CRUZEIRO POR NASSAU (BAHAMAS) E LABADEE (HAITI)

Sabe aquela frase comum de viajantes que diz que a melhor parte da viagem não é o destino, mas sim o percurso/a estrada?! Pois bem. É exatamente essa a sensação de fazer um cruzeiro.

Não! Fazer um cruzeiro não é um programa só para idosos. Não! Viajar dormindo e se divertindo em um navio com uma megaestrutura com ótimas refeições e passatempos, com paradas incríveis em cidades caribenhas, mediterrânicas ou escandinávicas não é bem mais caro que um roteiro terrestre tradicional.

É para desmistificar essas “lendas” e para dividir um pouquinho da nossa maravilhosa experiência em um cruzeiro por Nassau (Bahamas) e Labadee (Haiti) que vamos dedicar esse post, fugindo um pouco do nosso padrão. Mais um motivo para você continuar lendo esse post, superar um possível preconceito e se motivar a uma aventura marítima que vale muito a pena fazer.

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

COMO CHEGAR

A forma mais prática de reservar e pagar sua cabine no cruzeiro é adquirindo um pacote no Decolar (que permite dividir em algumas prestações sem juros) ou nos sites 123Cruzeiros, Submarino ou Logitravel.

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INTERIOR DO CRUZEIRO DA ROYAL CARIBBEAN – NAVIO EXPLORER OF THE SEAS

Tratam-se de agências que intermedeiam a compra; a empresa/companhia que realiza a viagem marítima – e onde você também compra seu pacote – pode ser a Royal CaribbeanMSC, Norwegian Cruise Line ou Costa (as três primeiras são excelentes, a última recebe mais críticas).

Faça a pesquisa simulando o mês que deseja fazer o cruzeiro, a duração dele e o tipo de cabine (interna ou com vista para o mar). Dê uma olhada no itinerário – quantas e onde serão as paradas – e o tipo de navio. A depender do navio e da cabine, o cruzeiro de 5 dias/ 4 noites por algumas ilhas do Caribe pode custar entre R$ 3.000,00 e R$ 5.500,00 o casal, incluídas as refeições e a cabine de descanso e desconsiderando a passagem aérea até a cidade onde fica o porto de saída.

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

Para fazer o cruzeiro para Nassau (Bahamas) e Labadee (Haiti), o ponto de partida mais comum é o lindo, organizado e moderno porto de Miami.

Alguns pacotes de cruzeiro incluem as passagens aéreas e o transfer entre aeroporto e porto. Caso você tenha uma noção básica de inglês ou possa contratar um guia e queira aproveitar as várias vantagens de passar alguns dias em Miami (compras em incríveis outlets, bater perna em Miami Beach/Lincoln Road, ver jogo de basquete do Miami Heat, esticar a viagem até os parques de Orlando e de Tampa, conhecer o lindo balneário de casarões em Key West ou Nápoles ou se aventurar pelos pântanos cheios de jacarés na região do Everglades), recomendamos bastante essa esticada na viagem em terra firme.

Há voos diretos até Miami saindo de Guarulho/SP, do Galeão/RJ, de Brasília/DF, de Recife/PE, entre outras grandes cidades brasileiras. A duração média do voo é de 8h, e ele é operado pela LATAM, GOL, American Airlines ou Copa Airlines. O custo razoável do voo (ida e volta) é R$ 1.800,00 – R$ 2.000,00.

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NAVIO EXPLORER OF THE SEAS – ROYAL CARIBBEAN

* Faça a simulação no Skyscanner, no Decolar, no Google Flights e baixe o aplicativo de Passagens Imperdíveis para acompanhar as promoções até lá. A compra de passagens costuma ser mais barata se for feita entre terça-feira e quarta-feira. Além disso, navegue de forma anônima (Ctrl + Shift + N no Google Chrome) para ter mais chance de manter os preços de sua primeira consulta.

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

**Uma vez em Miami, basta seguir de Uber até o porto. Em uma rápida simulação, vimos que entre o aeroporto e o porto, o custo da corrida é de pouco mais de US$ 20,00; entre Miami Beach e o porto, são quase US$ 15,00; entre Downtown e o porto, menos de US$ 10,00.

Como o porto é enorme, marque como endereço de destino o Deck informado no seu cartão de embarque do cruzeiro (acessível no site da empresa marítima ou enviado dias depois com um código alfanumérico por e-mail).

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POR DO SOL EM NASSAU – BAHAMAS

QUANDO IR

Entre dezembro e abril, sobretudo janeiro e fevereiro, quando o risco de chuvas é menor nas ilhas caribenhas.

Se o destino do cruzeiro for a Europa (cidades às margens do Mediterrâneo ou na Escandinávia e Mar Báltico), a melhor época da viagem é entre junho e setembro.

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COLUMBS COVE – LABADEE, HAITI

VISTO

É obrigatório ter o visto norte-americano para cruzeiros que saem dos portos de Miami ou Fort Lauderdale. Não é necessário ter o visto para Bahamas tampouco para o Haiti.

No que diz respeito ao visto dos EUA: se você não atende aos requisitos do Programa de Isenção de Visto Americano (VWP) – que aceita viajantes com passaportes eletrônicos de ingressarem nos EUA sem visto para lazer ou negócios por, no máximo, 90 dias -, você precisará adquirir um visto para chegar naquele país. Trata-se de uma autorização de entrada e permanência provisória exigida como medida de segurança e controle em algumas nações para evitar imigrações ilegais.

