NOVA DELHI

Capital e principal porta de entrada de um dos países mais fascinantes, ecléticos e controversos do mundo, Nova Delhi é um excelente cartão de visita para quem pretende conhecer a Índia e seus encantos naturais e culturais.

Repleta de monumentos, super populosa, muito barata para turistas, rica em história e cheia de contrastes (miséria absoluta a poucas ruas de distância de arranha céus e centros tecnológicos), a cidade mais importante do 7º maior país do planeta vem passando por um processo de crescimento econômico consistente e estabilidade política que se aprimora, sendo cada vez mais atrativo para turistas reticentes.

Continue a leitura pelos tópicos seguintes para desvendar todas as dicas e informações sobre essa cidade que deixa marcas em quem a visita.

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INDIA GATE – NOVA DELHI

COMO CHEGAR

O aeroporto internacional mais próximo é o Indira Gandhi, que fica na região metropolitana de Delhi.

Não há voos diretos do Brasil até lá. É necessário fazer conexão em alguma cidade hub no meio do caminho: Dubai (voos que duram entre 3h10 e 3h50), Paris (duração aproximada: 8h), Londres (duração aproximada: 8h20), Amsterdã (duração aproximada: 7h55), Frankfurt (duração aproximada: 6h45), Zurique (duração aproximada: 7h35), Istambul (duração aproximada: 5h50), Adis Abeba/Etiópia (duração aproximada: 6h30). Sem contar a infinidade de opções de saída a partir da China e dos países do sudeste asiático (Tailândia, Singapura, Malásia, etc).

Algumas companhias aéreas que operam voos diretos até Delhi são: spiceJet, FlyDubai, IndiGo, Jet Airways, Air India, Hahn Air, Emirates, Air France, Turkish Airlines, Ethiopian Airlines, British Airways, Virgin Atlantic, KLM, Lufthansa, Swiss.

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GURDWARA BANGLA SAHIB – NOVA DELHI, ÍNDIA

QUANDO IR

Entre novembro e maio. Esse é o período mais seco na Índia e você evita ter sua viagem estragada pelas tempestades do período das monções.

Os melhores meses da época de estiagem são novembro, abril e maio, quando a temperatura fica na média de 20ºC em novembro e de 30ºC em abril, e a neblina tende a ser menor que no auge do inverno, o que dá maior visibilidade no nascer e por do sol no Taj Mahal (principal ponto turístico do país).

Caso queira definir a data de sua viagem, combinando com a temporada de festas populares e festivais em Delhi, confira a agenda cultural nesse link ou clicando neste atalho ou mesmo no indicado pelo Ministério da Cultura.

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QUTB MINAR – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO DA FOTO: ISTOCKPHOTO.COM)

VISTO

É obrigatório o visto para a entrada em território indiano. Ele só é carimbado no posto de imigração da Índia, desde que você leve um passaporte com validade de 6 meses (a contar da sua saída) e uma carteira de vacinação internacional que comprove ter tomado vacina contra a febre amarela há mais de 10 dias e menos de 10 anos.

Todavia, para conseguir o carimbo do visto é necessário levar uma autorização que pode ser paga e obtida 1) presencialmente junto à Embaixada da Índia em Brasília (endereço: SES 805, lote 24, Asa Sul, CEP 70452-901, Brasília-DF | Telefone: +55 (61) 3248-4006 / horário de atendimento 14:00 às 17:00) OU 2) de forma eletrônica (e-VISA).

O visto eletrônico só é admitido para quem pretende ficar na Índia por até 60 dias e chega por um dos seguintes aeroportos: Delhi, Mumbai, Chennai, Kolkata, Trivandrum, Bangalore, Hyderabad, Cochin, Goa, Ahmedabad, Amritsar, Gaya, Jaipur, Lucknow, Trichy, Varanasi, Calicut, Mangalore, Pune, Nagpur, Coimbatore, Bagdogra, Guwahati, Chandigarh. O e-VISA pode ser solicitado entre 120 e 4 dias de antecedência da chegada à Índia (prefira solicitá-lo o quanto antes para evitar contratempos), e você tem acesso ao respectivo formulário de pedido neste link. (basta clicar na aba “e-Visa Application”, no canto esquerdo).

