DUBLIN

Um dos destinos preferidos por intercambistas brasileiros, a capital da Irlanda é um lugar de energia boa, com pontos turísticos concentrados em uma pequena área (ideal para ser conhecida em pouquíssimos dias), com povo animado, receptivo e supersticioso, além de ser a porta de entrada mais prática para conhecer um dos lugares naturalmente mais bonitos da Europa, as falésias de Möher.

Todas as dicas e informações sobre a cidade-sede da Ryanair, uma das mais conhecidas, baratas e abrangentes companhias aéreas low costs do mundo, e da legendária cervejaria Guiness, você tem acesso nos tópicos abaixo.

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CASTELO DE DUBLIN – IRLANDA

COMO CHEGAR

Avião – A melhor forma para chegar em Dublin, localizada no leste do país insular que é a Irlanda. Não há voos diretos do Brasil até o aeroporto da capital.

Para pousar lá, os voos de origem mais comuns saem de Londres (1h20 de duração, principalmente partindo do aeroporto de Luton), Edimburgo (1h05 de duração) e Cardiff – todos eles muito baratos (muitas vezes custando menos de 200 reais, ida e volta), principalmente os operados pelas companhias áreas low costs Ryanair e Flybe.

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TRINITY COLLEGE – DUBLIN, IRLANDA

Você também encontra voos diretos bem econômicos saindo de Lisboa (2h50 de duração operados pela Ryanair ou Aer Lingus), de Madri (2h40 de duração, também operados pela Iberia), de Paris (principalmente saindo do aeroporto Beauvais Tillé ou do aeroporto de Orly; 1h35 de duração, também operados pela Transavia), de Frankfurt (2h05 de duração, também operados pela Lufthansa), de Milão (2h35 de duração), entre outras cidades hubs europeias que recebem voos frequentes do Brasil.

Para saber a forma mais barata para ir até lá no período pretendido, simule diferentes pontos de partida no Skyscanner ou no Viajanet. Além disso, baixe o aplicativo “Passagens Baratas” para receber mensagens e e-mails das promoções aéreas.

*Se for viajar em uma das citadas low costs (especialmente a Ryanair), imprima seu check-in com antecedência. Se deixar para imprimir quando chegar no aeroporto de partida, terá que pagar uma taxa extra. Além disso, vale ficar atento às dimensões da bagagem e à escolha dos assentos. Por serem bem mais baratas, as companhias low costs costumam restringir bastante o tamanho e peso da bagagem gratuita e o assento só não é pago se você não escolhê-lo.

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DUBLIN – IRLANDA

QUANDO IR

O tempo na Irlanda é famoso pelas chuvas quase diárias, embora não muito intensas, ou pelas nuvens quase sempre cinzentas de nebulosidade.

Assim, o turista que deseja conhecer os Cliffs of Möher nas suas melhores condições – um dia de sol com poucas nuvens – precisa contar com uma boa dose de sorte.

Recomendamos a viagem até lá entre abril e julho, por ser historicamente os meses menos chuvosos da região. Além disso, nessa época a temperatura média oscila entre 10ºC e 15ºC.

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PRAÇA AO LADO DA CATEDRAL DE SÃO PATRÍCIO – DUBLIN, IRLANDA

Para quem quer se divertir em Dublin e não prioriza o fator clima para definir o melhor momento da viagem, recomendamos a visita à cidade em março durante os festejos do St. Patrick’s Day (exatamente, 17 de março), dia mais importante para os irlandeses, com festa movida a cerveja e música por todas as ruas. Para saber as datas de outras festas típicas, eventos e festivais, clique nesse link ou neste atalho (para mais alternativas, clique aqui).

***Evite ir no outono e no inverno, principalmente entre outubro e janeiro. É frio (média entre 7,5ºC e 5ºC) e chove bastante, atrapalhando a visibilidade dos penhascos.

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RIO LIFFEY E CUSTOM HOUSE – DUBLIN, IRLANDA

VISTO

Não é exigido de turistas brasileiros que pretendem ficar menos de 3 meses na Irlanda. Para entrar no país, basta levar o passaporte válido por 6 meses.