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DOWNTOWN MIAMI VISTA DO NAVIO NO PORTO DA CIDADE

Para conseguir o visto, é necessário cumprir as seguintes etapas:

1) acessar o site oficial da representação norte-americana;

2) identificar o tipo de visto necessário para viajar aos EUA (normalmente o de turismo é o “B”);

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AMERICAN AIRLINES ARENA – CASA DO MIAMI HEAT (NBA) E DE SHOWS

3) preencher com atenção (sem erros, brincadeiras ou rasuras) e, ao final, imprimir o formulário online do governo americano “DS-160”;

4) ir ao site oficial do Departamento do Estado Americano e criar um conta de usuário (com seus dados corretos, que servirão de referência para o futuro envio do visto ao seu endereço por SEDEX), emitir o boleto para pagamento da taxa de solicitação do visto (MRV), agendar seu comparecimento ao CASV e também seu comparecimento à entrevista no consulado norte-americano;

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

5) comparecer ao CASV no dia agendado, levando seu passaporte novo e os antigos que tiver, a confirmação do formulário “DS-160” (aparece ao concluir o preenchimento do citado formulário) e a confirmação de agendamento (aparece após a confirmação de pagamento do boleto mencionado). Leve esses documentos sem anotações escritas de caneta ou rasuras. Esses documentos deverão ser devolvidos para você. São 7 CASVs no Brasil (Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e 2 em São Paulo). Lá no CASV, será tirada uma foto 3×4 e serão colhidas impressões digitais;

6) ir até a entrevista no Consulado dos EUA na data e horário agendado (ela só pode ser feita em Brasília, Recife, Rio de Janeiro ou São Paulo; você escolhe em qual irá ser entrevistado presencialmente). Leve para o consulado seu passaporte novo e os antigos que tiver, a confirmação do formulário “DS-160” e a confirmação de agendamento (tudo sem anotações e rasuras). Leve também os documentos que comprovem seu vínculo com o Brasil (carteira de trabalho; comprovante de residência atual; comprovante de imóvel, terreno, automóvel em seu nome; comprovante de estar cursando faculdade no Brasil; comprovante de filhos que ficarão no Brasil durante sua viagem). Nessa ocasião, seu passaporte ficará retido no consulado para análise e posterior envio do visto nele inserido;

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INTERIOR DO NAVIO EXPLORER OF THE SEAS – ROYAL CARIBBEAN

7) entrar no site oficial de Agendamento (mencionado na etapa 4) e aguardar seu passaporte chegar com o visto dentro ao seu endereço. Caso tenha optado por pegar o passaporte com visto americano no próprio CASV, basta entrar na conta de agendamento e marcar o dia em que pretende retirar o passaporte com o visto (neste caso, deverá ficar atento ao site de agendamento todos os dias para saber quando a opção “Retirar Documento” estará habilitada).

Atendidos todos esses passos, o passaporte com o visto americano estará pronto em até 10 dias úteis após a entrevista no consulado (na prática, costuma chegar entre 5 e 7 dias depois da entrevista).

As etapas listadas acima foram organizadas utilizando como orientação o site oficial do Departamento do Serviço de Visto dos EUA. Acesse-o por aqui e cumpra os passos constantes nele. Caso não tenha entendido como proceder, entre em contato conosco através do nosso e-mail ou por comentário ao final deste post.

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BANGALÔ NA NELLIE BEACH – LABADEE, HAITI

Para informações específicas e atualizadas, confira os endereços, telefones e horários de funcionamento dos 7 CASVs brasileiros neste link ou nesse aqui. Outra excelente fonte de informações sobre o visto é através do contato com a Embaixada ou com os consulados por este atalho.

*Reforçamos que não são exigidos vistos para entrar nas Bahamas nem para o Haiti para quem está com os documentos regulares ao sair dos portos da Flórida/EUA.

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MIAMI – EUA

FUSO HORÁRIO

GMT -4. Isso significa que é uma hora atrasada em relação ao horário de Brasília (desconsiderando o horário de verão). Assim, quando em Brasília o relógio marca 10h30 da manhã, em Miami, Nassau ou Labadee são 9h30 da manhã.

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ENTRADA DA ROYAL LAGOON – BAHAMAS

MOEDA

Dólar norte-americano (US$). Mesmo você não adquirindo os passeios nas Bahamas e Haiti no navio do cruzeiro – que aceita pagamento em dinheiro e cartão tranquilamente -, os comerciantes e quiosques turísticos de ambos os países das paradas aceitam a moeda oficial dos EUA (pelo menos, foi assim conosco em Nassau e Labadee).

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FAMOSAS CASAS DE SALVA-VIDAS – MIAMI, EUA

Já viaje com seus dólares comprados/trocados no Brasil. Em um cruzeiro de 5 dias, US$ 200 dólares em espécie por casal são suficientes para emergências.  Caso precise adquirir mais cédulas lá em Miami, além dos caixas eletrônicos (ATM) e bancos do aeroporto, há inúmeras unidades onde o câmbio monetário pode ser feito, conforme observa-se nesse mapa (aproxime-o para ver as alternativas mais próximas do seu local de interesse).

*Vale lembrar que a recepção principal do navio do cruzeiro costuma realizar essa troca de dinheiro, todavia, os dólares que você deixe para adquirir lá tem uma cotação bastante desvantajosa se comparado com as alternativas disponíveis em Miami.