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TEMPLO DE AKSHARDHAM – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO DA FOTO: WIKIPEDIA)

Se preferir fazer este tipo de visto (eletrônico), você terá que fazer o upload de uma foto recente e frontal do rosto, com fundo branco (formato JPEG e entre 10KB e 1MB, com altura e largura iguais), além do upload das páginas do passaporte com seu nome, foto e dados pessoais (formato PDF, com tamanho entre 10KB e 300KB). Após preencher todas as informações pessoais do formulário eletrônico (entre elas, se você já viajou para algum país da comunidade SAARC: Maldivas, Butão, Sri Lanka, Afeganistão, Bangladesh, Paquistão, Nepal) e anexar essas fotos (informe o endereço e telefone de sua hospedagem), você terá que pagar a taxa (cerca de 60 dólares, não reembolsáveis), além dos encargos do cartão de crédito/débito (aproximadamente 2,5% do valor pago).

Tomadas essas providências, sua solicitação será aprovada e você receberá o ETA (Autorização Eletrônica de Viagem) por e-mail – acompanhe em que etapa a análise de seu formulário está na aba Visa Status (você terá que informar o número ID, gerado durante o preenchimento do formulário, e o número do seu passaporte). Leve esse comprovante e o entregue às autoridades competentes do aeroporto de chegada.

Leve a autorização ETA impressa + o passaporte com validade de 6 meses (a contar da data da saída) + fotos. Somente apresentando isso em mãos no guichê de imigração do aeroporto de chegada você receberá o carimbo do visto.

Esse é um passo a passo resumido. Para mais informações, consulte o site da Embaixada da Índia ou encaminhe um e-mail para apply@etv-india.online.

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TUMBA DE HUMAYUN – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO DA FOTO: JUSTDELHIING.COM)

FUSO HORÁRIO

 

GMT +5:30. Isso significa que são 8 horas e 30 minutos à frente do horário brasileiro predominante. Assim por exemplo, quando o relógio marca 9h da manhã em Brasília, são 17h30 em Nova Delhi.

MOEDA

Rúpia indiana (INR). Para ter uma estimativa da cotação, confira o link do conversor monetário do Banco Central do Brasil.

Leve seu cartão de crédito habilitado para uso internacional e saque suas rúpias diretamente em algum caixa eletrônico do aeroporto. Essa é a melhor forma, já que você não paga as comissões cobradas das casas de câmbio. No entanto, se preferir, leve dólares ou euros para trocar nas casas de câmbio do aeroporto (estivemos no aeroporto de Delhi e de Kochi, e ambos são modernos e com serviços confiáveis) ou no seu hotel.

Em Nova Delhi, a concentração de casas de câmbio fica em Connaught Place, próximo aos prédios públicos e hotéis mais sofisticados da capital. Em Agra, os bancos e casas de câmbios concentram-se na Fatehabad Road e na Taj Road. Para mais endereços de casas de caixas eletrônicos, clique nesse link (quanto mais você aproximar com o mouse, maiores serão as opções nas redondezas pesquisadas).

Aconselhamos que tenha 50 dólares em rúpias diariamente por pessoa. Isso é muito dinheiro por lá, o que vai permitir a você fazer ótimas refeições e compras, além de entrar nas atrações pagas.

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FORTE VERMELHO – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO: WIKIPEDIA)

IDIOMA

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Indiano, mas o inglês é falado por todos (embora com um sotaque bem forte e diferente do que costumamos ouvir e praticar), em virtude da colonização. Comunicação não é problema nas cidades turísticas da Índia, sobretudo nos hotéis e em restaurantes com boa apresentação, e na região de Connaught Place.

QUANTO TEMPO FICAR

2 a 3 dias completos em Nova Delhi são suficientes para você conhecer as principais atrações da cidade sem pressa.

Acrescente 1 dia inteiro para visitar Agra (a cidade do Taj Mahal).

Quem procura fazer retiro espiritual na Índia (mais aconselhado em Varanasi, Rishikesh, Calcutá, Jaipur), deve adicionar de 2 semanas a 1 mês, pelo menos, a depender da profundidade da experiência que você deseja.

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LODHI GARDENS – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO DA FOTO: CHORTEN.COM.BR)

COMO SAIR DO AEROPORTO

Você pode ir até o centro da cidade ou o bairro de concentração de hotéis por transfer fornecido pelo hotel, por trem+metrô, por Uber/táxi ou rickshaw ou tuk tuk (uma espécie de moto com bancos traseiros cobertos em uma carroceria anexada).