Caso precise fazer conexão na Inglaterra antes de entrar no país do trevo de quatro folhas, relembramos que Londres é conhecida internacionalmente pelo alto rigor alfandegário e considerável índice de recusa de imigrantes. Por isso, aconselhamos que leve o máximo de comprovantes que atestem seu vínculo de moradia e estabilidade no país de origem (declaração de seu vínculo empregatício, passagem de ida e volta já compradas e com horário certo, nome e endereço das hospedagens, período da estadia no hotel que coincida com a data de saída de Londres), afastando qualquer chance de interpretarem que você quer ficar de vez por lá.

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DUBLIN – IRLANDA

Outra coisa…comporte-se como um turista comum, sem usar terno e mala executiva ou falar de um jeito muito formal. Seja respeitoso, educado e tranquilo, mas não displicente nem autoritário. Jamais demonstre pressa ou impaciência perante os fiscais.

Esses cuidados são bem menores assim que você pousa em Dublin. Os agentes da imigração chegam a puxar conversa e falar de amenidades com turistas durante o procedimento do carimbo do passaporte. Para mais informações, acesse o Portal Consular.

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BIBLIOTECA DO TRINITY COLLEGE – DUBLIN, IRLANDA

FUSO HORÁRIO

GMT +1. Isso significa que são 4 horas à frente do horário predominante no Brasil, desconsiderado o horário de verão. Assim, quando o relógio marca 7h30 da manhã em Brasília, são 11h30 da manhã na Irlanda (mesmo horário para Dublin e Cliffs of Möher).

MOEDA

Euro. Para ter uma estimativa da cotação, confira o conversor monetário do Banco Central do Brasil.

Com o hotel e o passeio para Cliffs of Möher pagos no cartão (leve impresso seu voucher, disponibilizado assim que feito o pagamento antecipado pelo site da agência), é bom levar, pelo menos, 60 euros diários por pessoa e o cartão de crédito habilitado para uso internacional.

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PARQUE ST. STEPHEN’S GREEN – DUBLIN, IRLANDA

Caso deseje adquirir mais euros em Dublin, recomendamos o saque nos caixas ATM do moderno aeroporto ou as casas de câmbio nas turísticas O’Connell Street, Grafton Street e Essex Street. Para mais opções de caixas eletrônicos e casas de câmbio, clique aqui e aproxime o mapa para localizar as alternativas mais próximas do local em que você se encontra.

*Apesar de Dublin ser mais segura que a maioria das capitais brasileiras, previna-se contra os batedores de carteira guardando seu dinheiro e seu cartão em um porta-dólar/pochete dentro da calça. Na região de Cliffs of Möher o risco de furto é quase inexistente.

IDIOMA

Inglês. Os irlandeses são muito simpáticos e prestativos – não é só a fama. Mesmo se você não falar inglês muito bem, eles vão te ajudar. Além disso, muitos brasileiros escolhem a Irlanda para fazer intercâmbios ou para trabalhar. Assim, eles estão acostumados a lidar conosco. Comunicação, enfim, é bem tranquila por lá.

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DUBLIN – IRLANDA

QUANTO TEMPO FICAR

2 dias completos são suficientes para conhecer as atrações principais de Dublin.

Reserve mais 1 dia inteiro para conhecer Cliffs of Möher, é um lugar lindíssimo e fica em uma área verde bem agradável no oeste da Irlanda.

COMO SAIR DO AEROPORTO

Se o seu hotel em Dublin não estipular transfer/traslado a partir do aeroporto, o trecho de 11 km até o centro pode ser realizado de ônibus comum, ônibus executivo de madrugada, táxi ou de carro alugado.

A forma mais barata é de ônibus. As linhas até as avenidas principais de Dublin são 16 e 41. O valor da passagem não ultrapassa os 5 euros e só pode ser paga em moeda (troque sua cédula no aeroporto).

Para quem chega em voos noturnos ou de madrugada, a melhor alternativa é ir de Aircoach, o melhor ônibus que funciona nas altas horas (é confortável e seguro). Há guichês para comprar essa passagem logo no desembarque ou na parte externa do aeroporto – tudo bem sinalizado pelas placas no moderno aeroporto da capital. O preço do bilhete é de cerca de 6 euros (ida e volta custa 10 euros aproximadamente).