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UMA DAS VISTAS DE UM DOS RESTAURANTES – NAVIO EXPLORER OF THE SEAS, ROYAL CARIBBEAN

IDIOMA

Inglês ou espanhol.

No cruzeiro, o staff é globalizado. Você encontra funcionários de todas as origens, inclusive brasileira.

Em Miami, o espanhol é mais falado que o inglês. Além disso, há inúmeros brasileiros morando lá. Dito isso, a comunicação na cidade mais latina dos EUA é bastante tranquila.

Em Nassau e Labadee, a equipe de suporte nas atrações conveniadas com o cruzeiro e os vendedores no centro turístico falam um inglês perfeitamente compreensível.

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PRAIA PRIVATIVA DO BAREFOOT BEACH CLUB – LABADEE, HAITI

QUANTO TEMPO FICAR/DURAÇÃO

Acreditamos que o intervalo de tempo ideal para cruzeiros pelo Caribe ou Escandinávia/Países Bálticos fica entre 5 e 10 dias; já para cruzeiros pelo Mediterrâneo (passando por cidades espanholas e/ou e/ou italianas e/ou croatas e/ou gregas e/ou turcas e/ou do Oriente Médio), recomendamos entre 10 e 20 dias.

O cruzeiro que fizemos com a Royal Caribbean com paradas em Nassau e Labadee durou 5 dias e 4 noites. Foi perfeito, equilibrado com maestria para momentos de sossego, preguiça e diversão no parque aquático e hotel flutuante e para momentos de êxtase contemplativo e turístico em praias lindas de ilhas caribenhas.

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NAVIO EXPLORER OF THE SEAS – ROYAL CARIBBEAN

Na verdade, dificilmente esse quesito é um problema para quem viaja em cruzeiro, uma vez que a logística é muito bem pensada, alternando um dia de navegação com um dia de parada em ilha/cidade litorânea. Não fica cansativo/enfadonho.

Cabe a ressalva de que é inegável a desvantagem para quem curte explorar destinos de forma aprofundada, porque isso não é possível no cruzeiro, que tem horário delimitado para tudo. É uma forma diferente de viajar, em que o destino não é o único protagonista.

Por isso, recomendamos esse tipo de turismo: 1) para conhecer cidades/ilhas sem muitos atrativos diferentes; 2) para pessoas que se contentam em visitar apenas cartões-postais famosos em uma visita internacional; 3) para quem está retornando a cidades/ilhas já visitadas anteriormente e que deseja matar a saudade de pontos específicos.

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CANHÃO NA ENTRADA DA BLUE LAGOON – BAHAMAS

COMO SAIR DO AEROPORTO DE MIAMI

Caso seu hotel/cruzeiro não tenha transfer incluído no pacote (verifique se a eventual taxa cobrada é mais barata do que o deslocamento de táxi), a forma mais cômoda/fácil é de Uber.

Recordamos que, em uma rápida simulação, o custo da corrida entre o aeroporto e o porto é de pouco mais de US$ 20,00.

Em seguida, recomendamos o Supershuttle, uma espécie de ônibus executivo/van compartilhada. Ele para em uma considerável gama de hotéis tradicionais em Miami, com preços tabelados aqui. Para encontrar, basta seguir as placas nos saguões do desembarque ou perguntar ao centro de informações.

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EXPLORER OF THE SEAS – ROYAL CARIBBEAN

Embora existam transportes coletivos eficientes e pontuais que saem do aeroporto, eles não conectam até o porto e, além disso, atendem a estações limitadas do centro da cidade.

Ainda que prefira seguir em um deles, as opções são: Metrobus Airport Express Linha 150 (ônibus) e Metro Rail (trem moderno elevado). Ambos saem da Central Station, uma espécie de anexo do aeroporto, acessado pelo terminal de desembarque através do MIA MOVER, trenzinho gratuito. As paradas do ônibus, os horários de funcionamento e seus intervalos estão aqui. As informações do trem elevado (Metro Rail) você encontra neste link. O custo de ambos é inferior a US$ 5,00 dólares e seu ingresso é pago através do EasyTicket (um cartão adquirido em cabines ou máquinas logo ao lado dos trilhos).

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MAR ABERTO NA BLUE LAGOON – BAHAMAS

ACOMODAÇÃO/HOSPEDAGEM

A acomodação no cruzeiro é boa, podendo ser em quartos/cabines internas (mais baratas, sem escotilhas para ver o mar) ou em quartos/cabines com vistas para o mar (mais caras). Independente do estilo, todas as cabines têm banheiro privativo com chuveiro aquecido – a água que cai não é salgada -, armário com cabides, TV com a programação diária do cruzeiro e dicas de segurança (além de canais a cabo), cofre, secador, toalhas, sabonetes, shampoo, condicionador, cobertores e outras amenidades.

Vale a pena levar pelo menos um conjunto de roupas mais arrumadas para a noite do comandante. Se precisar do serviço de passadoria, entre em contato com a recepção geral do navio que eles providenciam (o valor do serviço é elevado, mas ele existe caso haja uma necessidade).