Procure contratar o traslado/transfer com o hotel ou chame o Uber (compre um chip SIM para ter acesso a Internet a qualquer hora na cidade, já que o aplicativo Uber só funciona com o aparelho on-line). Essas são as maneiras mais confortáveis e seguras para levar suas malas e não sofrer algum eventual golpe. Tenha em mente que o custo desses tipos de deslocamento é muito mais barato do que contratado em outras grandes cidades do mundo (preço da corrida entre o aeroporto e o centro custa entre 350 e 400 rúpias de táxi; 250 a 300 rúpias de Uber).

Se você quer chegar mais rápido no centro, evitando o trânsito enorme e constante, vá de trem+metrô. Há uma linha específica que sai do Terminal 3 do aeroporto (estação I.G.I Airport), chamada Airport Express ou Airport Line. Ela leva até a estação Shivaji Stadium (pertinho dos hotéis e monumentos do bairro Connaught Place) e até a estação de trem New Delhi (NDLS, de onde saem trens para Agra). O custo da passagem avulsa do metrô não chega a 1 dólar. Você paga ao funcionário, recebe uma ficha colorida/token, entra no trem+metrô (há vagão exclusivo para mulheres) e deposita o token na catraca de saída. Recomendamos esse tipo de transporte para quem viaja em grupo, para casais desencanados ou para homens que vão sozinhos. Infelizmente, mulheres que viajam sós podem sofrer certo assédio ou desconforto (muitas viajaram assim e não relataram qualquer problema, mas eu evitaria diante de tantas alternativas baratas).

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METRÔ – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO: METRODORIO.BLOGSPOT.COM)

Caso queira se aventurar em uma experiência tipicamente indiana, prefira o rickshaw (leia-se riquixá, com capacidade para 2 a 3 passageiros) ao ônibus lotado para sair do aeroporto. Apesar do “taxímetro” existir, ele é pouco utilizado. Por isso, o preço final é acordado antes de você começar o trajeto. Pechinche bastante (um valor entre 200 e 300 rúpias, o equivalente a 10-15 reais, é de bom tamanho). Trata-se de um transporte indicado para as mesmas pessoas que mencionamos no trem+metrô.

Há cooperativas de táxi no saguão de desembarque que aceitam cartão de crédito/débito e cobram um valor tabelado para o trajeto. Evite pegar um taxista avulso já na saída, evite ir de ônibus (apesar de quase gratuito, é lotado, decadente e desconfortável, além de demorado) e evite alugar carro (segue a mão inglesa, com risco de stress alto em virtude das buzinas incessantes e do trânsito infinito).

HOSPEDAGEM

Fundamental quesito em Delhi. É com um hotel respeitado, bem avaliado e bem localizado que você costuma conseguir transfers e tours confiáveis, câmbio não desvantojoso/fraudulento, refeições menos perigosas e conforto em uma cidade na qual essa palavra é rara.

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QUARTO DO HOTEL HOME@F37 – NOVA DELHI, ÍNDIA

A maior parte desses bons hotéis ficam ao redor da Connaught Place e nos bairros ao sul dessa região revitalizada. A boa notícia é que o custo das diárias é muito mais barato que a média dos hotéis em grandes centros urbanos turísticos pelo mundo. A seguir, algumas boas opções, em ordem decrescente de preço:

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RECEPÇÃO DO HOTEL HOME@F37 – NOVA DELHI, ÍNDIA

Para mais alternativas, acesse o Booking, Trivago, Tripadvisor ou acerte os detalhes diretamente com o proprietário no Airbnb.

O QUE CONHECER

Em ordem de prioridade, na nossa opinião:

  • Templo de Akshardham: o maior templo hindu do mundo. Para muitos considerado muito mais bonito e espetacular que o Taj Mahal. Não abre às segundas-feiras. Pela sua grandiosidade e riqueza de detalhes, exige – no mínimo – um turno ou um dia para a visita (existem exposições permanentes e temporárias, jardins temáticos, lagoas, show aquático). Boa parte das instalações do complexo é de acesso gratuito, mas há anexos com tickets específicos para pagar. Não deixe de vê-lo com a iluminação noturna. Dentro dele, é proibido tirar fotos (fica aqui). Estação de metrô mais próxima: Akshardham (linha azul) ou Mayur Vihar-1 (linha rosa ou linha azul);
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TEMPLO DE AKSHARDHAM – NOVA DELHI, ÍNDIA

