air e Sky Airline. Outras companhias aéreas que fazem esse voo Peruvian, Star Perú, Avianca. Duração média dessa rota: 1h30.

*Uma opção interessante de voo é incluir Cusco como destino final de seu voo saindo do Brasil. A passagem ficará mais cara (já que para pousar em Lima vindo do Brasil, não há companhias low costs), porém você não terá que modificar o tamanho de sua bagagem (comum na alteração de companhia aérea) e você fica resguardado com a logística da companhia aérea – sendo reacomodado em um voo seguinte se o seu atrasar e você perder a conexão. Trata-se de uma opção recomendada sobretudo para quem não pretende ficar muito tempo em Lima.

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OLLANTAYTAMBO – VALLE SAGRADO, PERU

Outra forma para ir de Lima a Cusco é de ônibus. Ela é uma maneira bem mais longa e cansativa (22h de viagem), sendo até mais cara que algumas passagens aéreas que fazem esse caminho. Aos interessados, as companhias que fazem esse percurso são: Cruz del Sur, Tepsa e Movil Tours – o custo oscila entre 100 e 170 novos soles/PEN (algo em torno entre R$ 120,00 e R$ 200,00).

Para quem curte uma roadtrip, sugerimos o aluguel de carro pela Rentcars. O trajeto mais curto é feito via Carrera Panamericana Sur/Trajeto 1S e Trajeto 30A. Esta rota e suas alternativas estão desenhadas nesse link. Vale a pena baixar os mapas menos de 30 dias antes de viajar pelos aplicativos Maps.me ou pelo Google Maps, que funcionam off-line.

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INTIPUNKU (PORTA DO SOL) – MACHU PICCHU, PERU

Para Machu Picchu, não há voos. A forma mais rápida para ir de Cusco até lá é indo de táxi ou transfer até a estação ferroviária de Poroy (no subúrbio de Cusco, a 13 km do centro, exatamente aqui), e daí seguir de trem até a estação em Aguas Calientes – o povoado base de Machu Picchu. A rota de trem entre Poroy e Aguas Calientes é operada pela Peru Rail. De acordo com o site dessa companhia, essa rota não funciona sempre, estando normalmente em funcionamento entre maio e dezembro

Outra maneira indicada para chegar até a Cidade Perdida dos incas vindo de Cusco é seguindo de van ou ônibus até o agradável vilarejo de Ollantaytambo (80 km ou 1h45 de percurso; a estação fica exatamente aqui), de onde partem os confortáveis trens até Aguas Calientes (o povoado base de Machu Picchu). Esse pacote é oferecido pelas empresas Peru Rail (70 dólares o pacote mais barato que encontramos: ônibus da Estação Wanchaq, em Cusco, até Ollantaytambo + trem de Ollantaytambo até Aguas Calientes/Machu Picchu) e IncaRail (77 dólares o pacote mais barato encontrado: ônibus + trem).

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MORAY – VALLE SAGRADO, PERU

Também é possível fazer uma viagem mais longa e imersa nas belas paisagens naturais pelo caminho. São as trilhas Salkantay e a Trilha Inca viabilizadas por várias renomadas agências em Cusco (Peru Grand Travel e NcTravelCusco, por exemplo), incluindo caminhadas, pedaladas, rafting e acampamentos. Essas agências também vendem os pacotes acima citados (ônibus/van até Ollantaytambo + trem até Machu Picchu), são elas:  Andina Travel, SAS Travel, Lorenzo Expeditions, Llama Path, Machu Picchu Brasil, Fabulous Peru Tours, Inka Wasi, Quinoa Expeditions, Royal Adventure Peru, Willka Travel.

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ORLA DE MIRAFLORES (PARAPENTE AO FUNDO) – LIMA, PERU

Uma vez que você chega em Aguas Calientes, o trajeto para chegar em Machu Picchu pode ser feito a pé (1h30 de subida) ou de ônibus (12 dólares em um percurso de 20 a 30 minutos).

OBS 1: Vale a pena chegar em Machu Picchu logo cedo, para pegar os primeiros raios de sol e menos gente nesse incomparável sítio arqueológico.

OBS 2: Compre seu pacote (seja trilha, seja de ônibus + trem) com antecedência. O acesso a Machu Picchu e Huayna Picchu está cada vez mais limitado. Para evitar contratempos, compre seu combo, pelo menos, 3 meses antes da viagem.

QUANDO IR

Entre abril e outubro, por ser a estação mais seca na região entre Cusco e Machu Picchu. Fuja das chuvas que são mais comuns entre novembro e março (embora o tempo na montanha sagrada comece nebuloso quase todos os dias).

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TREM DE OLLANTAYTAMBO PARA MACHU PICCHU – PERU

Os meses mais recomendados são maio, junho e setembro, por terem poucas precipitações e não serem tão frios quanto julho e agosto.

Procure conciliar sua viagem os festivais que rolam em Lima. Confira o cronograma das festas populares e festivais gastronômicos da capital peruana neste link ou aqui.

VISTO

Não é exigido para turistas brasileiros que ficam no Peru por até 90 dias. Basta levar o passaporte válido por mais 6 meses a contar da entrada no país ou a carteira de identidade com foto recente (preferimos sempre o passaporte).

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MACHU PICCHU – PERU

FUSO HORÁRIO

GMT -5. Isso significa que são 2 horas atrasadas em relação ao horário oficial brasileiro. Assim, quando o relógio marca 10h da manhã em Brasília, são 8h da manhã em Lima e em Cusco.

MOEDA

Novo sol. Para saber a cotação aproximada, confira o índice de conversão monetária  oficial do Banco Central.

O Peru não é tão caro quanto o Chile, mas vale ter sempre disponível um cartão de crédito habilitado para uso internacional, hotéis reservados (e, de preferência, pagos) com antecedência, além de uma quantia diária de 80 dólares por pessoa na moeda local para não ter apertos financeiros por lá.