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CABINE INTERNA – NAVIO EXPLORER OF THE SEAS, ROYAL CARIBBEAN

*Caso precise pernoitar ou passar alguns dias em Miami antes de fazer o cruzeiro, os melhores bairros para ficar são Downtown, South Beach (em Miami Beach) e Brickell. Por não se tratar se um post sobre Miami, seguem apenas algumas poucas opções bem avaliadas:

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CHEGANDO NA BLUE LAGOON – BAHAMAS

Para mais alternativas de hospedagens, consulte o BookingTrivagoTripadvisor. Como o custo de hospedagem convencional em Miami é muito caro, considere alugar um quarto, apartamento ou uma casa para uma temporada, tratando dos detalhes diretamente com o proprietário, através da reserva no Airbnb.

O QUE FAZER NO NAVIO (ENTRETENIMENTO NO CRUZEIRO)
  • Piscinas aquecidas e jacuzzis – espaços para relaxar e onde são organizadas atividades recreativas (jogos de vôlei, aulas de hidroginástica, competição de natação). Alguns navios mais sofisticados contam com toboáguas bem divertidos.
  • Convés principal – onde são realizadas gincanas, jogos de casais, aulas de dança, aulas de ioga, sorteios e, à noite, transforma-se em local onde são exibidos filmes (sessão de cinema).
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NAVIO EXPLORER OF THE SEAS – ROYAL CARIBBEAN (UMA CIDADE FLUTUANTE)

  • Quadra poliesportiva – local onde são realizados campeonatos de basquete, futebol e vôlei. Na maior parte do tempo elas ficam disponíveis para uso livre.
  • Parede de escalada.
  • Pista de caminhada/jogging.
  • Simulador de surf – contam com instrutores e lá dá para ter uma noção básica e se divertir bastante surfando de bodyboard ou em pé.
  • Mesas de ping-pong.
  • Campo de mini-golfe.
  • Cassino.
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NAVIO EXPLORER OF THE SEAS – ROYAL CARIBBEAN

  • Espaços de shows temáticos – seja auditório para eventos mais elaborados com mais artistas, seja em locais mais reservados para pocket shows, stand-up comedies e dança de salão.
  • Pubs e boates.
  • Mini-shopping (incluindo agência de viagens).
  • Fliperama.
  • Espaço de leitura e jogos de tabuleiro.

*Com exceção dos jogos em que você aposta no Cassino e do que você consumir nos bares, pubs e lojas, todas as demais atrações são gratuitas.

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SIMULADOR DE SURF – EXPLORER OF THE SEAS, ROYAL CARIBBEAN

O QUE CONHECER NAS ILHAS VISITADAS

Em Nassau (Bahamas), na nossa ordem de preferência:

  • Blue Lagoon – parece até artificial de tão inusitado, improvável e bonito. Uma ilhota em formato de ferradura, com uma torre de observação/mirante em pedra, uma “lagoa” transparente e calma formada pela entrada da água do mar, quiosques de bebidas, restaurante, pista paga segway, aquários naturais para banho com arraias e golfinhos e para shows com tubarões. Sem contar com as praias voltadas para o mar aberto de cor linda e trilhas guiadas.
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BLUE LAGOON – BAHAMAS

  • Parque aquático do hotel Atlantis – toboáguas que passam entre tubarões e outras espécies marítimas, piscinas de todos os tipos e tamanhos à beira do famoso mar das Bahamas (na sugestiva Paradise Island – ilha onde fica ainda o Versailles Gardens e French Cloister, a Praia Cabbage, a Predator Lagoon e vários beach clubs), shows de golfinhos, além do serviço impecável desse que é um dos hotéis mais emblemáticos do mundo, a ponto de Dubai ter inaugurado uma filial na espetacular área da ilha artificial de Jumeirah.
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HOTEL ATLANTIS – PARADISE ISLAND, BAHAMAS

  • City tour pelo centro histórico – destaque para a Rua Straw Market, para a Galeria de Arte Nacional e para a Bay Street, repleta de casinhas coloridas (não deixe de tirar fotos da Praça do Parlamento e da Casa do Governo), restaurantes caribenhos com música ao vivo e boas lojas de roupas e souvenirs. Além disso, vale a pena conhecer o Forte Charlotte, o Forte Montagu e a Escadaria da Rainha. Praias bonitas por perto: Goodman’s Bay, Montagu Beach, Arawak Cay (após bater perna pelo centrinho, negocie com um taxista local para visitar uma ou algumas dessas praias).

*Esses são os programas básicos agenciados no cruzeiro. Para ir até a Blue Lagoon ou ao parque aquático do hotel Atlantis (que é o programa mais caro e mais famoso), aconselhamos a compra do passeio no navio do cruzeiro – os tours são vendidos ao lado da recepção, no hall principal – para evitar algum golpe de um nativo ao desembarcar. Vale lembrar que são vendidos diferentes tipos de passeio para cada um desses destinos na parada (o pacote básico é o que leva você até o ponto de interesse com dia livre, mas qualquer bônus – ex. almoço, andar de segway, fazer uma trilha guiada, etc… – é acrescido no preço mínimo). O pagamento é feito na véspera do final do cruzeiro ou no dia do término e aceita cartão de crédito habilitado para uso internacional.

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

**Se preferir descer em Nassau para conhecer o centrinho comercial e histórico, passeando pelas praias da capital, recomendamos que não compre o pacote do city tour no navio. Isso porque é muito fácil e tranquilo caminhar pelas ruas de Nassau a partir do pequeno e bonito  porto e, quando você cansar, pode parar no bar/restaurante que quiser ou contratar um motorista-guia local (bem mais barato do que o staff do cruzeiro) para levar até as melhores praias nas redondezas: Goodman’s Bay, Montagu Beach e Arawak Cay.