  • India Gate: no estilo do Arco do Triunfo, é um dos pontos turísticos mais fotografados da cidade, situado em uma avenida repleta de belos prédios públicos. Foi construído em homenagem aos soldados indianos mortos na I Guerra Mundial (fica pertinho da residência oficial do Presidente da Índia/Rashtrapati Bhavan, que vale a pena ser conhecido; exatamente aqui). Estação de metrô mais perto: Khan Market (linha violeta);
  • Gurdwara Bangla Sahib: templo sikh mais famoso de Nova Delhi. A quinta religião mais praticada no mundo (aquela em que os líderes/mensageiros vestem-se com longas túnicas laranjas, andam descalços e usam uma barba volumosa, iniciada nos séculos XVI e XVII. Lá dentro o turista pode acompanhar o ritual em salões lotados de devotos, sentando-se sobre lindos tapetes detalhados, usando lenços laranjas nas cabeças e pés descalços. Nesse complexo, é oferecida comida a todos os visitantes, independentemente de raça ou religião, Além da bela área interna ornamentada, o destaque desse complexo fica a lagoa “Sarovar”, cuja água é considerada santa e com poderes milagrosos de cura (Muitos tomam banho nela gratuitamente, mesmo em dias muito frios).  Esse ponto turístico fica aqui. Estação de metrô mais perto Janpath (linha violeta) ou Central Secretariat (linha violeta ou linha amarela);
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RAJ GHAT – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO DA FOTO: TRIPADVISOR.PT)

  • Raj Ghat: onde se encontram as cinzas de Gandhi. Fica aqui. Estação de metrô mais próxima: Delhi Gate (linha violeta);
  • Qutab Minar: minarete de tijolo mais alto do mundo. Declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1993 (fica aqui). Estação de metrô mais próxima: Saket (linha amarela);
  • Templo de Lótus: um dos templos mais bonitos do mundo, em formato de flor de lótus. Trata-se de uma Casa de Adoração Bahá’i, assim, fica aberto a todos, independente da religião. Um dos edifícios mais visitados do mundo (fica aqui). Estação de metrô mais perto: Nehru Place (linha violeta) ou Nehru Enclave (linha magenta);

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  • Túmulo de Humayun: o mais antigo mausoléu mogol de Delhi, tendo servido de modelo para o Taj Mahal (fica aqui). Estação de metrô mais próxima: Hazrat Nizzamudin (linha rosa);
  • Templo Laxmi Narayan (ou Birla Mandir): templo hindu colorido inaugurado por Gandhi. Recebe desde a sua criação visitantes de todas as castas. Fica aqui. Estação de metrô mais perto: Shivaji Stadium (linha laranja/linha do aeroporto) ou Ramakrishna Ashram Marg (linha azul);
  • Jama Masjid: principal mesquita de Delhi, construída a mando de Shah Jahan (o mesmo que mandou fazer o Taj Mahal). Fica na parte antiga da cidade – Old Delhi. Foi palco de dois atentados, em 2006 e 2010. Fica aqui. Estação de metrô mais perto: Jama Masjid (linha violeta) ou Chandni Chowk (linha amarela);
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TEMPLO LAXMI NARAYAN – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO:

  • Forte Vermelho: de frente para o monumento anterior, esse complexo palaciano já bastante saqueado e diferente da fachada original foi o símbolo maior da mudança da capital de Agra para Delhi, por ordem de Shah Jahan (fica aqui). Estação de metrô mais próxima: Chandni Chowk (linha amarela) ou Jama Masjid (linha violeta);
  • Chandni Chowk: mercado popular e área super movimentada e frequentada pelos locais. Talvez o melhor retrato da bagunça e da verdadeira capital. Delhi-raiz. Fica aqui. Estação de metrô mais próxima:  Chawri Bazar ou Chandni Chowk (ambas da linha amarela) ou Jama Masjid (linha violeta);
  • Lodhi Gardens: parque urbano repleto de monumentos, em especial tumbas ornamentadas e belas pontes. Por lá, os nativos costumam fazer exercícios físicos (fica aqui). Estação de metrô mais próxima: Jorbagh (linha amarela).
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CHANDNI CHOWK – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO: TRIPADVISOR)

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

A melhor forma para conhecer as atrações de Delhi é contratando um city tour com um motorista de confiança do seu hotel. Isso porque o conforto é maior do que os transportes públicos, a flexibilidade de programação é também maior e o custo relativo é muito baixo (dificilmente você pagará mais de 30 dólares para conhecer a cidade toda com alguém dirigindo só para você e sua companhia).