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PARQUE DE LA RESERVA E CIRCUITO MÁGICO DAS ÁGUAS – LIMA

Embora seja um local mais seguro que os grandes centros urbanos brasileiros, procure guardar sua quota diária de dinheiro, documentos e o cartão habilitado em um porta-dólar ou pochete dentro da blusa ou por dentro da calça.

Para sacar sua grana, assim que pousar em Lima ou em Cusco utilize um dos caixas eletrônicos (ATM) ou casas de câmbio do aeroporto. Nos bairros mais turísticos, também há uma boa oferta de estabelecimento e caixas para adquirir seus “novos soles”. Para localizar o mais perto do seu hotel ou dos pontos de interesse, confira esse mapa de Lima e esse mapa de Cusco (os caixas eletrônicos estão identificados com o símbolo ATM escrito de branco em um contorno redondo vermelho, boa parte deles pertencem ao Global Net, Scotiabank e BBVA).

IDIOMA

Espanhol. Os peruanos são solícitos e educados, dispondo-se a falar pausadamente a língua local, bem como a entender quando falamos em português. Não recordamos de nenhum que tenha perdido a paciência por falarmos português.

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PLAZA DE ARMAS – CUSCO, PERU

Se prefere falar inglês, não haverá dificuldades – sobretudo em Cusco e Machu Picchu, que recebem turistas de todas as partes do mundo – para se comunicar com garçons em bons restaurantes, em atrações turísticas e em hotéis.

A comunicação, enfim, não é problema.

QUANTO TEMPO FICAR

2 dias completos em Lima, 3 a 5 dias completos em Cusco (encaixando bate-volta para o Lago Humantay e para a montanha colorida de Vinicunca) e 2 dias em Machu Picchu (para garantir o passeio até a montanha sagrada e Huayna Picchu logo de manhã cedo).

Lima tem uma orla bem bacana, com diversas atividades disponíveis, bairros residenciais bem agradáveis (notadamente Miraflores e San Isidro), uma bela e histórica praça central e um bairro de ótimos bares e restaurantes para curtir a noite. Com mais tempo, dedique para experimentar as delícias da culinária peruana (uma das melhores do mundo) e para conhecer museus/sítios arqueológicos no entorno da capital ou fazer compras no comércio popular de Gamarra.

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VISTA A PARTIR DE MACHU PICCHU – PERU

Cusco é um museu a céu aberto, com lindas praças e igrejas, ruas pitorescas, vida noturna super animada, além de uma variedade de lojas e restaurantes para conquistar qualquer turista, sem esquecer os esportes radicais e trilhas que dá para fazer no caminho do Vale Sagrado.

Machu Picchu não é gigante, mas é melhor “explorada” em um tempo firme, o que não é muito comum, mesmo nos meses secos. Por isso, vale a pena ter duas manhãs livres no seu roteiro para tentar visitar esse local fascinante em suas melhores condições. Se a primeira manhã já foi um sucesso para conhecê-la e Huayna Picchu, dedique a segunda para circular pela acolhedora Aguas Calientes, ou para contratar algum tour pelas trilhas e rios por perto ou para fazer um bate-volta a Ollantaytambo, o melhor destino do Vale Sagrado depois de Machu Picchu.

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CORICANCHA – CUSCO, PERU

COMO SAIR DO AEROPORTO

Para quem vai passar mais de 6 horas em Lima, vale a pena sair do aeroporto Jorge Chávez (a pouco mais de 15 km de Miraflores, o bairro mais procurado entre os turistas que se hospedam na capital peruana). Com exceção da “mão na roda” que é o transfer fornecido pelo hotel, isso pode ser feito pelas seguintes alternativas:

-Ônibus de linha: Aquarius Express, Holding Express S e Consórcio Roma-I vão até Miraflores, saindo entre 5h e 0h, e custando menos de 5 soles;

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MUSEU RAFAEL LARCO HERRERA – LIMA, PERU

-Ônibus expressos: Airport Express Lima. Sai a cada meia hora ou 1h entre 7h e 22h;

-Van compartilhada (shuttle): Ebus Lima Airport (com roteiro de paradas pré-definido) e Urbanito (com a parada no hotel de cada passageiro). O custo oscila a depender do destino, mas não costuma ultrapassar 10 dólares. As saídas dos shuttles da Ebus ocorrem a cada 2h – as passagens podem ser compradas antecipadamente no site – e as do Urbanito só saem se agendadas previamente (operam sob demanda mínima).

-Uber: opção mais cara, rápida e confortável.  Muito melhor que contratar o táxi oficial do aeroporto (cujo custo pode chegar a 50 dólares por 30 minutos de corrida). De Uber, o percurso até Miraflores fica perto de 40 sólis/PEN e é bem elogiado por quem já utilizou por lá.

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SACSAYHUAMAN (ARREDORES DE CUSCO) – VALLE SAGRADO, PERU

Em Cusco, saia do aeroporto Alejandro Velasco Astete de táxi. Se for o táxi oficial de cooperativas de dentro do aeroporto, acerte/negocie sua corrida previamente pelo custo de 15 soles. É um preço justo. Se contratar táxi fora do aeroporto, negocie por 10 soles.

Outra opção recomendada é sair do aeroporto pelos mini-ônibus privativos/vans das empresas Cusco Airport Shuttle e Cusco Shuttle. O custo é de, aproximadamente, 20 dólares por pessoa. Prefira o táxi de fora do aeroporto, combinando sempre o valor antes de entrar no veículo.

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MACHU PICCHU – PERU

O Uber funciona em Cusco, e o preço da corrida entre o aeroporto e a Plaza de Armas é aproximadamente de 20 sóles/PEN. Todavia, vimos que muita gente reclama do serviço desse aplicativo na cidade, diferentemente dos elogios que o Uber recebe em Lima. Portanto, arrisque se quiser e se tiver tempo sobrando.