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MAR ABERTO NA BLUE LAGOON – BAHAMAS

Em Labadee (Haiti), península privativa dos cruzeiros da Royal Caribbean, na nossa ordem de preferência:

  • Columbus Cove – praia sossegada, com balanços fotogênicos, espreguiçadeiras sob a sombra dos coqueiros, banda de músicos locais, restaurante, bares (prove o drink Labadeesa; delicioso!) e um mar de água verde lindo, limpo e calmo.
  • Nellie’s Beach – com um mar mais de cor azul mais clara (quase branca no raso), essa pequena praia é cercada por bangalôs de palha super charmosas. Local excelente para a prática de snorkel por ter pedras e corais por perto.
  • Letreiro da península com o navio ao fundo.
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COLUMBUS COVE – LABADEE, HAITI

  • Adrenaline Beach – fica na costa norte da península, e é onde se encontra uma enorme tirolesa (Dragon’s Tail Coaster). O mar não é tão bonito quanto nas praias anteriores, mas a infraestrutura é excelente (muitas cabanas e espreguiçadeiras), com muitos aparelhos que emulam esportes radicais, além de uma quadra de basquete. O passeio de tirolesa, de jet ski, de lancha para fazer snorkel em mar aberto; o ingresso no parque aquático, tudo isso é cobrado e pago à parte, seja na agência ao lado da recepção geral do cruzeiro, seja nos quiosques específicos nas praias de Labadee.

*Se você não tem filho pequeno e não é fã de tirolesas, não precisa gastar nada na surpreendentemente linda Labadee, exceto as bebidas que consumir.

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BANGALÔ NA NELLIE BEACH – LABADEE, HAITI

** Caso goste das atrações esportivas ou de aventuras, contrate no navio alguma atividade (passeio de lancha, jet ski, parasail, caiaque) que saia da Buccaneer’s Bay.

**Para ter uma experiência ainda mais fantástica na península haitiana de mar esverdeado e limpo, cercado de montes, compre no navio o pacote que dá direito a um dia de relaxamento na praia privativa Barefoot Beach. É nela que se encontram os melhores bangalôs de palha com a vista mais bonita e o trecho de mar mais estonteante.

OBS: Em ambas as ilhas visitadas, o tempo livre com navio atracado no porto vai das 8h30/9h até 17h.

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VIDA MANSA COM UMA LABADEESA NA COLUMBUS COVE – LABADEE, HAITI

COMO SE DESLOCAR EM NASSAU (BAHAMAS) E EM LABADEE (HAITI)

No dia das paradas, antes do desembarque no porto, os turistas são reunidos no auditório do navio em grupos organizados conforme a atividade contratada, recebendo pulseiras coloridas que identificam o passeio específico comprado. Basta seguir as orientações dos diferentes guias, que encaminharão para filas determinadas sem muito tempo de espera até o destino pretendido.

Nassau é um lugar mais amplo e, caso você não tenha contratado algum passeio no navio, a locomoção por lá é feita basicamente a pé (pelas ruas e monumentos principais do centro histórico), de táxi até as praias mais bonitas da capital (Goodman’s Bay, Montagu Beach, Arawak Bay,) e até Paradise Beach ou de barco/lancha com algum navegador local até uma praia mais tranquila e afastada.

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

Labadee é bem menor e, na hipótese de você não haver contratado um tour saindo da Buccaneer’s Bay, todo o deslocamento pode ser feito a pé ou em carrinhos de golfe gratuitos com um motorista contratado pela Royal Caribbean.

*Em Miami, embora existam linhas turísticas gratuitas de trolley (pequenos ônibus com design vintage), a melhor forma de circular é de carro alugado ou por meio de Uber. O mapa dos itinerários dos trolleys você confere aqui. Se preferir circular de ônibus regular em Miami Beach (menos de US$ 3,00 a passagem), adquira um Easy Ticket e combine as linhas 115 ou 117 + South Beach Local.

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PELOS CORREDORES DE CABINES – CRUZEIRO DA ROYAL CARIBBEAN

CULINÁRIA/RESTAURANTES

O navio da Royal Caribbean tem comida super variada. Opções fit (saladas, grãos), veganas, carnívoras (churrascos) e gordurosas (pizzas, hamburgers, pastéis, empanados, macarronadas, cookies, tortas, sorvetes), sem contar os frutos do mar; tudo em abundância em refeições e lanches que duram mais de 3h e já incluídos no preço do pacote do cruzeiro.

Destaque para o jantar, servido em um salão mais elegante, com um menu mais sofisticado e saboroso, com o atendimento impecável de garçons e chefes simpáticos para os quais vale a pena deixar uma boa gorjeta na última noite do navio.

Algumas bebidas (água, refrigerantes e poucos sucos artificiais) são gratuitos. Caso deseje consumir drinks elaborados e/ou cervejas, sugerimos que contrate o pacote de bebidas ilimitadas. A depender do quanto você deseja beber no cruzeiro, o combo sai muito mais em conta do que pedir 1 bebida alcoólica por dia.

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COMPRAS

Há lojas de roupas, calçados, cosméticos e joias no navio, todas elas com preços muito mais elevados que os praticados em mercados regulares da terra firme.