Como a capital indiana é um local grande com pontos turísticos espalhados a longas distâncias uns dos outros, não vale a pena ir caminhando de um para outro. Por isso, as melhores alternativas para a opção citada no parágrafo anterior é locomover-se com o Uber, rickshaw/riquixá (combine o preço antes de entrar e tenha em mente que o preço da corrida tem que ser muito baixo, dificilmente ultrapassando 10 dólares) ou de metrô.

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GURDWARA BANGLA SAHIB – NOVA DELHI, ÍNDIA

Quanto ao metrô, só indicamos para quem está em grupo com mais de um homem ou para homem que viaja sozinho. A segurança para as mulheres turistas tem aumentado na Índia, inclusive com vagões exclusivos no metrô, mas ainda assim o assédio existe. A curiosidade dos indianos com mulheres ocidentais é bastante chamativa e, muitas vezes, desagradável – infelizmente. De qualquer forma, se quiser viver essa aventura para se aproximar do estilo de vida dos nativos, confira as estações de metrô mais próximas de cada ponto turístico na seção anterior (“O que conhecer”).

Se você chegou na Índia, você certamente terá grana para pagar o Uber ou para contratar um city tour sem necessidade de usar o transporte público, tornando sua experiência na cidade muito mais sossegada.

CULINÁRIA LOCAL

Comida colorida bastante apimentada, temperada com curry e especiarias (cardamomo, açafrão, canela, anis, noz moscada, manteiga indiana/ghee, pimenta branca, cominho e outros), com ênfase em carne de frango, cordeiro e porco – a carne bovina dificilmente é encontrada nos restaurantes de lá, já que a vaca é um animal sagrado na religião hindu – servida com arroz, ensopados e verduras cozidas.

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INDIA GATE – NOVA DELHI

Os indianos também adoram consumir pastéis Samosa (fritos e recheados com carnes ou lentilha, servidos com molhos de hortelã alho, tamarindo) e pães Naan (com farinha,  fermento e água, algumas vezes recheados com batatas e salpicados com alho e hortelã). Eles bebem muitos chás/chai e Lassi que é feita com água de rosas, iogurte e frutas da estação. Entre os pratos mais famosos:

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NOVA DELHI – ÍNDIA (CRÉDITO: F-STOP SOMETHING)

  • Chowmein (macarrão com vegetais);
  • Biryani;
  • Dosa (panqueca fina com recheio de carne e que pode ser acompanhada de molhos e chutneys/patês);
  • Pani Puri (bolinho frito recheado).

*Peça seu prato com o mínimo de pimenta possível ou sem pimenta. Isso porque, mesmo assim, sua comida chegará apimentada, mas suportável.

*Diante dos inegáveis problemas sanitários e higiênicos indianos, compre apenas garrafas de água lacradas e conhecidas. Evite beber em copos com gelo e escolha restaurantes com uma apresentação cuidadosa. Isso reduz bastante (não elimina) o risco de problemas intestinais. Não se esqueça de levar também algum remédio para recuperar sua flora intestinal (comemos comida típica e não tivemos problemas, mas muita gente que viaja lá não tem essa sorte).

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GURDWARA BANGLA SAHIB – NOVA DELHI

RESTAURANTES
  • Indian Accent (fica aqui; estação de metrô mais perto: Jangpura, da linha violeta);
  • Bukhara Restaurant (fica no hotel ITC Maurya, exatamente aqui; estação de metrô mais próxima: Dhaula Kuan, da linha do aeroporto/laranja);
  • Exotic Rooftop Restaurant (fica aqui; estação de metrô mais perto: Ramakrishna Ashram Marg, da linha azul);
  • Veda (fica no Connaught Place, exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Ramakrishna Ashram Marg, da linha azul);
  • Olive (fica ao lado do complexo Qutub Minar, exatamente aqui: estação de metrô mais perto: Qutab Minar ou Saket, ambos da linha amarela);
  • Dom Pukht (fica no hotel ITC Maurya, exatamente aqui; estação de metrô mais próxima: Dhaula Kuan, da linha do aeroporto/laranja);
  • Teddy Boy Gastro Bar (fica no Connaught Place, exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Barakhamba Road, da linha azul);
  • Karim’s (fica na outra margem do Rio Yamuna, longe do centro turístico, exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Preet Vihar, da linha azul);
  • Café Turtle (fica perto do Lodhi Garden, exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Khan Market, da linha violeta);
  • Zing (fica no hotel The Metropolitan, perto do Gurudwara Bangla Sahib, exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Shivaji Stadium, da linha do aeroporto/laranja);
  • Thyme Restaurant (fica no hotel The Umrao, colado ao aeroporto, exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Micromax Moulsari Avenue/linha rápida verde ou Delhi Airport/linha do aeroporto/laranja ou Shankar Vihar/linha magenta);
  • Indyaki (fica na zona oeste da cidade, exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Peera Garhi, da linha verde);
  • Grappa (fica no hotel Shangri-la’s Eros Hotel, exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Janpath/linha violeta ou Patel Chowk/linha amarela).