Em Machu Picchu, não há aeroporto. Ao chegar de trem na estação ferroviária, você já estará no centrinho de Aguas Calientes. Basta localizar seu hotel caminhando, com a ajuda do Google Maps, Maps.me ou perguntando mesmo. Se quiser maior comodidade, peça para algum representante do seu hotel buscá-lo no seu local de chegada. Dificilmente ele cobrará um valor extra por isso.

HOSPEDAGEM

Em Lima, recomendamos o bairro de Miraflores ou de San Isidro, pela variedade de opções gastronômicas, segurança e boa localização (perto da orla e relativamente perto do centro histórico). A seguir, algumas opções bem avaliadas:

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PRAÇA MAIOR – CENTRO HISTÓRICO DE LIMA, PERU

Em Cusco, sugerimos as ruas mais próximas possíveis da linda Plaza de Armas. Confira abaixo algumas boas alternativas:

Em Machu Picchu (Aguas Calientes), preferimos indicar os hotéis mais próximos da estação de trem, mas não tem lugar ruim pra ficar de tão pequeno que é o povoado. A seguir, algumas sugestões:

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SALINERAS DE MARAS – VALLE SAGRADO, PERU

Para mais alternativas, consulte os sites do Booking, Trivago ou Tripadvisor. Caso prefira alugar um quarto, um apartamento ou uma casa mantendo contato diretamente com o proprietário, acesse o Airbnb.

O QUE CONHECER

Em Lima, por ordem decrescente do que consideramos prioritário:

  • Praça Maior – é onde ficam os prédios históricos e cívicos mais importantes e de fachada mais bonita da capital. Destaque para a Catedral, o Palácio de Governo (cor cinza), o Palácio Municipal (de cor amarela), o Palácio Arquiepiscopal. Outros belos edifícios por lá são a sede da Revista Caretas, Casa do Ouvidor. Lá perto fica o lindo Convento de São Francisco (dentro desse templo barroco você encontra uma histórica biblioteca e catacumbas subterrâneas) e o histórico Palácio Torre Tagle. Aproveite para fazer compras de souvenirs no comércio popular da Passagem Olaya e a Passagem Santa Rosa. Essa atração localiza-se aqui.
  • Orla de Miraflores – ao longo do recortado litoral, com belas falésias, destaque para o Shopping Larcomar (encravado no paredão rochoso) e para o Parque do Amor, além da área para contratar um imperdível voo de parapente/paraglider. Essa atração fica exatamente aqui.
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CÍRCULOS DE MORAY – VALLE SAGRADO, PERU

  • Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera – um dos melhores museus da arte pré-colombiana que já vimos. A casa onde está instalado é de estilo colonial super bem preservada, bem florida, com uma ótima lojinha e um charmoso café. A exposição é bem organizada e os funcionários são educados. Vale a pena. Essa atração fica aqui.
  • Parque de La Reserva – é lá que se localiza O Circuito Mágico da Água, com várias fontes e chafarizes com água dançante, iluminada e interativa (podendo brincar dentro das fontes). Lá são projetadas imagens/hologramas sobre a história e cultura peruanas no véu da água. Lugar bem agradável, ótimo para ir em casal ou para levar crianças. Fica pertinho do Estádio Nacional e entre duas das avenidas mais movimentadas da cidade, exatamente aqui.

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  • Barranco – bairro boêmio, com casas coloridas, recomendado para ver o por do sol e passar a noite, já que concentra uma boa variedade de bares e restaurantes. Por lá, também fica a romântica Ponte dos Suspiros, acerca da qual existe uma lenda de que os casais que a atravessam sem respirar viverão felizes juntos. Fica aqui.
  • Huaca Pucllana – sítio arqueológico do centro administrativo e religioso dos incas datado do século V, com vestígios e reconstituição da vida e cotidiano desse povo. Destaque para a  grande pirâmide feita de barro e adobe, além do corredores e câmaras com bonecos de cerâmica, bem como espaços para interagir com lhamas e alpacas. Embora nem se compare à beleza e grandiosidade dos sítios arqueológicos de Cusco e muito menos de Machu Picchu, é um bom e rápido programa para ocupar o tempo em Lima. O mais incrível é que fica em Miraflores, exatamente aqui.

Com mais tempo na capital peruana, indicamos a visita ao sítio arqueológico de Pachacamac (a 30 km de Lima, patrimônio tombado pela UNESCO; abre de terça a sábado) e um dia de passeio ao incrível oásis de Huacachina, no deserto de Ica (a cerca de 300 km da capital peruana; os hotéis e agências de turismo vendem esse tour). Se quiser ficar em Lima mesmo, outros boas atrações são o Museu do Ouro e das Armas, o Museu de Arte de Lima e o Parque das Leyendas (onde fica o zoológico e jardim botânico).

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Em Cusco, o mais bacana é sair da linda praça central (Plaza de Armas) e ir caminhando sem rumo definido pelas estreitas ruas e importantes praças e museus, contemplando a beleza arquitetônica da cidade, acostumando-se aos efeitos da altitude e se apaixonando pelas tradições culturais locais bem como pelo simpaticíssimo e animado povo. Além disso, é fundamental curtir a famosa noite cusquenha, repleta de bares e baladas cheias de turistas de todos os cantos do mundo. De qualquer forma, seguem as atrações turísticas principais seguindo a ordem decrescente do que achamos mais imprescindível:

  • Plaza de Armas – lindo espaço bem no centro da cidade, ao redor do qual você encontra lindíssimas igrejas (destaque para a Catedral da Assunção da Virgem, construída sobre o templo inca Kiswarkancha para catequizar o povo que ali vivia), prédios da colonização espanhola e belos jardins. Essa atração fica aqui.
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CORICANCHA – LIMA, PERU