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O táxi custa pouco mais de 20 euros até o centro, e varia a depender da quantidade de malas e de passageiros que transporta. O Uber funciona, mas cobra preço similar aos táxis credenciados da saída do aeroporto.

Caso deseje alugar o carro, recomendamos a locação antecipada pelo site da Rentcars.

Se for pernoitar ou passar alguns dias em Dublin, prefira hospedar-se nas imediações da O’Connell Street (perto do monumento The Spire) ou da Grafton Street. São as áreas mais movimentadas da capital irlandesa, caracterizada por hospedagens caras, mesmo as mais simples. Confira abaixo algumas opções bem avaliadas por turistas:

  • RIU Plaza The Gresham Hotel – 4 estrelas localizado na parte norte da O’Connell Street. Nota 8,6 no Booking;
  • The Abbey Hotel – custo mais em conta que o anterior, localizado mais ao sul da O’Connell Street. Nota 7,7 no Booking;
  • Abbey Court Hostel – albergue às margens do Rio Liffey, com quartos e banheiros coletivos. Nota 8,2 no Booking.
  • Eccles Townhouse – pousada boutique de fachada vitoriana elegante. Ótimo custo-benefício. O único ponto negativo é que não fica tão perto do centro quanto os anteriores; fica a 900m ao norte das primeiras atrações turísticas de Dublin, já perto do Croke Park. Nota 8,2 no Booking.
  • Ha’penny Bridge View Flat – um bom custo-benefício de Dublin (mais barato que as opções acima e com ótima localização). Apartamento de 40m² com capacidade de abrigar 4 pessoas. Nota 7 no Booking.

Para mais alternativas de hospedagens, consulte o Booking, Trivago, Tripadvisor. Caso prefira alugar um quarto, apartamento ou uma casa para uma temporada, tratando dos detalhes diretamente com o proprietário, acesse o Airbnb.

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ARREDORES DO CASTELO – DUBLIN, IRLANDA

O QUE CONHECER

Em ordem de prioridade turística, na nossa opinião:

  • Castelo de Dublin – criado nos tempos do Rei João (João Sem-Terra no início do século XIII) como forte defensivo da cidade, aumentou de tamanho, passando a ser um complexo governamental que serviu de sede do governo britânico na Irlanda até 1922. Por lá funciona um interesse museu e você encontra um belo gramado (com vista para a linda Torre dos Registros) que, em dias de sol, é utilizado para piqueniques entre jovens, casais e trabalhadores em horário de almoço. Fica aqui. Paradas de ônibus mais próximas: Dublin City South, Werburgh Street (linhas 27, 56a, 77a, 150 e 151) ou Dublin City South, South Great George’s Street (linhas 14, 14c, 15, 15a, 15b, 15d, 140, 142);
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JARDIM DO CASTELO DE DUBLIN – IRLANDA

  • Cervejaria Guiness/Guiness Storehouse – Um dos melhores museus temáticos dedicados à cerveja no mundo. Retrata com muita organização, várias seções de degustação, vista panorâmica, jogos interativos, um do maiores patrimônios imateriais e uma das maiores paixões irlandesas. Visita imperdível. Fica aqui. Parada de ônibus mais perto: James’ Gate, James Street (linhas 13, 40, 123);
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TEMPLE BAR – DUBLIN, IRLANDA