*OBS: Só vale a pena ir de metrô para esses restaurantes se for para almoçar ou tomar café da manhã. Se for sair à noite, vá de Uber ou contrate o motorista/taxista com o seu hotel

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COMPRAS

Além dos souvenirs tradicionais para trazer de lembrança, não saia da Índia sem levar algum tecido (tapete, xale, pashimina) ou alguma joia. Qualquer artigo que você comprar lá é muito mais barato que no Brasil. A seguir, algumas boas opções de centros comerciais:

  • Main Bazaar (mercado popular frequentado por muita gente local; localiza-se aqui; estação de metrô mais perto: Ramakrishna Ashram Marg/linha azul);
  • Chandni Chowk (principal local de compras em Paharganj, na Delhi-raiz, embora cada vez mais turística; localiza-se aqui; estação de metrô mais perto: Chawri Bazar/linha amarela);
  • DLF Emporio Mall (shopping com as grifes internacionais mais conhecidas; localiza-se aqui; estação de metrô mais perto: Vasant Vihar/linha magenta);
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DLF EMPORIO MALL – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO: MALLSMARKET.COM)

  • Connaught Place Market (centro comercial e financeiro da parte projetada da cidade; fica aqui; estação de metrô mais perto: Shivaji Stadium/linha do aeroporto/laranja ou Barakhamba Road/linha azul).
  • Khan Market (galeria a céu aberto; localiza-se aqui; estação de metrô mais perto: Khan Market/linha violeta);
  • Santushti Shopping Arcade (no mesmo estilo do anterior; localiza-se aqui; estação de metrô mais perto: Lok Kalyan Marg/linha amarela).
VIDA NOTURNA

A Índia é famosa por sua espiritualidade, o que não combina em nada com baladas. Para quem quer uma noite animada na Ásia, a sugestão é acrescentar a Tailândia no roteiro de viagem. Mas existe diversão sim em Nova Delhi, seja nos restaurantes acima citados, seja nas boates – principalmente instaladas em alguns dos hotéis mais tradicionais da cidade, conforme alternativas a seguir listadas:

  • Kitty Su (fica no The Lalit Hotel; exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Barakhamba Road);
  • Privee (fica no Shangri-La’s Eros Hotel; exatamente aqui; estação de metrô: Janpath/linha violeta ou Patel Chowk/linha amarela);
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PELAS RUAS DA OLD DELHI – ÍNDIA (CRÉDITO: 123RF.COM)

  • Playboy Club (fica aqui; estação de metrô mais perto: Lok Kalyan Marg/linha amarela);
  • Nero Bar (fica no hotel Le Meridien; exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Janpath/linha violeta ou Patel Chowk/linha amarela ou Central Secretariat/linha amarela e violeta);
  • Zeppelin – The Bar (fica no Radisson Blu Hotel; exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Dwarka Sector-13/linha azul);
  • Blue Frog (fica pertinho do Qutub Minar; exatamente aqui; estação de metrô mais perto: Saket/linha amarela).
NOSSA EXPERIÊNCIA

Fomos a Nova Délhi no final de janeiro de 2018. A capital indiana apenas serviu de ponto de entrada e parada rápida para o day tour ao Taj Mahal. Ficamos apenas 1 dia na cidade. Voamos até lá saindo da Cidade do Cabo (após duas longas conexões com trocas de aviões – no Quênia e em Omã) e saímos de lá para Maldivas (com conexão no aeroporto de Kochi).

O aeroporto de Delhi é grande e moderno, o único problema foi a imigração. Demoramos quase 1h em uma longa fila (mesmo tendo adiantado todas as providências para o visto no Brasil) até sair dessa seção. Ao deixarmos o saguão de desembarque, o motorista do transfer que contratamos com o nosso hotel não estava nos esperando. Não podíamos voltar para dentro do aeroporto. Tivemos que pedir emprestado um telefone local para um dos motoristas que estavam do lado de fora. Ligamos algumas vezes e não tivemos sucesso. Depois de esperarmos mais 1h não prevista, fomos em um quiosque na parte externa do aeroporto e acertamos um táxi até o nosso hotel. Saiu mais caro e muito mais desgastante do que pensávamos (não deixe de ter um chip SIM para poder chamar o Uber, caso seu transfer também não apareça).