  • Coricancha – era o local onde os incas estudavam astronomia e matemática, daí seu nome em quechua significar “Templo do Sol”. Foi a mais importante construção inca em Cusco, tendo servido de base para os espanhóis construírem um convento dominicano com um belo claustro. Vale a pena fazer a visita guiada para ter uma noção das ideias avançadas dos incas em engenharia e construção por meio de pedras perfeitamente encaixadas, resistentes aos terremotos. Visite esse local de dia e não deixe de passear pela Calle del Sol olhando para sua área externa à noite, com uma bela iluminação. É possível comprar na sua bilheteria um combo com direito à visita guiada por Coricancha e mais alguns sítios arqueológicos do Valle Sagrado (Sacsayhuaman, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay, em um passeio de uma tarde inteira pelos arredores de Cusco; esse combo/boleto turístico também pode ser comprado na Cosituc). Essa atração fica aqui.
  • Mercado Central de San Pedro – frutas frescas exóticas, além de souvenirs baratos para levar de lembrança. Fica aqui.
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ESTÁTUA DE PACHACUTEQ – CUSCO, PERU

  • Igreja de San Blás – o templo católico mais antigo de Cusco. Fica aqui.
  • Pedra dos Doze Ângulos – objeto irregular encaixado em um muro que demonstra a precisão e o avanço de técnicas de engenharia dos incas. Fica aqui.
  • Museu Inca – local ideal para entender a importância dos incas na região e na América Latina, com todos os tipos de objetos e vestígios possíveis. Fica aqui.
  • Arco de Santa Ana – um dos melhores mirantes do centro de Cusco. Encontre ele aqui.
  • Monumento a Pachacuteq – um dos mais proeminentes líderes incas homenageado em uma grande estátua no encontro de ruas movimentadas de Cusco. À noite, a estátua recebe uma iluminação especial. Fica precisamente aqui.

Com mais tempo, dedique a explorar a região do Valle Sagrado, sobretudo Ollantaytambo e Moray. Contrate um agência para tanto na Plaza de Armas ou compre o boleto turístico.

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MIRANTE DA FORTALEZA EM OLLANTAYTAMBO – VALLE SAGRADO, PERU

Outra opção que vem agradando cada vez mais os turistas é o tour para a Montanha das Sete Cores/Vinicunca. Localizada a 3h30 de carro ou 140 km de Cusco (pelas estradas 3S e CU-124), essa montanha é cada vez mais fotografada pela beleza única de sua coloração em faixas (predominantemente vinho ou grená). Vinicunca está incluída na lista dos “100 lugares que se deve visitar antes de morrer” da National Geopraphic. Algumas agências que viabilizam esse passeio: Confort Peru Travel, Perú Grand Travel, Pisa Trekking  muitas outras ao redor da Plaza de Armas de Cusco. Vá avisado: para ter acesso a essa  montanha é necessário percorrer uma trilha de 6 km a mais de 5.000 metros de altitude, enfrentando vento frio e ar rarefeito. O caminho é bonito, com destaque para a montanha Ausangate e seu cume nevado.

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PUKA PUKARA – VALLE SAGRADO, PERU

Em Machu Picchu, fazer a visita guiada é fundamental. Decisivo para você ter uma experiência completa e gostar ainda mais desse patrimônio da humanidade. Dentro do complexo, não deixe de conhecer:

  • Zona Agrícola (em terraços escalonados; é dela que você tem a famosa vista de cartão postal, com a cidade sagrada e a montanha ao fundo);
  • Praça dos Templos (destaque para o Templo Principal, mesmo tendo sofrido avarias decorrentes dos terremotos, e para o Templo do Condor);
  • Intipunku/Porta do Sol (é o primeiro mirante a partir do qual os andarilhos da Trilha Inca tem acesso à famosa vista de Machu Picchu; lugar imperdível, perfeitamente acessível por uma trilha tranquila saindo da Zona Agrícola);
  • Templo do Sol e Tumbas Reais (ficam na zona urbana e são acessadas por um imponente portal);
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CATEDRAL NA PRAÇA MAIOR – LIMA, PERU

  • Templo das 3 Janelas (representam os três planos das crenças incas: o céu/espírito; a terra/mundo exterior e o subterrâneo/interior);
  • Rocha Sagrada;
  • Intihuatana (relógio solar que auxiliava na contagem do tempo e no cultivo dos produtos agrícolas)
  • Área Nobre (onde vivia os membros mais influentes da civilização, com destaque para a Casa Real);
  • Huayna Picchu (famosa montanha por trás das construções; é acessível por uma trilha espetacular criada pelos incas, ao final da qual se tem lindas vistas do cenário tombado como patrimônio da humanidade e uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo.
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MACHU PICCHU VISTO DE INTIPUNKU – PERU

OBS: É possível ir só a Machu Picchu (cerca de 130 soles) ou comprar o combo para conhecer Huayna Picchu também (em torno de 150 soles). Se gostar de caminhadas e não tiver limitações físicas, nem hesite: escolha o pacote completo.

OBS2: Com tempo sobrando em Aguas Calientes, além de comprar o ticket de ônibus para subir Machu Picchu com mais conforto, tire fotos com a placa e estátua na Praça Manco Capac, relaxe nos Banhos Termais, faça compras na Feira de Artesanatos e faça a trilha de 1h seguindo o trilho do trem até chegar nos Jardins e Cascata de Mandor.