  • Temple Bar – barzinho mais tradicional (criado em 1840) da rua mais boêmia dessa cidade animada. Por lá rolam shows ao vivo de música folk irlandesa. Uma foto diante de sua fachada é praticamente obrigatória. Fica aqui. Paradas de ônibus mais perto: Temple Bar, Parliament Street (linhas 69, 79, 79a, 860) ou Temple Bar, Wellington Quay (linhas 25, 25a, 25b, 25d, 25x, 26, 66, 66a, 66b, 66e, 66x, 67, 67x);
  • Catedral de St. Patrick – Catedral medieval com linda fachada e belo jardim ao redor, dedicada ao santo mais importante para os irlandeses. Seu interior abriga um museu simples. Fica aqui. Parada de ônibus mais perto: The Coombe, St. Patrick’s Cathedral (linhas 27, 49, 54a, 56a, 77a, 77x, 150, 151);
  • Trinity College – Mais tradicional e bela universidade da cidade, tendo sido fundada em 1592 pela rainha Elizabeth I, onde ficava um mosteiro agostiniano; por lá estudaram Samuel Beckett, James Joyce e outros imortais. Destaque para a antiquíssima e linda biblioteca-museu, onde fica o Book of Kells, manuscrito ornamentado por monges celtas no início do século IX. Fica aqui. Parada de ônibus mais perto: Sraid an Phiarsaigh/Pearse Street (linhas 1, 4, 7, 7a, 15a, 15b, 15d, 25, 25a, 25b, 25d, 26, 27, 44, 47);

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  • Parque St. Stephen’s Green – Parque público mais frequentado pelos nativos em Dublin, em uma das extremidades da movimentada Rua Grafton. Destaque para o Arco dos Fuzileiros e para o lago. Fica aqui. Paradas de ônibus mais perto: St. Stephen’s Green North (linhas 32x, 41x, 194, 824), Dawson Street/Pink Shirt Shop (linhas 100x e 181), St. Stephen’s Green (linhas 7b, 7d, 11, 32x, 37, 41x, 44, 46a, 61, 142, 145, 155);
  • Ponte Ha’penny – Ponte para pedestres mais antiga e famosa da cidade, tendo sido construída a partir do ferro fundido. Recebe esse nome em alusão à cobrança de 50 centavos de cada pedestre para atravessá-la no início de seu funcionamento. Fica aqui. Paradas de ônibus mais perto: Bachelors Walk/Liffey Street (linhas 145 e 151) ou Ha’penny Bridge (linhas 115, 120, 121, 123, 124, 126, 130, 817, 824, 842, 845, 847);
  • Catedral da Santíssima Trindade (Cristchurch) – A mais antiga catedral medieval da cidade. Fica aqui. Parada de ônibus mais perto: Dublin City South/Lord Edward Street (linhas 13, 27, 40, 49, 68x, 77a, 77x, 123, 747) ou Dublin City South/Back Avenue (linhas 49, 54a) ou Dublin City South/Saint Audeon’s Church (linhas 13, 40, 123 e 747);
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PARQUE ST. STEPHEN’S GREEN – DUBLIN, IRLANDA

  • The Custom House – Belo edifício neoclássico do século XVIII, às margens do Rio Liffey, antiga sede da Alfândega do porto de Dublin e atual sede do Ministério do Meio Ambiente, Patrimônio e o Governo Local. Fica aqui. Parada de ônibus mais perto: Custom House Quay (linhas 33d, 33x, 41x, 142, 151, 179, 191, 193, 194, 400.

Com mais tempo na cidade, estique para visitar o Parque Phoenix (fica aqui; parada de bonde mais perto: Heuston – linhas 1, 2, 4, 5, 6, 9), o Kilmainham Gaol (fica aqui) e o Castelo de Malahide (fica aqui; a 25 minutos de trem do centro de Dublin, saindo da Connolly Train Station ou da estação que fica na Tara Street OU pouco menos de 1h se for no ônibus 42/Dublin Bus, sentido Portmarnock OU ônibus 32 que sai da Talbot Street).

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THE SPIRE (ANTENA/AGULHA GRANDE), PONTO DE ENCONTRO DOS TOURS – DUBLIN, IRLANDA

DESLOCAMENTO DENTRO DA CIDADE

A pé, de bicicleta, de Uber ou de ônibus turístico.

A pé – A distância entre a atração mais ao norte e mais ao sul não passa de 3km, tranquilamente realizada em caminhadas nessa cidade plana e com bom calçamento.

Para caminhadas guiadas por um profissional do turismo local, recomendamos o Dublin Free Walking Tour (o guia costuma usar um guarda-chuva amarelo para facilitar sua localização; ponto de encontro: The Spire, uma antena/agulha gigante na O’Connell Street) ou o passeio com a Generation Tours (ponto de encontro: na extremidade norte da Ponte Ha’Penny).