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CRUZEIRO DA ROYAL CARIBBEAN – NAVIO EXPLORER OF THE SEAS

Em Nassau, há ótimas lojas e mercados de roupas e souvenirs artesanais nas ruas próximas ao porto. Por sua vez, em Labadeee, os pontos de vendas (com comerciantes insistentes) concentram-se no caminho de terra batida entre a Adrenaline Beach e a Columbus Cove).

Feitas essas considerações, se seu cruzeiro partir de Miami, a melhor decisão é reservar pelo menos 1 dia inteiro para compras nessa cidade que é o paraíso do consumo.

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VISTA DA TORRE DA BLUE LAGOON – BAHAMAS

Em Miami, os melhores locais de compras são os outlets Dolphin Mall (perto do aeroporto) e o gigantesco Sawgrass Mills, bem como a fantástica rua Lincoln Road, em Miami Beach. Lá você encontra lojas de marcas internacionais (Michael Kors, Calvin Klein, Tommy, Lacoste, Dolce&Gabana, Banana Republic, Gap, Burberry, Versace, Kiko, etc…) e lojas de departamento multimarcas (Ross, Macy’s, Target, Bloomingdale’s, Fifth Saks Avenue), além de praças de alimentação com restaurantes excelentes.

Os mencionados outlets são acessíveis de ônibus shuttle (Gray Line para o Dolphin Mall; Simon Guest Services para o Sawgrass Mills; custo aproximado da passagem para cada um desses centros de compra: US$ 15,00 a US$ 20,00, ida e volta) que parte de alguns hotéis referência em Miami e da galeria comercial Bayside Marketplace (fica aqui).

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CARTÃO DE ACESSO À CABINE E DE CÔMPUTO DE CONSUMO DE PASSEIOS E COMPRAS NO NAVIO

Como dito acima, outro lugar imperdível para compras (ainda que não exclusivamente para isso) é a famosíssima Lincoln Road, em Miami Beach (fica aqui). Trata-se da avenida para pedestre no endereço mais bacana da cidade, com inúmeras lojas e lindos restaurantes em prédios de fachadas art deco, com um paisagismo no canteiro central super bonito, charmoso e convidativo. Mesmo se você não sair de lá sem sacolas, você vai se apaixonar pela caminhada nesse local.

OBS: Nos outlets, antes de ir até o caixa, vale a pena somar suas compras com os descontos na calculadora do seu celular e tirar fotos dos descontos de cada peça que você deseja comprar. Isso porque, muitas vezes (e isso foi mais comum nas lojas da Tommy), elas não incluíam o valor do desconto, encarecendo o preço total.

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RESTAURANTE – CRUZEIRO ROYAL CARIBBEAN

VIDA NOTURNA

No navio do cruzeiro – além dos pubs, boates, cassinos e auditórios para shows coreografados, por lá rolam eventos como “a noite do comandante” (em que o líder do navio recebe os turistas para fotos e faz o discurso de agradecimento apresentando as pessoas mais importantes da tripulação; nesse dia, tente entrar no clima e leve uma roupa mais arrumada, traje esporte fino), a “noite do vermelho”, a “noite do branco”, a “noite havaiana”. Todos esses eventos já incluídos no preço do cruzeiro.

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SOUTH BEACH – MIAMI, EUA

Em Miami, sugerimos as noites na Lincoln Road ou em algum bar da Ocean Drive entre as ruas 10 e 6, em South Beach. Não deixe de conferir a programação da American Airlines Arena, onde acontecem jogos de basquete do Miami Heat e alguns shows.

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NOITE DO COMANDANTE COM ESPUMANTE LIBERADO – CRUZEIRO ROYAL CARIBBEAN

NOSSA EXPERIÊNCIA

Fizemos o cruzeiro com a Royal Caribbean, no início de fevereiro de 2020. Foram 5 dias – de sol forte, céu quase nuvens e muito vento na ida – e 4 noites com paradas em Nassau (Bahamas) e Labadee (Haiti). Nosso navio foi o Explorer of the Seas. Embora não seja o melhor da frota, é excelente, confortável, com muitas opções de entretenimento e com um interior muito bonito.

Compramos nossos pacotes do cruzeiro 3 meses antes da viagem, pelo site da Decolar, em uma cabine interna (sem vista para o mar) com todas as refeições inclusas. Logo após a compra, recebemos no e-mail nosso código localizador. Duas semanas antes do embarque, inserimos o código no campo de check-in do site da Royal Caribbean e recebemos a confirmação da cabine e as orientação quantos às bagagens e embarque, incluindo o deck e plataforma que deveríamos ir para entrar no navio.

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POR DO SOL EM NASSAU – BAHAMAS

Saímos do porto de Miami, uma cidade surpreendente e muito agradável, onde pousamos vindos de um voo de Toronto (onde fizemos um intercâmbio no mês anterior). Chegamos no porto de Uber, em uma corrida a partir de nossa acomodação no bairro de Brickell. Entregamos nossas malas – 2 para cada um – a um funcionário credenciado da empresa no deck informado no cartão. Recebemos as etiquetas de comprovante da mala e seguimos na fila, passando por detector de raio-x, até chegarmos no balcão. Lá recebemos o cartão de acesso à cabine. Entramos no enorme flutuante, deixamos nossas bagagens de mão e passeamos pelos inúmeros ambientes da embarcação. Participamos o exercício simulado de uso de salva-vidas e de botes; pouco depois o cruzeiro saiu do porto.

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Apenas sentimos o balanço do mar no navio durante o primeiro dia. O desconforto foi leve e só sentimos um enjoo passageiro. Sequer precisamos tomar um Dramin ou Engov (mas vale a penha ter uma cartela de cada um desses remédios na bagagem).