COMO VISITAR MACHU PICCHU
  • Reserve seu ingresso (para 4h de visitação no turno da manhã OU para 4h de visitação no turno da tarde) com antecedência pelo site do Ministério da Cultura do Peru, ou por este site, ou pessoalmente em algum escritório autorizado em Cusco (Casa Garcilaso –Rua Garcilaso s/n-Cusco – Peru; a 2 quarteirões da praça principal de Cusco. Central Telefônica (5184) 582030) ou Aguas Calientes (na entrada da cidade, perto da praça principal Manco Capaq). Enfatizamos que você deve comprar previamente seu ingresso pela Internet. Deixar para comprar em cima da hora é quase impossível, já que o número de visitantes vem se tornando cada vez mais limitado/controlado. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito e há descontos para quem tem carteirinha internacional. Imprima e leve seu voucher. Se for incluir a trilha para Huayna Picchu no pacote (recomendamos), reserve com 3 meses de antecipação.
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MACHU PICCHU – PERU

  • Compre seu ingresso de trem pela Peru Rail ou Inca Rail, saindo de Ollantaytambo ou Poroy (de Poroy só sai nos meses secos – entre maio e outubro) para Aguas Calientes.
  • Em Aguas Calientes compre seu bilhete de ônibus (se não for subir a montanha caminhando de madrugada) perto da praça principal Manco Capaq. Escolha o primeiro ônibus da manhã seguinte para chegar em Machu Picchu com menos gente.
  • Acorde cedo na manhã seguinte, fique na fila do ônibus. Após 30 minutos de subida em ziguezague com o ônibus, chegando na entrada de Machu Picchu, troque seu voucher na bilheteria e contrate um guia que fica por lá (isso se sua excursão já não tiver um guia incluído). O guia mostrará para você as construções principais do sítio arqueológico, e, depois das explicações detalhadas, deixará você com tempo livre para caminhar e tirar suas fotos, sendo as mais famosas as tiradas da Zona Agrícola.

*Para dúvidas e informações mais atualizadas, acesse esse link ou aqui.

DESLOCAMENTO DENTRO DAS CIDADES

Em Lima, se você ficar hospedado em Miraflores, é possível conhecer esse bairro, sua bonita orla e o sítio arqueológico de Huaca Pucllana caminhando ou de bicicleta. Para acessar o centro histórico e demais atrações acima listadas, sugerimos o Uber ou o ônibus turístico da empresa City Sightseeing (confira as paradas, horário de funcionamento, preços e tipos de passeio – tradicional ou noturno – no link destacado).

Para caminhadas guiadas, sugerimos os free walking tours do Indigenous/Inkan Milky Way e do Lima by Walking (pontos de encontro e locais de saída nos links destacados). Para mais opções de guias e roteiros conduzidos por um especialista, clique aqui.

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PEDALANDO EM OLLANTAYTAMBO – VALLE SAGRADO, PERU

Se quiser conhecer a cidade pedalando, confira as locadoras de bicicletas clicando nas opções deste mapa ou contrate um tour com a Dos Manos ou com a Bike Tours of Lima.

Em Cusco, as atrações principais podem ser tranquilamente conhecidas a pé. Pedalar também é uma alternativa divertida para conhecer a linda cidade. Para caminhadas guiadas na cidade, recomendamos os free walking tours da Yana, Inkan Milky Way ou deste link.

Os sítios arqueológicos dos arredores de Cusco são incluídos em bons tours operados por várias agências perto da Plaza de Armas. Táxi só é necessário para sair e voltar do/para o aeroporto. Não há metrô e não tem necessidade de usar os ônibus.

Em Machu Picchu/Aguas Calientes, basta caminhar. Chegando de trem, é possível conhecer todo o pequeno povoado a pé. Não lembramos sequer de ver carro transitando pelas ruas. Aconselhamos subir a montanha para chegar no sítio arqueológico no ônibus que sai do centro do povoado. A caminhada só é recomendada para quem gosta muito de aventura em subidas de madrugada e quer economizar um pouco.

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AGUAS CALIENTES – MACHU PICCHU PUEBLO, PERU

***OBS: Ônibus são dispensáveis em todas as três cidades descritas nesse post. Todavia, caso queira encarar a experiência, confira as paradas e linhas dos coletivos e as estações de metrô (este somente opera em Lima) clicando nas palavras “aqui” em cada ponto turístico, restaurante e balada mencionados nesse post e localize o ícone do ônibus ou o M (em branco, com o fundo azul) mais próximo.

CULINÁRIA LOCAL

Um dos pontos mais fortes do Peru, respeitado pela premiadíssima culinária, considerada entre as 5 ou 10 melhores do mundo.

Os destaques ficam para os pratos à base de frutos do mar (os mexilhões e, sobretudo, os polvos em Lima são de lamber os dedos), carnes com molhos encorpados (lomo saltado) ou frangos marinados (ají de gallina é a pedida mais indicada, composta de galinha desfiada e apimentada e um um molho que lembra strogonoff, só que mais gostoso) e raízes temperadas (batata e milho são os acompanhamentos mais comuns, sempre regados com pimenta, limão ou especiarias), em uma mistura das tradições agrícolas dos povos antigos com as tradições apimentadas da cozinha colonizadora espanhola. Em Cusco experimente a cazuela (nossa caçarola), a carne de cordeiro ensopada e, se tiver coragem, prove o cuy (porquinho do mato normalmente assado e servido com verduras, legumes e raízes de sabor forte).

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Tudo isso acompanhado de um pisco sour (a caipirinha andina – feita de aguardente de uva, limão, pimenta, clara de ovo, açúcar e canela; mais gostosa no Peru que no Chile) ou de Inca Cola (o Guaraná Jesus dos peruanos, com cor amarelada).

Os ceviches são clássicos, mas tão ou mais saborosos são as causas (com a massinha feita de abacate ou de batata), os anticuchos (espetinhos apimentados, normalmente feitos de coração bovino), a papa huancaína (batata coberta com queijo derretido, pimenta e azeite; ideal para os vegetarianos), e o rocoto relleno (pimenta andina recheada com queijo, carne e batatas; tudo isso preparado no forno).

Na sobremesa, não deixe de provar o suspiro limeño (creme feito com manjar branco e merengue de vinho do porto, salpicado de canela) as lucumitas (chocolate com lúcuma, uma fruta típica peruana) e o bolo 3 leches!