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CATEDRAL DA SANTÍSSIMA TRINDADE (CHRIST CHURCH) – DUBLIN, IRLANDA

Bicicleta – para aluguel de bike (só recomendado para quem já deu uma volta a pé pela cidade e quer vê-la sob uma perspectiva mais dinâmica e divertida ou para quem não tem muito tempo e disposição para deslocamentos), sugerimos as bicicletas rotativas do Dublinbikes, ou os passeios guiados com a Dublin City Bike Tours, o Lazy Bike ou o See Dublin by Bike. Para mais opções de locadoras de bicicletas, clique aqui.

Uber – opção mais confortável e exclusiva para quem quer sossego, velocidade nos trajetos e não tem condições físicas ou disposição para caminhar. Alguns exemplos de longos deslocamentos simulados no nosso aparelho celular:

  • The Spire-Guiness Storehouse: entre 18 e 23 euros;
  • Trinity College-Phoenix Park: entre 25 e 32 euros;
  • St. Stephen’s Green-Temple Bar: entre 15 e 18 euros.
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PARQUE ST. STEPHEN’S GREEN – DUBLIN, IRLANDA

Ônibus turístico – no estilo hop on hop off (você paga uma vez para ingressar no ônibus, podendo subir e descer em quantas paradas quiser dentro de um roteiro pré-definido pelos pontos turísticos mais famosos da cidade, ouvindo as explicações históricas e curiosidades de cada um através de fones de ouvido em diferentes idiomas), com cor verde e com tickets que valem por 24h ou por 48h, sob custo médio individual de 20 euros, saindo diariamente às 9h da manhã.

*OBS: Se você estiver hospedado em uma das alternativas sugeridas no tópico “Hospedagem” ou nas imediações, não vale a pena andar em ônibus de linha ou nos bondes elétricos. De qualquer forma, se preferir andar nesses transportes públicos, confira a parada mais próxima de cada atração turística, restaurante ou balada nos links “aqui” ou fazendo a busca independente no Google Maps e identificando os links de ônibus/bondes em branco, com fundo azul claro.

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PONTE HA’PENNY – DUBLIN, IRLANDA

CULINÁRIA LOCAL

Assim como na Inglaterra e na Escócia, o café da manhã irlandês é bem reforçado e com ingredientes incomuns para o desjejum brasileiro. Você encontrará, logo cedo, lanchonetes e restaurantes servindo pratos com panquecas de batata (“boxty“), pães tostados, acompanhados de linguiças, ovos, bacons, feijão com molho de tomate (isso tudo espalhado em um prato ou dentro de um pão baguete – conhecido como “breakfast roll“). Para quem quer pegar mais leve de manhã cedo, a dica é comer o “porridge“, que é um mingau de aveia e outros grãos com pedaços generosos de frutas.

No almoço e lanche, também é bem comum o fish & chips (peixe frito com batata frita cobertos de maionese), um prato de ostras, o chicken roll (pão baguete recheado de frango empanado, alface e maionese), ou pratos com carne de carneiro ou porco com misturas de legumes e verduras (“coddle“, normalmente repolho, batata, bacon/linguiça, cebola ou purê de ervilhas/mushy peas).

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TRINITY COLLEGE – DUBLIN, IRLANDA

À noite é fácil encontrar restaurantes servindo um ensopado de carne com legumes (“irish stew” ou “guiness stew“, quando o molho também é formado com a famosa cerveja local) ou a sopa de frutos do mar (“seafood chowder“), acompanhadas de pão feito de bicarbonato de sódio (“Soda bread“) e as tortas gratinadas recheadas de carne e purê de batata (“shepherd’s pie“).

Para acompanhar essas refeições, não poderiam faltar as bebidas – estamos falando da Irlanda, ora! Não saia do país sem tomar um pint da cerveja Guiness (patrimônio e orgulho irlandês; a stout mais consumida no planeta) tampouco sem experimentar o licor Bailey’s (feito com uísque, nata e outros ingredientes), o Irish Coffee (também preparado com uísque, sem esquecer do creme de leite) e a sidra Bulmers.