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MAR ABERTO DA BLUE LAGOON -BAHAMAS

No navio não pagamos absolutamente nada, nem mesmo para fazer aulas de surf, para tomarmos sorvetes, para participarmos de competições, gincanas, para ir à boate, ao jantar do comandante, para entrar nas piscinas quentes, para ver algum show no auditório… A Internet não funcionou direito durante o cruzeiro, sobretudo nos dias de navegação. Só conseguimos nos comunicar e postar no Instagram momentos antes de o navio deixar o porto de Labadee e quando atracamos em Miami. Sugerimos que contratem um chip de Internet ilimitada com abrangência para o Caribe/América Central (o nosso só tinha alcance nos EUA e Canadá, países onde passamos mais dias antes do cruzeiro).

O clima de festa e confraternização era geral e constante. Todo mundo no maior alto-astral, sem pensar em problema algum. O público em geral era de casais com filhos crianças ou pré-adolescentes ou filhos com pais idosos (havia casais em lua de mel e grupos de amigos jovens e adultos, mas eram minoria). O staff do navio foi bastante prestativo e criativo ao prender a atenção de todos com jogos e atividades nos dias em alto-mar.

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NO ALTO DA TORRE DA BLUE LAGOON – BAHAMAS

A cabine era de um tamanho satisfatório, com uma cama confortável, banheiro privativo com bom chuveiro e amenidades. Recomendamos a que tenha vista para o mar, que é muito mais charmosa para acordar.

Adoramos as refeições. Comida deliciosa e muito variada, seja para quem segue uma dieta saudável, seja para quem está a fim de colocar o “pé na jaca”. Não houve nenhum incidente de intoxicação alimentar no cruzeiro. Tudo muito bem preparado e limpo, com mesas sempre atendidas por garçons e funcionários de limpeza. O salão do jantar era muito bonito e com atendimento e menu impecáveis, incluindo entrada, prato principal e sobremesa (cada uma dessas etapas com três a quatro alternativas, que mudavam todas as noites).

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NO BANGALÔ DA NELLIE BEACH – LABADEE, HAITI

No tocante ao lazer, nossas atrações preferidas foram as aulas de surfe (com o simulador de uma onda sem fim), a Royal Promenade – “avenida principal” que ligava a recepção central ao cassino, passando por pubs e lojas, e onde aconteciam eventos no início da noite, como a apresentação do comandante e o show do DJ do navio – e o convés das piscinas e pista de caminhada, onde havia um telão que transmitia clipes de dia e filmes à noite.

Na parada das  Bahamas, fizemos o day tour até a lindíssima Blue Lagoon – passeio contratado na agência do navio (ao lado da recepção geral) na véspera. O preço é bastante salgado, mas foi mais em conta do que a opção do parque aquático do hotel Atlantis, na Paradise Island, e mais bonito que a alternativa de passar as horas nas ruas de Nassau. Seguimos a orientação dos grupos feita no auditório do navio, recebendo uma pulseira de cor e número específico para aquele passeio, que começou assim que descemos no porto às 8h30/9h.

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

Foi na Blue Lagoon que tiramos nossas fotos preferidas do cruzeiro, com praias de águas calmas e diferentes cores tanto na área interna quanto na externa da ilhota. Lá fizemos uma trilha guiada leve com acesso a uma lindo mirante no alto de uma torre antiga de pedra.

Ficamos lá até a hora do almoço, bastante satisfeitos com o que vimos. Regressamos mais cedo para o porto, tendo tempo para circular pelas ruas de casas coloridas da capital Nassau. Lá fizemos compras e tiramos fotos. Achamos aquele trecho de cidade bem aprazível e bem conservado. Voltamos de vez para o navio perto da hora do por do sol, realizados por um dia incrível e sossegado na principal cidade de uma das ilhas mais famosas do Caribe. Com certeza, queremos voltar.

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NO INTERIOR DO CRUZEIRO ROYAL CARIBBEAN

Na parada do Haiti, circulamos pela península privativa de Labadee. Foi inesperadamente maravilhoso. Tá certo que aquele grande beach club cercado de lindos montes arborizados, onde tudo parece perfeito/irretocável é uma minúscula exceção à realidade brutal do paupérrimo e trágico país, assolado por desigualdades, falta de serviços sanitários básicos, e por terremotos e furacões.

Caminhamos para fazer o “reconhecimento da área” começando pelas praias da costa norte. Embora a infra-estrutura desse trecho seja impecável, com tendas, balanços, espreguiçadeiras, cabanas, bancos e redes na água do mar e uma imensa tirolesa, foi na costa sul que encontramos nossas praias preferidas: Columbus Cove e Nellie’s Beach. A primeira com um mar esverdeado transparente e a segunda mais azulada, com bangalôs nas pedras que ladeiam a praia. Cenários vizinhos deslumbrantes. Passamos horas muito felizes e sossegadas nesse cantinho de Labadee.

Veredicto: o cruzeiro superou todas as expectativas e os preconceitos que tínhamos. Foi divertido, seguro, bonito, confortável. Lá nos livramos de todas as preocupações, rimos/dançamos e brincamos muito, comemos bem demais, fomos tratados com respeito e simpatia enormes (comparável a pouquíssimas viagens que fizemos antes, e curtimos praias lindas. Os únicos pontos negativos foram os elevadíssimos preços dos passeios contratados no navio e o pouco tempo nas Bahamas (o ideal seriam 2 dias para podermos escolher mais de um destino na programação naquele lindo trecho do país). Mas apenas esses contratempos. O resto foi incrível e já queremos nos preparar para outra aventura relaxante assim nas próximas viagens.