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CORICANCHA – CUSCO, PERU

RESTAURANTES

Reservar apenas 1 ou 2 boas refeições no Peru, principalmente em Lima, é quase um sacrilégio. Visitar o país com uma das melhores cozinhas do mundo cobra do turista um dinheiro separado para algumas experiências gastronômicas inesquecíveis. A seguir, algumas opções bem avaliadas:

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CEVICHE, LOMO SALTADO E AJI DE GALINNA NO RESTAURANTE TANTA – MIRAFLORES, LIMA, PERU

OBS: Com pouco tempo para escolher, dirija-se ao Shopping Larcomar (fica aqui) ou às ruas de Miraflores e escolha o cardápio que combina mais com seu gosto. Os arredores da Ponte dos Suspiros, em Barranco, também tem ótimas opções.

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CEVICHE NO RESTAURANTE PICAS – BARRANCO, LIMA, PERU

OBS 3: Com pouco tempo para escolher, dirija-se à Plaza de Armas e circule pelos edifícios e galerias que a contornam. Lá há farta variedade de bons restaurantes.

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OLLANTAYTAMBO – PERU

OBS 5: Mesmo cobrando uma taxa de serviço/gorjeta de quase 20%, a qualidade da comida e o refinamento dos ambientes não é a especialidade dos restaurantes de Machu Picchu/Aguas Calientes, que recebem principalmente mochileiros e trilheiros. Para quem faz muita questão de comer bem, a dica é escolher um hotel de 3 a 4 estrelas e nele fazer as refeições ou escolher algum na Praça Manco Capac ou já na saída do povoado rumo à Cidade Perdida.

COMPRAS

Em Lima: bairro de Miraflores (incluindo Shopping Larcomar e as lojas de departamento ao redor da Praça Kennedy), passagens ao redor da Praça Maior/Plaza de Armas ou bairro de Gamarra (onde há um comércio popular famoso).

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PALÁCIO DO GOVERNO – PRAÇA MAIOR, LIMA, PERU

Em Cusco: Mercado Central de San Pedro ou ruas de acesso à Plaza de Armas.

Em Machu Picchu/Aguas Calientes: feira de artesanato próxima à estação de trem.

VIDA NOTURNA

Em Lima, o agito noturno é concentrado em Miraflores e em Barranco (durante a semana não é tão animado, sendo mais recomendado tentar a sorte no Shopping Larcomar, na Calle de Las Pizzas ou nos arredores da Ponte dos Suspiros).

Em Cusco, a noitada é super famosa. Caminhe pelos arredores da Plaza de Armas e em San Blas, que não tem erro: você vai achar um lugar divertido e com gente de todas as nacionalidades a fim de curtir uma festa com música contagiante.

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PLAZA DE ARMAS – CUSCO, PERU

Por sua vez, em Machu Picchu/Aguas Calientes não existe essa cultura de balada. Lá o pessoal curte a noite em um restaurante simples (nossas sugestões estão no tópico acima) para acordar cedo no dia seguinte pegando o primeiro ônibus ou fazendo a trilha de subida para a Cidade Perdida.

A seguir, algumas boas alternativas para curtir as noites com as respectivas localizações:

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BARRANCO – LIMA, PERU

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BAR EM BARRANCO – LIMA, PERU

Com pouco tempo em cada uma dessas cidades, sugerimos que contrate o Bar Crawl em Lima ou o Pisco Crawl (também em Lima), e o Bar Crawl em Cusco, All Together Pub Crawl e o Supay Pub Crawl (todos esses últimos em Cusco). Dessa forma, você vai acompanhado de um guia e um grupo de turistas animados para bares/baladas famosos nas citadas cidades, em um roteiro pré-definido, só tendo que se preocupar em aproveitar a noite.

*OBS sobre Lima: com exceção dos bares/pubs/baladas em Miraflores, vá para as demais noitadas de táxi ou Uber em Lima. A cidade é segura, mas não precisa arriscar.

*OBS sobre Cusco: se você estiver hospedado no centro histórico de Cusco, é perfeitamente tranquilo ir e voltar das baladas a pé.

NOSSA EXPERIÊNCIA

Viajamos ao Peru, coincidentemente, em 2012. Quando Aline foi, em junho daquele ano (em uma viagem que incluiu Arequipa, Huacachina/Ica, Nazca, Machu Picchu, La Paz, a Estrada da Morte, o Salar de Uyuni/Bolívia, o Lago Titicaca e o Deserto do Atacama), não nos conhecíamos e sequer imaginávamos em criar esse blog – daí as fotos que ilustram esse post não terem a mesma preocupação de qualidade que temos hoje em dia.

Eu fui ao Peru em dezembro de 2012 e a gente já estava namorando. Conheci Lima, Cusco, o Valle Sagrado e Machu Picchu.

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Fiquei no simples e bem localizado Kusillus Hostel, em Miraflores (Lima); no Hostal El Triunfo (em Cusco; excelente, a 250m da Plaza de Armas); Sol de Oro (em Aguas Calientes/Machu Picchu; básico, a duas ruas paralelas da estação de trem), tendo dormido ainda em ótimos hotéis em Urubamba (Amaru Valle Hotel) e em Ollantaytambo (Hostal Iskay). O custo das hospedagens foi mais barato que em muitos grandes centros no Brasil, e o atendimento em todas foi ótimo.

Em Lima, os deslocamentos foram feitos a pé (sobretudo em Miraflores e na orla) e por um táxi com um motorista super simpático que contratamos por lá para todos os passeios fora de Miraflores. O transporte público é o ponto negativo em Lima (e em Cusco também; ônibus bastante precários, sempre cheios; com poucas estações de metrô, nenhuma delas muito perto dos pontos turísticos).

A visita ao nosso país vizinho foi bem agradável. Lima foi uma boa surpresa, principalmente, Miraflores, Barranco, o ótimo Museu Rafael Larco Herrera e o divertido Parque de La Reserva, com seu Circuito Mágico das Águas. Dá para passar bons dias despretensiosos por ali, comendo e bebendo muito bem (que saudade daquelas refeições e daquele Pisco Sour!), sem ter medo de caminhar por suas ruas nos bairros litorâneos.