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GURDWARA BANGLA SAHIB – NOVA DELHI, ÍNDIA

Depois dessa confusão, enfrentamos o famoso trânsito barulhento, bagunçado (com bois dividindo espaço com rickshaws, ônibus e carros) e interminável da cidade. Chegamos no nosso hotel (muito bom; custo-benefício excelente), reclamamos bastante sobre o transfer e deixamos nossas malas no ótimo quarto. Acertamos rapidamente um mini city tour na recepção, já que estávamos no fim da tarde, a um preço com considerável desconto como compensação pela falha com o traslado.

Nossa primeira parada foi no tão aguardado Templo de Lótus. Mais uma frustração: apesar de ser lindíssimo mesmo de longe, não conseguimos chegar perto porque o parque onde o templo se encontra estava fechando. Tiramos algumas fotos, paramos um tempo para olhar aquele monumento gigante de mármore branco (lembrando a Opera House de Sydney) e cheio de significado de tolerância religiosa, mas não o visitamos como gostaríamos.

De lá, paramos no India Gate. Também impressionante e muito bonito, com o arco gigantesco e detalhado, além de chamas e belos jardins, embora pertinho de barracos miseráveis e super populosos. O local é bastante visitado pelos indianos, com muitos vendedores de souvenirs ao redor. Lá fomos abordados por muitos nativos curiosos querendo tirar foto conosco. No começo, foi até legal atrair essa atenção, mas depois ficou bastante desconfortável e intimidador (principalmente para Aline). Se você aceitar um pedido de foto, espere receber vários pedidos em sequência.

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INDIA GATE – NOVA DELHI

Em seguida, fomos até o Gurudwara Bangla Sahib. Foi o ponto turístico que mais gostamos de visitar. O templo sikh é muito bonito, tanto em sua fachada quanto em seus ambientes. Lá tivemos uma noção do fervor religioso dos indianos, com muita gente sobre os belos tapetes fazendo suas preces. Ficamos um bom tempo circulando nessa atração, andando inclusive ao redor da lagoa sagrada (“Sarovar”), aceitando o doce gratuito que é oferecido a todos os visitantes, lavando os pés e tirando fotos pelos vários lugares lindos que tem naquele complexo.

Após essa ótima parada, demos uma volta rápida de carro pela área hoteleira da cidade em Connaught Place antes de voltarmos para o nosso hotel. No dia seguinte, passamos o dia inteiro em Agra/Taj Mahal e só dormimos no hotel (não deu tempo para ver mais nada nesse dia, porque enfrentamos um trânsito de quase 2h só na entrada de Delhi vindos de Agra), antes de seguir para o aeroporto e continuar a viagem.

Apesar de ter sido uma visita superficial e incompleta; apesar de toda a bagunça, precariedade na infraestrutura e  em itens básicos (principalmente para moradores locais) e caos incomparável; apesar da sensação de ser observado/encarado estranhamente em todos os lugares por todos os nativos; apesar da insegurança para mulheres andando sozinhas, Nova Delhi nos deixou uma boa impressão, melhor do que a que tivemos no Cairo. Isso porque trata-se de uma cidade repleta de monumentos incríveis, de um estilo de vida muito peculiar e interessante, de custo turístico baixíssimo, de ótimas/confiáveis alternativas gastronômicas e hoteleiras, e de uma perspectiva promissora de melhorias em um futuro não tão distante.

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NA ENTRADA DO TEMPLO DE LÓTUS – NOVA DELHI, ÍNDIA

Sugestão de roteiro, considerando 3 dias na cidade:

1º dia – passear pelo Templo de Lótus (a parte mais bonita é a vista para a sua fachada; a área interna é mais para orações mesmo), pela Tumba de Humayun, pelo India Gate e edifícios governamentais da avenida Rajpath (evite andar aí à noite e fique de olho em seus pertences); visitar o Gurudwara Bangla Sahib e terminar o dia circulando pelo Connaught Place.

2º dia – visitar com calma o Akshardham, o maior templo hindu do mundo (para muitos, infinitamente mais bonito que o Taj Mahal). Fique atento: esse templo não abre às segundas-feiras e o Taj Mahal não abre às sextas-feiras.