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LABADEE – HAITI

DICAS

⇒ Prefira fazer o cruzeiro pelas ilhas do Caribe entre dezembro e abril. Fora dessa época, há uma chance grande de você enfrentar dias de chuva em destinos que devem ser visitados com muito sol, quando o mar fica ainda mais bonito.

⇒ Contrate o pacote do cruzeiro com, pelo menos, três meses de antecedência para conseguir os melhores preços nas melhores cabines. Reserve uma que tenha vista para o mar.

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POR DO SOL VISTO DA CABINE EXTERNA DO NAVIO EXPLORER OF THE SEAS – CRUZEIRO ROYAL CARIBBEAN

⇒ Além dos óbvios itens (filtro solar, chapéu/boné, roupa de banho, calçado leve), não esqueça de colocar na mala uma roupa mais arrumada – traje esporte fino – para a noite do comandante. Não é obrigatório, mas é divertido entrar no clima de uma “festa à fantasia” em alto-mar. Faça de um jeito que ela não amasse para evitar usar o caríssimo serviço de passadoria do navio – é proibido levar o próprio ferro.

⇒ No dia do embarque, procure chegar no porto nas primeiras horas autorizadas para o ingresso (11h ou meio-dia). Isso para que não tenha que encarar uma grande fila no despacho de bagagens e no recebimento do cartão da cabine, e para que possa curtir o navio parado antes dele seguir viagem.

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LABADEE – HAITI

⇒ Viaje com um chip de Internet ilimitada que tenha cobertura ao longo da viagem, sobretudo no Caribe. A gente adora e recomenda o EASYSIM4U.

⇒ Leve um adaptador universal e um carregador portátil para ter sempre bateria nos seus aparelhos eletrônicos. A tomada nas Bahamas e no Haiti é do mesmo tipo dos EUA (e é a mesma encontrada no navio do cruzeiro).

CURIOSIDADES

→ A capital das Bahamas foi fundada por britânicos em meados do século XVII recebendo o nome de Charles Town, em homenagem ao restaurador monárquico da Inglaterra, Carlos II). Após ser destruída pelos espanhóis em 1664, foi reconstruída com o novo nome de Nassau, em homenagem ao rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda, Guilherme II, que era proveniente da casa/linhagem holandesa de Orange-Nassau.

→ Nassau concentra 70% da população das Bahamas. Já foi bastião/república de piratas, tendo sido solidamente ocupada no fim do século XVIII por milhares de legalistas norte-americanos e seus escravos, após a Guerra Revolucionária dos EUA.

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

→ Nassau fica a apenas 290 km à leste de Miami, sendo um comum destino de férias com filiais de resorts norte-americanos. O hotel Atlantis é o maior empregador privado do país.

→ Os carros em Nassau dirigem na mão inglesa, embora circulem cada vez mais veículos construídos com volante no lado esquerdo, visto que importados dos Estados Unidos.

→ Nassau foi uma das principais locações do filme Help!, dos Beatles. Lá também foram filmadas cenas dos filmes de 007 Somente para os seus olhos e Cassino Royale.

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

→ Labadee (Haiti) é península na costa norte do Haiti. Não é uma ilha. Lá fica instalado um resort privativo da Royal Caribbean (só cruzeiros dessa companhia fazem paradas lá). A empresa paga ao governo haitiano US$ 12,00 por cada turista que desembarca no local em seus navios. Além disso, emprega cerca de 300 haitianos no local, além de autorizar outros 200 a ficarem responsáveis pelo comércio.

→ O nome Labadee é uma adaptação de La Badie, o marquês francês pioneiro na ocupação da península no século XVII.

→ A Royal Caribbean administra e financia melhorias na região desde 1986 e o contrato com o governo do Haiti prevê essa parceria até 2050.

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NASSAU – BAHAMAS

→ Em 2009, a empresa investiu US$ 55 milhões em melhorias de infraestrutura em Labadee, tendo auxiliado o governo do Haiti com uma contribuição adicional de US$ 1 milhão para os esforços de socorro após o terremoto que devastou o país em janeiro de 2010, colocando à disposição seus navios para trazer suprimentos e pessoal.

→ O Haiti é o terceiro maior país do Caribe, em área e população, dividindo com a República Dominicana a Ilha Hispaniola (atual Ilha de São Domingos, a segunda maior ilha caribenha, e onde Cristóvão Colombo desembarcou ao chegar na América em 5/12/1492).

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BLUE LAGOON – BAHAMAS

→ O Haiti foi o primeiro país da América Latina a tornar-se independente (em 1804). O único cujo processo de independência foi resultado de uma revolução de escravos liderados por escravos. É a segunda república mais antiga das Américas e é o país mais pobre do continente.

→ Haiti e Canadá são os únicos países da América que reconhecem o francês como língua oficial.

→ A Royal Caribbean é uma empresa de origem norueguesa, fundada em 1968. Conta com uma frota de 24 navios, que estão entre os maiores do mundo.

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POR DO SOL VISTO DO CRUZEIRO DA ROYAL CARIBBEAN – NAVIO EXPLORER OF THE SEAS

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