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COM AS LHAMAS EM PACHACAMAQ – PERU

Cusco foi a cidade que mais gostamos, pela sua vibe animada, riqueza histórica, monumentos imponentes e beleza natural (com as montanhas ao redor), além de ter um povo super receptivo. No Valle Sagrado, gostei bastante de Ollantaytambo (palco da principal vitória inca sobre os espanhóis, e onde fica uma linda fortaleza construída em um monte com uma vista incrível), e um pouco menos das Salineras de Maras e dos terraços em círculos de Moray – todo o resto dos sítios arqueológicos, sinceramente, não me impressionaram, sendo dispensáveis principalmente para quem passa por Machu Picchu primeiro.

Dentro de Cusco fizemos tudo caminhando. Para conhecer os sítios arqueológicos dos arredores, fomos no tour contratado no boleto turístico que compramos na bilheteria de Coricancha. De Cusco para Ollantaytambo e Urubamba também contratamos uma van compartilhada. De Ollantaytambo para Aguas Calientes/Machu Picchu fomos no ótimo trem da Inca Rail. Segurança (mesmo para voltar a pé de noite) e custos nota 10 em Cusco. Cidade fantástica.

Machu Picchu realmente tem uma energia´única e impressiona pelo nível de conhecimento de engenharia e astronomia de uma civilização que vivia supostamente isolada do avanço europeu. A meu ver, é o mais perto que os sul-americanos têm de algo parecido com a mitologia grega (os incas tinham muitas crenças e superstições nos astros, em forças da natureza e em animais, cada qual evocando espécies de deuses com vontades e caprichos imprevisíveis, que demandavam adoração). Gosto de associar as ruínas de Machu Picchu com as da Acrópole de Atenas, só que o complexo peruano é mais carregado de mistérios.

Deixando de lado essas comparações pessoais, comprei a passagem do ônibus e o voucher de entrada para Machu Picchu e Huayna Picchu assim que deixei minhas coisas no hotel vindo de trem de Ollantaytambo (na época não havia esse controle tão rígido do fluxo de turistas). A passagem e o combo de ingressos foram pagos em um quiosque na praça principal de Aguas Calientes (Manco Capaq). Não dá para fazer isso mais. Tem que comprar seu ingresso com antecedência pela Internet. No primeiro dia caminhei pelo pequeno e rústico vilarejo, que superou minhas expectativas, por sinal. Fiz a trilha para os Jardins e para a Cascata de Mandor (boa distração para passar o tempo antes de subir para a Cidade Perdida). No dia seguinte, acordei cedo e peguei um dos primeiros ônibus para subir a montanha.

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EM MACHU PICCHU – PERU

Aquelas montanhas verdes que cercam construções perfeitas, e pelas quais passam nuvens o tempo inteiro, ocupadas hoje em dia por lhamas, alpacas, turistas e pesquisadores, em um cenário de transição entre a floresta amazônica e o relevo acidentado dos Andes, são fascinantes. A estrutura para receber os mochileiros e curiosos de todos os cantos já era satisfatória e vem melhorando, com o estabelecimento de turnos para grupos limitados de visitantes – sem contar os excelentes (e imprescindíveis) guias locais, e a rapidez razoável com que as filas andam nas bilheterias e com que os ônibus fazem o trajeto entre a Cidade Perdida e Aguas Calientes.

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CORICANCHA – CUSCO, PERU

Com um guia contratado na entrada de Machu Picchu, visitei a Zona Agrícola, Zona Urbana, o mirante de Intipunku, a praça do Templos e todas as atrações principais daquele espetacular sítio arqueológico. Tudo isso com ótimas e detalhadas explicações. Excelente, apesar do tempo não cooperar muito (fui na época chuvosa, e o céu ficou, na quase todas as horas, encoberto). No dia seguinte, voltei lá para fazer a trilha para Huayna Picchu. Imperdível, mesmo com o esforço para subir as pedras e algum medo nos trechos mais estreitos.

Enfim, a impressão final que tive do Peru é que se trata de um país que valoriza sua história e preserva suas tradições, com orgulho de sua identidade, observada em suas roupas e na comida espetacular (está no meu top 5, brigando pela primeira posição com muita autoridade). Excelente proposta de destino para quem quer uma viagem mais autêntica, não muito cara, e riquíssima em memórias que vão muito além das fotos.

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NA CASCATA DE MANDOR – MACHU PICCHU, PERU

NOSSA EXPERIÊNCIA

⇒ Se a intenção é viajar para o Peru com a finalidade principal de conhecer Machu Picchu, programe-se para visitar o país na temporada seca (principalmente junho ou setembro). A Cidade Perdida tem um clima bem inconstante, frequentemente nublado por conta da umidade da floresta e das montanhas. É mais comum ver a paisagem mais bonita durante o mencionado período.

⇒ Com as mudanças nas visitas a Machu Picchu (a principal é o limite de 4h que o visitante tem desde o momento de acesso; e isso só pode ser acontecer dentro de um turno: horário da manhã vai de 6h às 12h, e o da tarde vai das 12h às 17h30), recomendamos a compra do ingresso com antecedência (se quiser fazer o pacote com a trilha para Huayna Picchu, compre 3 meses antes; se for para visitar apenas Machu Picchu, 1 mês antes da viagem é o ideal para comprar a entrada). O ingresso pode ser comprado em um escritório autorizado em Cusco ou Aguas Calientes ou no site do Ministério da Cultura do Peru ou de uma agência autorizada. Todas as informações detalhadas sobre reserva e pagamento, você encontra nesse link.