RESTAURANTES

A maior parte deles fica na O’Connell Street e entre o parque St. Stephen’s Green, o Trinity College e o Castelo de Dublin (ruas: College Green, Grafton Street, Dawson Street) e na Essex Street. Para algumas opções bem avaliadas, clique nesse link. Seguem outras sugestões:

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DUBLIN – IRLANDA

**OBS: Embora seja seguro e fácil chegar nesses restaurantes caminhando, e seja mais confortável ir de Uber, para acessar cada um deles pelo eficiente transporte público, confira as paradas e linhas dos coletivos clicando nas palavras “aqui” em cada restaurante listado nesse post e localize o ícone do ônibus (em branco, com o fundo azul) mais próximo.

COMPRAS

Em Dublin, os melhores pontos de compra ficam na O’Connell Street e na Grafton Street (destaque para as lojas Penney’s, Debenhams, TK Maxx, H&M), além dos arredores do Temple Bar, com suas lojas de artesanato. Para quem tem pouco tempo e prefere um centro de compras sem erro, com lojas de marcas conhecidas, recomendamos o Stephen’s Green Shopping Centre (ao lado do parque homônimo, exatamente aqui), no Jervis Shopping Centre (na margem norte do Rio Liffey, perto do The Spire, exatamente aqui) e no mercado de linda fachada do George St. Arcade (fica aqui).

VIDA NOTURNA

Em Dublin, não faltam opções – a fama da cidade deve-se aos hábitos notívagos do seu povo. Se tiver pouco tempo por lá, dirija-se aos pubs da Essex Street, principalmente, ao Temple Bar ou contrate um Pub Crawl (duas empresas renomadas: Generation, Publin). Ele é parada tão obrigatória quanto a visita à fábrica da Guiness e à universidade Trinity College. Outras alternativas recomendadas:

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AS MELHORES ATRAÇÕES EM DUBLIN FUNCIONAM À NOITE E FICAM NO TEMPLE BAR

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TEMPLE BAR – MELHOR ÁREA PARA CURTIR A NOITE EM DUBLIN

Para quem quer curtir a noite, mas sem tanta agitação e aperto em lugares com música alta, sugerimos assistir a algum espetáculo no Abbey Theatre/Teatro Nacional (fica aqui), ao bar/restaurante The Church (fica aqui) ou ao Flannerys (fica aqui).

*Se seu hotel estiver a menos de 2 km da balada, teatro ou casa noturna que você vai conhecer, sugerimos que vá e volte caminhando. Agora, o mais recomendável é ser prudente e, ao menos, voltar de Uber.

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BARES CHEIOS – DUBLIN, IRLANDA

NOSSA EXPERIÊNCIA

Fomos à Irlanda no final de maio de 2017, vindos de Edimburgo pela RyanAir. Ficamos em Dublin um dia e meio (em outro dia fizemos o lindo bate-volta para Cliffs of Möher), hospedados no Pillar Bed&Breakfast, que é simples, bem localizado (fica aqui) – pertinho do Spire – e caro (porém mais barato que a média).

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NO JARDIM DO CASTELO DE DUBLIN

Fizemos todos os nossos deslocamentos a pé (escolher uma hospedagem perto do Rio Liffey, seja pelo lado da O’Connell Street, seja pelas imediações da D’Olier Street é fundamental para você não precisar gastar nada para circular pelos pontos principais de Dublin). Vivemos tranquilamente com 50 euros por dia para nós 2 (o gasto maior foi a entrada na Guiness Storehouse), comendo em restaurantes acessíveis nos arredores do parque St. Stephen’s Green, perto do Temple Bar e perto da O’Connell Street.