3º dia – conhecer a Old Delhi, a parte mais autêntica, tradicional e genuína da cidade (Forte Vermelho, Jama Masjid, Chandni Chowk); em seguida, parada rápida no mármore preto de Raj Ghat onde estão as cinzas de Ganhdi (onde também foi a sua residência e onde há um museu em homenagem a esse líder pacifista, autor-personagem de uma das histórias mais espetaculares de todos os tempos); à tarde, conhecer o Qutub Minar e passar o final do dia no Lodhi Garden.

DICAS

⇒ Visite a Índia fora do período das monções. Prefira ir em novembro, abril ou maio, por ter um risco menor de neblina e chuvas, sendo os melhores meses para ver o nascer do sol no Taj Mahal. Se for no inverno (final de dezembro, janeiro, fevereiro e março), leve uma roupa de frio, já que a temperatura mínima fica abaixo dos 10ºC.

⇒ Evite consumir bebidas com gelo ou não lacradas. Para não ter problemas de saúde, prefira se alimentar em restaurantes com boa apresentação, seja nos melhores hotéis da cidade (servem pratos típicos e internacionais) ou nas redes de fast food. Leve remédios que reparem a flora intestinal, como o Floratil e consuma probióticos (Yakult e coalhada, por exemplo) uma semana antes de ir pra Índia.

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TEMPLO DE LÓTUS – NOVA DELHI

⇒ Compre um chip SIM para ter acesso a Internet a qualquer hora na cidade. Ele é muito útil para você ter acesso a mapas, endereços e para postar suas fotos.

⇒ Antes de viajar, marque os pontos turísticos principais (algumas sugestões estão na seção “O que conhecer”) no Google Maps, que funciona off-line, reduzindo bastante o risco de se perder.

⇒ Acerte com o seu hotel o transfer para sair do aeroporto. Faça isso insistentemente (mantendo contato antes do voo para Delhi e assim que pousar lá) para não ser esquecido como nós fomos.

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LODHI GARDENS – NOVA DELHI, ÍNDIA (CRÉDITO: OUTLOOK INDIA)

⇒ Para não correr o risco de ficar sem fotos, leve um adaptador universal para tomadas. O padrão lá é do tipo D, com três pinos redondos, sendo 2 paralelos e 1 mais abaixo ou acima. A voltagem é 220v. Confira imagens de todos os tipos de tomadas neste link.

⇒ Filmes para entrar no clima da viagem: Gandhi; Quem quer ser um milionário.

CURIOSIDADES

→ Nova Delhi é uma cidade projetada. Tendo sido construída seguindo o desenho do arquiteto britânico Edwin Lutyens. Daí suas avenidas largas e suas amplas rotatórias.

→ Virou a capital da Índia em 1947 (antes era Calcutá).

→ Nova Delhi é considerada a cidade mais poluída do mundo.

→ Assim como no restante da Índia, em Nova Delhi a vaca é considerada animal sagrado. Por isso, é muito difícil encontrar restaurantes (inclusive fast foods internacionais) vendendo/oferecendo carne bovina em seus cardápios.

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→ A parte antiga da cidade (Old Delhi/Shanjahanabad), desde o século XII, já passou pelas mãos de muçulmanos, pelo Império Mogol e pelos persas.

→ O Túmulo de Humayun é tombado como patrimônio da humanidade pela UNESCO e serviu de inspiração para a construção do Taj Mahal.

→ O Qutub Minar/Qutb Minar é uma das construções mais antigas de Delhi, tendo sido erguida a mando de um imperador muçulmano em 1199, sendo também tombado como Patrimônio pela UNESCO.

→ Apesar de ter nascido em Porbandar e de ter se formado e morado boa parte de sua vida adulta em Londres (onde fez a faculdade de Direito) e na África do Sul, foi em Nova Delhi que Gandhi protagonizou sua luta pacifista pela união entre muçulmanos e hindus e pela criação do Estado autônomo indiano, sem as amarras coloniais britânicas, tendo sido assassinado em 1948 onde hoje é o Raj Ghat.

SEGURO VIAGEM

 

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

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DETALHES DO GURDWARA BANGLA SAHIB – NOVA DELHI, ÍNDIA

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TEMPLO DE LÓTUS – NOVA DELHI, ÍNDIA

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INDIA GATE – NOVA DELHI

 

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4 comentários sobre “NOVA DELHI

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