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CONVENTO DE SÃO FRANCISCO (ONDE FICAM AS CATACUMBAS) – LIMA

⇒ Compre sua passagem de trem também previamente (2 a 3 meses antes da viagem), seja pela Peru Rail, seja pela Inca Rail (saindo de Poroy, perto de Cusco, fora da estação chuvosa OU saindo de Ollantaytambo)

⇒ Leve agasalho, protetor solar, repelente e tênis para caminhadas. Para entrar em Machu Picchu, leve lanche. Só há uma lanchonete ao lado da entrada do sítio arqueológico. Ela é bem completa, mas cobra preços elevados.

⇒ Evite uma programação acelerada para o primeiro dia em Cusco. O mal estar e a dor de cabeça decorrente da altitude (efeito “soroche“) são comuns nesse primeiro contato. Procure caminhar devagar, evite subidas íngremes, não coma nada pesado/gorduroso e consuma chá feitos com folha de coca (servidos em todos os hotéis da cidade). Em Machu Picchu, essa sensação quase não existe, já que fica em um local mais baixo que Cusco.

⇒ Contrate um bom seguro viagem para conhecer o interior do Peru (Cusco e Machu Picchu, inclusive). Esse é um dos lugares que mais indicamos esse tipo de serviço, por conhecermos muitas pessoas que precisaram ser hospitalizadas por lá, principalmente pelo efeito da altitude e da comida exótica dessa região montanhosa).

⇒ Em Lima, hospede-se em Miraflores. É disparado o melhor lugar para ficar na capital.

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AULA DE ARTESANATO QUECHUA – CHINCHERO, VALLE SAGRADO, PERU

⇒ Aplicativos sempre ajudam (fundamental comprar um chip SIM para ter acesso a Internet em qualquer lugar da cidade). Mencionamos durante o post e aqui resumimos alguns que podem facilitar sua viagem:

Para encontrar os pontos turísticos que pretende conhecer com mapas funcionando off-line, baixe o Google Maps e o Maps.me e destaque seus locais preferidos antes de viajar. Para saber sobre o clima Weather Channel; para ajuda no idioma, o conhecido Google Tradutor, o Lexifone (capaz de gerar áudios no idioma escolhido e traduzir áudios) e Wordlens (traduz placas e textos mediante a foto tirada por seu celular, o aplicativo traduz para você o que está escrito).

⇒ Em Lima, use o Uber para grandes deslocamentos e para voltar à noite para o hotel. Se estiver sem Internet, faça como recomendamos para Cusco: chame um táxi e combine o preço antes de entrar no veículo.

⇒ Leve cartão de crédito habilitado para uso internacional e prefira adquirir seus euros nos caixas eletrônicos (ATM)

CURIOSIDADES

→ Lima, além de ser a região mais populosa do Peru (abriga 1/3 da população do país), é a terceira maior cidade da América Latina (só perde para São Paulo e para a Cidade do México).

→ A Universidade Nacional de São Marcos, em Lima, é a mais antiga em funcionamento contínuo das Américas (fundada em maio de 1551).

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PRAÇA MACO CAPAQ – MACHU PICCHU, PERU

→ Embora o tempo seja nublado/enevoado boa parte do ano (a cidade possui poucas horas de incidência solar direta), em Lima quase não chove. Há várias casas sem telhado, inclusive. A precipitação anual média é de 6,4 mm – o valor mais baixo de uma capital e de uma área metropolitana no mundo.

→ O Parque de La Reserva, em Lima, concentra o maior número de fontes do mundo, conhecido como Circuito Mágico da Água.

→ Cusco é uma palavra de origem quéchua que significa “umbigo do mundo”. Localizada a 3400 metros de altitude, era o principal centro administrativo e cultural do Império Inca.

→ Cusco teria sido fundada entre os séculos XI e XII pelo líder inca Manco Capaq. Após o fim do império, foi conquistada e saqueada pelas tropas do colonizador espanhol Francisco Pizarro, em 1532. Os espanhóis, sob influência da Igreja Católica, teriam reconstruído seus prédios administrativos sobre as construções incas para fazer sumir da memória dos conquistados a influência dos antepassados.

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CHEGADA NA ESTAÇÃO DE TREM DE AGUAS CALIENTES – MACHU PICCHU

→ Em 1950 um terremoto destruiu uma construção de padres dominicanos, revelando que ela fora construída em cima do Templo do Sol/Coricancha, edificada pelos incas (e que permaneceu intacta mesmo após o terremoto).

→ Cusco foi condecorada em 1933 como a “Capital Arqueológica da América”,  em 1978 como “Herança Cultural do Mundo”, em 1983 como “Patrimônio Cultural da Humanidade” pela UNESCO, e, a partir da Constituição peruana de 1993, como a “Capital Histórica” do país.

→ Cusco é até hoje o principal destino turístico do Peru, sendo o turismo a principal atividade econômica da cidade.

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CENTRO HISTÓRICO DE LIMA – PERU

→ Machu Picchu significa “Velha Montanha”, tendo sido construída a mando do líder inca Pachacuteq, a 2400 metros de altitude, e é o símbolo mais conhecido e bem elaborado da civilização inca, tendo sido descoberta pelo professor norte-americano Hiram Bingham, liderando uma expedição da Universidade de Yale e pela National Geographic Society, em 1911.

→ Só 30% da cidade que vemos nas fotos e ao vivo em Machu Picchu é original, o resto foi basicamente reconstruído com base no estudos, segundo os quais – pela teoria mais aceita – a cidade foi erguida com o objetivo de supervisionar as economias das regiões conquistadas e como proteção ao soberano em caso de ataque.

SEGURO VIAGEM

 

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

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MACHU PICCHU – PERU

6 comentários sobre “MACHU PICCHU, CUSCO E LIMA

  1. Herculano disse:

    Que trinca de lugares surpreendentes!!!
    Fora do roteiro mais conhecido da Europa e EUA, o blog faz um excelente serviço aos viajantes que queiram optar, por roteiros alternativos mais econômicos, parabéns!!!
    Dicas maravilhosas, com certeza entrou no radar pra próxima viagem. Valeu!!!

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