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NO PARQUE ST. STEPHEN’S GREEN – DUBLIN, IRLANDA

Nossos locais prediletos na cidade foram o divertidíssimo museu-fábrica Guiness Storehouse, o lindo Trinity College (só pague para entrar na exposição do Book of Kells se você é amante de arta sacra; nós, infelizmente, não somos), o jardim do Castelo de Dublin e o animado e imperdível Temple Bar (se você reservar todas as noites na cidade para perambular pela região desse bar, você vai adorar Dublin). Além disso, vale a pena descansar alguns minutos ou lanchar/fazer piquenique no parque St. Stephen’s Green e na praça ao lado da Catedral de São Patrício (a entrada nessa catedral é paga e, na nossa opinião, não compensa), bem como andar várias vezes pela Grafton Street e pela O’Connell Street, repleta de lojas e artistas de rua.

A primeira impressão da cidade foi ótima: aeroporto moderno, com wi-fi gratuito, ilimitado e rápido; os atendentes de imigração mais gente boa que conhecemos até hoje; serviço de ônibus aeroporto-centro bem sinalizado e eficiente. Achamos a cidade segura – mesmo à noite, e animada – sobretudo à noite.

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NO TRINITY COLLEGE – DUBLIN, IRLANDA

Todavia, surpreendeu-nos a bagunça e a sujeira de algumas ruas do centro turístico da cidade. Estávamos bastante empolgados em conhecer Dublin, pela sua fama de cidade festiva, mas durante o dia (quando não rolam as indiscutíveis ótimas festas), a vida cotidiana é desorganizada e sem o romantismo que os filmes transmitem. Muitas cidades brasileiras ganham de goleada em quesito de planejamento urbano e beleza, embora não sejam tão faladas mundo afora. O povo irlandês é sim muito receptivo, bacana e tudo o mais, porém turista que anda independente e querendo passear não conversa com todo mundo a toda hora. A realidade de Dublin nos chocou, sendo a capital menos bonita que visitamos na Europa.

Apesar de todas as ressalvas acima, vale viajar para a Irlanda para conhecer os Cliffs of Möher, aí sim uma beleza diferenciada (inclusive, finalista na relação das 7 Novas Maravilhas do Mundo). No tocante a intercâmbio, escolheríamos Malta ao invés de Dublin.

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NA REGIÃO DO TEMPLE BAR – DUBLIN, IRLANDA

Sugestão de roteiro para 2 dias:

1º dia – circular pelo Trinity College, pela Grafton Street e ruas comerciais por perto, pelo parque St. Stephen’s Green, pela Catedral de São Patrício, pelo museu-cervejaria Guiness Storehouse, pelo Castelo de Dublin e aproveitar o final de tarde e noite no Temple Bar (tirando fotos rapidamente na ponte Ha’penny, que fica pertinho).

2º dia – fazer um passeio bate-volta para o lindo Castelo de Malahide. Ao regressar, conhecer o museu-presídio Kilmainham Gaol (cenário do ótimo filme “Em nome do pai”) e o parque Phoenix. Com tempo ainda durante o dia, passear pela O’Connell Street. À noite, despedir-se do Temple Bar.

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NO TERRAÇO DA GUINESS STOREHOUSE – DUBLIN, IRLANDA

DICAS

⇒ Se for viajar em uma das citadas low costs (especialmente a Ryanair), imprima seu check in com antecedência. Se deixar para imprimir quando chegar no aeroporto de partida, terá que pagar uma taxa extra. Além disso, vale ficar atento às dimensões da bagagem e à escolha dos assentos. Por serem bem mais baratas, as companhias low costs costumam restringir bastante o tamanho e peso da bagagem gratuita e o assento só não é pago se você não escolhê-lo.

⇒ Evite andar com uma bandeira ou camisa da Irlanda do Norte. A relação com o país vizinho de origem comum não é muito bem vista pelos nativos de Dublin, além de relembrar episódios traumáticos da primeira metade do século passado.

⇒ As estradas no interior da Irlanda, embora estreitas, são impecáveis, com sinalização constante. Apenas vá preparado para dirigir na mão inglesa (volante no assento dianteiro direito; marcha à esquerda do motorista; carros lentos trafegando pela faixa da esquerda e ultrapassando pela faixa da direita).

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CATEDRAL DE SÃO PATRÍCIO – DUBLIN, IRLANDA

Para facilitar sua condução, alugue um carro com câmbio automático, baixe o Google Maps e o aplicativo Waze ou similar (Drive Awake/Fuelio/Econoflex/Car Dashdroid) leve um GPS e mapa físico com as estradas detalhadas (cabe lembrar que há vários pontos de acostamento ou recuos com postos de gasolina e lojas de conveniência).

⇒ Leve um adaptador universal de tomadas e uma régua ou extensão para carregar seus celulares e outros aparelhos eletrônicos. O plugue padrão na Irlanda é do tipo G (três pinos retangulares, sendo dois horizontais paralelos e um vertical). A voltagem varia entre 220V e 240V.

⇒ Também não esqueça de levar dinheiro em espécie (euros) guardados em um porta-dólar, bem como seu cartão de crédito habilitado para uso internacional.

⇒ Assista ao filme P.S.: Eu Te Amo para entrar no clima da linda região rural da Irlanda, e aos filmes Michael Collins e Em Nome do Pai para entender um pouco da história conturbada do século XX na Irlanda.

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NO TRINITY COLLEGE – DUBLIN, IRLANDA

CURIOSIDADES

 

→ O nome da capital e maior cidade irlandesa deriva do gaélico e significa Lago Negro/Piscina Negra, tendo sido a cidade fundada como um acampamento viking, e tornada a mais importante da ilha após a invasão dos normandos.

→ Durante o século XVII foi a segunda maior cidade do Império Britânico e a quinta maior da Europa.

→ A fundação de Nova York é profundamente influenciada pela chegada dos irlandeses na América do Norte.

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CATEDRAL DA SANTÍSSIMA TRINDADE (CHRIST CHURCH) E DUBLINIA – DUBLIN, IRLANDA

→ Após séculos de decadência e sofrimento (XVIII até meados do século XX) decorrente de conflitos político-religiosos (entre católicos e protestantes/entre monarquistas e republicanos, com destaque para a guerra de independência, o surgimento do IRA, Michael Collins, guerrilhas e conflito com a Irlanda do Norte), a cidade vem passando por um intenso processo de restauração desde a década de 1960, sendo atualmente uma das 20 maiores economias do mundo, e com uma renda per capita média superior a da Espanha e de Portugal.

→ O estádio Croke Park (maior da Irlanda) foi palco do massacre Bloody Sunday/Domingo Sangrento, em 1920, durante a Guerra da Independência irlandesa, em que membros irlandeses a favor da manutenção do vínculo de seu país ao Reino Unido mataram irlandeses como represália aos atentados liderados pelo IRA (que buscava a emancipação da Irlanda, atacando prédios estratégicos e grupos armados monarquistas). Foram contabilizadas 14 mortes no estádio.

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POR DO SOL NO RIO LIFFEY – DUBLIN, IRLANDA

→ Dublin, além de ser o berço do U2, The Corrs, The Cranberries,  é a terra natal de escritores ilustres: James Joyce, George Bernard Shaw, Oscar Wilde, Samuel Beckett, Bram Stoker, William Yeats.

→ O carnaval da cidade é o St. Patrick’s Day, que acontece em 17 de março.

SEGURO VIAGEM

Para viajar tranquilo, só curtindo as paisagens e desfrutando de todos os pontos turísticos e passeios, recomendamos o conforto (a preços justos) do seguro viagem pela empresa Real Seguro. Ela indica a seguradora mais confiável e adequada – muitas vezes a mais barata – para a cobertura dos sinistros que você quer evitar. Confira!

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CASTELO DE DUBLIN – IRLANDA

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BIBLIOTECA DO TRINITY COLLEGE – DUBLIN, IRLANDA

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PÁTIO DO TRINITY COLLEGE – DUBLIN, IRLANDA

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RUA GRAFTON – DUBLIN, IRLANDA

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CATEDRAL DE SÃO PATRÍCIO – DUBLIN, IRLANDA

14 comentários sobre “DUBLIN

  1. Herculano disse:

    As imagens postadas já demonstram ser uma atração imperdível. Além de que surpreende por não fazer parte dos lugares mais badalados, proporcionando boa relação custo-benefício. Parabéns, como de costume!

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